O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou “quatro a cinco semanas” de guerra com o Irã foram projetadas pelas forças americanas, mas o conflito pode ir além disso.
“Já estamos bem à frente das nossas projeções de tempo, mas seja qual for o tempo, está tudo bem, custe o que custar, nós sempre faremos… e temos feito isso desde o início, projetamos de 4 a 5 semanas, mas temos capacidade para ir muito além disso”, afirmou em coletiva nesta segunda-feira (2).
Mais cedo, o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional iraniano, Ali Larijani, disse que o país se preparou para um guerra longa.
“O Irã, ao contrário dos Estados Unidos, se preparou para uma guerra longa”, escreveu Larijani na rede social X, no terceiro dia do conflito deflagrado com o ataque dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã.
De acordo com Larijani, o Irã se “defenderá ferozmente” e protegerá sua “civilização de seis mil anos” de antiguidade a qualquer custo. “Faremos com que nossos inimigos lamentem seu erro de cálculo”, publicou.
“Como nos últimos 300 anos, o Irã não iniciou esta guerra, e nossas valentes Forças Armadas não participaram de ataques, exceto em legítima defesa”, finalizou Larijani.
E-mails de Epstein sugerem que Trump sabia “sobre as garotas” vítimas de tráfico sexual. (Foto: ANNA MONEYMAKER / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / GETTY IMAGES VIA AFP)
A carta de Trump chegou para Lula na sexta (16) via Embaixada brasileira em Washington
@Estadão Conteúdo
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, convidou o governo do presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, para integrar o “Conselho de Paz”, organismo internacional proposto pelo governo americano para discutir uma saída política para o conflito na Faixa de Gaza.
A carta chegou para Lula nesta sexta (16) via Embaixada brasileira em Washington. A informação foi noticiada pelo ICL Notícias e confirmada pela reportagem. Ainda não há informações se o presidente brasileiro aceitará o convite.
O anúncio da criação do conselho foi feito por Trump nesta quinta-feira, 15, como um elemento chave da fase dois de um plano apoiado por Washington para pôr fim à guerra no território palestino.
“É para mim uma grande honra anunciar que O CONSELHO DE PAZ FOI FORMADO”, escreveu Trump em sua plataforma Truth Social, e adicionou que os membros do órgão serão anunciados “em breve”.
A Casa Branca anunciou ontem a composição do conselho executivo do organismo, que será presidido por Trump e contará com o secretário de Estado Marco Rubio, o enviado especial para o Oriente Médio Steve Witkoff, o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair, o genro de Trump Jared Kushner, o presidente do Banco Mundial Ajay Banga, o diretor-executivo da Apollo Global Management Marc Rowan e o vice-conselheiro de segurança nacional dos EUA Robert Gabriel.
O diplomata búlgaro Nickolay Mladenov, ex-alto funcionário das Nações Unidas, atuará como Alto Representante para Gaza. Os detalhes operacionais e o alcance efetivo da atuação do conselho ainda deverão ser definidos, segundo informou a Casa Branca.
Trump também convidou a Argentina para integrar como membro fundador o “Conselho da Paz”. O convite foi confirmado pelo presidente argentino, Javier Milei, que divulgou neste sábado, 17, em suas redes sociais a carta enviada por Trump com o convite formal.
Na mensagem, Trump afirmou que a iniciativa baseia-se em um plano de 20 pontos para a região e prevê a criação de um novo organismo internacional com funções ampliadas. “No centro do plano está o Conselho da Paz, que será estabelecido como uma nova organização internacional e uma administração de governo de transição”, escreveu o presidente americano.
Trump destacou que o grupo reunirá países dispostos a assumir a responsabilidade de construir uma “paz duradoura” e que cada integrante poderá designar um representante para participar das reuniões.
Milei agradeceu o convite e sinalizou convergência com a proposta americana. “É uma honra para nós fazer parte de uma organização criada para promover uma paz duradoura em regiões afetadas por conflitos, começando pela Faixa de Gaza”, escreveu o presidente argentino em publicação na rede social X.
“A Argentina sempre estará ao lado das nações que combatem o terrorismo, defendem a vida, a propriedade e promovem a paz e a liberdade”, acrescentou.
O presidente do Paraguai, Santiago Peña, também publicou em rede social sobre o convite. “Aceitamos com orgulho a responsabilidade de trabalhar ao lado dos Estados Unidos por uma paz duradoura para todos”, disse, também ao publicar a carta de Trump.
Alckmin, Haddad e Mauro Vieira esperam fazer visita a Washington em breve, mas percepção é que governo Trump tem outras prioridades
Depois da reunião entre Lula e Donald Trump na Malásia, ficou acertado que o trio de ministros Mauro Vieira (Relações Exteriores), Fernando Haddad (Fazenda) e Geraldo Alckmin (Desenvolvimento, Comércio e Serviços) faria uma reunião em Washington com seus homólogos americanos – os secretários Marco Rubio (de Estado) e Scott Bessent (Comércio) e o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer.
O encontro, no entanto, segue sem data para acontecer. Havia a expectativa de que as negociações pela reversão do tarifaço fossem retomadas nesta semana. Mas fontes da diplomacia brasileira relataram ao Radar que o cenário atual é de silêncio no rádio. E não há nenhuma movimentação para viabilizar uma reunião na capital americana nos próximos dias.
Na última quinta-feira, Greer disse que o governo dos EUA está “analisando o formato” do possível acordo comercial com o Brasil, mas esse processo poderia demorar “algumas semanas ou meses”. E acrescentou: “Queremos ter certeza de que os brasileiros (…) estejam prontos para colaborar.”
O governo Lula já colocou na mesa a possibilidade de reduzir as tarifas cobradas sobre a importação de etanol americano – que é, inclusive, um dos produtos em que de fato os Estados Unidos têm déficit comercial com o Brasil (algo totalmente diferente das constantes declarações de Trump de que os americanos sofrem um “enorme” déficit no comércio bilateral como um todo).
Mas um assunto que promete ser mais espinhoso gira em torno da regulação das big techs proposta pela administração petista. Trump vê medidas de endurecimento de controle de conteúdo e multas por por descumprimento como ataques à liberdade de expressão de empresas americanas e, até, o “roubo” de dinheiro delas.
Além disso, cresce no Itamaraty a percepção de que pode demorar mais que o Brasil gostaria para se obter algum avanço nas tratativas bilaterais com os Estados Unidos, com Washington evidenciando que tem outras prioridades na política externa, sendo a principal delas evitar a deflagração de uma guerra comercial com a China.
Leia mais em: https://veja.abril.com.br/mundo/itamaraty-ve-clima-esfriar-para-nova-conversa-com-os-eua-sobre-o-tarifaco/
que tem outras prioridades na política externa, sendo a principal delas evitar a deflagração de uma guerra comercial com a China.
