Padre de Salgueiro defende nordestinos chamados de jumentos e ignorantes por Bolsonaro

RELIGIÃO

Foto:Divulgação

Durante a  celebração da missa deste domingo (9), na Igreja Nossa Senhora do Perpétuo do Socorro, em Salgueiro, onde o tema  escolhido para a homilia da Igreja Católica  foram os leprosos,  o  padre Remir de Vetor, de 83 anos (foto), defendeu o povo nordestino – comparado a jumentos e analfabetos, pelo  presidente Bolsonaro e parte dos seus seguidores.

O sacerdote  nascido na  Itália,  que reside  em Salgueiro há 31 anos, e  se considera mais um filho do Nordeste,  disse enfaticamente, que “o povo nordestino é simples, humilde, não tem  as possibilidades (recursos financeiros e econômicos),  mas tem uma consciência limpa e ideias claras”.

“Nós, como nordestinos, estamos envergonhados e desmoralizados, pela boca do presidente da República, chamando-nos de analfabetos e burros, e os estudantes das universidades de  ignorantes.  Nós somos os leprosos, dito pela autoridade máxima do nosso País. Isso nos envergonha e grita revolta contra essa mentalidade”,  reagiu o sacerdote  que  recebeu uma calorosa salva de palmas por parte dos fiéis que lotaram a igreja de Nossa Senhora do Perpétuo do Socorro durante a  missa dominical, transmitida pela Rádio Asa Brada, pertencente à Diocese de Salgueiro.

Padre Remir encerrou o sermão   fazendo uma comparação entre o que diz Bolsonaro e a realidade do Nordeste: “… como se nós não valêssemos nada; nós  enxergamos certo, enxergamos bem.  Nós amamos o Nordeste, e queremos (que ele) cresça. Se louvam os sadios, que são os sulistas, nós somos os leprosos, os jumentos. Mas Jesus está perto de nós  nordestinos….”, finalizou.

inf.: Folha do Setão


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