Fifa e Conmebol reforçam à CBF que interferência da Justiça pode gerar punições e tirar clubes de competições

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Segundo artigo 14 da entidade máxima do futebol, equipes ficariam de fora de torneios internacionais como o Mundial, que tem a presença do Fluminense

Ednaldo Rodrigues, presidente da CBF, na foto ao lado de Giovanni Infantino, presidente da Fifa
Ednaldo Rodrigues, presidente da CBF, na foto ao lado de Giovanni Infantino, presidente da Fifa — Foto: Divulgação/foto de arquivo

Em ofício enviado à CBF nesta quinta-feira (07), Fifa e Conmebol reforçaram o alerta de que decisões da justiça comum que interfiram na autonomia da entidade podem gerar sanções ao futebol brasileiro.

Entre elas, a suspensão de clubes e das seleções em competições internacionais. Pelo estatuto da Fifa, a deposição do presidente Ednaldo Rodrigues se enquadraria nestes termos.

Como resultado extremo, haveria consequências para as equipes brasileiras nos torneios em disputa, como Mundial de Clubes, Libertadores, Sul-Americana e Copa América.

Caso a Fifa aplique as sanções, o Fluminense poderia até ser excluído do Mundial na Arábia Saudita. A punição à CBF também impactaria na participação da seleção brasileira na Copa América em 2024.

No ofício enviado ao secretário-geral Alcini Rocha, a Conmebol diz que a CBF é obrigada a “gerir seus assuntos com independência e garantir que não haja interferência de terceiros em seus assuntos internos”.

A Conmebol cita que a norma abrange questões relacionadas ao futebol, incluindo sua governança, o que engloba a eleição de seus representantes, os períodos de gestão, os períodos máximos de reeleição, e a tomada de decisões.

No ofício da Fifa, a entidade cita que tomou conhecimento de que o acordo que levou à eleição de Ednaldo Rodrigues pode ser quebrado e que, por isso, há risco de punições.

“Qualquer quebra dessa obrigação pode levar a potenciais sanções previstas no estatuto da Fifa”, alerta o e-mail recebido pela CBF.

*Da Agência O GLOBO

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