Cadastro Positivo amplia em 18 vezes as chances de acesso ao crédito para negativados, diz estudo

ECONOMIA

Cadastro Positivo amplia em 18 vezes as chances de acesso ao crédito para negativados, diz estudo
Foto/Reprodução

Cinco anos após a implementação da adesão automática ao cadastro positivo, a Serasa Experian divulgou mostrando que, de lá pra cá, a possibilidade de uma pessoa negativada ter acesso a um crédito de qualidade passou de 0,5% para 8,5%, um crescimento de 17,5 vezes.

Foram analisados dois perfis de CPFs: aqueles que possuem alguma negativação, e aqueles com um restritivo resolvido, isto é, que tiveram uma negativação recentemente, mas que foi regularizada. Neste segundo caso, a vigência do Cadastro Positivo fez com que o porcentual desses clientes que conseguem crédito passasse de 7,3% para 20,7%.

“O Cadastro Positivo traz uma visão mais completa do histórico de pagamento dos consumidores, permitindo maior conhecimento de suas informações financeiras. Ao conhecer melhor seu cliente, vendo que ele teve uma negativação, mas na maior parte do tempo é um bom pagador, o credor dispõe de mais transparência para aumentar sua confiança e conceder o crédito”, comenta em nota Giresse Contini, diretor de serviços de crédito da Serasa Experian.

A pesquisa também dividiu os clientes por renda. Para quem ganha até um salário mínimo, a chance de obter crédito antes do Cadastro Positivo era de 0,4%, e depois passou para 2,2%. Já na outra ponta, para quem ganha mais de dez salários, a chance antes do cadastro era de 0,8% e depois passou para 46,9%.

Na divisão por região, a maior mudança foi observada no Sudeste. Antes do Cadastro Positivo, a chance de alguém com “nome sujo” obter crédito era de 0,5% antes, e passou para 9,8% agora.

“O Cadastro Positivo ampliou o acesso ao crédito, principalmente entre o público mais vulnerável, confirmando o que os estudos da Serasa Experian indicavam. Já para as empresas que concedem crédito, proporcionou uma análise muito mais assertiva, adicionando dados complementares”, finaliza Contini. Fonte: Valor Econômico

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