Nível de confiança é de 95% e margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos
Por Blog da Folha
A nova rodada da pesquisa Datafolha, divulgada nesta quinta-feira (16), mostra o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) à frente da governadora Raquel Lyra (PSD). João aparece com 50% das intenções de voto no primeiro turno. Já Raquel fica em segundo lugar, com 38%. São 12 pontos percentuais de diferença entre os dois.
O vereador Eduardo Moura (Novo) fica em terceiro lugar, com 3%, enquanto o ex-vereador Ivan Moraes (PSOL) fica com 2% das intenções de voto. O total de votos em branco, nulo ou indecisos chegou a 10%.
Na pesquisa espontânea, quando não são apresentados nomes aos eleitores, Raquel Lyra aparece com 28%, e João Campos fica com 26% das intenções de voto. Outros nomes são citados de forma residual, como o atual governador (3%), “filho de Eduardo Campos” (2%) e Eduardo Campos (1%).
Outras respostas somam 5%, enquanto brancos, nulos ou nenhum chegam a 7%. O índice de eleitores que não souberam responder é de 36%.
Quanto ao índice de rejeição (candidato em que os pesquisados não votariam de jeito nenhum), Ivan Moraes e João Campos foram os mais citados, ambos com 39%. Já Raquel ficou com 29%. Já os eleitores que afirmam não saber somam 3%, e 2% dizem que votariam em qualquer um dos candidatos ou não rejeitam nenhum.
Na rodada anterior do Datafolha, divulgada em 8 de fevereiro, João Campos havia ficado com 47%, enquanto Raquel Lyra somou 35%. Eduardo Moura ficou com 5% e Ivan Moraes 1%.
Em eventual segundo turno nas eleições deste ano, o Datafolha apontou que Campos (52%) também fica à frente de Raquel (42%). A diferença entre o prefeito da capital pernambucana e a atual governadora do estado na disputa do segundo turno é de 10 pontos percentuais. Em relação à pesquisa anterior, de fevereiro, a distância entre eles era de 13 pontos percentuais, pois ele apresentava 53%; e ela, 40%.
Para a pesquisa, realizada por meio de entrevistas presenciais entre de 13 a 15 deste mês, abril, foram ouvidas 1.022 pessoas de 16 anos ou mais no estado. O nível de confiança é de 95% e margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos. O levantamento do Datafolha está registrado sob o número PE-04713/2026.
Pedro Freitas e outros prefeitos manifestaram preocupação com o orçamento estadual – Foto: Divulgação
O presidente da Casa, Álvaro Porto, disponibilizou informações sobre tramitação do orçamento
Acompanhado pelos prefeitos de Camaragibe, Diego Cabral (PSD); de Toritama, Sérgio Colin (PP); e de Cabrobó, Galego de Nanai (Avante), o presidente da Associação Municipalista de Pernambuco, prefeito de Aliança, Pedro Freitas (PP), externou, nesta terça-feira (14), em visita à Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), preocupação com o risco de inviabilização de convênios entre municípios e Executivo por conta de eventuais entraves no orçamento estadual alegados pelo governo.
Na oportunidade, os gestores destacaram a preocupação com os impactos da ausência de espaço fiscal para remanejamento das rubricas do orçamento aprovado.
“A Amupe acompanha com atenção esse cenário, pois a indefinição de aspectos relacionados a capacidade de remanejamento das rubricas do orçamento afeta diretamente o planejamento dos municípios em relação ao apoio recebido do governo do estado em diversas frentes”, frisou o presidente da Amupe.
Resposta
O grupo foi recebido pelo presidente da Casa, deputado Álvaro Porto (MDB), que, acompanhado pelo superintendente Parlamentar, Álvaro Mendonça; o Procurador-Geral, Hélio Lúcio Dantas; e o Consultor Geral da Alepe, Marcelo Cabral, prestou esclarecimentos de questões relacionadas à Lei Orçamentária Anual de 2026 e à regulamentação da execução das emendas individuais (pix).
Na reunião, foi informado que Pernambuco teve a LOA deste ano aprovada pela Alepe no dia 16 de dezembro de 2025, sendo sancionada, com vetos parciais, pela governadora Raquel Lyra no dia 23 daquele mesmo mês. Foi enfatizado que, diferentemente do que vem sendo propagado, Pernambuco tem LOA em vigência.
O presidente da Assembleia salientou que o orçamento estadual previsto para este ano é R$ 60,7 bilhões e que, deste total, R$ 39,3 bilhões já foram empenhados pela gestão estadual. E observou que o envio um projeto do governo para a Alepe com pedido de crédito suplementar de R$ 155 milhões em favor do Tribunal de Justiça de Pernambuco prova que não existe engessamento de orçamento, como declara o Executivo.
Foi explicado ainda que há divergências no que diz respeito ao percentual de remanejamento do orçamento. O governo, depois de vetar o índice de 10%, fixado pela Comissão de Finanças e aprovado em plenário no texto da LOA, passou a pleiteiar o restabelecimento dos 20% propostos na redação inicial, em projeto modificativo encaminhado à Casa.
Acontece que o projeto do Executivo teve substitutivo aprovado pela Comissão de Finanças que, em decisão terminativa, fixou o percentual em 10%, restabelecendo o índice que fora vetado pela governadora.
O presidente explicou à Amupe que a questão está pendente porque o próprio governo tem orientado sua bancada a esvaziar o plenário nos dias em que a redação final da LOA, com o substitutivo de Finanças, é incluída na ordem do dia. E que, agora, com a suspensão da tramitação determinada em liminar pela Justiça, nesta segunda-feira (13.04), não há data para voltar a plenário. Isso porque começa a correr o prazo para a defesa da Casa junto ao TJPE (dez dias úteis, a partir de amanhã, 15.04), cabendo, se necessário, recurso ao STF. Ou seja, mais tempo até que se decida o mérito da ação.
Foi esclarecido ainda que o governo, mesmo estando impossibilitado de remanejar por decreto, pode, caso queira, remanejar valores por meio de projetos, como já fez no caso do reajuste salarial dos professores.
A Amupe defendeu uma solução célere, equilibrada e dentro da legalidade, que garanta segurança para que as prefeituras possam seguir executando suas políticas públicas.
“Vamos continuar o diálogo com as partes envolvidas em defesa dos municípios, de maneira que esse impasse não tome mais tempo e atrase os investimentos que o povo pernambucano precisa”, completou Pedro Freitas.
Emendas
Sobre a questão da emendas, Porto informou que ainda em novembro do ano passado, a Alepe se antecipou ao cumprimento da decisão do ministro do Supremo do Tribunal Federal Flávio Dino. O ministro determinou que a execução das emendas individuais (pix), deve ocorrer segundo o previsto no artigo 123-A da Constituição Estadual. A proposta organiza a aplicação dos repasses, padroniza procedimentos e define critérios técnicos para evitar disputas operacionais entre Legislativo e Executivo.
De acordo com o presidente, a partir de entendimento com o Tribunal de Contas do Estado, a Casa se ajustou para cumprir a decisão do ministro. Mesmo o prazo se estendendo até 31 de dezembro do ano passado, o grupo de trabalho bipartite assegurou a regulamentação do procedimento no dia 30 de novembro. Foi ressaltado, porém, que o Executivo descumpriu o prazo e até agora não regulamentou procedimentos relacionados à liberação dos valores das emendas.
Durante o encontro, Pedro Freitas formalizou o convite ao presidente da Assembleia para o 9º Congresso da Amupe, agendado para os dias 27 e 28 deste mês, no Recife Expo Center.
