Se o Uruguai não vencer Gana nesta sexta (2), a seleção brasileira poderá chegar à semifinal sem encontrar campeões mundiais até lá
E o Japão virou mais uma: agora, contra a Espanha REUTERS/DYLAN MARTINEZ
A derrota da Espanha por 2 a 1 para o Japão, no jogo que fechou a terceira rodada do Grupo E, acabou beneficiando a seleção brasileira.
Com o resultado, os espanhóis caíram para o segundo lugar da chave e saíram do caminho do Brasil nas quartas de final. De quebra, ainda tiraram a Alemanha, tetracampeã que despachou o Brasil no Mundial de 2014, no fatídico 7 a 1 no estádio do Mineirão.
Com o primeiro lugar praticamente garantido no Grupo G, o Brasil deve pegar nas oitavas de final o segundo colocado do Grupo H, que será definido nesta sexta-feira (2), na partida entre Gana e Uruguai, às 12h (horário de Brasília).
Gana tem três pontos; o Uruguai, um. Quem vencer deverá passar em segundo lugar, ou os ganeses avançarão se empatarem. Isso porque Portugal, líder da chave, com seis pontos, pegará a Coreia do Sul, que só tem um, e, pela lógica (mas essa Copa já cansou de ter zebras), os portugueses não perderão a partida.
Logo, Brasil X Gana ou Brasil X Uruguai nas oitavas.
Vencendo, a seleção brasileira vai encarar quem passar entre Japão e Croácia — jogo no qual estaria a Espanha, se não tivesse perdido nesta quinta-feira (1º).
Apesar de os croatas serem os atuais vice-campeões mundiais e terem o meia Modric, teoricamente é mais fácil enfrentá-los do que a Espanha, campeã em 2010 e com uma seleção jovem e habilidosa.
Da mesma forma, os japoneses mostraram um incrível poder de reação no Catar e viraram o placar contra duas seleções favoritas, a Alemanha e a Espanha, mas são mais frágeis que os espanhóis.
Se o Uruguai não vencer Gana sexta-feira, o Brasil poderá chegar à semifinal do Mundial sem enfrentar um único campeão do mundo até lá.
Entre os possíveis adversários na semifinal estaria um único campeão do mundo: nossa vizinha Argentina.
Os argentinos pegam a Austrália nas oitavas e o vencedor de Holanda X Estados Unidos nas quartas.
No fim do treino da seleção, o filho do jogador Fred encontra o pai na beira do gramado Foto: Reprodução / Instagram
O ambiente da seleção brasileira na Copa do Mundo foi estruturado com uma preocupação principal, que está por trás das duas vitórias iniciais e a classificação antecipada às oitavas de final: a saúde dos jogadores, não só física, como mental, é a prioridade no dia a dia de trabalho e de jogos.
Das frases que se multiplicam no vestiário do Centro de Treinamento localizado no estádio Grand Hamad, uma resume com perfeição a intenção nos bastidores, que é de tirar o peso da disputa de um Mundial para um grupo mais jovem do que em 2018, mas sem abrir mão da responsabilidade: “Concentrem e desfrutem”.
O lema tem sido alcançado com um grande entrosamento entre os atletas dentro e fora das quatro linhas, mas também com interação constante junto aos familiares. Sem falar nos cuidados oferecidos por ex-campeões do mundo que exercem papéis variados na comissão técnica, e dividem toda sua experiência.
– A gente vê muita coisa, no hotel, no treino, no vestiário. Essa alegria deles, na batucada. Há responsabilidade e descontração – afirmou Taffarel, preparador de goleiros e campeão do mundo em 1994. Segundo ele, o grupo está focado no objetivo de fazer os sete jogos e ser campeão: – Vivendo isso no dia a dia. Não tem um senão, uma reprovação, um cuidado. Acaba o jogo, é outra história, outro adversário. É um prazer viver isso.