Mesmo na América Latina, o maior foco de Trump é hoje ostentar a presença militar perto da costa da Venezuela, com um discurso ambíguo sobre o real objetivo de ataques a barcos em águas internacionais sob o pretexto de combater o narcotráfico – de fato, o presidente americano não faz questão de esconder o desejo de ver a queda do regime de Nicolás Maduro.
A escolha de Marco Rubio como o principal negociador americano semeou incertezas entre autoridades brasileiras sobre quão linha-dura o republicano descendente de cubanos seria nas tratativas. Na verdade, a aparente falta de disponibilidade do secretário de Estado dos EUA para receber a comitiva do governo Lula já está se mostrando, em si, um empecilho para o desenrolar das negociações.
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante jantar de gala oferecido pelo Primeiro-Ministro da Malásia, Anwar Ibrahim. Foto: Ricardo Stuckert/PR
Em viagem à Malásia, presidente recebe homenagens de líderes mundiais
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nascido em 27 de outubro de 1945, em Garanhuns (PE), se tornou o primeiro presidente octogenário no exercício do poder Executivo no Brasil. Este é o terceiro mandato presidencial de Lula, após ter exercido a mesma função de 2003 a 2006 e de 2007 a 2011.
Aos 80 anos completados nesta segunda-feira (27), o governante supera o recorde anterior do ex-presidente Michel Temer, que deixou o cargo aos 78 anos, em 2018.
O terceiro presidente brasileiro mais velho em exercício foi Getúlio Vargas, em seu segundo mandato, que morreu aos 72 anos, em agosto de 1954.
Por outro lado, o mais jovem ocupante da cadeira no Palácio do Planalto foi Fernando Collor de Mello, aos 43 anos, que deixou o cargo após impeachment, em setembro de 1992.
Aniversário no exterior
Lula recebeu homenagens durante sua viagem oficial à Ásia. Na Malásia, a celebração ocorreu em jantar de gala e bolo oferecido pelo premiê do país asiático, Anwar Ibrahim.
Em entrevista coletiva de imprensa na Malásia, o presidente comentou a data.
“Estou completando 80 anos de idade no melhor momento da minha vida. Eu nunca me senti tão vivo e com tanta vontade de viver. Por isso, digo a todos que espero viver até os 120 anos. A partir de hoje, faltam só 40 [anos]”, disse.
Em sua rede social, o mandatário brasileiro agradeceu as homenagens recebidas em Kuala Lumpur, capital malaia.
“Finalizo o dia de hoje entre novos amigos e antigos companheiros que encontrei aqui na Malásia. Chefes de Estado do Sudeste Asiático e países convidados, que fizeram uma bonita homenagem pelo meu aniversário. A todos eles, minha profunda gratidão.”
Lula disse que espera encontrar todos em breve no Brasil, durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30), prevista para ocorrer entre 10 e 21 de novembro, na cidade de Belém.
Dias antes, Lula recebeu homenagem antecipada na Indonésia, a convite do presidente indonésio Prabowo Subianto.
Felicitações
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, desejou feliz aniversário ao presidente brasileiro por seus 80 anos, em contato com jornalistas a bordo do avião presidencial Air Force One, a caminho do Japão.
“Eu quero desejar feliz aniversário ao presidente. É aniversário dele hoje. Vocês sabiam disso? É um cara muito vigoroso, na verdade. Fiquei muito impressionado. Então, feliz aniversário”, declarou o norte-americano afirmando que teve uma “boa reunião” com o brasileiro, no domingo (26).
Ao chegar na 20ª Cúpula da Ásia no Leste, nesta segunda-feira, Lula se encontrou com o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa. Em tom bem-humorado, Ramaphosa brincou ao dizer que o brasileiro ‘está fazendo apenas 25 anos’. O relato foi publicado por Lula em seu perfil oficial no X.
No Brasil, o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, enviou felicitações, mencionando que comemora o 80º aniversário “junto com todos os brasileiros que escolheram a democracia como forma de realizar as suas esperanças”.
Diversos outros ministros também parabenizaram a liderança pela data. Entre eles, o novo ministro-chefe da Secretária-geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, o da Educação, Camilo Santana, e da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro.
Outras personalidades políticas também enviaram felicitações, como o prefeito do Recife, João Campos. “Hoje é dia de celebrar os 80 anos de um dos maiores líderes mundiais, de uma história incrível e de uma luta incansável pelo povo brasileiro”, postou em seu perfil social na plataforma Instagram.
Retorno ao Brasil
Até esta terça-feira (28), o presidente Lula e a comitiva brasileira cumprem agenda oficial em Kuala Lumpur (MY), a convite do primeiro-ministro Anwar Ibrahim, e participam da 47ª Cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean).
A visita tem o objetivo de intensificar e diversificar o comércio e os investimentos bilaterais, com foco em setores estratégicos como energia, ciência, tecnologia e inovação.
Governadora cumpre agenda com representantes de empresas dinamarquesas
A governadora Raquel Lyra iniciou, nesta quinta-feira (23), sua agenda na Dinamarca com uma série de encontros voltados à expansão de investimentos em Pernambuco. Em Copenhague, a gestora se reuniu na Dansk Industri, a casa da indústria dinamarquesa, com representantes de empresas dinamarquesas e aproveitou para apresentar o potencial de Pernambuco como destino estratégico para novos negócios.
A chefe do Executivo Estadual apresentou o ambiente econômico de Pernambuco a executivos de empresas como a Topsoe (transição energética), Novo Nordisk (farmacêutica) e Copenhagen Infrastructure Partners (gestora de fundos de investimento em infraestrutura de energia renovável), que manifestaram interesse em aprofundar estudos sobre oportunidades no estado.
“Pernambuco está pronto para receber os investimentos dinamarqueses. Os avanços que tivemos nos últimos anos reafirmam nosso compromisso com a expansão de investimentos e o fortalecimento da nossa infraestrutura. Nosso estado é um destino estratégico, com oportunidades concretas e políticas que estimulam o desenvolvimento econômico de forma sustentável e integrada”, ressaltou a gestora.
No final do dia, a gestora também se reuniu com o CEO da European Energy, Knud Erik Andersen, e diretoria da empresa para discutir os andamentos dos projetos para Pernambuco. A empresa tem um acordo assinado com o Estado para a instalação da primeira indústria de produção de e-metanol do Brasil, no Complexo de Suape. O investimento previsto é de R$ 2 bilhões, além da geração de 250 empregos diretos e 15 mil indiretos.
“Mostramos nossos diferenciais, apresentamos o Porto do Suape e as evoluções que temos feito no investimento em infraestrutura e na forma como melhoramos o ambiente regulatório e de proximidade com o setor privado para que a gente construa um Pernambuco melhor”, concluiu o secretário de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, Guilherme Cavalcanti.