João Campos é entrevistado na Rádio Folha FM 96,7 – Arthur Botelho/Folha de Pernambuco
Campos foi entrevistado pelo âncora Neneo de Carvalho e pela colunista Betânia Santana
Por Isabelle Barbosa
O presidente nacional do PSB e pré-candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos, participou, nesta terça-feira (14), do Programa Folha Política, da Rádio Folha FM 96,7.
Campos foi entrevistado pelo âncora Neneo de Carvalho e pela colunista de política do jornal, Betânia Santana.
Entre os temas abordados, as recentes visitas que ele fez aos municípios do interior do estado, onde pretende intensificar presença, e a avaliação do ex-prefeito sobre o governo estadual, ao qual atribui desarrumação política e falta de governança operacional, citando a promessa da construção de creches.
“Quando você pega 250 creches prometidas, três entregues, você tem mais de 80% do tempo do governo vivido e 1,5% da principal promessa de campanha. Então assim, se você acha que isso tá bom, eu sinceramente não acho. Eu comecei a inaugurar as primeiras vagas no primeiro semestre do primeiro ano, quando eu inaugurei a primeira creche no Jordão Alto, foi com menos de um ano de governo. Hoje, claramente, você tem uma insuficiência de gestão, uma insuficiência política, e quem paga essa conta são as pessoas”, declarou João Campos.
Durante entrevista, o pré-candidato destacou que a rede estadual de ensino vivenciou um período com “ensino parcial integral”, por falta de alimentação para os estudantes.
“Isso é uma coisa básica. Isso é você voltar 20 anos. Teve uma crise de desabastecimento pleno na saúde por falta de capacidade de rotina, de contratar insumo, material. Suspende cirurgias eletivas, agendamentos. Você passa mais de 12 meses sem determinadas cirurgias eletivas serem feitas porque está faltando comprar um insumo, material, ter um médico especializado. São coisas básicas de gestão”, ressaltou João Campos.
Presença de Lula no Nordeste
Ao ser questionado sobre o mais recente encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, João Campos citou que a conversa ocorreu do ponto de vista partidário, de caráter reservado, e que o chefe do Executivo nacional está animado. Campos prevê visitas recorrentes do petista à região Nordeste neste ano de eleição.
“Ele gosta de se fazer presente. Eu vejo que ele vai ter agendas construídas no Brasil todo. O Nordeste é algo decisivo. Eu vejo quatro pontos decisivos na eleição. A presença no Nordeste, a construção política em São Paulo, Rio e Minas. Eu acredito que ele vai se fazer presente nesses quatro campos de forma muito intensa, porque é onde ele pode de fato resolver a eleição”, salientou.
Crescimento do PSB no cenário político nacional
João Campos, que preside nacionalmente o PSB, fez projeções de crescimento do partido neste ano eleitoral e destacou os desafios enfrentados na gestão partidária.
“O PSB possivelmente estará entre os três partidos que mais vão crescer na eleição deste ano. E isso mostra que era uma das tarefas que eu estava cuidando da construção do partido, que assim, quando eu entro para fazer um dever de casa, eu procuro fazer o melhor. Então eu sabia que eu precisava entregar um resultado, tive ali menos de um ano para construir isso. Tive que me desdobrar em mil, construindo tempo que já não existia”, abordou.
JHC
Ao ser questionado sobre a não filiação de João Henrique Caldas (JHC) ao PSB, Campos ressaltou que o político de Alagoas teve uma “leitura equivocada do cenário político”.
“O cenário de Alagoas é impressionante, é muito efervescente. Eu acho que ele fez uma leitura equivocada do cenário. Ele terminou sendo imprensado e colocado para fora do PL. Ele não antecipou o movimento, ele não antecipou a tomada de decisão. Então, tomaram a decisão por ele de botar ele para fora do PL. E quando fizeram isso, ele ficou sem a narrativa de tomar uma decisão”, afirmou.
Bancada da Federação União Progressista se reúne para definir prioridades na Alepe – Foto: Igor Toscano
Grupo discute reorganização nas comissões e reforça atuação em pautas de interesse estadual
Por Blog da Folha
A bancada da Federação União Progressista em Pernambuco se reuniu, na manhã desta segunda-feira (13), para discutir estratégias de atuação na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) e alinhar prioridades para o estado. O encontro foi conduzido pelo presidente estadual da federação, o deputado federal Eduardo da Fonte, com a participação do vice-presidente do Partido Progressistas, Lula da Fonte.
Durante a reunião, os parlamentares trataram do realinhamento da atuação nas comissões da Casa, com o objetivo de fortalecer a presença da federação e ampliar a participação nos debates legislativos considerados estratégicos para Pernambuco.
A bancada estadual discutiu a reorganização interna com foco em garantir maior protagonismo nas pautas de interesse público, além de buscar maior articulação política dentro do Legislativo.
Integram a Federação União Progressista em Pernambuco os deputados estaduais Claudiano Filho, Adalto Santos, Pastor Júnior Tércio, Gleide Ângelo, Pastor Cleiton Collins, France Hacker, Kaio Maniçoba, Joel da Harpa, Henrique Filho e Dannilo Godoy.
Segundo Eduardo da Fonte, a atuação do grupo seguirá pautada pelo compromisso com o desenvolvimento do estado.
“O nosso compromisso é com Pernambuco. Vamos votar as pautas importantes para o crescimento do estado, sempre com responsabilidade e autonomia”, afirmou.
João: “Onde a gente anda, vê o reconhecimento das pessoas” – Reprodução/YouTube
Pré-candidato concedeu uma entrevista na manhã desta segunda-feira (13) a uma rádio de Agrestina
Por Blog da Folha
Em entrevista à Rádio Alternativa FM, de Agrestina, o pré-candidato ao governo do estado João Campos (PSB) reforçou, na manhã desta segunda-feira (13), que vai recorrer às comparações na briga pelo Palácio do Campo das Princesas. “Pode comparar a saúde, a educação, a infraestrutura, assistência, a parte de obras… compare o que eu fiz no Recife com o que está sendo feito no estado. Eu não perco em nada numa comparação dessa, porque a gente fez, a gente realizou, a gente entregou”, disparou ele.
Na área da educação, João alegou que triplicou o número de creches no Recife enquanto o governo do estado prometeu 250 creches e inaugurou três.
Quanto às pesquisas recentes que mostram a governadora Raquel Lyra (PSD) mais próxima ou à frente dele, João Campos disse que, independentemente da performance dele nesses levantamentos, costuma não comentar pesquisas, mas fez um esclarecimento.
“É importante deixar claro que existem pesquisas e pesquisas. Existem quatro ou cinco institutos sérios e grandes no Brasil. Mesmo esses podem errar em algum momento, sem má fé. Agora, tem institutos que são utilizados para fazer construções erradas”, reclamou.
Segundo o ex-prefeito, houve um instituto que chegou a divulgar o resultado de uma pesquisa realizada via telefone e que apontava um empate entre ele e a governadora.
“Num recorte sobre a população de Pernambuco botava que a maioria da população de Pernambuco é de direita. Sinceramente, não sei onde fizeram essa pesquisa, porque em Pernambuco não foi. Como é que em um lugar onde Lula teve 68% (dos votos) a maioria do estado é de direita?”, indagou.
Para João, mais importante do que as pesquisas é o que ele chama de Data Povo (termo irônico criado para contrapor institutos de pesquisa tradicionais).
