A paciência do PT em Pernambuco e o destino partidário de Raquel

POLÍTICA

Governadora Raquel Lyra (PSDB)
Governadora Raquel Lyra (PSDB) – Foto: Mica Filho

Petistas defendem que o partido não se aproxime nem de João Campos e nem de Raquel Lyra enquanto os cenários se definem melhor. Ela deve ir pro PSD

Por Igor Maciel/JC

Um integrante importante do PT de Pernambuco conversou com a coluna sobre a estratégia que espera ver o partido abraçando para a eleição de 2026, quando as forças políticas de Raquel Lyra (PSDB) e João Campos (PSB) devem se enfrentar. A opinião dessa fonte petista é bem clara e direta: não embarcar em nenhum governo, municipal ou estadual, até que o cenário fique muito bem definido. E que, se acontecer o convite a um petista para entrar nas duas gestões, que o convidado se afaste da sigla por enquanto.

Aceita e se afasta

Foi o que ocorreu com o vice-prefeito de Águas Belas, Maurício de Josué. Ele é do PT e assumiu a presidência do ProRural, no Governo do Estado. Em seguida, por causa da repercussão, pediu licença no partido. A medida é para não gerar um vínculo direto entre o PT e nenhum palanque de 2026 antes que as negociações para a próxima eleição estejam bem definidas.

Crise

Em 2024 isso foi um problema e terminou com uma crise interna entre os petistas. Integrantes do partido foram assumindo posições dentro da gestão de João Campos na prefeitura do Recife e, quando se resolveu negociar a vice, o socialista negou. Campos recusou ceder a vice por vários motivos, mas um deles foi que o PT já estava na gestão dele.

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