Diferentemente da Copa de 2018, quando havia uma mistura maior com a presença dos convidados dos atletas no mesmo hotel, agora é tudo dividido, com momentos para trabalhar e para relaxar. Em Sochi, balnerário russo, o dia a dia era de convivência diária dos atletas com seus entes próximos. E os envolvidos remanescentes do último torneio admitem que dessa vez o plano tem sido melhor.
Na Rússia, houve vazamento de treinos por parte de amigos de jogadores, reclamações de parentes sobre escalação e pouca privacidade. A circunstância enfraqueceu o então diretor de seleções, Edu Gaspar, que era quem coordenava tudo, acima de Tite. Hoje, Juninho Paulista, campeão em 2002, ocupa a função e é visto com semblante tranquilo e alegre ao verificar que esse tipo de preocupação tem dado resultado. – Não tem nenhuma competição parecida. Por mais experiência que se tenha, o primeiro jogo, o início de Copa, é diferente – admite o pentacampeão, preocupado com o aspecto mental nos primeiros compromissos.
Leveza no dia a dia
Entre curtos intervalos, um clima mais seco e fuso horário bem diferente do Brasil, a concentração da seleção brasileira ganha, após as primeiras partidas, um ar cada vez mais familiar, com a presença de parentes e amigos sempre que é possível. A cada dia que passa o otimismo cresce e o CT recebe mais pessoas e mais animação. Mas quando se aproxima da preparação para o próximo jogo, há uma blindagem gradativa. O estádio todo preparado para a rotina de trabalho funciona como uma empresa preocupada que seus funcionários estejam felizes, e não apenas sejam explorados.
Enquanto os cataris, aparentemente, apresentavam uma dança típica da cultura do país-sede, os brasileiros emplacaram um “tubarão, te amo”
Samba no pé! Os brasileiros que estão no Catar para assistir a Copa do Mundo mostraram que são tão bons “no passinho” quanto no futebol. Na noite da última sexta-feira (25/11), um grupo de torcedores tupiniquins fizeram sucesso nas redes sociais após um duelo – amistoso – com alguns torcedores cataris em Doha.
Os nativos do país árabe, aparentemente, apresentaram uma dança típica da cultura do país-sede. Os brasileiros, então, não se intimidaram e entraram na roda, promovendo uma “batalha de dança”. No registro, os catarianos aparecem vestidos com a tradicional túnica (abaya) e com um lenço na cabeça (hijab), ambos da cor preta. Com as mãos entrelaçadas com o parceiro ao lado, pulando e fazendo movimentos com os pés, eles seguiam o ritmo de um tambor.
Entre favoritas, apenas time verde-amarelo e França venceram duas partidas ao final da segunda rodada da fase de grupos
Se por um lado grandes favoritos tropeçam, a seleção brasileira alcançou na última segunda-feira (28), no estádio 974, a segunda vitória na Copa do Mundo. O clima de empolgação rumo ao hexacampeonato até existe no Catar, mas deve ficar restrito aos torcedores. Esse é o pensamento dos próprios atletas depois do 1 a 0 sobre a Suíça, pela segunda rodada do Grupo G.
Com o resultado, o Brasil garantiu a classificação antecipada às oitavas de final e, muito provavelmente, também a primeira posição na chave. Para ser ultrapassado, o time precisaria perder a partida contra Camarões, e ainda ver a Suíça vencer a Sérvia e tirar uma diferença de três gols. Os dois confrontos acontecem na sexta, às 16 horas (de Brasília).
Richarlison, destaque do primeiro jogo com dois gols, não teve a sua melhor atuação na partida às margens da Baía de Doha, em um estádio feito de contêineres. O camisa 9 sentiu demais a ausência de Neymar, que ainda se recupera de uma entorse no tornozelo direito, e teve poucas chances de gol. Mesmo assim, estava com a cabeça fria para fazer uma análise do Mundial até aqui.