“É impressionante. Onde a gente anda, vê o reconhecimento das pessoas, vê as pessoas querendo estar perto, conversando, querendo fazer parte desse projeto, mais gente da política se engajando e o amplo favoritismo que a gente tem carregado”, explicou.
De acordo João Campos, ele deixou a Prefeitura do Recife com quase 80% de aprovação e isso tem uma ressonância na Região Metropolitana do Recife.
“Tem cidade na região metropolitana que eu tenho intenção de voto maior que no próprio Recife, porque no Recife você faz o serviço e a missão, mas carrega um pouco de alguma crítica da cidade porque eu estava como prefeito. Você vai numa cidade vizinha, o problema é do prefeito, mas ele reconhece que a gestão do Recife é melhor que a dele. Então, a gente deve ter ali uns 40, 45 pontos de frente na região metropolitana, que tem 40% do eleitorado (do estado)”, detalhou.
Governadora Raquel Lyra (PSD) acompanha a celebração na Festa da Divina Misericórdia, em Arcoverde, com o prefeito Zeca Cavalcanti, a vice-governadora Priscila Krause e outros líderes políticos – Fotos: Yacy Ribeiro/Secom/Divulgação
Governadora, que apoiou o evento, ressaltou entregas realizadas na região
Neste domingo (12), a governadora Raquel Lyra participou da missa de encerramento da 22ª edição da Festa da Divina Misericórdia, no município de Arcoverde, Sertão do Moxotó.
A celebração aconteceu no Santuário da Misericórdia, local de fé e peregrinação fundado em 2007 pelo padre Adilson Simões. A chefe do Executivo estadual ressaltou entregas realizadas na região. A vice-governadora Priscila Krause também acompanhou a cerimônia.
“Aqui a população vem renovar a sua fé para pedir bênçãos a Deus. É muito bom poder vir aqui mais um ano como governadora, não só para agradecer pelas bênçãos, mas para reafirmar nosso compromisso. A gente aqui cumprimentou as famílias, passando por estrada nova, famílias que receberam a escritura da terra. Viemos pedir bênçãos, mas também reafirmar que nós estaremos sempre aqui com a presença do nosso governo”, declarou a governadora Raquel Lyra.
Para este ano, o evento religioso recebeu apoio do governo do estado, por meio da Empresa de Turismo de Pernambuco (Empetur).
“O Governo do Estado tem um olhar por todo o Pernambuco, com todo carinho e cuidado, e não deixaria de se fazer presente aqui nesta festa tão bonita”, contou o prefeito de Arcoverde, Zeca Cavalcanti.
Durante o último dia de festividade, os fiéis participaram de uma programação com diversos momentos de pregação e louvor, além de uma procissão.
“Recebemos todos com alegria, é uma festa que transcende os limites de Pernambuco. É uma emoção muito grande poder ver tanta gente buscando a Deus”, afirmou o padre Adilson Simões, fundador do santuário.
O evento na Terra da Misericórdia teve início no último dia 9 de abril, reunindo milhares de fiéis com uma programação que contou com celebrações litúrgicas, momentos de oração e apresentações culturais.
A cerimônia deste domingo foi presidida pelo padre Fábio Pereira dos Santos, vigário geral da Diocese de Pesqueira.
Acompanharam a governadora o ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho; os deputados federais Túlio Gadêlha e Coronel Meira; os deputados estaduais Edson Vieira, Romero Sales Filho e Coronel Alberto Feitosa; e os prefeitos Manoel Messias (Custódia), Guilherme Vasconcelos (Poção), Pollyana Abreu (Sertânia), Dr. Elton (Águas Belas), Fredson Brito (São José do Egito), Túlio (Buíque); além de vereadores de Arcoverde e outras autoridades da região.
*nformações da assessoria de comunicação do governo de Pernambuco
Ao lado da mãe, Renata Campos; do pré-candidato a vice Carlos Costa e de líderes políticos de Arcoverde, João Campos (PSB) participa da Festa da Divina Misericórdia – Foto: Divulgação
Após concluir mais um giro pelo Sertão do Pajeú, João Campos (PSB) seguiu, na manhã deste domingo (12), para Arcoverde, no Sertão do Moxotó, onde participou da 22ª Festa da Divina Misericórdia.
O pré-candidato a governador destacou a ligação pessoal que tem com o trabalho evangelizador da Terra da Misericórdia, frequentada por ele desde a infância, e exaltou as demonstrações de fé de milhares de pessoas que se mobilizam em caravanas até o local.
“Eu vim criança à Terra da Misericórdia, vim jovem, vim adulto, vim deputado, porque, acima de tudo, sou cristão, sou católico, sou amigo do padre Adilson, que participou da minha formação religiosa. Faço questão de estar perto dele quando ele está no Recife ou em outros locais. E aqui em Arcoverde eu já vim algumas vezes. De fato, me sinto em casa estando na Terra da Misericórdia. É uma relação de fé e de respeito. Onde eu estiver, vou trabalhar para ajudar a obra do padre Adilson”, disse.
Antes de participar da cerimônia, João Campos se encontrou com lideranças políticas de Arcoverde, como as ex-prefeitas Madalena Britto, Rosa Barros e Erivânia Camelo e o presidente da Câmara Municipal, vereador Luciano Pacheco (MDB).
O ato também foi acompanhado por entusiastas da pré-candidatura de João em outros municípios do estado, como o prefeito de Pedra, Júnior Vaz (PV), o deputado federal Felipe Carreras (PSB), o deputado estadual Diogo Moraes (PSB) e os vereadores do Recife Rinaldo Junior (PSB), Samuel Salazar (MDB) e Wilton Brito (PSB).
João Campos enfatizou a força da unidade política em torno do projeto da Frente Popular em Arcoverde e em todo o estado.
“Aqui é uma terra onde a gente tem bons amigos e uma relação de muito tempo. Isso é bom, porque mostra que a gente tem coerência na política. Queria destacar as ex-prefeitas Madalena, Rosa, Erivânia, o presidente da Câmara, Luciano Pacheco. Reafirmo que a gente vai estar com importantes pessoas da política de Arcoverde e, mais importante do que isso, a gente vai estar com o povo. A gente está aqui para representar as pessoas, ouvi-las, caminhar junto e fazer a política trabalhar pelo povo”, declarou.
*Informações da assessoria do pré-candidato ao governo de Pernambuco João Campos (PSB)
Pré-candidatos a vice, Carlos Costa; ao governo, João Campos; ao Senado Marília Arraes; prefeita de Serra Talhada, Márcia Conrado; e o pré-candidato a reeleição senador Humberto Costa – Foto: Divulgação
Pré-candidato destacou importância do alinhamento político da composição, e alfinetou Raquel Lyra
Por Vitória Floro
O pré-candidato ao governo de Pernambuco pela Frente Popular, João Campos (PSB), fez a primeira agenda no interior com a chapa completa. Visitou Serra Talhada, no Sertão do Pajeú, com o pré-candidato a vice-governador, Carlos Costa (Republicanos); e os pré-candidatos ao Senado Humberto Costa (PT) e Marília Arraes (PDT).
A chegada ao maior colégio eleitoral do Pajeú – 61. 875 eleitores – abriu margem para o pré-candidato ao governo destacar o que chamou de “coesão de chapa”. Cercado de partidários que receberam a chancela do presidente Lula (PT), Campos se sentiu à vontade para destacar o apoio que a Frente Popular pretende oferecer ao longo da campanha de reeleição do petista.
