POLÍTICA
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Passaporte do ex-presidente brasileiro está retido com o STF; ele já tentou recuperar e não conseguiu
Por Valor Econômico
Donald Trump venceu as eleições dos Estados Unidos nesta quarta-feira, após reunir 292 delegados, e voltará à Casa Branca em 2025. O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e seus aliados celebraram o resultado nas redes sociais. Bolsonaro falou em “vitória épica”, chamou Trump de “amigo”, e arrematou: “que inspire o Brasil a seguir o mesmo caminho”.
A posse do novo presidente americano está marcada para o dia 20 de janeiro em Washington. Terá a presença de chefes de Estado e políticos do mundo inteiro. Mas mesmo que seja convidado e tenha interesse em ir, Bolsonaro pode ser barrado. Motivo: o seu passaporte está retido no Supremo Tribunal Federal (STF).
Bolsonaro inelegível até 2030
Inelegível por duas decisões do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Bolsonaro também é investigado por suposta participação nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. Em fevereiro deste ano, ele teve o passaporte recolhido pela Polícia Federal, sob a ordem de Alexandre de Moraes, que é relator da ação.
Bolsonaro já tentou recuperar o documento, mas sem sucesso. No fim de outubro, a 1ª Turma negou, por unanimidade, a devolução. Moraes afirmou, em seu voto, que a motivação da decisão se deu pela “possibilidade de tentativa de evasão dos investigados, intento que pode ser reforçado a partir da ciência do aprofundamento das investigações que vêm sendo realizadas”.
Em março, o ex-presidente também havia solicitado a autorização da Corte para viajar para Israel a convite do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. A saída do país foi negada.
Segundo publicação de “O Globo” desta quarta-feira, Bolsonaro expressou a aliados que deve seguir com a tentativa de obter seu passaporte com o STF para ir à posse de Trump. Neste momento, entretanto, as restrições decorrentes da investigação ainda estão vigentes e se não tiver nenhuma mudança, ele não pode ir à cerimônia em Washington.
Filho do ex-presidente, Eduardo Bolsonaro (PL-SP), acompanhou a apuração das eleições americanas na mansão em Mar-a-Lago, na Flórida, onde Trump se reuniu com apoiadores. Foi também neste local que o bilionário Elon Musk, um dos maiores doadores do republicano, acompanhou a contagem dos votos.