Reuniões
Ainda na capital dinamarquesa, em agendas de prospecção setorial, a governadora Raquel Lyra participou de reunião com o Fundo de Investimentos da Dinamarca, que já possui aportes em Pernambuco, e sinalizou disposição de ampliar investimentos de impacto nas áreas de energia, segurança alimentar e saúde.
Acompanharam a governadora os secretários estaduais João Salles (Assessoria Especial à Governadora e Relações Internacionais), e André Teixeira Filho (Mobilidade e Infraestrutura); além do presidente do Complexo Industrial Portuário de Suape, Armando Monteiro Bisneto, do presidente do Sindaçúcar-PE, Renato Cunha, do Embaixador do Brasil na Dinamarca, Leonardo Nogueira, e das secretárias executivas Rayane Aguiar (Relações Internacionais) e Daniella Brito (Imprensa).
Raquel Lyra se reúne com Dilma Rousseff na China para discutir investimentos da Compesa – Foto: Divulgação/Governo de Pernambuco
Encontro tratou do empréstimo contratado de R$ 1,1 bilhão para obras de saneamento em Pernambuco
Nesta quarta-feira (22), a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), se reuniu com a ex-presidente da República e atual presidente do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), Dilma Rousseff, em Xangai, na China. O encontro marcou o encerramento da primeira etapa da missão internacional da gestora, que agora deve seguir para Dinamarca, e teve como pauta principal o andamento dos investimentos do banco no estado.
Durante a reunião, foram discutidos detalhes sobre o empréstimo de R$ 1,1 bilhão contratado pela Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) no ano passado, por meio de articulação do Governo de Pernambuco, com garantias do Estado e da União. Os recursos estão sendo aplicados em projetos voltados à ampliação da distribuição de água, ao saneamento básico e à conclusão de obras de adutoras.
“No encerramento da nossa primeira parte da missão internacional, na China, encontrei com a presidente do NDB, Dilma Rousseff, para discutir sobre os projetos financiados pelo banco, contratados pela Compesa. Os recursos da ordem de R$ 1,1 bilhão estão sendo investidos na distribuição de água, em saneamento básico e na conclusão de obras de adutoras. Tivemos a oportunidade de apresentar os avanços que temos feito nessa área por meio do Águas de Pernambuco. Agradeço a Dilma Rousseff por receber nossa comitiva e contribuir com o avanço de importantes obras em Pernambuco”, afirmou a governadora.
O programa Águas de Pernambuco, mencionado pela governadora, reúne ações voltadas para a ampliação do acesso à água e à melhoria dos serviços de saneamento no estado.
Missão
Nesta quarta-feira (22), a governadora Raquel Lyra segue para a Dinamarca, onde cumprirá agendas em Copenhague e Sønderborg. No país nórdico, a gestora vai fortalecer parcerias nas áreas de energia, sustentabilidade e logística, além de avançar no diálogo com empresas estratégicas para a nova economia e para o desenvolvimento do Porto de Suape.
Participaram da reunião o chefe de gabinete da presidência do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), Marco Túlio Mendonça; o assessor do NDB, Alessandro Teixeira e o consultor do banco, Gustavo Rizzo.
O Governo de Pernambuco segue em missão internacional com a comitiva formada pelos secretários André Teixeira Filho (Mobilidade e Infraestrutura), Guilherme Cavalcanti (Desenvolvimento Econômico) e João Salles (Assessoria Especial à Governadora e Relações Internacionais), além das secretárias-executivas Rayane Aguiar (Relações Internacionais) e Daniella Brito (Imprensa). As informações são do Blog da folha.
Raquel Lyra fortalece negócios com empresas chinesas para exportações em Suape – Foto/Divulgação
Empresas já funcionam no Brasil, mas a governadora busca trazer investimentos delas para Pernambuco
Cumprindo agenda em Pequim, na China, nesta semana, a governadora Raquel Lyra (PSD), esteve em reunião com três importantes empresas industriais chinesas: a China Blue Chemical, fabricante estatal de fertilizantes nitrogenados e produtora de combustíveis sustentáveis; a Chimbusco, do grupo Cosco Shipping,do setor de navegação; e a COFCO, empresa especializada no processamento de alimentos.
“Duas dessas companhias já têm negócios no Brasil e pretendem expandir. Então promovemos nossos potenciais para atrair futuros investimentos e diversificar a pauta exportadora de Pernambuco por meio de novas indústrias que agreguem valor à produção local. Apresentamos os modelos já consolidados e bem-sucedidos de negócio desenvolvido em parceria com a European Energy e a Maersk, destacando Suape como hub logístico e de e-combustíveis”, destacou a governadora pernambucana.
Nas discussões entre Pernambuco e China, a proposta do estado nordestino é ampliar as exportações e a possibilidade de melhoria do processo produtivo do açúcar, cooptando novos mercados e técnicas de produção.
Outra pauta trazida por Raquel Lyra foi o Complexo Industrial Portuário de Suape. De acordo com a gestora estadual, os dirigentes da empresa Chimbusco ficaram interessados pela possibilidade de abertura de novas rotas para a produção de combustíveis e fertilizantes sustentáveis em Pernambuco, e agendaram uma visita ao local para o mês de dezembro.
Diante do cenário criado na economia brasileira com o tarifaço dos Estados Unidos aos produtos brasileiros, a governadora Raquel Lyra (PSD) tenta abrir novos mercados, na sua ida à China. Nesta segunda-feira (20), ela esteve no Ministério de Comércio e na Câmara de Comércio do país asiático para apresentar o potencial de Pernambuco, tanto no setor logístico quanto no que pode ser exportado. A manga, uva e o açúcar entraram na pauta das reuniões.
Na Câmara de Comércio da China, a comitiva pernambucana apresentou o Complexo Industrial e Portuário de Suape como hub logístico para a importação e exportação de produtos chineses e brasileiros. A intenção foi ampliar a inserção internacional do porto no escoamento de produtos para o mundo.
“Nossas agendas de trabalho em Pequim tiveram o objetivo de promover o comércio entre Pernambuco e China, através de importação e exportação dos nossos produtos. Na Câmara de Comércio, nós discutimos sobre alimentos e produtos agrícolas, como uva, manga, proteína animal e açúcar, para que possam ser exportados para a China, que é um grande mercado consumidor e tem o Brasil como parceiro comercial”, contou Raquel Lyra.
A governadora disse que tratou com o Ministério do Comércio da China sobre a criação de uma rota permanente de comércio. “Estamos posicionando Pernambuco no centro do mundo e criando novas conexões para que nosso Estado cresça sem deixar ninguém para trás”, acrescentou.