“Me perguntam se eu acho a minha chapa muito lulista. Não vejo isso como um problema, mas sim como um fato de quem tem coerência na caminhada. Se eu voto em Lula, Humberto vota em Lula, Marília vota em Lula, isso não é um problema, é uma virtude. Isso é um time que tem coerência política”, destacou durante entrevista à Vila Bela FM, uma rádio local.
A visita foi acompanhada pela prefeita Márcia Conrado (PT) e outros aliados políticos.
João Campos também destacou a importância do alinhamento político de sua chapa de senadores, Marília Arraes e Humberto Costa e alfinetou a governadora Raquel Lyra (PSD), que não declarou o voto a presidente na eleição de 2022 e, apesar de contar com o apoio institucional do governo Lula, e agradecer por isso, ainda não se posicionou publicamente.
“A vida cobra a quem fica sem posição, porque você precisa ter um lado e precisa se posicionar. Isso mostra coerência. A gente não pode, enquanto Pernambuco e um time que defende o presidente, ajudar a eleger pessoas que vão atrapalhar a governabilidade do país e vão estimular essa instabilidade governamental.”
O ex-prefeito acredita que Marília e Humberto sairão vencedores. “Eles terão uma grande votação porque as pessoas vão entender essa coerência de compromisso dos dois com o presidente Lula”, apontou.
Ações
Citando feitos como a entrega do Hospital da Criança do Recife e a triplicação do número de vagas em creches durante a gestão de João Campos na prefeitura da capital, o senador Humberto Costa destacou que Pernambuco “precisa olhar para esse jovem que fez uma verdadeira revolução no Recife”.
“João é alguém que pode e vai fazer muito mais. Ao longo desse período que nós vamos viver, vamos mostrar ao Pernambuco que ainda não conhece essa experiência o que é possível fazer com preparo e olhar para quem mais precisa.”
Marília Arraes, por sua vez, elogiou o desenho da chapa da Frente Popular. “A gente começou pelo Sertão porque o povo sertanejo é persistente, teimoso e trabalhador. Aqui nós temos lado, porque temos gente comprometida em diminuir as desigualdades. É esse o mundo que a gente quer. Com um governador que tem força em Brasília, três senadores do presidente Lula e um vice-governador que vai ser cogovernador, vamos resgatar Pernambuco”, discursou.
Aliança
Ao falar sobre a aliança com a atual prefeita de Serra Talhada, João Campos insistiu na narrativa de união e posicionamento político. Ressaltou o apoio que tem recebido no interior do estado, analisando a movimentação como algo que “ajuda a vencer eleição”.
“É bom estar com uma turma que tem coerência, que tem lado e posição. Isso faz toda a diferença. Quem conhece Márcia, sabe que ela tem posição, tem lado, tem coerência, tem alinhamento com o partido do qual faz parte. Cada vez mais as pessoas cobram coerência na política, não adianta você estar no mandato de um jeito, aí chega a eleição você fica de outro jeito e tenta se posicionar para ter um oportunismo eleitoral. Não dá para vir contando uma história e mudar em cima da hora achando que as pessoas vão acreditar”.
A prefeita Márcia Conrado, que elencou feitos da gestão, enfatizou a parceria com aliados políticos e a importância de se posicionar em processos eleitorais como os que Pernambuco e o Brasil estão prestes a vivenciar.
“Aqui a gente não tem um grupo político, mas amigos, parceiros, pessoas que têm o propósito de servir o povo. Serra Talhada tem uma prefeita que tem lado. E João vai fazer por nossa cidade o que Serra Talhada merece”, avaliou.
O deputado estadual Luciano Duque passa a assumir a liderança da bancada do Podemos na Assembleia Legislativa de Pernambuco – Divulgação
Para o deputado, o momento é de união e fortalecimento do trabalho coletivo
Com as mudanças provocadas pela janela partidária, o deputado estadual Luciano Duque passa a liderar a bancada do Podemos na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). A nova composição também define Wanderson Florêncio como 1º vice-líder, Gustavo Gouveia na 2ª vice-liderança, Fabrizio Ferraz como 3º vice-líder e Jeferson Timóteo na 4ª vice-liderança. Também integram o grupo os parlamentares Mário Ricardo e Edson Vieira.
A reconfiguração fortalece a presença do partido na Casa, com foco na articulação política e no avanço de pautas consideradas estratégicas para o desenvolvimento do estado.
Ao assumir o posto, Luciano Duque destacou o compromisso com o diálogo e a construção coletiva.
“Assumo essa missão com responsabilidade, buscando o entendimento entre os colegas parlamentares e a construção de consensos em torno de pautas que impactam diretamente a vida da população pernambucana”, afirmou.
Segundo Duque, a prioridade da bancada será atuar de forma integrada para contribuir com o desenvolvimento de Pernambuco e a melhoria das condições de vida da população.
Ex-prefeito de Ipubi Chico Siqueira; o pré-candidato ao governo de Pernambuco João Campos; e o prefeito de Ipubi, João Marcos Siqueira – Foto: Reprodução do Instagram
João Marcos Siqueira organizou ato em apoio ao ex-prefeito, pré-candidato ao governo de Pernambuco
Por Betânia Santana
Mais um prefeito que integrava a base da governadora Raquel Lyra (PSD) migrou para o PSB e garantiu apoio à pré-candidatura do ex-prefeito João Campos ao governo de Pernambuco. João Marcos Siqueira, prefeito de Ipubi, estava filiado ao PSD há 14 anos e presidia o partido na cidade do Sertão do Araripe.
Na noite desta terça-feira na Praça Nilza Lins, no Centro da cidade, centenas de pessoas prestigiaram o ato de filiação do prefeito e do vice, Glauber Siqueira, na presença de João Campos.
João Marcos lembrou que nas eleições de 2022 apoiou a então candidata Raquel Lyra, que no primeiro turno obteve 248 votos e no segundo turno, com o apoio do grupo político do prefeito obteve 7.013 votos.
“Mas o que vimos nos últimos anos foi a falta de compromisso político e partidário com quem a ajudou. Diante disso, decidi me desfiliar do PSD e a verdade é uma só não dá mais pra esperar. Pernambuco tem pressa e Ipubi também”, justificou João Marcos, em vídeo publicado nas redes sociais.
O prefeito João Marcos convocou líderes regionais a escrever uma nova história no município, lembrando que o ex-prefeito Chico Siqueira é filiado ao partido que foi o do ex-governador Eduardo Campos.
“João Campos carrega no sangue a coragem e a vontade de transformar Pernambuco assim como seu pai fez mudando o nosso estado do sertão ao litoral. Ipubi é a prova viva disso. Foi na gestão do PSB que chegaram escolas, creches quadras e a tão sonhada PE 590 que liga por Ipubi a Serrolândia”, enfatizou João Marcos.
No último dia de sua primeira viagem ao Araripe, depois de deixar a Prefeitura do Recife, João Campos considerou um momento importante a passagem por Ipubi.
“Fui muito bem recebido pelo meu amigo e grande liderança regional, o ex-prefeito Chico Siqueira. E o dia foi de celebração com a filiação do prefeito João Marcos em nosso PSB, outra grande liderança que passa a fortalecer os quadros de nosso partido dentro do projeto que vai fazer Pernambuco avançar”, relatou o presidente nacional do PSB.
João também destacou a filiação do vice-prefeito de Ipubi, Glauber, e avisou que o grupo pode contar com ele. “O trabalho vai ser firme para cuidar, trazer mais oportunidades e desenvolvimento pra Ibupi”, asseverou pelas redes sociais.
