AFOGADOS: Agricultores recebem sementes de milho, sorgo e feijão

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A Prefeitura de Afogados da Ingazeira em parceria com o Instituto Agronômico de Pernambuco – IPA, entregou na manhã desta segunda (27), mais de nove mil quilos de sementes para diversas associações rurais do município.

Antes da entrega, os produtores rurais participaram de uma reunião com o Engenheiro Agrônomo do IPA, Osvaldo Ribeiro, onde foi explanado sobre o tipo das sementes distribuídas, que são mais adaptadas às condições ambientais do semiárido e testadas pelo laboratório do Instituto, e que possuem alto percentual de germinação, pureza e vigor.

Foram entregues na sede do IPA mil duzentos e cinquenta quilos de feijão, sete mil quilos de milho e mil quilos de sorgo forrageiro SF-15, totalizando nove mil, duzentos e cinquenta quilos de sementes para o plantio em Afogados.

O Secretário Municipal de Agricultura, Rivelton Santos, participou da entrega. “Essa é uma ação muito importante, em parceria com o Governo do Estado, com o IPA, nesse período que a estação chuvosa chegou em nossa região. Esperamos por um bom regime de chuvas para que nossos agricultores possam colher uma boa safra, gerando renda para todos”, destacou Rivélton Santos.

As sementes de sorgo que não foram distribuídas nesta segunda, serão entregues aos agricultores ao longo desta semana, na sede do IPA, na Avenida Manoel Borba.

Em Pernambuco, apenas 2,65% da Caatinga estão em área de preservação integral

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Xique-xique, planta nativa da Caatinga — Foto: Caroline Rangel/TV Globo
Xique-xique, planta nativa da Caatinga — Foto: Caroline Rangel/TV Globo

Apenas 2,65% da Caatinga de Pernambuco estão em área de preservação integral

Os números do desmatamento da Caatinga em Pernambuco têm chamado a atenção de ambientalistas e de quem vive no Sertão do estado, mas não somente eles despertam preocupação.

“A Caatinga hoje é o nosso bioma mais ameaçado, porque é o que tem a menor quantidade de áreas de proteção e a menor proporção de áreas protegidas”, disse o professor da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) em Serra Talhada, Martinho Carvalho, preocupado com o futuro da fauna e flora do ecossistema.

Dos 8.277.900 hectares de área do bioma no estado, apenas 219.623 hectares estão em áreas de proteção integral. Ou seja: só 2,65% da Caatinga está protegida.

Esse cálculo foi feito pelo g1 com base em dados divulgados pela Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH). De acordo com o órgão, Pernambuco tem 13 Unidades de Conservação da Caatinga de Proteção Integral. Duas são mantidas pelo governo federal, nove pelo governo do estado e outras duas pelos municípios.

O objetivo das Unidades de Proteção Integral é preservar a natureza. Nelas são proibidas atividades como a caça de animais e a retirada de árvores nativas, para uso comercial ou não.

Unidades de Conservação da Caatinga de Proteção Integral em Pernambuco.

Estado tem 219,6 mil hectares de área protegida integralmente, em 13 unidades de conservação.

O Sistema Estadual de Unidades de Conservação (Seuc) – Lei 13.787/09 – divide as unidades de proteção integral em cinco categorias: Estação Ecológica (Esec); Monumento Natural (Mona); Parque Estadual (PE); Refúgio de Vida Silvestre (RVS) e Reserva Biológica (ReBio).

Em algumas dessas categorias não é permitida a visitação de pessoas ou a prática do turismo, mas elas podem ser utilizadas para pesquisa científica, por exemplo. A lei também prevê que as áreas particulares incluídas nos limites do território de proteção integral sejam desapropriadas.

Falta proteção nas áreas de conservação

A maior unidade de conservação do bioma que temos em Pernambuco, mantida pelo estado, é a Estação Ecológica Serra da Canoa, fica na zona rural de Floresta, no Sertão de Pernambuco. São 7.598 hectares de área. Ela foi instituída como Unidade de Conservação em 2012, através de um decreto estadual (Nº 38133, de 27/04/2012), assinado pelo então governador Eduardo Campos.

Animais são criados em área da Estação Ecológica Serra da Canoa — Foto: Caroline Rangel/TV Globo
Animais são criados em área da Estação Ecológica Serra da Canoa — Foto: Caroline Rangel/TV Globo

Por estar na categoria Estação Ecológica, a Lei estadual 13.787/09 diz que a visitação pública é proibida em áreas como essa, exceto quando o objetivo for educacional, para pesquisas científicas ou para medidas e manejo de restauração.

Entre as justificativas para instituir a área de Floresta como Unidade de Conservação, o documento pontua “a baixa representatividade do bioma Caatinga no Sistema Estadual de Unidades de Conservação” e “as vulnerabilidades deste bioma, exclusivamente nacional, diante das perspectivas de mudanças climáticas”.

Já entre os objetivos, está “proteger as espécies endêmicas e as espécies raras ameaçadas de extinção ocorrentes na área e nos remanescentes florestais da região”. Fonte: g1/PE.

Vacinação contra febre aftosa é prorrogada até 17 de dezembro

AGRICULTURA

Declaração pode ser feita, no entanto, até o dia 24

Vacinação aftosa – Foto por: Francisco Alves – GCom/MT

 

Termina no próximo sábado (17) a segunda etapa da campanha de vacinação contra a febre aftosa em todo o país. A declaração da vacinação pelo produtor, no entanto, pode ser feita até o dia 24 de dezembro.

Ao todo, cerca de 161 milhões de animais devem ser imunizados. O prazo foi prorrogado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento após solicitação de alguns estados, que somente agora tiveram lotes de partidas de vacina liberados.

“A ampliação do prazo foi definida para evitar transtornos ao produtor e prejuízos à cobertura vacinal”, explica o diretor do Departamento de Saúde Animal, Geraldo Moraes.

Em dez estados – Alagoas, Amazonas, Ceará, Maranhão, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Roraima e Rio Grande do Norte – a vacinação ocorre em animais de até 24 meses. No caso de 11 unidades da Federação (Bahia, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Rio de Janeiro, Sergipe, São Paulo, Tocantins e mais o Distrito Federal), que compõem o Bloco IV do Plano Estratégico do Programa Nacional de Vigilância da Febre Aftosa (PE-Pnefa), a vacinação é para bovinos e bubalinos de todas as idades.

Além da vacinação, os produtores devem comprovar no órgão executor de defesa sanitária animal de seu estado. A declaração da vacina pode ser entregue de forma online ou, quando não for possível, presencialmente nos postos designados pelo serviço veterinário estadual nos prazos estipulados.

As vacinas devem ser adquiridas nas revendas autorizadas e mantidas entre 2°C e 8°C, desde a aquisição até o momento da utilização – incluindo o transporte e a aplicação, já na fazenda. Devem ser usadas agulhas novas para aplicação da dose de 2 ml na tábua do pescoço de cada animal, preferindo as horas mais frescas do dia, para fazer a contenção adequada dos animais e a aplicação da vacina.

Fonte: Agência Brasil