Investimentos no metrô de Pernambuco foram tratados pela governadora Raquel Lyra (PSD) com representantes da China Railway Rolling Stock Corporation Sifang (CRRC), maior fabricante mundial de equipamentos para o transporte ferroviário, na cidade de Qingdao. Ela apresentou a proposta de privatização que está sob estudo do BNDES e destacou o potencial do transporte de passageiros. Ao final da agenda, representantes da CRRC confirmaram visita técnica ao Estado para o próximo mês de novembro.
“Desde 2023 que o Governo de Pernambuco tem colocado o Metrô do Recife como uma prioridade. Já apresentamos ao governo federal a urgência da realização de investimentos, que já estão sendo feitos nas áreas mais críticas. E hoje, fizemos uma reunião com a CRRC, que forneceu material para grandes capitais, como Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte. Estamos acompanhando a conclusão dos estudos de concessão pelo BNDES e nosso objetivo é modernizar o Metrô do Recife para melhorar o serviço prestado para todos os usuários”, explicou Raquel Lyra.
De acordo com nota enviada pelo Governo do Estado, presidente de mercado da América Latina da CRRC, Wang Rubiao, disse que a reunião serviu para entender as principais necessidades e soluções para atender ao Estado. “Nos reunimos para poder identificar como podemos oferecer soluções para o Estado de Pernambuco. E é muito importante recebê-los para conhecer de perto a nossa fábrica e nossos produtos e conseguir entender quais são as demandas do Estado”, comentou.
Atualmente, Pernambuco acompanha os estudos de viabilidade da concessão do Metrô do Recife pelo BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento) e solicitou recursos no Novo Pac/Seleções com o objetivo de garantir a melhoria das operações. A expectativa é que o Governo Federal libere R$ 3 bilhões. As informações são do Blog Dantas Barreto
Governo Trump sancionou em julho o ministro do STF com a mesma lei. Dispositivo foi criado para impor sanções econômicas a indivíduos acusados pela Casa Branca de violações graves contra os direitos humanos e é apelidado de ‘pena de morte financeira’.
O governo de Donald Trump, nos Estados Unidos, sancionou nesta segunda-feira (22) Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do STF Alexandre de Moraes, com a Lei Magnitsky, utilizada para punir estrangeiros. A decisão foi publicada pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros do Tesouro norte-americano.
Com a designação, todos os eventuais bens de Viviane nos EUA estão bloqueados, assim como qualquer empresa que esteja ligada a ela.
Também nesta segunda-feira, o governo Trump revogou os vistos americanos do advogado-geral da União, Jorge Messias, e de outras cinco autoridades do Judiciário brasileiro.
No comunicado da decisão relacionada à mulher de Alexandre de Moraes, publicado no site oficial do Tesouro americano, o secretário Scott Bessent afirma que a ação foi tomada porque Viviane fornece uma “rede de apoio financeiro” ao marido, que já havia sido sancionado em julho.
“Alexandre de Moraes é responsável por uma campanha opressiva de censura, detenções arbitrárias e processos politizados — inclusive contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. A ação de hoje deixa claro que o Tesouro continuará a perseguir indivíduos que fornecem apoio material a Moraes enquanto ele viola os direitos humanos”, justificou.
Agora, nem o ministro do STF nem a esposa podem realizar transações com cidadãos e empresas dos EUA —usando cartões de crédito de bandeira americana, por exemplo.
A sanção da esposa de Moraes com a Lei Magnitsky compõe uma estratégia de retaliação do governo Trump contra o ministro do STF — o tribunal condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro, aliado de Trump, a 27 anos de prisão por golpe de Estado em agosto.
Viviane tem 56 anos e é advogada. O governo Trump também aplicou a Magnitsky nesta segunda à Lex Instituto de Estudos Jurídicos, empresa de advocacia sediada em São Paulo da qual Viviane e dois dos três filhos do casal são sócios.
“O Lex Institute atua como uma holding para de Moraes, sendo proprietário de sua residência, além de outros imóveis residenciais. (…) Juntos, o Lex Institute e Viviane detêm o patrimônio da família de Moraes”, acrescenta o comunicado do Tesouro dos EUA.
O advogado-geral da União, Jorge Messias, que teve seu visto revogado nesta segunda, se pronunciou sobre a decisão do governo americano:
“As mais recentes medidas aplicadas pelo governo dos EUA contra autoridades brasileiras e familiares, agrava um desarrazoado conjunto de ações unilaterais, totalmente incompatíveis com a pacífica e harmoniosa condução de relações diplomáticas e econômicas edificadas ao longo de 200 anos entre os dois países. Diante desta agressão injusta, reafirmo meu integral compromisso com a independência constitucional do nosso Sistema de Justiça e recebo sem receios a medida especificamente contra mim dirigida. Continuarei a desempenhar com vigor e consciência as minhas funções em nome e em favor do povo brasileiro”.
Lula classifica como irresponsável suspensão do visto de Lewandowski pelos EUA Foto: Colin Bertier
A sanção já vinha sendo alardeada por bolsonaristas nos últimos dias, mas ainda não havia sido confirmada pelo governo brasileiro
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta terça-feira (26), que o governo americano revogou o visto de seu ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, decisão que chamou de “irresponsável” em meio à crise diplomática entre os dois países.
Durante reunião de gabinete transmitida ao vivo em Brasília, Lula expressou “solidariedade” ao seu ministro diante do “gesto irresponsável dos Estados Unidos de cassar seu visto”.
O governo de Donald Trump impôs tarifas punitivas contra o Brasil, assim como revogações de vistos e sanções financeiras a autoridades brasileiras em resposta ao julgamento por suposta conspiração golpista contra seu aliado, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) (2019-2022).
“Essa atitudes são inaceitáveis, não só contra o ministro como também todos os ministros da Suprema Corte, contra qualquer personalidade brasileira”, acrescentou Lula.
Na reunião, que teve como foco as tarifas americanas, Lula e vários de seus ministros usaram bonés azuis com o slogan “O Brasil é dos brasileiros”.
A situação judicial de Bolsonaro, que se declara inocente, gerou fortes tensões entre o Brasil e os Estados Unidos.
– O bolsonarismo nos EUA –
Bolsonaro é acusado de ter conspirado com vários colaboradores próximos para permanecer no poder após a derrota para Lula nas eleições de 2022.
A revogação do visto de Lewandowski ainda não foi confirmada nem pelo Ministério da Justiça, nem pelas autoridades americanas contatadas pela AFP.
Na semana passada, o influenciador Paulo Figueiredo, que mora nos Estados Unidos, mencionou essa sanção na rede X.
Figueiredo e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente e que também reside atualmente nos EUA, fazem um lobby intenso com o governo americano para que adote medidas contra as autoridades brasileiras.
– “Traição” –
“É possivelmente uma das maiores traições que uma pátria sofre de filhos seus”, declarou Lula nesta terça-feira, em clara alusão a esse lobby.