Também participaram do evento da noite desta terça-feira (7), entre outros líderes políticos, o pré-candidato a vice, Carlos Costa; a pré-candidata ao Senado Marília Arraes (PDT); o deputado Diogo Moraes (PSB); e o presidente da Câmara do Recife, vereador Romerinho Jatobá (PSB)
Reforço
Na segunda-feira, o prefeito de Santa Cruz da Venerada, Adegildo Guimarães Soares, conhecido como Cachoeira, deixou o Avante, partido da base da governadora Raquel Lyra, e migrou para o PSB.
Eleito em 2024 com 8.020 votos (74,59%), Cachoeira já havia anunciado apoio ao projeto político de João Campos em janeiro, quando visitou o Recife com a ex-prefeita Eliane Soares (PSB), que na noite de segunda-feira (6) lançou a pré-candidatura a deputada federal.
Pajeú
Dois dias depois de visitar o Sertão do Araripe, onde visituou Araripina, Santa Cruz da Venerada, Ouricuri e Ipubi, João Campos chega ao Sertão do Pajeú na quarta-feira (8).
Dá entrevistas a rádios de Serra Talhada e à noite participa de evento com a presença de líderes políticos locais, entre eles a prefeita de Serra, Márcia Conrado (PT).
Humberto Costa nega desgaste entre PT e PSB após demora na definição do palanque – Foto: Anthony Santana/Folha de Pernambuco
Senador acompanha visitas do pré-candidato ao governo a Serra Talhada e Vitória de Santo Antão
Após dois dias de atividades parlamentares em Brasília, o senador Humberto Costa (PT) retoma sua agenda em Pernambuco e passa a integrar a comitiva da Frente Popular em compromissos no interior do estado.
Desde que deixou a Prefeitura do Recife, na quinta-feira (2), o pré-candidato ao governo de Pernambuco João Campos (PSB) pegou a estrada.
Separados
Já na sexta-feira (3) foi a Brejo da Madre de Deus e, em Fazenda Nova, sem o senador, assistiu ao espetáculo da Paixão de Cristo ao lado do pré-candidato a vice Carlos Costa (Republicanos) e da pré-candidata ao Senado Marília Arraes (PDT).
Os três estiveram em Bonito, também no Agreste, no sábado (4), percorreram a feira livre e se reuniram com líderes locais. No Domingo de Páscoa (5), os três voltaram ao Recife e à noite embarcaram para o Araripe.
Na segunda (6), visitaram o Padre Cícero, em Juazeiro do Norte (CE), e seguiram para Araripina, já em Pernambuco. À noite foram a Santa Cruz da Vemerada. E na terça (7) estiveram em Ourucuri e Ipubi.
Juntos
O senador se incorpora ao grupo nesta quarta-feira (8). Os quatro pré-candidatos estarão em Serra Talhada, no Sertão do Pajeú. A cidade é administrada pela prefeita Márcia Conrado (PT),
Na Capital do Xaxado, Humberto concede entrevistas a rádios locais e participa de um grande ato político com líderes da região.
Na quinta-feira (9), a agenda segue em Vitória de Santo Antão, na Zona da Mata, onde a Frente Popular se reúne com o prefeito Paulo Roberto (MDB).
“Vamos percorrer todo o estado, dialogar com a população, compreender as demandas e contribuir para construir um Pernambuco e um Brasil melhores, ao lado de Luiz Inácio Lula da Silva e da Frente Popular”, afirmou o senador.
Caruaru
Durante o giro pelo interior, Humberto também vai participar na quarta (8), pela manhã, de um encontro com prefeitos do Consórcio Público Intermunicipal do Agreste Pernambucano e Fronteiras (Conape), em Caruaru.
“Seguimos trabalhando em todo o estado, ouvindo as necessidades das cidades. Tenho orgulho de dizer que em todo município de Pernambuco tem obra minha. Em todo canto podemos chegar e falar da nossa atuação e esse trabalho só é possível com diálogo e escuta ao nosso povo”, destacou.
‘*Com informações da assessoria do senador Humberto Costa
Pesquisa também simulou segundo turno e mediu rejeição e volatilidade dos candidatos à sucessão estadual nas eleições de outubro de 2026
Por JC
Pesquisa RealTime Big Data divulgada nesta quarta-feira (8) mostra que o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) lidera as intenções de voto para o governo de Pernambuco nas eleições de outubro de 2026 com 50%, contra 33% da atual governadora Raquel Lyra (PSD), que buscará a reeleição.
A vantagem de João Campos numa previsão de primeiro turno foi registrada entre eleitores de todas as faixas etárias, de todos os gêneros e na maioria das faixas de renda. Raquel Lyra só superou o ex-prefeito entre os eleitores com renda acima de cinco salários mínimos.
Em relação à pesquisa RealTime anterior, divulgada em fevereiro, João Campos recuou um ponto percentual, saindo de 51% para 50%. Já Raquel Lyra cresceu dois pontos, de 31% para 33%.
Os demais candidatos também variaram: Eduardo Moura (Novo) manteve os 8% registrados em fevereiro, enquanto Ivan Moraes (PSOL) recuou um ponto, de 3% para 2%. Nesta pesquisa de abril, votos brancos e nulos somam 4%, e os que não sabem ou não responderam, 3%.
A pesquisa foi realizada nos dias 7 e 8 de abril e entrevistou 1.600 eleitores pernambucanos. A margem de erro é de dois pontos percentuais, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento foi registrado na Justiça Eleitoral sob o número PE-05363/2026.
Veja os números de intenções de voto para governador:
João Campos (PSB): 50%
Raquel Lyra (PSD): 33%
Eduardo Moura (Novo): 8%
Ivan Moraes (PSOL): 2%
Nulo/Branco: 4%
NS/NR: 3%
João Campos lidera no segundo turno
João Campos também lidera o segundo cenário apresentado pela pesquisa, que simula um segundo turno entre os dois candidatos mais bem colocados. No embate direto contra Raquel Lyra, o ex-prefeito do Recife venceria com 52%, contra 40% da governadora.
Em fevereiro, a distância era maior: João Campos aparecia com 55% e Raquel Lyra, com 36%, uma vantagem de 19 pontos percentuais. Em abril, essa diferença caiu para 12 pontos, indicando uma aproximação da governadora no confronto direto. Veja os números:
João Campos (PSB): 52%
Raquel Lyra (PSD): 40%
Nulo/Branco: 4%
NS/NR: 4%
Rejeição dos candidatos
Raquel Lyra é a candidata mais rejeitada entre os nomes testados pela pesquisa: 39% dos entrevistados afirmaram que não votariam nela. Ivan Moraes aparece em seguida, com 33% de rejeição entre os que o conhecem.
João campos registrou 30% de rejeição, enquanto Eduardo Moura ficou com 25%.
Veja os números da rejeição:
Raquel Lyra (PSD): 39%
Ivan Moraes (PSOL): 33%
João Campos (PSB): 30%
Eduardo Moura (Novo): 25%
Poderia votar em todos: 3%
Não sabe/Não respondeu: 2%
Possibilidade de voto em cada candidato
João Campos apresenta o maior potencial de votos entre os candidatos testados, diante dos eleitores entrevistados. 23% dos eleitores afirmam que votariam nele com certeza, mas outros 40% consideram essa uma possibilidade, o que indica uma base de votos ainda em disputa e favorável ao ex-prefeito. Apenas 31% afirmam que o conhecem e não votariam nele, e 6% dizem não conhecê-lo suficientemente para opinar.
