Após reunião de Alckmin com Motta e Alcolumbre, Eduardo diz que ‘isolar Bolsonaro não muda o cenário’ e cobra anistia

POLÍTICA 

O deputado Eduardo Bolsonaro na Comissão de Direitos Humanos da Câmara, em 2023 📸 Cristiano Mariz

Vice-presidente afirmou a parlamentares que a Lei da Reciprocidade será utilizada apenas como último recurso, caso as tentativas de diálogo com os EUA falhem

Eduardo Bolsonaro critica Alckmin e exige anistia para golpistas

Eduardo Bolsonaro criticou encontro de Alckmin com líderes do Congresso, defendendo que isolar Bolsonaro não altera o cenário tarifário dos EUA e exigindo anistia para os condenados de atos golpistas de janeiro. Alckmin afirmou que a Lei da Reciprocidade será último recurso em negociações com os EUA. Pesquisa Genial/Quaest revela apoio majoritário à união entre governo Lula e oposição contra tarifa americana.

O deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) criticou, nesta quarta-feira, o encontro do vice-presidente e ministro da Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin(PSB), com os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). O parlamentar voltou a exigir anistia aos condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 e disse que “isolar” o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não muda o “cenário” do tarifço dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.

Isolar Jair Bolsonaro não muda o cenário. Aprovar a anistia muda. Presidentes Hugo Motta e Davi Alcolumbre contem conosco para resolver a Tarifa-Moraes. Congresso pode e deve ser protagonista neste imbróglio”, escreveu Eduardo nas redes sociais.

Nesta quarta-feira, Alckmin afirmou a parlamentares que a Lei da Reciprocidade será utilizada apenas como último recurso, caso as tentativas de diálogo com os Estados Unidos para reverter o tarifaço de 50% contra o Brasil, falhem. O vice-presidente esteve na Residência Oficial do Presidente do Senado com Alcolumbre. Também participaram do encontro o senador Nelsinho Trad (PSD-MS), Motta e a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann.

Por Luis Felipe Azevedo/ Agência O Globo

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