“Não existe nada que possa ser mais grave do que (…) um filho custeado pela família (…) insuflando com mentiras e com hipocrisia um outro Estado contra o Estado nacional do Brasil”, acrescentou.
Na quarta-feira, a Polícia Federal (PF) pediu o indiciamento de Jair Bolsonaro e seu filho, Eduardo, por supostamente obstruir o processo penal sobre a trama golpista em 2022.
Trump impôs tarifas punitivas de 50% sobre muitos produtos brasileiros, argumentando que existe uma “caça às bruxas” contra Bolsonaro.
Em julho, Washington suspendeu o visto do ministro Alexandre de Moraes, que preside o julgamento, e de outros ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Além disso, puniu Moraes com a “Lei Magnitsky”, um instrumento para sancionar financeiramente supostos violadores de direitos humanos em todo o mundo.
Essa legislação inclui o bloqueio de possíveis ativos de Moraes nos Estados Unidos e a proibição de cidadãos e empresas americanas de fazer negócios com ele.
No entanto, uma fonte judicial brasileira disse à AFP que o ministro não possui bens nos Estados Unidos.
Bolsonaro está em prisão domiciliar preventiva e pode pegar mais de 40 anos de prisão se for considerado culpado no processo sobre a suposta tentativa de golpe de Estado.
A Primeira Turma do STF iniciará em 2 de setembro o julgamento da ação penal contra ex-presidente e outros sete aliados, todos réus no caso.
Moraes afirmou que não vai recuar no julgamento de Jair Bolsonaro – (crédito: Reuters)
Jornal americano entrevistou ministro do STF, que disse que não vai recuar ‘um milímetro sequer’ no julgamento de Jair Bolsonaro.
O jornal americano Washington Post — o principal da capital dos Estados Unidos e um dos maiores do país — publicou nesta segunda-feira (18/8) uma reportagem na qual chama o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes de “o juiz que se recusa a ceder à vontade de Trump”.
O jornal americano entrevistou Moraes sobre diversos assuntos — entre eles a sua decisão de decretar prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro no começo deste mês.
Segundo o jornal, esse “episódio é emblemático das regras de engajamento de Moraes, que ditam sua conduta ao longo de uma carreira marcada por batalhas de alto risco com políticos e empresários poderosos: nunca desista. Sempre aumente a intensidade.”
Ao jornal, Moraes disse que “não há a menor possibilidade de recuar um milímetro sequer” no julgamento de Bolsonaro diante das pressões exercidas por Washington e pelo presidente americano, Donald Trump, como o uso de sanções da lei Magnitsky e restrições de viagens.
Há três consequências principais para quem é colocado na lista de sancionados pela lei Magnitsky: proibição de viagem aos EUA, congelamento de bens nos EUA e proibição de qualquer pessoa ou empresa nos EUA de realizar transações econômicas com o indivíduo penalizado.
“Faremos o que é certo: receberemos a acusação, analisaremos as provas, e quem deve ser condenado será condenado, e quem deve ser absolvido será absolvido”, disse Moraes ao Washington Post.
‘Xerife da democracia’
Na reportagem, que traça um perfil do juiz e reconta sua trajetória de carreira, o jornal afirma que “Moraes se tornou uma autoridade nacional por si só, além de uma espécie de figura globalmente única: um xerife da democracia”.
“Seus decretos abrangentes repercutiram pelo mundo todo, em sociedades cada vez mais polarizadas por debates sobre liberdade de expressão, tecnologia e poder do Estado.”
O jornal entrevistou pessoas próximas a Moraes para traçar o perfil do ministro.
“A maioria defendeu Moraes, afirmando que suas medidas linha-dura ajudaram a preservar a democracia brasileira em um momento de ascensão do autoritarismo em todo o mundo”, disse o jornal.
“Mas outros disseram que ele se tornou poderoso demais e que é culpado de excessos, colocando em risco a legitimidade da mais alta corte do país.”
📸/ReustesMoraes afirmou que não vai recuar no julgamento de Jair Bolsonaro
O próprio Moraes disse ao Washington Post que o “Brasil foi infectado pela ‘doença’ da autocracia” e que “é sua função aplicar a ‘vacina'”.
“Não há como recuarmos naquilo que precisamos fazer. Digo isso com total tranquilidade.”
O jornal destaca que na condução do inquérito das Fake News, Moraes possui “um conjunto variado de instrumentos” — diferentemente do que acontece na justiça americana.
“Ao contrário da Suprema Corte dos EUA, que apenas julga, a mais alta corte brasileira tem poderes para conduzir investigações e conta com a Polícia Federal à sua disposição”, escreve o Washington Post.
“Moraes também pode se valer de um arcabouço legislativo que define a liberdade de expressão de forma mais restrita do que nos EUA e oferece proteção legal ao Estado democrático.”
“À medida que a investigação de Moraes se aprofundava, seu poder também foi aumentando. O sistema judiciário brasileiro frequentemente agrupa casos semelhantes sob a tutela de um único juiz, e Moraes logo se tornou responsável por praticamente todos os inquéritos sobre supostos ataques à ordem democrática por Bolsonaro e seus apoiadores.”
“Posteriormente, ele chegou à presidência do Tribunal Superior Eleitoral, que funciona paralelamente ao Tribunal Federal e tem o poder de investigar irregularidades eleitorais e cassar políticos.”
📸/Reprodução Jornal americano fez perfil de Alexandre de Moraes
No perfil do ministro, o Washington Post afirma que “todos no Brasil conheciam Alexandre de Moraes” e que depois “o mundo também conheceria seu nome”.
“Nenhum dos amigos e colegas do juiz demonstrou surpresa com a forma como ele exerceu seu novo poder. Moraes é assim, disseram eles: inflexível, agressivo e dado a demonstrações de poder bruto”, escreveu o jornal.
O jornal relembra a carreira de Moraes — desde sua trajetória como promotor público e secretário de Segurança de São Paulo até seus embates mais recentes com Elon Musk e o governo de Donald Trump.
Algumas autoridades americanas e aliados de Trump fizeram fortes críticas a Moraes.
“Esse homem está fora de controle”, disse Martin de Luca, advogado do grupo Trump Media.
“Juiz e júri em uma caça às bruxas ilegal”, disse o secretário do Tesouro, Scott Bessent.
“A face mundial da censura judicial”, afirmou vice-secretário de Estado, Christopher Landau.
Ao jornal americano, Moraes comentou as restrições de viagem que foram impostas a ele pelo governo dos EUA, assim como as sanções Magnitsky.
“É agradável passar por isso? Claro que não é agradável.”
Mas, disse Moraes ao jornal, “enquanto houver necessidade, a investigação continuará.”
