Base política de Diogenes Patriota e ex-prefeito Sávio Torres se divide entre João Campos e Raquel

POLÍTICA

 

Foto/Reprodução

A eleição para governador de Pernambuco só acontece em 2026, mas em Tuparetama o cenário político já começa a se desenhar em 2025 com sinais claros de divisão dentro da base do prefeito Diógenes Patriota (PSD) e do grupo do ex-prefeito Sávio Torres.

Apesar da proximidade com o Palácio do Campo das Princesas, os dois líderes locais enfrentam dificuldades para manter coesa sua base de sustentação. Diógenes, filiado ao PSD; mesmo partido da governadora Raquel Lyra, tem o irmão ocupando cargo na Casa Civil, enquanto Sávio Torres, ex-prefeito e ex-aliado do deputado Ricardo Teobaldo, hoje aliado de Felipe Carreras, também mantém espaço na gestão estadual, com cargo de assessor na Casa Civil e o filho à frente da Ciretran de Afogados da Ingazeira.

Mesmo com essas posições estratégicas, aliados históricos já sinalizam apoio ao nome do prefeito do Recife, João Campos (PSB), para a disputa ao governo. O presidente da Câmara de Vereadores de Tuparetama, primo de Diógenes e Sávio, declarou publicamente que seguirá com João Campos em 2026. Outro racha veio do vereador mais próximo de Sávio Torres, ex-vice-prefeito e ex-secretário de Obras em sua terceira gestão, que também se alinhou ao grupo formado por Diogo Moraes, Felipe Carreras e João Campos.

No próprio governo municipal, o movimento de debandada se repete. O atual secretário de Cultura, Sávio Pessoa, participou da agenda de João Campos em Afogados da Ingazeira e já confirmou apoio ao socialista. O chefe de Gabinete de Diógenes também não esconde sua preferência, chegando a envolver a família no alinhamento político: sua mãe, diretora da Escola Estadual Ernesto de Souza Leite, foi uma indicação da governadora, mas permanece ligada ao grupo que apoia João Campos.

Enquanto isso, Diógenes Patriota mantém relações próximas com o PSB, apoiando Waldemar Borges para deputado estadual e Felipe Carreras para federal. A expectativa agora gira em torno da posição da vice-prefeita Luciana Paulino. Fiel aliada de Sávio Torres, ela é eleitora de Diogo Moraes para estadual e Carreras para federal, e sua definição pode pesar no equilíbrio das forças políticas no município.

O quadro revela que, mesmo com cargos de confiança e influência dentro do governo estadual, tanto Diógenes Patriota quanto Sávio Torres enfrentam dificuldades para conter a migração de apoios em direção a João Campos, que ganha terreno no Sertão do Pajeú antes mesmo de oficializar sua pré-candidatura ao governo. As informações são de Júnior Campos

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