Raquel Lyra enfrenta um cenário mais adverso na possibilidade de votos. 19% votariam nela com certeza e 35% consideram essa possibilidade, enquanto 41% afirmam que a conhecem e não votariam, o maior índice de rejeição firme entre os testados.
Eduardo Moura (Novo) ainda é desconhecido por 49% dos eleitores, o que representa tanto um limitador quanto uma oportunidade de crescimento. Ivan Moraes (PSOL) aparece na situação mais delicada: apenas 1% votaria nele com certeza, e 54% afirmam não conhecê-lo suficientemente para opinar.
VEJA OS NÚMEROS
João Campos (PSB)
Votaria com certeza: 23%
Considera uma possibilidade de voto: 40%
Conhece e não votaria: 31%
Não conhece suficientemente para opinar: 6%
Raquel Lyra (PSD)
Votaria com certeza: 19%
Considera uma possibilidade de voto: 35%
Conhece e não votaria: 41%
Não conhece suficientemente para opinar: 5%
Eduardo Moura (Novo)
Votaria com certeza: 4%
Considera uma possibilidade de voto: 22%
Conhece e não votaria: 25%
Não conhece suficientemente para opinar: 49%
Ivan Moraes (PSOL)
Votaria com certeza: 1%
Considera uma possibilidade de voto: 12%
Conhece e não votaria: 33%
Não conhece suficientemente para opinar: 54%
“É um trabalho que mostra, na prática, que a inclusão transforma vidas e fortalece a nossa cultura”, diz Carlos Veras – Divulgação
Símbolos pernambucanos trazem pessoas com deficiência na produção artística e participação do bloco
O deputado federal Carlos Veras (PT) indicou o bloco do Galo da Madrugada e o Galo Gigante ao Prêmio Brasil + Inclusão Deputada Amália Barros. A indicação do parlamentar busca reconhecer o trabalho desenvolvido por esses dois símbolos da cultura pernambucana no compromisso com a acessibilidade e a inclusão.
O Galo Gigante é resultado do ofício de artistas com deficiência, protagonistas na criação da obra. Já o Galo da Madrugada tem ampliado iniciativas inclusivas, como o espaço “Como tu, tamo aqui”, que garante acessibilidade durante o desfile.
O maior bloco de Carnaval do mundo também contou com espaços de acessibilidade, que receberam, em 2026, pessoas com deficiência e com transtorno do espectro autista (TEA). O local contou, por exemplo, com serviços de audiodescrição e com a distribuição de abafadores de ruídos e intérprete de Libras.
“É um trabalho que mostra, na prática, que a inclusão transforma vidas e fortalece a nossa cultura. Valorizar iniciativas como essa é reconhecer o protagonismo das pessoas com deficiência e incentivar que esse exemplo se espalhe por todo o Brasil”, defende Carlos Veras.
O prêmio tem como objetivo homenagear iniciativas e pessoas que contribuem para ampliar a inclusão e fortalecer a defesa dos direitos das pessoas com deficiência, conferindo visibilidade a experiências que constroem uma sociedade mais justa e acessível.
A escolha dos premiados será realizada no dia 8 de abril, e a cerimônia de premiação está prevista para o dia 6 de maio, na Câmara dos Deputados.
Pré-candidato defendeu a requalificação da PE-585 e a Adutora de Negreiros
Por Blog da Folha
Dando continuidade ao giro pelo interior de Pernambuco como pré-candidato a governador, João Campos (PSB) esteve em Araripina, nesta segunda-feira (6), para uma série de agendas com o prefeito Evilásio Mateus (PDT) e outras lideranças. Ao lado dos pré-candidatos a vice-governador, Carlos Costa (Republicanos), e ao Senado, Marília Arraes (PDT), João ouviu demandas e defendeu a importância da unidade política em torno de soluções que atendam necessidades históricas da região, como a melhoria da malha viária e a flexibilização do regime de racionamento de água.
Um dos pontos visitados por João Campos foi a PE-585, na divisa com o Ceará. No estado vizinho, onde a rodovia tem o nome de CE-494, o pavimento está em bom estado, diferentemente do trecho pernambucano até Araripina. “Isso atrapalha a produtividade e tira a segurança de quem precisa passar por aqui. A gente precisa cuidar das estradas da forma certa, com técnica, como a engenharia manda, fazendo manutenção e restauro para garantir a segurança viária. A PE-585 é um retrato de que dá para fazer muito melhor em Pernambuco”, disse.
João Campos também demonstrou preocupação com o subfinanciamento da construção da Adutora de Negreiros, fundamental para reduzir o racionamento de água na região. Segundo o pré-candidato, o cálculo dos recursos para a obra pode ter usado informações subdimensionadas sobre as necessidades da rede no processo de concessão da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), realizado pela atual gestão.
João Campos elencou a conclusão da Transnordestina e a interiorização do fornecimento de gás natural até o polo gesseiro como medidas fundamentais para fortalecer o potencial econômico da região. “Aqui é polo de serviço, é polo de logística, tem atividade industrial estabelecida. Tem que haver a infraestrutura mínima, porque ao lado dela vêm emprego, renda e oportunidade”, completou.
Em Araripina, João Campos ainda concedeu entrevistas a rádios locais e participou de um encontro conduzido pelo prefeito Evilásio Mateus, evento que reuniu deputados, vereadores e outras lideranças da região. “É uma satisfação receber nosso futuro governador e apresentar as necessidades da nossa região para quem tem compromisso em fazer diferente. Araripina recebe João Campos com festa e muita expectativa com a disposição dele em dialogar e assumir compromissos com nosso município e todo o Araripe”, afirmou o prefeito Evilásio.
Mais cedo, João Campos também esteve no Ceará para visitar as estátuas do Padre Cícero, em Juazeiro do Norte, e de Nossa Senhora de Fátima, no Crato, reforçando sua ligação com uma região que remonta às origens do ex-governador Miguel Arraes (1916-2005) e que também esteve em seu roteiro em outras eleições que disputou.
João Campos deixa a Prefeitura do Recife com 75% de aprovação, segundo Realtime Big Data – Foto: Matheus Ribeiro/Folha de Pernambuco
Segundo a pesquisa, 24% dos entrevistados desaprovam a gestão de Campos
Por Blog da Folha
A aprovação se mantém majoritária em todos os estratos analisados pela pesquisa. O levantamento aponta que 78% das mulheres ouvidas aprovam a gestão, enquanto 71% dos homens endossam. Quando se analisa por faixa etária, o ex-prefeito é mais bem avaliado pelo grupo populacional entre 16 e 34 anos, alcançando 78% de aprovação; seguido pela população 60 anos ou mais, com 75%; e entre 35 a 59 anos, com 73%.
Já quando se observa por renda, a maior aprovação foi entre quem disse receber até 2 salários mínimos, com 78% aprovam; seguido por quem declarou ganhar de 2 a 5 salários mínimos, com 74%; e mais de 5 salários mínimos, 70%.
No levantamento, realizado no Recife de 1º a 4 de abril, foram entrevistadas 1.200 pessoas. A pesquisa apresenta margem de erro de três pontos percentuais, para mais ou menos, e nível de confiança de 95%.
