POLÍTICA
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O impasse começou há duas semanas, quando o Conselho Nacional da Previdência Social reduziu a taxa máxima de juros do consignado para aposentados e pensionistas de 2,14% para 1,70% ao mês.
O Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS) fixou nesta terça-feira em 1,97% a taxa de juros do consignado para beneficiários do INSS. A decisão foi tomada após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mediar um entendimento entre os ministros da Fazenda, Fernando Haddad, e da Previdência Social, Carlos Lupi, conforme mostrou o Valor mais cedo. Para a modalidade via cartão de crédito, a taxa fixada foi de 2,89%.
O patamar de 1,97% fica entre o que desejavam os bancos — que levaram ao governo a proposta de teto de 2,01% — e a taxa de 1,70%, determinada na última reunião do CNPS e que inviabilizou parte das operações com o consignado.
Parte dos bancos brasileiros anunciou que vai retomar a concessão de empréstimos consignados para beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), depois que o teto de juros foi reposicionado em 1,97% ao mês.
A linha de crédito beneficia aposentados e pensionistas, e libera empréstimos com juros mais baixos tanto na modalidade convencional como para o cartão de crédito atrelado ao benefício social. O Bradesco, o Banco do Brasil, o Santander Brasil e o Banco PAN confirmaram a retomada das operações na modalidade.
Em nota, o PagBank Pagseguro também informou que os clientes poderão contratar os empréstimos consignados do INSS “diretamente pelo aplicativo”. Já o Itaú Unibanco afirmou que ainda avalia se voltará a conceder empréstimos da linha.