Zambelli está presa em Rebibbia, capital da Itália Foto: ANSA / Ansa – Brasil
Deputada federal aguarda decisão sobre pedido de extradição
A deputada federal Carla Zambelli (PL) iniciou uma greve de fome na prisão em que está detida na Itália enquanto espera a decisão da Justiça sobre seu pedido de extradição, de acordo com seu advogado, Fábio Pagnozzi.
A parlamentar passou mal durante a audiência de custódia realizada na última quarta-feira (13) na IV Seção do Tribunal de Apelação de Roma.
“Ir até a sala de audiência (em Roma) fez com que a deputada escorregasse e batesse a cabeça. Ela se sentiu muito fraca, acabou iniciando uma greve de fome e estava muito debilitada”, declarou Pagnozzi.
A audiência foi suspensa após a ré se sentir mal e foi retomada depois que ela recebeu atendimento médico, contou o advogado nesta quinta-feira (14).
Ele afirmou ainda possuir documentos que comprovam a fragilidade do estado de saúde de sua cliente e que pedirá sua transferência para prisão domiciliar. “A deputada teve duas tentativas de suicídio e ficou internada na época das eleições após o episódio da arma (quando ameaçou um jornalista em 2022)”, declarou.
A parlamentar bolsonarista foi detida em 29 de julho em Roma em razão de uma condenação do Supremo Tribunal Federal (STF) a 10 anos de prisão por invasão do sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Na capital italiana, uma nova audiência foi marcada para 27 de agosto, mas, até lá, Zambelli seguirá reclusa no presídio de Rebibbia, uma das principais penitenciárias do país europeu.
Jornais dos Estados Unidos, Espanha e Argentina destacaram a decisão do ministro Alexandre de Moraes contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Decreto de Alexandre de Moraes afirmou que ex-presidente desrespeitou medidas cautelares
O decreto de prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro nesta segunda-feira (4) repercutiu na imprensa internacional.
A Notícia estava na primeira página do site em inglês da Al Jazeera, do Catar. O veículo ressaltou que a decisão de Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal) foi tomada por violação de medidas cautelares.
A Todo Notícias, da Argentina, também deu destaque para a notícia, pontuando a restrição de visitas ao ex-presidente. Segundo a decisão de Moraes, ele está proibido de receber visitas sem autorização prévia do Supremo, com exceção dos advogados.
O Washington Post, dos Estados Unidos, destacou ainda que Bolsonaro será julgado por suposta tentativa de golpe de Estado após perder as eleições de 2022.
A notícia também foi destaque na página de Internacional do Guardian, do Reino Unido. A BBC, outro veículo britânico, também repercutiu.
Na decisão desta segunda, Alexandre de Moraes ressaltou que o ex-presidente desrespeitou as medidas cautelares que haviam sido impostas.
De acordo com o magistrado, Bolsonaro produziu material para publicar nas redes sociais de três filhos e dos seguidores e apoiadores políticos.
No EUA, refrigerante é feito com xarope de milho. Na última quinta-feira (17), presidente americano disse que queria mudar receita do produto.
A Coca-Cola anunciou nesta terça-feira (22) que irá lançar uma versão da bebida adoçada com o açúcar da cana-de-açúcar produzida nos Estados Unidos.
Atualmente, no país, o refrigerante é feito com xarope de milho.
“Como parte de sua agenda contínua de inovação, a empresa planeja lançar, neste outono, um produto feito com açúcar de cana dos EUA para expandir sua linha de produtos da marca Coca-Cola”, disse a companhia, em seu relatório de resultados do segundo trimestre.
“Essa adição foi desenvolvida para complementar o forte portfólio principal da empresa e oferecer mais opções para diferentes ocasiões e preferências.”
A decisão da empresa acontece cinco dias depois de Donald Trump ter dito que queria mudar a receita da Coca-Cola, trocando o xarope de milho pelo açúcar da cana.
“Tenho conversado com a Coca-Cola sobre o uso de açúcar de cana de verdade na Coca nos Estados Unidos, e eles concordaram em fazer isso”, escreveu Trump nas redes sociais.
Novidade nos EUA, Coca-Cola já é adoçada com açúcar no Brasil e em outros países
EUA não são autossuficientes
Logo após essa declaração, analistas de mercado afirmaram que os EUA teriam que importar açúcar do Brasil, maior produtor mundial, para fabricar a bebida, já que osamericanos não são autossuficientes na produção de açúcar.
O Brasil é o segundo maior fornecedor dos EUA, depois do México.
No entanto, a empresa afirmou nesta terça que a bebida será feita com o açúcar produzido nos próprios EUA.
➡️ Atualmente, os EUA consomem cerca de 11 milhões de toneladas de açúcar por ano, mas produzem aproximadamente 8 milhões de toneladas, segundo o analista da StoneX Brasil Marcelo Di Bonifacio Filho.
“Eles precisam importar entre 3 e 5 milhões de toneladas por ano, dependendo da safra”, detalha.
Produtos da Coca adoçados com açúcar
Segundo a rede de TV americana NBC, o CEO da Coca-Cola, James Quincey, disse que a empresa já utiliza açúcar de cana em suas linhas de chá, limonada, café e Vitamin Water.
“Acredito que será uma opção duradoura para o consumidor”, afirmou ele. “Estamos definitivamente buscando usar todas as ferramentas disponíveis em termos de adoçantes, sempre que houver preferência do consumidor.”
No Brasil, a Coca é adoçada com açúcar de cana, assim como no México e em diversos países da Europa.
O ex-presidente do Brasil Jair Bolsonaro e o presidente dos EUA, Donald Trump •📸 Alan Santos/PR via Agência Brasil
No texto, presidente dos EUA faz crítica à Justiça brasileira. Publicação vem na esteira de imposição de novas tarifas ao Brasil e de outras vezes em que o republicano saiu em defesa de Bolsonaro. Ministra Gleisi Hoffmann classificou a carta como “chantagem”.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, divulgou, na noite desta quinta-feira (17), uma carta endereçada ao ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro (PL), dizendo que o aliado é alvo de “ataques” de um “sistema injusto”.
Este julgamento precisa parar imediatamente”, afirmou, se referindo ao processo penal no qual Bolsonaro é réu no Supremo Tribunal Federal (STF) por fazer parte do que seria um plano de golpe contra o resultado das eleições de 2022.
A carta de Trump foi divulgada via rede social Truth Social, de propriedade do conglomerado econômico do presidente americano.
Trump segue a carta afirmando que está “muito preocupado” com os ataques à liberdade de expressão “tanto no Brasil como nos Estados Unidos” que estariam vindo “do atual governo”.
O americano tem sido crítico de ordens do Supremo – partindo, especialmente, do ministro Alexandre de Moraes – contra plataformas e redes sociais americanas, para derrubada de conteúdos e bloqueio de perfis, em inquéritos e processos que se debruçam sobre Bolsonaro e aliados.
