Após escândalo de fraude, Lula nomeia novo presidente do INSS; veja perfil

POLÍTICA 

Gilberto Weller Júnior, novo presidente do INSS, sentado
Gilberto Weller começou atuação no setor público em 1998, como corregedor do INSS Foto: Marcos Oliveira / Agência Senado

Nomeção do procurador federal Gilberto Walter Júnior foi publicada em edição extra do “Diário Oficial”. Decisão foi tomada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva é oficializada por meio da ministra-chefe substituta da Casa Civil, Miriam Belchior 

O governo federal nomeou nesta quarta-feira (30) o procurador federal Gilberto Waller Júnior como novo presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Waller assume o comando do instituto em meio a um escândalo de fraudes na Previdência Social (veja mais abaixo).

A decisão foi tomada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e oficializada por meio da ministra-chefe substituta da Casa Civil, Miriam Belchior. A nomeação foi publicada em edição extra do “Diário Oficial da União”.

Na semana passada, a Polícia Federal deflagrou uma operação que revelou um esquema bilionário de desvios e fraudes em aposentadorias e pensões, envolvendo associações de fachada, servidores públicos, propinas e falsificações. O prejuízo estimado entre 2019 e 2024 chega a R$ 6,3 bilhões.

O então presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, foi demitido após a deflagração da operação. Outros cinco servidores da cúpula do instituto foram afastados por decisão judicial, e seis suspeitos ligados às entidades investigadas foram presos.

A investigação apontou que milhares de aposentados foram associados sem consentimento e tiveram descontos feitos diretamente nos benefícios pagos pelo INSS.

Perfil 

Com 25 anos de experiência no setor público, Gilberto Waller Júnior é bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais e tem pós-graduação em Combate à Corrupção e Lavagem de Dinheiro. Ingressou no serviço público como procurador do INSS em 1998.

Desde então, atuou como corregedor-geral do instituto (2001–2004), subprocurador-geral (2007–2008) e ocupou posições de destaque na Controladoria-Geral da União (CGU), como ouvidor-geral da União (2016–2019) e corregedor-geral da União (2019–2023).

Antes de ser nomeado ao INSS, exercia o cargo de corregedor da Procuradoria-Geral Federal, ligada à Advocacia-Geral da União (AGU).

Por Pedro Henrique Gomes, g1 — Brasília

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