Olimpíadas: Equipe feminina conquista bronze na ginástica artística em Paris

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Paris 2024 Olympics - Artistic Gymnastics - Women's Team Victory Ceremony - Bercy Arena, Paris, France - July 30, 2024. Bronze medallists Rebeca Andrade of Brazil, Jade Barbosa of Brazil, Lorrane Oliveira of Brazil, Flavia Saraiva of Brazil and Julia Soares of Brazil pose for a picture with their medals. REUTERS/Amanda Perobelli
Foto – REUTERS/Amanda Perobelli

Rebeca Andrade confessou que estava pressionada e com medo pela necessidade de buscar uma nota tão alta

Conjunto brasileiro conquistou medalha inédita na final por equipes da ginástica artística
Conjunto brasileiro conquistou medalha inédita na final por equipes da ginástica artística – Foto: Miriam Jeske/COB

Envoltas na bandeira do Brasil, saltitantes e sem esconder o sorriso, Rebeca Andrade, Flávia Saraiva, Jade Barbosa, Julia Soares e Lorrane dos Santos eram só sorrisos logo após a confirmação do bronze nos Jogos Olímpico de Paris-2024.

A medalha só se confirmou após virada na última rotação, no salto, superando Inglaterra, Canadá e China e subindo do sexto para o terceiro lugar. A celebração veio com um misto de emoções das ginastas, em discursos emocionados, choro, alívio e muitos gritos após superação.

Responsável pela nota que garantiu o bronze, Rebeca confessou que estava pressionada e com medo pela necessidade de buscar uma nota tão alta, a melhor do salto, superando os 14,900 da americana Simone Biles, por exemplo.

“Eu estava um pouco nervosa, cansada do solo. Mas é aquilo né, confiança no nosso trabalho não tem o que discutir. Eu fui lá e sabia o que tinha que fazer”, comemorou. “Confiar na nossa equipe e nosso trabalho faz toda a diferença. Foi daí que saiu o 15,100”, seguiu.

Antes mesmo de a decisão por equipes começar, Flavinha sofreu queda feia nas barras assimétricas e bateu o rosto no chão, sofrendo um corte no supercílio, o que poderia abalar as meninas Com semblante fechado, segurando o choro e a dor, a mais baixa das representantes do Brasil mostrou-se gigante para se tornar motivação a todas.

“Quando vi, eu estava no chão, com o joelho na cara, e rolei pro lado para a Rebeca poder aquecer. Fiquei pensando ‘onde é que eu tô?’. E o Chico falando ‘tá sangrando’. Eu não estava entendendo nada. Depois disso eu acordei e estava aquecida”, explicou Flavinha, que só queria saber de celebrar a volta por cima na final.

A atleta de 1m45 saltou ao lado de Rebeca e Jade no aparelho que acabou sendo decisivo para o Brasil. Também voltou às assimétricas e fez bonito.

Foi a última nota, de Rebeca, contudo, que garantiu a virada. Os 15,100 do salto valeram minutos de apreensão até as britânicas não conseguirem dar a resposta na trave, para o sentimento de alívio dar a graça.

“É até difícil falar nesse momento. A gente trabalhou muito duro, dia após dia. Poucas pessoas vão saber o quão duro foi, a maioria aqui dentro do time. Estamos felizes com o que conseguimos fazer hoje, aconteceram muitas coisas durante a competição, mas treinamos tudo dentro do ginásio”, comemorou a experiente Jade Barbosa, de 33 anos, que enfim subiu ao pódio olímpico depois de quase duas décadas de dedicação à seleção.

“A gente treinou para cada situação dessa, cada passo fez diferença. Mas é isso que faz uma equipe, é isso que faz uma família. Tenho orgulho do que construímos nesse período todo e hoje a gente colhe o fruto de muitas gerações. É até difícil acreditar que está rolando isso”, completou Jade, que já chorou muito após derrotas e nesta terça-feira ainda serviu de “mãezona” para Lorrane.

A ginasta carioca de 26 anos caiu no choro após a final lembrando da irmã, Maria Luisa, uma de suas incentivadoras, que morreu subitamente há poucos meses. Ganhar uma medalha foi a melhor forma de homenagear a parceira do dia a dia.

A ginasta ainda carregou a responsabilidade de abrir a disputa nacional e mostrou-se concentrada. “É uma responsabilidade grande, uma pressão estar no primeiro aparelho, mas a gente treinou tudo o que tinha que treinar”, disse.

“Estou acostumada a abrir as competições, mas confesso que hoje estava um pouco mais nervosa, mas confiante do que eu tinha de fazer. Lutei até o final, não foi minha melhor série, mas a gente lutou até o fim ” Por Estadão Conteúdo.

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