Não estou surpreso em vê-lo liderando nas pesquisas; você foi um líder altamente respeitado e forte que serviu bem ao seu país
Tenho visto o tratamento terrível que você está recebendo das mãos de um sistema injusto que se voltou contra você. Este julgamento precisa parar imediatamente! Não me surpreende vê-lo liderando nas pesquisas; você foi um líder altamente respeitado e forte, que serviu bem ao seu país.
Compartilho do seu compromisso em ouvir a voz do povo e estou muito preocupado com os ataques à liberdade de expressão — tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos — vindos do atual governo. Tenho manifestado fortemente minha desaprovação, tanto publicamente quanto por meio de nossa política tarifária.
Minha sincera esperança é que o governo do Brasil mude de rumo, pare de atacar opositores políticos e acabe com seu ridículo regime de censura. Estarei observando de perto.”
Trump: ‘Taxei o Brasil porque eu posso’ 📸 Reprodução
A declaração, que ignora fatores econômicos, foi dada após jornalistas questionarem o republicano sobre a taxa imposta ao Brasil. A medida é a mais alta até agora, entre mais de 20 países que devem enfrentar cobranças sobre importação nos EUA a partir de 1º de agosto.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (15) que decidiu impor tarifas de 50% sobre a importação de produtos brasileiros porque “pode fazer isso” e quer “dinheiro entrando” no país.
A declaração, que ignora fatores econômicos, foi dada após jornalistas questionarem o republicano sobre a tarifa imposta ao Brasil. A medida é a mais alta até agora, entre mais de 20 países que devem enfrentar cobranças elevadas sobre importação nos EUA a partir de 1º de agosto.
“Estamos fazendo isso porque eu posso fazer. Ninguém mais seria capaz”, disse Trump no gramado da Casa Branca. “Temos tarifas em vigor porque queremos tarifas e queremos o dinheiro entrando nos EUA”, acrescentou.
Em carta endereçada ao presidente Lula (PT) na última quarta-feira (9), Trump argumentou que irá elevar a taxa do Brasil em 50% por ter uma relação comercial “injusta” com o país. Os dados oficiais, no entanto, mostram que os norte-americanos têm vantagem na balança comercial. (leia abaixo)
Além disso, o republicano citou Jair Bolsonaro (PL) e disse ser “uma vergonha internacional” o julgamento do ex-presidente no Supremo Tribunal Federal (STF).
Nesta terça-feira, Trump também voltou a defender Bolsonaro após ser informado sobre o pedido de condenação apresentado pela Procuradoria-Geral da República (PGR).
Em sua fala, Trump afirmou que “não é que ele seja amigo” de Bolsonaro, mas sim alguém que conhece. O presidente dos EUA também voltou a dizer, sem apresentar provas, que o julgamento de Bolsonaro no STF seria uma “caça às bruxas”.
“O presidente Bolsonaro é um bom homem. Conheci muitos primeiros-ministros, presidentes, reis e rainhas, e sei que sou muito bom nisso. O presidente Bolsonaro não é um homem desonesto. Ele ama o povo brasileiro. Ele lutou muito pelo povo brasileiro”, disse Trump.
“Ele negociou acordos comerciais contra mim em nome do povo brasileiro, e foi muito duro, porque queria fazer um bom negócio para seu país. Ele não era um homem desonesto. Acredito que isso seja uma caça às bruxas e que não deveria estar acontecendo. Eu sei disso”, continuou.
Déficit comercial?
Ao justificar a tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, Trump afirmou que a relação comercial dos EUA com o Brasil é “injusta”. “Nosso relacionamento, infelizmente, tem estado longe de ser recíproco”, escreveu.
“Por favor, entenda que essas tarifas são necessárias para corrigir os muitos anos de tarifas e barreiras tarifárias e não tarifárias do Brasil, que causaram esses déficits comerciais insustentáveis contra os EUA. Esse déficit é uma grande ameaça à nossa economia e, de fato, à nossa segurança nacional”, disse Trump na carta a Lula.
Apesar do argumento, dados do Ministério do Desenvolvimento mostram o contrário. O Brasil tem registrado déficits comerciais seguidos com os EUA desde 2009 — ou seja, há 16 anos. Isso significa que o Brasil gastou mais com importações do que arrecadou com exportações.
Ao longo desse período, as vendas americanas ao Brasil superaram as importações em US$ 90,28 bilhões (equivalente a R$ 493 bilhões na cotação atual), considerando os números até junho de 2025. Leia mais aqui.
Por isso, analistas afirmam que a postura de Trump com as tarifas tem um forte componente geopolítico, com o objetivo principal de ampliar seu poder de barganha e influência nas relações internacionais.
Presidente dos EUA, Donald Trump. — Foto: AFP/Reuters
Presidente americano anunciou na semana passada tarifa de 50% para o Brasil. Nova declaração ocorre no mesmo dia em que a PGR deve apresentar as alegações finais de ação que tem Bolsonaro como réu
O governo de Donald Trump, dos EUA, voltou a fazer ameaças ao presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), por meio das redes sociais nesta segunda-feira (14).
Em um comunicado publicado em uma conta governamental da rede social X, o subsecretário Darren Beattie disse que o presidente dos EUA “impôs consequências há muito esperadas contra o Supremo Tribunal de (Alexandre de) Moraes e ao governo Lula por seus ataques a Jair Bolsonaro, à liberdade de expressão e ao comércio com os EUA”.
Beattie fez referência ao anúncio de Trump sobre a imposição de tarifas de 50% a produtos brasileiros importados pelos EUA. A medida entra em vigor em 1º de agosto e foi justificada pelo presidente norte-americano por motivos políticos e comerciais. Entenda mais abaixo.
O texto diz ainda que os EUA estarão “acompanhando de perto” os desdobramentos no Brasil.
“Tais ataques são uma vergonha e estão muito abaixo da dignidade das tradições democráticas do Brasil”, diz a nota.
Beattie é subsecretário para Diplomacia Pública da Secretaria de Estado dos EUA, órgão que equivale ao Ministério das Relações Exteriores. É a secretaria responsável pelas relações diplomáticas e pela facilitação de negócios com outros países, incluindo o Brasil.
A publicação da nota ocorre na esteira da imposição de tarifas de 50% a produtos brasileiros por Washington, anunciado na última quarta-feira (9), que devem entrar em vigor no próximo dia 1º de agosto.
O documento mistura alegações comerciais e políticas para impor a tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, incluindo um suposto déficit que os Estados Unidos teriam com o Brasil. A informação, no entanto, é falsa. Desde 2009, os EUA exportam mais do importam para o Brasil.
A crise entre os Estados Unidos e o Brasil tem como pano de fundo a situação judicial do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Ao justificar a elevação da tarifa sobre o Brasil, Trump citou Bolsonaro e disse ser “uma vergonha internacional” o julgamento do ex-presidente no STF.