Presidente Lula cumprimenta o vice, Geraldo Alckmin, em reunião ministerial – Foto: Ricardo Stuckert/PR
Presidente afirma que parlamentares podem criar ‘muitos problemas’ se não houver base de sustentação
Por Agência O Globo
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva dá entrevista nesta quarta-feira (1º), um dia após anunciar que o vice Geraldo Alckmin vai continuar na chapa que disputará a reeleição em outubro. O anúncio foi feito durante a reunião ministerial no Palácio do Planalto.
“Alckmin vai ter que deixar o Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio) porque ele é candidato a vice-presidente outra vez”, disse Lula na presença dos outros ministros.
Lula e aliados próximos vinham manifestando interesse em atrair o MDB para a vice, com Alckmin entrando na disputa pelo Senado em São Paulo. Mas resistências tanto no partido quanto do próprio Alckmin minaram a possibilidade. Esse cenário consolidou a permanência dele como candidato a vice do petista este ano.
Ministros de Lula relatam que nunca houve uma costura formal com o MDB para que uma chapa de fato saísse do papel, exceto pelo fato de Lula ter indicado isso em uma reunião com os senadores Eduardo Braga (MDB-AM) e Renan Calheiros (MDB-AL).
As articulações, porém, não chegaram a prosperar, embora auxiliares afirmem que ouviram do petista o desejo de trocar de vice para disputar o quarto mandato.
Esse grupo também aponta como decisivo para enterrar qualquer negociação o movimento feito pelo próprio Alckmin, logo após Lula ter admitido, pela primeira vez, a possibilidade de excluir o aliado da disputa à Presidência, no início do ano. Na época, o vice passou a dizer a aliados que não disputaria nenhum outro cargo se fosse descartado na chapa de Lula.
Ou seja, Alckmin indicou não toparia concorrer por São Paulo, como vinha sendo ventilado, estado que governou por quatro mandatos. Na ocasião, a disputa no estado ainda estava indefinida. Neste mês, no entanto, o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad foi lançado pré-candidato ao governo, mas a entrada de Alckmin na corrida ao Senado seguiu sendo vista com bons olhos por Lula.
Pressão pública
A permanência na chapa de Lula foi questionada logo no início do ano, quando o presidente admitiu pela primeira vez a possibilidade de excluir o aliado da disputa à Presidência.
Em entrevista ao Portal UOL, Lula disse que tanto Alckmin quanto Haddad, ou a ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB), poderiam ser candidatos ao governo de São Paulo.
“Nós temos muito voto em São Paulo e temos condições de ganhar as eleições em São Paulo. Eu ainda não conversei com o Haddad, ainda não conversei com o Alckmin, mas eles sabem que têm um papel para cumprir em São Paulo. Eles sabem. A Simone (Tebet) também tem um papel para cumprir, também não conversei com ela”, afirmou Lula na ocasião.
A pressão aumentou nos meses seguintes. No dia 19 de março, durante o lançamento da pré-candidatura de Fernando Haddad ao governo de São Paulo, Lula havia deixado em aberta possibilidade de Alckmin concorrer ao Senado no estado e não permanecer na vice.
No evento, o presidente disse que “ficaria imensamente feliz em ter o Alckmin vice outra vez”. Mas em seguida, falou que o ex-tucano deveria “conversar com o Haddad para saber onde colhemos mais fruto dele”. Alckmin estava no evento.
“Ser candidato ao Senado ajuda mais. Se ele for meu vice, estou tranquilo, mas o Haddad precisa de uma chapa para ganhar”, completou o presidente, na ocasião, deixando em aberto a possibilidade de Alckmin não permanecer como seu companheiro de chapa.
Mais trocas
Lula também afirmou que 18 dos 38 ministros que compõem o governo vão deixar os cargos para concorrer na eleição em outubro. Segundo Lula, as mudanças são necessárias porque os aliados terão “missões mais importantes”.
A saída seis meses antes do pleito, ou seja, até 4 de abril, é uma exigência da lei eleitoral.
“Eles nos deixarão porque terão missões mais importantes nos próximos meses. É um direito legítimo disputar uma eleição, seja qual cargo for”, disse Lula na abertura da reunião.
De acordo com o presidente, parte das trocas serão concretizadas já na reunião e outras ocorrerão nos próximos dias. O ministro da Casa Civil, Rui Costa, por exemplo, vai deixar o cargo após participar de uma inauguração ao lado de Lula em Salvador.
“Essa reunião hoje em que pelo menos 14 companheiros deixarão o governo a partir de hoje, mais quatro companheiros que vão anunciar daqui a pouco. E depois quem sabe mais alguns”.
As mudanças
Com as substituições, o governo passará a ser composto em grande parte por nomes de menor expressão política e rostos menos conhecidos. A maioria dos ministérios será comandada pelos atuais secretários executivos. Fazem parte desse grupo, por exemplo, a pasta da Educação, que deve ter Leonardo Barchini no lugar do ex-governador do Ceará Camilo Santana, e dos Transportes, com a promoção de George Santoro, para a vaga do ex-governador de Alagoas Renan Filho.
Na Fazenda, onde Fernando Haddad antecipou a sua saída em 19 de agosto, a promoção do secretário executivo já ocorreu com a nomeação de Dario Durigan. O mesmo modelo de promoção do número 2 acontecerá na Casa Civil, ministério responsável por coordenar as ações do governo. Miriam Belchior, que foi ministra do Planejamento no governo Dilma Rousseff, assumirá o lugar de Rui Costa, que concorrerá ao Senado pela Bahia.
Lula também usará as trocas para promover acomodações políticas. No cobiçado Ministério da Agricultura, Carlos Fávaro (PSD), que sairá para concorrer ao Senado pelo Mato Grosso, será substituído por André de Paula (PSD), atual titular da pasta da Pesca. A mudança é um gesto do Planalto à bancada do PSD na Câmara, já que André de Paula é deputado federal licenciado.
O presidente ainda aproveitará para testar um nome visto como proeminente dentro do governo em um posto de primeiro escalão. O economista Bruno Moretti, que atualmente está à frente da Secretaria Especial de Análise Governamental, vinculada à Casa Civil, assumirá o Ministério do Planejamento em lugar de Simone Tebet.
Também são certas as saídas dos ministros Jader Filho (Cidades), Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário), Anielle Franco (Igualdade Racial), Silvio Costa Filha (Portos e Aeroportos), André Fufuca (Esportes), Marina Silva (Meio Ambiente), Waldez Goes (Desenvolvimento Regional), Macaé Evaristo (Direitos Humanos) e Sônia Guajajara (Povo Indígenas). Todos esses devem ser substituídos pelos secretários executivos. Mas apesar da diretriz de privilegiar os números 2, ocupantes desses postos disseram ao longo da segunda-feira que ainda não tinham sido convidados oficialmente para assumirem os ministérios.
A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, também irá deixar o cargo para concorrer ao Senado pelo Paraná. O seu substituto, porém, ainda segue indefinido. O plano era nomear o secretário do Conselho do Desenvolvimento Econômico Social, o Conselhão, Olavo Noleto, mas Lula decidiu optar por um político com mais experiência. Há possibilidade de o cargo ser ocupado interinamente até a escolha do substituto de Gleisi.
Além dos nomes certos, ainda podem deixar o governo Márcio França, Luciana Santos (Ciência e Tecnologia) e Wolney Queiroz (Previdência).
Rodrigo Pinheiro é um dos principais aliados da gestora estadual
Por Blog da Folha*
O senador Humberto Costa (PT) participou, nesta segunda-feira (30), da inauguração do novo Centro Odontológico da Asces-Unita (Centro Universitário Tabosa de Almeida), em Caruaru, no Agreste do Estado. O prefeito do município, Rodrigo Pinheiro (PSD), acompanhou o compromisso público. A presença do petista e do pessedista na mesma pauta ocorre em um momento de movimentação nos bastidores políticos de Pernambuco.