“A gente está acompanhando as partidas, claro, que todos os jogos estão sendo difíceis, vemos outras seleções favoritas perdendo e, por isso, a gente entra sempre atento porque só tem jogo complicado. A gente pensa jogo por jogo. O Brasil é sempre favorito em Copa do Mundo, mas a gente tem que saber entrar com os pezinhos no chão também e colocar a bola para dentro da rede”, disse o jogador.
Joagdores da seleção brasileira comemoram vitória com torcedores no estádio 974 LUCAS FIGUEIREDO/DIVULGAÇÃO/CBF
Éder Militão aprimora a explosão para dar conta da lateral direita no lugar de Danilo – Lucas Figueiredo / CBF
Ao que tudo indica, Tite optou mesmo por Militão no lugar de Danilo na lateral direita e Fred no meio-campo, empurrando Paquetá para o espaço ocupado por Neymar no jogo de estreia.
Uma formação que o permite vários desenhos, do 4-2-3-1 inicial ao 3-3-3-1 que se desdobra com o movimento de uma ou outra peça, dependendo da fase do jogo.
Sim, a seleção brasileira joga desfalcada contra a Suíça, hoje à tarde, no Estádio 974, no Catar, mas o aparente equilíbrio tático sustenta o teórico favoritismo.
Opções das mais lógicas.
Primeiro, porque Daniel Alves o reserva imediato de Danilo na lateral direita, cumpre as etapas do planejamento estabelecido pela comissão técnica de Tite.
Sei que deve ter quem questione a escolha, perguntando por que então o jogador de 39 anos foi chamado?
Mas é preciso lembrar das palavras do fisiologista da seleção, Guilherme Passos, ao detalhar os planos para o aproveitamento do experiente lateral.
“Nós teremos 10 dias de preparação, com os melhores atletas do mundo com a seleção brasileira. O Dani (Alves) vai ter condições de participar desses treinos. E caso ele não atue no primeiro, no segundo jogo, ele terá ainda mais tempo de preparação para uma partida. Tudo isso nos deu mais segurança…”.
O marco dos dez dias visava à estreia da seleção, no dia 14.
Os jogadores treinam desde o dia 14, início da fase de preparação em Turim.
Como Tite tem a opção do aproveitamento de Militão na posição, provavelmente, liberando um pouco mais as subidas de Alex Sandro pela esquerda, Daniel esteja sendo preterido.
Ah, então ele está fazendo figuração na delegação?
Claro que não.
Daniel é um dos jogadores brasileiros mais vitoriosos da geração dele, ídolo de alguns jovens do elenco, com espírito de liderança e que entrega aos treinamentos mais competitividade e malícia.
E essas são virtudes que qualquer treinador gostaria.
Daniel Alves, vigiado por Fred, completa hoje 14 dias de treinos com a seleção – Lucas Figueiredo / CBF
Com relação a Fred, a opção é mais simples ainda.
O volante do United tem doze convocações e foi titular ao lado de Casemiro em nove dos últimos doze jogos do Brasil na fase de preparação.
Era, para muitos, “pule de dez” na formação da estreia.
Tite, como já relatei, quer um time envolvente e encantador. Mas sem “abrir mão” dos cuidados defensivos.
Treinador também comentou sobre a ansiedade e “reposições de peças” que permitiram ao Brasil encaminhar vitória por 2 x 0
Hector Vivas – FIFA/FIFA via Getty Images
Doha (Catar) – Apesar da vitória sólida contra a Sérvia, por 2 x 0, na estreia da Copa do Mundo do Catar, nem tudo foram boas notícias para a Seleção Brasileira na tarde desta quinta-feira (24/11). Aos 22 minutos do segundo tempo, após choque com Milenkovic, Neymar Jr. sofreu uma entorse no joelho direito, como confirmado pelo médico do Brasil, Rodrigo Lasmar.