Na carta em que anunciou a tarifa de 50% sobre a importação de produtos brasileiros, o presidente Donald Trump também classificou “a forma como o Brasil tem tratado” o ex-presidente como “vergonha internacional”.
“Esse julgamento não deveria estar ocorrendo. É uma Caça às Bruxas que deve acabar IMEDIATAMENTE!”
Bolsonaro, no entanto, é réu por tentativa de golpe de Estado dentro de um processo que obedeceu todos os ritos da Constituição brasileira.
Bolsonaro responde a uma ação penal no Supremo Tribunal Federal (STF) por envolvimento na tentativa de golpe de Estado em 2022.
O processo, que começou em março deste ano, caminha para a reta final. Além disso, o político do PL também está inelegível por oito anos, por decisões do Tribunal Superior Eleitoral em 2023.
Veja a íntegra do comunicado
“O presidente Trump enviou uma carta impondo consequências há muito esperadas ao Supremo Tribunal de Moraes e ao governo Lula por seus ataques a Jair Bolsonaro, à liberdade de expressão e ao comércio com os EUA.
Tais ataques são uma vergonha e estão muito abaixo da dignidade das tradições democráticas do Brasil.
As declarações do presidente Trump são claras. Estaremos acompanhando de perto.”
Técnico da seleção brasileira, Carlo Ancelotti. — Foto: Ricardo Moraes/Reuters
Tribunal de Madri afirma que Amcelote não pagou umm milhão de euros em impostos sobre direitos de imagens recebidas em 2024, quando era treinador do Real Madri
O técnico da seleção brasileira, Carlo Ancelotti, foi condenado nesta quarta-feira (9) pela Justiça da Espanha a um ano de prisão por fraude fiscal. No entanto, o italiano dificilmente será preso.
Ancelotti foi condenado por não pagar impostos sobre os rendimentos de direitos de imagem recebidos em 2014, quando era treinador do Real Madrid, segundo sentença emitida pela 30ª Seção da Audiência Provincial de Madri, à qual o g1 teve acesso. Na decisão, o tribunal também absolveu Ancelotti em um processo semelhante, relativo a ganhos no ano de 2015.
Além do tempo de prisão, Ancelotti foi condenado a pagar multa de 386 mil euros (cerca de R$ 2,5 milhões) à Receita Federal espanhola, além dos custos judiciais do processo. A quantia é menos da metade do que o treinador ganha à frente da seleção —seu salário é de 10 milhões de euros por ano, o que dá cerca de R$ 5,3 milhões mensais na cotação atual.
A legislação espanhola estabelece que sentenças inferiores a dois anos por crimes não violentos raramente exigem que réus sem antecedentes cumpram pena em regime fechado. Como esse é o caso de Ancelotti, sua pena não implica em prisão obrigatória.
O fisco espanhol é rígido com relação a impostos, e diversas figuras públicas já estiveram na mira, entre eles Neymar, Cristiano Ronaldo, Messi e até a cantora Shakira
Ancelotti se declarou inocente em julgamento realizado em abril. O Ministério Público espanhol o acusou de ter sonegado pouco mais de um milhão de euros em um período de dois anos, e havia pedido à Justiça uma sentença de quatro anos e nove meses de prisão.
O treinador não se manifestou publicamente sobre a condenação até a última atualização desta reportagem. Procurada pelo g1, a assessoria de imprensa da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) disse: “O caso está sendo acompanhado pela CBF. O processo é conduzido pelo staff pessoal do Carlo Ancelotti.”
Técnico da seleção desde maio, Ancelotti foi treinador do Real Madrid em duas ocasiões diferentes: entre 2013 e 2015, e entre 2021 e maio de 2025.
Robert Prevost foi escolhido no segundo dia de conclave
Depois de quatro votações em dois dias de conclave, o Vaticano anunciou, nesta quinta-feira (8), por meio da fumaça branca na Capela Sistina, que um novo papa foi eleito. É o cardeal Robert Francis Prevost (69). Ele escolheu o nome Leão XIV para o seu pontificado.
O novo líder da Igreja Católica é o primeiro papa dos Estados Unidos da história. Robert Prevost foi o escolhido no segundo dia do conclave por 133 cardeais. A fumaça branca saiu da chaminé da Capela Sistina por volta das 14h, no horário de Brasília, 19h no Vaticano.
Em seguida, o cardeal Angelo Mamberti citou o nome do novo pontífice e falou a famosa frase Habemus Papam, que significa “Temos Papa”, em latim.
Em seu discurso na sacada da Basílica de São Pedro, para uma multidão de fiéis, o novo papa Leão XIV primeiro agradeceu o legado do seu antecessor Francisco e fez um chamado de paz à comunidade católica.
“Eu também gostaria que essa saudação de paz entrasse em nossos corações, chegasse às nossas famílias, a todas as pessoas, onde quer que estejam, a todos os povos, a toda a terra. A paz esteja convosco.”
O Papa Leão XIV pregou uma Igreja que caminhe sem medo, de mãos dadas com Deus e uns com os outros. Discursou também lembrando princípios cristãos e a intenção de construir pontes com diálogo.
“Ajudem-nos a construir pontes, com diálogo, com encontro, todos juntos, como um único povo, sempre em paz”, disse o novo pontífice.
Nascido em 1955, em Chicago, nos Estados Unidos, Robert Francis Prevost ingressou no noviciado da Ordem de Santo Agostinho em 1977. É conhecido por sua atuação missionária no Peru, nos anos 1980, onde aprendeu espanhol e se aproximou dos fiéis latino-americanos da Igreja. Também é tido como mais progressista do que outros cardeais americanos.
O historiador e professor de Ciências da Religião, Rodrigo Copp, explica que a escolha do nome Leão é bem representativa. Leão XIII, o último papa Leão, foi nos seus 35 anos de pontificado, até 1903, um papa inovador para sua época, buscando conciliar a tradição da Igreja com os desafios do mundo moderno.
“O que é interessante, primeiro, a Igreja continua deslocando seu centro geográfico. Continua na América, o papado. Prevost é um norte-americano com cidadania peruana, viveu por volta de 24 anos na América Latina. Então é um Papa que me parece que vai buscar essa ponte entre tradição e renovação”, afirmou.
Leão XIV é o quarto papa que vemos no século 21, o terceiro a tomar posse nos últimos 20 anos e o mais novo deles. Em 2005, o papa Bento XVI tinha 78 anos quando assumiu o pontificado. Em 2013, o papa Francisco estava com 76 anos e cumpriu um papado de 12 anos até falecer no dia 21 de abril.
Agora um novo pontificado se inaugura com a chegada de Leão XIV ao mais alto posto da Igreja Católica.