VILÊNCIA

A Comissão de Educação aprovou o projeto que prevê uma formação permanente dos profissionais de educação para a identificação de violência contra crianças e adolescentes. De autoria da deputada Benedita da Silva, do PT do Rio de Janeiro, a proposta contou com relatório favorável da senadora Teresa Leitão, do PT de Pernambuco. A relatora apontou que as crianças passam grande parte de seu dia na escola e que a criação de um ambiente acolhedor pode permitir que os alunos possam revelar as agressões sofridas em casa.
Teresa – A formação permanente dos profissionais da educação para um olhar mais atento aos sinais indicativos de qualquer desordem com crianças e adolescentes faz todo o sentido. É certo que, mesmo sob a condição de estudantes, que passam uma parte expressiva de sua jornada diária na escola, muitas crianças e adolescentes têm dificuldades para falar sobre sua situação, especialmente quando são vítimas.
A senadora Damares Alves, do Republicanos do Distrito Federal, contou sua experiência pessoal e afirmou que sentiu falta de um olhar atento e preparado das diversas pessoas que dividiam o seu cotidiano.
Damares – Eu fui estuprada aos seis anos de idade. A minha rede de proteção era a escola, a família e a igreja. As minhas três redes de proteção falharam comigo em não ler os sinais que eu mandava. De que eu estava sendo vítima de violência sexual. Se um professor, a merendeira, alguém da portaria da escola tivesse observado que eu estava sendo vítima e que eu estava num cativeiro de dor e sofrimento e tivesse me abraçado e dito para mim que eu não era culpada daquilo a minha vida teria sido bem diferente.
O projeto segue agora para análise da Comissão de Assuntos Sociais. (Da Rádio Senado).