Operação prende 15 suspeitos de integrar facção que comanda ataques no RN

OPERAÇÃO DO CRIME

Policial militar faz segurança em um dos pontos atacados por bandidos em Natal, capital do RN - Foto: Alessandro ImperialAFP
Policial militar faz segurança em um dos pontos atacados por bandidos em Natal, capital do RN – Foto: Alessandro Imperial/AFP. Fonte: (O TEMPO)

Desde que os ataques começaram, há nove dias, foram efetuadas 168 prisões, de acordo com o governo do estado.

Operação deflagrada nesta quarta-feira (22), por forças de segurança no Rio Grande do Norte, prendeu 15 suspeitos de integrarem o Sindicato do Crime, grupo criminoso apontado como organizador dos ataques no estado.

Coordenada pelo Ministério Público do RN, a operação Sentinela cumpriu 13 mandados de prisão e 26 de busca e apreensão na capital, Natal, e em mais nove cidades. Duas pessoas foram presas em flagrante com armas, drogas, celulares e dinheiro.

A maior parte dos detidos, segundo o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público, já tinha ligação com o Sindicato do Crime. Desde que os ataques começaram, há nove dias, foram efetuadas 168 prisões, de acordo com o governo do estado. Cinco mandados não foram cumpridos, e o MP diz que esses suspeitos já são considerados foragidos.

As investigações têm sido direcionadas para desarticular o comando da facção e as ordens para ataques, e as prisões desta quarta atingiram os três níveis mais altos da hierarquia, dizem os promotores.

O topo da cadeia de comando, segundo o Ministério Público, é formado pela “final”, grupo com os fundadores da facção e responsável por tomar as grandes decisões. Abaixo está o “conselho”, que tem integrantes presos e na rua. Em seguida vêm a “transparência” e as “linhas de frente”, que coordenam a facção em bairros e cidades menores do estado.

A Promotoria diz que ações de desarticulação têm sido feitas nos últimos dois anos, com a transferência de 18 presos para presídios federais. Os promotores dizem ainda que, após o início da onda de ataques, mais dez pessoas foram transferidas para unidades pelo país, com restrição de comunicação e visitas supervisionadas.

O Ministério Público tem afirmado que o objetivo dos criminosos com os ataques é garantir o que considera regalias, como visita íntima, ventiladores nas celas e alimentação fornecida pela família. O órgão diz que não há previsão para os pedidos na lei de execução penal.

Ainda, investigadores apontam cooptação de pessoas que não são ligadas a facções, principalmente menores de idade, para participar dos ataques.

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