ECONOMIA
Já a taxa do parcelado do cartão variou de 186,8% para 184,9%.
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A taxa de juros do cartão de crédito rotativo variou de 399,6% ao ano em agosto para 388,7% em setembro.
O rotativo é a linha de crédito pré-aprovada no cartão e inclui também saques feitos na função crédito do meio de pagamento. No caso de inadimplência do cliente, o banco deverá parcelar o saldo devedor ou oferecer outra forma para quitar a dívida em condições mais vantajosas dentro de 30 dias.
Já a taxa do parcelado do cartão variou de 186,8% para 184,9%.
Assim, a taxa de juros total do cartão de crédito variou de 87,7% para 88,5% em setembro, considerando as operações a vista, sem juros.
No cheque especial, a taxa de juros cobrada foi de 134,6%, vinda de 128,4% em agosto.
Juro médio em queda
A taxa de juros média anual cobrada pelo sistema financeiro nas operações de crédito caiu 0,2 ponto percentual, de 28,8% em agosto para 28,6% em setembro. Em 12 meses, houve elevação de 7,0 pontos percentuais.
A taxa cobrada das pessoas jurídicas, por sua vez, saiu de 18,9% para 19,0%. Para as pessoas físicas, a taxa ficou em 34,1%, vinda de 34,5%.
Nos recursos livres, a taxa média variou de 40,6% em agosto para 40,4% em setembro.
Já o spread, que mede a diferença entre as taxas que os bancos cobram nos empréstimos e o custo de captação desses recursos, ficou estável em 18,7 pontos em setembro.
Menos concessões
O sistema financeiro concedeu em setembro 2,6% a menos em novos empréstimos e financiamentos, na comparação com agosto. O número leva em conta as concessões totais em cada mês. Considerando a média por dia útil, houve alta de 6,7%.
As concessões para clientes corporativos subiram 0,2% contra o mês anterior, somando R$ 241,7 bilhões.
Para as famílias, o sistema financeiro concedeu R$ 284,5 bilhões em novos empréstimos e financiamentos, queda de 4,8% em relação a agosto.
As concessões com recursos livres, em que as taxas são pactuadas livremente entre bancos e clientes, caíram 0,3%. Já as operações com recursos direcionados, que são regulamentadas pelo governo ou vinculadas a recursos orçamentários, diminuíram 14,9%.
Inadimplência
A inadimplência média das operações de crédito ficou estável em 2,8% em setembro, na comparação com agosto.
Entre as empresas, a taxa média ficou em 1,6%, contra 1,5% em agosto. Entre as famílias, foi de 3,7%, contra também 3,7% no mês anterior. No crédito com recursos livres, a inadimplência ficou em 4% (contra 3,9% em agosto). No crédito direcionado, foi 1,1%, contra 1,2% anteriormente.
Por Larissa Garcia e Alex Ribeiro, Valor — Brasília e São Paulo