Lula discutirá texto final da PEC da Segurança com Lewandowski nesta quinta-feira

POLÍTICA

O presidente Luiz Inacio Lula da Silva (à dir.) em conversa com Ricardo Lewandowski, na cerimônia de sua posse como ministro da Justiça e Segurança Pública realizada no Palácio do Planalto
Foto: Sergio Lima

(Poder 360)

Proposta será apresentada ao presidente, que deverá bater o martelo para que seja enviada ao Congresso; fonte de financiamento do fundo ainda não foi definida.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reunirá na 5ª feira (13.mar.2025) com o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, com o advogado-geral da União, Jorge Messias, e com o secretário de Assuntos Jurídicos da Casa Civil, Marcos Rogério de Souza, para discutir o texto final da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da segurança pública. O petista deve bater o martelo para enviar o texto ao Congresso.

A fonte de financiamento para o fundo que será criado a partir da unificação dos fundos Nacional de Segurança Pública e Penitenciário. A questão será tratada na reunião e Lula pode dar a palavra final sobre uma solução.

É possível que Lula peça para se reunir com os governadores ou com os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), antes de enviar a versão final da PEC ao Congresso. Nestes casos, o texto só seria encaminhado oficialmente ao Congresso depois dos encontros.

A versão final incorporou o entendimento do STF (Supremo Tribunal Federal) sobre as guardas municipais. Em decisão no final de fevereiro, a Corte declarou que as guardas municipais podem fazer policiamento ostensivo nas vias públicas, respeitando-se os limites de competências com as demais forças de segurança.

De acordo com Lewandowski, a proposta estabelece a integração de todas as políticas do país, desde a PF (Polícia Federal) até a Guarda Municipal.

governo também tirou da versão final o trecho que dava ao Executivo federal a prerrogativa de determinar as diretrizes gerais para a segurança pública, amplamente contestado pelos governadores, principalmente os de oposição, sob a alegação de que haveria intervenção na autonomia dos Estados e municípios. A questão deverá ser tratada posteriormente por meio de um projeto de lei.

A PEC constitucionaliza o SUSP (Sistema Único de Segurança Pública), criado em 2018 por meio de lei ordinária (Lei 13.675). O texto também aumenta as atribuições da PF e da PRF (Polícia Rodoviária Federal), que passaria a ser chamar Polícia Viária Federal, abrangendo o patrulhamento ostensivo das rodovias, ferrovias e hidrovias federais.

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