POLÍTICA

Governo vai pagar duas parcelas de salário mínimo (R$ 1.412) para funcionários de empresas que prometerem manter empregos
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou, nesta quinta-feira, uma medida provisória que prevê o pagamento de duas parcelas de salário mínimo a trabalhadores formais do Rio Grande do Sul.
A primeira parcela de R$ 1.412 será paga em julho para 434 mil trabalhadores formais; já a segunda está prevista para agosto. Esta MP custará ao governo federal em torno de R$ 1 bilhão, o valor será autorizado em novo crédito extraordinário.
Em contrapartida, as empresas devem se comprometer com a manutenção dos empregos. A medida busca a preservação de postos de trabalho em áreas atingidas pelas enchentes de maio.
Segundo o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, essas pessoas vivem numa “mancha de inundação”.
O anúncio ocorreu em um evento em Arroio do Meio (a 120 km de Porto Alegre), no Vale do Taquari, região devastada pela tragédia climática. O governador Eduardo Leite (PSDB) não participou do evento.
Cada parcela do programa vai custar R$ 1.412, o valor do salário mínimo. A estimativa é que 430 mil trabalhadores sejam beneficiados.
“Vamos oferecer duas parcelas de um salário mínimo a todos os trabalhadores formais do Estado do Rio Grande do Sul atingidos na mancha. Não só nos municípios em calamidade, os municípios em situação de emergência, desde que esteja atingido pela mancha da inundação”, disse o ministro do Trabalho, Luiz Marinho.
“Estão incluídos os segmentos de trabalhadores celetistas (326.086), trabalhadores domésticos (40.363), estagiários (36.584) e pescadores artesanais (27.220). Isso dá 434.253 trabalhadores para os quais vamos disponibilizar duas parcelas do salário mínimo”, disse Marinho.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou ainda uma medida provisória que libera recursos federais a cidades gaúchas que ainda não tinham sido contempladas na verba liberada em maio. Ao todo, R$ 124 milhões serão enviados a essas cidades.
“A gente não quer procurar culpado. A gente quer procurar solução para diminuir o sofrimento das pessoas”, defendeu Lula.
Os moradores desses municípios também vão receber o pagamento da parcela única de R$ 5.100, o chamado auxílio reconstrução, para famílias desalojadas ou desabrigadas. *Fonte: Folha de São Paulo.