TEMPORAL
Cerca de 1,2 milhão de pessoas continuam sem fornecimento de energia depois dos temporais da última sexta-feira (3)
A estudante de psicologia Yasmin Daipre Novaes mora na região da Vila Militar, em Barueri, e está sem luz desde às 17h30 da sexta-feira (3).
Sem comunicação, a única forma que ela e o marido encontraram para recarregar os celulares é utilizar a tomada de um shopping próximo, em um espaço para coworking.
Mas é tanta gente sem luz que existe fila para conseguir ligar os aparelhos.
“Toda vez que chegamos no espaço coworking é a mesma luta para achar uma tomada vazia para utilização. Parece que várias pessoas tiveram a mesma ideia”, afirma.
Sem ter ideia do problema que viria pela frente, Yasmin fez as compras do mês na quinta-feira (2), um dia antes dos temporais.
Para tentar manter os alimentos refrigerados, a solução está sendo comprar sacos de gelo.
“Fora o risco de também acabar a água e ficarmos sem os dois”,
Ouvir notícia
Após dois dias dos temporais que atingiram São Paulo, a falta de energia ainda dificulta a vida de pelo menos 1,2 milhão pessoas no estado.
A estudante de psicologia Yasmin Daipre Novaes mora na região da Vila Militar, em Barueri, e está sem luz desde às 17h30 da sexta-feira (3).
Sem comunicação, a única forma que ela e o marido encontraram para recarregar os celulares é utilizar a tomada de um shopping próximo, em um espaço para coworking.
Mas é tanta gente sem luz que existe fila para conseguir ligar os aparelhos.
“Toda vez que chegamos no espaço coworking é a mesma luta para achar uma tomada vazia para utilização. Parece que várias pessoas tiveram a mesma ideia”, afirma.
Sem ter ideia do problema que viria pela frente, Yasmin fez as compras do mês na quinta-feira (2), um dia antes dos temporais.
Para tentar manter os alimentos refrigerados, a solução está sendo comprar sacos de gelo.
“Fora o risco de também acabar a água e ficarmos sem os dois”, acrescenta.
No condomínio onde mora Yasmin, diversas pessoas têm entrado em contato com a Enel para cobrar o restabelecimento da energia.
O problema é que a empresa não tem cumprido os prazos prometidos aos clientes.
“Estão sendo dias complicados e cheios de incertezas, já que a Enel promete uma data para resolução do problema e não está cumprindo”, conclui.
Quem também está fazendo de tudo para salvar as compras do mês é o engenheiro Eric de Campos, da Vila São Nicolau, zona leste da cidade. Ele está sem luz desde às 16h30 da sexta-feira.
“Estamos comprando pacotes e pacotes de gelo para tentar manter congelados os alimentos. Tudo isso para só depois de voltar a energia saber se realmente deu pra salvar alguma coisa ou se estragou tudo”, relata.
Para recarregar a bateria do celular, Eric está conectando o celular no carro.
“Para não deixar o carro ligado direto, deixo carregando na parte da manhã para conseguir ter bateria pro resto do dia”, acrescenta.
Ele diz que tem tentado contato com a Enel, mas a empresa não dá previsão de retorno.
Para Alice da Conceição Alves da Silva, da região do Tatuapé, o prejuízo também foi grande.
Além dos alimentos, ela relata que precisou descartar pelo menos cinco caixas de um medicamento à base de insulina que havia comprado para a irmã.
Os remédios, que precisam ser armazenados em geladeira, custaram mais de R$ 200.
Mas os problemas não se limitam às zonas leste e oeste.
A advogada Anna Krongold mora em um condomínio na região do Panamby, zona sul da capital paulista.
Para armazenar os alimentos, Anna tentou comprar gelo, mas conta que o produto já está em falta nos supermercados da região.
“Todas as coisas estão estragadas e a gente acha que vai acionar judicialmente a Enel”, afirma.
Ela conta que, além da energia, o fornecimento de água também foi interrompido neste domingo (5).
Por isso, para tomar banho, os moradores dos três blocos do edifício estão se revezando para tomar banho frio no vestiário da piscina — único lugar onde o gerador de energia ainda funciona.
Para trabalhar, Anna está utilizando o escritório do pai. Ela diz que, caso a energia não volte, irá se deslocar para a casa do namorado.
Caroline Ogata é advogada e também mora na zona sul, na região da Vila Andrade. Ela também relata falta d’água.
“Não tem energia para a água ser bombeada. Hoje de manhã, acordamos sem sinal de celular, sem luz e sem água. Tudo o que tinha no nosso freezer e geladeira estragou, como comida congelada, carne e requeijão”, conta.
A advogada está utilizando a energia do clube, do qual é sócia, para recarregar o celular e tomar banho quente.
Caroline diz ainda que ficou cerca de 1h no telefone tentando contato com a Enel, mas a ligação caiu no momento em que iria ser atendida.
*Fonte: CNN