Ministros José Múcio e Silvio Costa Filho defendem respeito à decisão da Justiça após prisão de Bolsonaro

POLÍTICA

Os ministros Silvio Costa Filho e José Múcio
Os ministros Silvio Costa Filho e José Múcio – Reprodução/Instagram Silvio Costa Filho

Múcio afirmou que decisão da Justiça não se discute; Costa Filho disse que houve movimento contra a democracia brasileira nos últimos anos

Os ministros da Defesa, José Múcio Monteiro, e de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, afirmaram que a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) é uma decisão da Justiça que deve ser cumprida.

“Isso é justiça. Justiça você pode gostar ou não gostar, mas não discute”, disse o ministro, avaliando tanto a situação de Jair Bolsonaro como de militares da alta cúpula que também foram condenados pelo Supremo Tribunal Federal pela tentativa de golpe de estado.

A prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), ocorrida no último sábado, foi vista pelo ministro da Defesa, José Múcio, como uma decisão da Justiça. “Isso é justiça. Justiça você pode gostar ou não gostar, mas não discute”, disse Múcio, nesta segunda-feira (24). A mesma opinião foi em relação aos militares condenados pela Primeira Turma do STF por participação na trama do golpe de Estado. “Tem que cumprir”, acrescentou.

“Você pode gostar, pode não gostar, mas tem que cumprir”, acrescentou José Múcio.

Na mesma linha, Silvio Costa Filho, afirmou que a prisão é consequência do tensionamento institucional dos últimos anos. Ele destacou que ataques à democracia levaram ao atual cenário e reforçou que cabe ao país cumprir a decisão do STF.

“Eu acho que o que se levou a isso é um conjunto da ópera que foi feita ao longo desses últimos anos. Infelizmente, um movimento contra a democracia brasileira, um movimento que atentou contra a liberdade de expressão, contra as nossas instituições. Mas decisão da Justiça nós temos que respeitar e ela tem que ser cumprida”, afirmou.

Quanto à presença de navios de guerra dos Estados Unidos nos mares do Caribe e da América do Sul para combater o narcotráfico, José Múcio considera como uma situação grave. Segundo ele, há uma preocupação do Governo do Brasil.

“Não é uma coisa boa ter o maior porta-aviões do mundo na sua fronteira, mas não tem nada que nos provoque ainda. Estamos preocupados. O Brasil não é um país preparado para um grande conflito, mas estamos preparados para defender a nossa integridade”, salientou o ministro da Defesa.

Por Rodrigo Fernandes

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