À frente de uma cidade considerada estratégica no Agreste, Pinheiro integra a base da governadora Raquel Lyra (PSD), mas tem ampliado o diálogo com diferentes campos políticos. No último sábado, o partido de Humberto Costa declarou apoio à pré-candidatura do prefeito do Recife, João Campos (PSB), ao governo do estado. O petista deverá ser o pré-candidato ao Senado na chapa da Frente Popular.
Por outro lado, Pinheiro deve apoiar à pré-candidatura de Raquel Lyra à reeleição. A gestora ainda não definiu quem serão os seus pré-candidatos ao Senado, mas teria convidado o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho (UB) para uma das vagas. O ex-gestor, inclusive, chegou a cumprir agendas em Caruaru ao lado de Raquel e Pinheiro.
A aproximação com Humberto Costa, às vésperas do ciclo eleitoral de 2026, é vista como parte desse processo de articulação, em um cenário ainda indefinido sobre os apoios locais para a disputa ao Senado. Apesar da conjuntura, Pinheiro esteve presente em um grupo de prefeitos do Agreste que teria declarado apoio à reeleição de Humberto Costa para o Senado.
Agenda
O espaço foi viabilizado com recursos de uma emenda do senador Humberto Costa. A inauguração também contou com a presença do reitor da instituição, Paulo Muniz, e do diretor do Campus do Agreste da UFPE, Dilson Cavalcanti, além de professores, estudantes e membros do corpo acadêmico.
O novo centro integra a clínica-escola da instituição e recebeu um investimento de R$ 300 mil, oriundo de emenda parlamentar do senador. A clínica-escola oferece atendimento gratuito ou de baixo custo à população e tem se consolidado como referência no tratamento odontológico na região. Parte dos recursos também foi destinada à melhoria da Clínica-Escola de Fisioterapia e à aquisição de novos equipamentos, ampliando e qualificando a capacidade de atendimento.
Para o senador Humberto Costa, a iniciativa reforça uma das prioridades de seu mandato: a promoção da saúde da população. “Tive a oportunidade, como primeiro ministro da Saúde do presidente Lula, de criar o programa Brasil Sorridente, que oferece tratamento odontológico gratuito pelo SUS. Inclusive, foi em Caruaru que criamos uma das primeiras ações do Brasil Sorridente. Sempre acreditei que um sorriso pode mudar a vida de uma pessoa. Por isso, essa ação é muito importante para mim e fico extremamente feliz em estar aqui para mais uma ação decisiva na área da saúde bucal”, afirmou o parlamentar.
Silvio Costa Filho emplacou Tomé Franca como novo ministro de Portos e Aeroportos – Divulgação
Costa Filho deve sair do cargo para disputar reeleição na Câmara Federal
O atual secretário-executivo do Ministério de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, será o novo titular da pasta. Ele substituirá o ministro Silvio Costa Filho (Republicanos), que deixará o cargo nesta terça-feira (31) para disputar a reeleição para a Câmara dos Deputados.
Tomé Franca iniciou a vida pública ao lado do ministro ainda como chefe de gabinete de Costa Filho, quando ele foi eleito vereador em 2004. Antes disso, Tomé militou ao lado de Silvio no movimento estudantil.
Franca também foi secretário estadual de desenvolvimento urbano em Pernambuco e secretário de saneamento do Recife. Ele atuou, ainda, como secretário nacional de Aviação Civil, participando de projetos e políticas voltadas para o desenvolvimento do setor aeroportuário e da infraestrutura aérea no país.
Prefeito do Recife, João Campos – Matheus Ribeiro/Folha de Pernambuco
Neste primeiro momento, o prefeito do Recife cumpre agenda no Agreste
Por Blog da Folha
O prefeito do Recife e pré-candidato ao governo de Pernambuco, João Campos (PSB), começa a percorrer o interior do estado em pré-campanha a partir da próxima sexta-feira (3).
A agenda foi divulgada pelo próprio gestor municipal durante coletiva de imprensa, nesta segunda-feira (30), após o lançamento do pacote de ações para o fortalecimento da Guarda Municipal do Recife.
“A partir de sexta, já estou no interior. No sábado e no domingo também. Neste primeiro momento, no Agreste, depois no Sertão. Mas como eu disse, eu vou andar o estado todo”, disse.
A saída de João Campos em agenda pelo estado será na quinta-feira (2), e o primeiro destino será Brejo da Madre de Deus. O gestor não revelou quais serão os lugares percorridos no sábado e no domingo.
Segundo Campos, o retorno ao Recife será no domingo. Na segunda-feira (6), ele deve acompanhar a posse de Victor Marques (PCdoB) para prefeito e volta a cumprir agenda no interior do estado.
O Partido dos Trabalhadores (PT) de Pernambuco oficializou, em reunião do diretório estadual neste sábado (28), o apoio à pré-candidatura do prefeito João Campos (PSB) ao Governo de Pernambuco. O evento, que reuniu as principais lideranças da esquerda local, foi marcado por um tom de “unidade” e pela nacionalização do debate eleitoral.
Pré-candidato ao Senado, Humberto Costa (PT) afirmou que as eleições deste ano são um desdobramento direto da de 2022. Para ele, os quatro anos do governo de Jair Bolsonaro, a quem se referiu como “inominável”, destruíram as conquistas que foram construídas e afirmou que a vitória da chapa Lula (PT) e Alckmin (PSB) foi “fundamental”.
Humberto também destacou o protagonismo internacional do país sob a liderança de Lula, afirmando que a voz do presidente e a do Brasil “caminham no oposto” dos conflitos.
“É importante manter esse projeto estratégico. Porque com essa união, com Lula presidente e com João Campos governador, Pernambuco pode muito mais. Você, João, já provou que é possível sempre fazer muito mais”, afirmou o pré-candidato.
Assim como Humberto, João Campos avaliou que a aliança entre Lula e Alckmin foi crucial para a preservação da democracia no Brasil. Ele também declarou que nenhum outro nome teria a capacidade de vencer aquele pleito. “Se a gente não tivesse vencido as eleições de 22, provavelmente um ambiente democrático como esse não estaria existindo”, disse.
Em seu discurso, Campos também rebateu questionamentos sobre a forte influência do “lulismo” em sua chapa e declarou: “Ainda bem que está lulista, porque eu sou lulista e não tenho nenhum problema em afirmar isso”. Segundo o pré-candidato, a chapa “sela uma coerência de campo político”.
“Chegou a hora de a gente fazer por ele [Lula] o que ele faz pela gente. Porque mais uma vez, o Brasil precisa dele. Mais uma vez, a gente requisita a candidatura dele”, disse.
Críticas à oposição
Sem citar nomes, a chapa, que ainda está em definição, da pré-candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), foi citada como sendo do “lado de lá”, referenciando a partidos da extrema direita. Marília Arraes (PDT), pré-candidata ao Senado, declarou que o governo estadual tenta uma aproximação oportunista com o Governo Federal por conveniência eleitoral.
“Mesmo que o lado de lá finja que está em cima do muro ou até que declare apoio ao presidente Lula, pensando meramente no estelionato eleitoral, a gente vai fazer o povo diferenciar qual é o lado de lá e qual é o lado de cá”, afirmou a pré-candidata.