POLÍTICA

Ministério extraordinário comandado por Paulo Pimenta terá duas frentes de atuação: reconstrução e prevenção
O ministro da Secretaria Extraordinária para Apoio à Reconstrução do Rio Grande do Sul, Paulo Pimenta, disse que todos os projetos para reconstrução das cidades afetadas pelas enchentes no estado e para prevenção de novos desastres terão que estar aprovados em até seis meses.
“Esse é o prazo que estou estabelecendo. Eu quero um prazo de quatro a seis meses para que todos os projetos em todas as áreas estejam aprovados e, com isso, eu possa voltar para assumir definitivamente a Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom) e aí cada ministério acompanhar a parte da execução em todas as áreas”, afirmou Pimenta.
Medida provisória editada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) prevê a existência da nova pasta até fevereiro do ano que vem.
De acordo com Pimenta, o ministério terá duas frentes de atuação que serão tocadas por ele ao mesmo tempo: uma voltada para ajuda emergencial e reconstrução das cidades; e outra linha concentrada na prevenção “para que uma tragédia como essa nunca mais se repita”.
“Não é um ministério executor, é um ministério de coordenação, formulação e articulação das ações do governo”.
Para isso, ele vai comandar o diálogo com as prefeituras, com o governo do Estado, com diversos setores da sociedade civil, selecionar projetos e demandas e articular com todos os ministérios. Isso vale para as mais diversas áreas, como setor empresarial, agropecuário, da saúde, de educação, entre outros.
O ministro explicou como será a atuação de prevenção. “O presidente Lula quer fazer um grande estudo para um projeto definitivo para que essa situação nunca mais se repita. Vou coordenar também a contratação desse estudo definitivo para uma solução estrutural”.
A pasta terá um secretário-executivo, mais dez cargos comissionados. De acordo com o ministro, ele vai escolher profissionais com perfil técnico.
Sede do ministério
Pimenta explicou que até essa sexta-feira (17) deve encontrar um lugar para instalar o ministério. Ele não pretende alugar um local; quer salas em prédio já usado pelo Executivo federal, como escritórios do INSS, da Advocacia Geral da União, ou até do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal. *Por CNN.