SEGURANÇA PÚBLICA

Após intervenção da ALEPE, Policiais Civis de Pernambuco suspendem deflagração de greve durante o carnaval
Depois de terem sido obrigados pelo TJPE a suspender a deflagração da greve prevista para acontecer na meia noite da sexta-feira para o sábado, no Carnaval, os policiais civis do Estado, por meio do Sinpol, apostam suas fichas na Assembleia Legislativa do Estado (Alepe).
Conforme informaram no Carnaval ainda, no transcorrer da assembleia sindical, o deputado Álvaro Porto, que também é Policial Civil e presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco, ligou para Áureo Cisneiros, presidente do Sinpol, e ofereceu o poder Legislativo para intermediar as negociações junto ao governo do estado.
O deputado estadual Joel da Harpa, presidente da Comissão de Segurança Pública, em nome da Assembleia Legislativa, levou um documento formalizando a proposta de Álvaro Porto e com agendamento de uma reunião para este 19 de fevereiro, às 10h da manhã, na presidência da Alepe. Joel da Harpa é presidente da comissão de segurança pública da Alepe.
“Com a oficialização da intermediação do Poder Legislativo, além do compromisso público da governadora Raquel Lyra, apresentado em diversos veículos de comunicação, de realizar ainda em fevereiro e terminar em maio as tratativas de negociação com o Sinpol e do ofício enviado pela Secretária de Administração informando que os Policiais Civis serão prioridade nas negociações, a assembleia decidiu suspender a deflagração de greve durante o carnaval, mas deliberou pela realização de uma Operação Padrão”, informou o Sinpol, no Carnaval.
O presidente da Feipol-NE, Tony Britto, se comprometeu a articular todos os presidentes dos sindicatos de policiais civis do Nordeste para participar da reunião, nesta segunda-feira (19), na Alepe.
Depois de suspender a greve, o presidente do Sinpol disse que a luta continua com a Operação Padrão até a governadora Raquel Lyra “cumprir com o que foi dito”. O sindicato reclama de falta de diálogo do governo. Túlio Villaça, secretário da Casa Civil, chegou a dar entrevistas que não foram bem recebidas pela categoria. *Por Jamildo Melo