POLÍTICA

‘Reencontro com o mar para começar 2024 com muita energia para rodar o Brasil’, publicou o presidente em clique feito pela primeira-dama Janja
Em sua primeira aparição nas redes sociais em 2024, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicou quais deverão ser as suas prioridades ao longo deste ano: já de olho nas eleições municipais, planeja viajar o país para divulgar projetos importantes do governo.
“Reencontro com o mar para começar 2024 com muita energia para rodar o Brasil”, diz a legenda da foto. O clique, feito pela primeira-dama Janja da Silva, mostra Lula de braços abertos curtindo um banho de mar. O casal passou uma semana de recesso na base naval de Restinga da Marambaia, no Rio de Janeiro, a previsão de retorno a Brasília era nesta quarta-feira (03), mas o presidente adiou.
Grande aposta eleitoral para 2024, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) deverá ser uma das principais vitrines de Lula ao rodar o país fazendo entregas do projeto, e aproveitando para alavancar palanques locais. Em 2023, o presidente anunciou que o Novo PAC deverá somar 1,68 trilhão de reais em investimentos para os próximos anos.
De acordo com o ministro da Casa Civil, Rui Costa, o Planalto coordena um cronograma de lançamentos e inaugurações de escolas, moradias, hospitais, rodovias e demais entregas no âmbito do PAC, que apenas neste ano terá disponíveis cerca de 55 bilhões de reais.
Apesar da vistosa carteira de investimentos e de demais programas a pleno vapor, como o Bolsa Família e o Minha Casa Minha Vida, a estratégia de usar projetos de impacto eleitoral esbarra na dificuldade com que o governo vem atuando para manter as contas públicas equilibradas. Lula e o PT já disseram mais de uma vez que podem deixar de lado parte dos compromissos fiscais para não colocar em risco os gastos públicos planejados para 2024. O próprio Fernando Haddad, ministro da Fazenda, já foi avisado disso, tanto por Lula quanto por dirigentes do seu partido.
Retomada
Após o fiasco das eleições municipais de 2020, ano em que o PT, pela primeira vez, não levou nenhuma capital e teve o pior desempenho em número de prefeituras no país, o partido planeja reeditar os tempos de glória da legenda, que já chegou a comandar uma em cada três capitais brasileiras.
Mais do que um resgate dos anos dourados, porém, a eleição de 2024 é estratégica para o PT e para o governo. Por um lado, o partido espera se valer dos benefícios de comandar a máquina federal e angariar votos com os programas sociais e outros investimentos da União, além de surfar na imagem de sua principal estrela, Lula. Do outro, o governo aposta em vitórias nas principais cidades para ganhar mais apoio político e dar um importante passo para fortalecer o projeto de reeleição para 2026, que deverá ter o próprio Lula à frente. O controle de prefeituras importantes, de resto, também pode ajudar na relação com o Congresso e na formação de uma base parlamentar maior e mais à esquerda para um eventual quarto mandato do petista.