“O Neymar teve um entorse no tornozelo direito, o lance visto na TV fica bem claro, foi um trauma direto, em que o joelho do jogador da Sérvia fez um movimento ocasionando a entorse. Apresentou inchaço, iniciamos tratamento imediatamente no banco. Ele seguiu em tratamento na fisioterapia e agora é aguardar 24h, 48 para ter uma ideia mais clara”, explicou Lasmar, que acrescentou que ainda não existe previsão de exame de imagem, o que só acontecerá caso haja necessidade.
O técnico da Seleção Brasileira, no entanto, foi menos cauteloso. Tite prometeu, durante a coletiva de imprensa, que Neymar jogará a Copa. “Ele permaneceu, nos dois gols que fizemos, sentindo o tornozelo, porque a equipe precisava dele. Os dois lances, um que participou de forma decisiva, teve a capacidade de superação dele de dor esteve presente nos dois gols”, disse o treinador.
O treinador também falou sobre a importância da vitória, citando as diferentes dinâmicas dentro da mesma partida. “Primeiro, às vezes a bola fugia, o domínio estava um pouco acelerado, no primeiro tempo. Não era o nosso padrão normal. No segundo tempo, reposicionamento, melhor a técnica. Reposicionamento principalmente do Paquetá na saída de dois, três, de ter mais um jogador no bolsão. As jogadas começaram a fluir mais. Antes de fazermos o gol já tinha a bola na trave do Alex Sandro, era um volume muito grande”, elogiando a maturidade e confiança no trabalho sendo feito até aqui.
Sérvia
Em sua coletiva, o técnico Dragon Stojkovic apontou a má condição física de seus principais jogadores, entre eles, Vlahovic, Kostic e Mitrovic, como um dos fatores que impediram a Sérvia de tentar competir em condições mais iguais com a Seleção Brasileira.
“Nós não somos o Brasil. Eles têm 200 milhões de pessoas. Nós somos um país pequeno. É difícil para nós”, afirmou, apontando que considera os comandados de Tite como um dos favoritos para vencer o Mundial.
Depois de garantir três pontos na primeira rodada, a seleção de Tite segue a caminhada na Copa Mundo em busca do hexacampeonato
(crédito: AFP)
Após estrear com vitória sobre a Sérvia nesta quinta-feira (24/11), o Brasil ainda tem dois jogos a cumprir antes de conseguir confirmar a classificação às oitavas de final da Copa do Mundo. Para isso, terá que duelar contra Suíça e Camarões, respectivamente.
O próximo jogo da Seleção Canarinho será nesta segunda-feira (28/11), às 13h, no Estádio 974. Para seguir com o sonho de conquistar a sexta estrela na camisa, Tite espera contar, novamente, com o centroavante artilheiro Richarlison — que marcou os dois gols da partida diante da Sérvia nesta quinta-feira (24/11).
Na liderança do Grupo G, a equipe brasileira espera manter os 100% de aproveitamento e realizar um Mundial sem sustos.
Camisa 10 da Seleção Brasileira precisou ser substituído antes do apito final da vitória por 2 x 0 sobre a Sérvia. Entre o inchaço, o choro e a incerteza, o craque viverá 48h decisivas.
(crédito: Giuseppe Cacace/AFP)
Enquanto Richarlison exorcizava a maldição da camisa 9 na Copa do Mundo, uma imagem ressuscitava traumas na Seleção Brasileira, Neymar deixou o jogo com o tornozelo inchado. No elevador em que a reportagem descia para a zona mista, o setor destinado a entrevistas com os jogadores, um integrante da comissão técnica foi questionado por um interlocutor se Neymar preocupava. A resposta foi segura, assertiva. “Não preocupa. Já começou fazer gelo”, resumiu.
Em seguida, um discreto cochicho na saída antes da despedida indicava um cenário mais complexo: a necessidade de um exame nas próximas 48 horas para avaliar a gravidade. A situação preocupa. Neymar deixou o Mundial em 2014 nas quartas de final lesionado. Chegou à Rússia em 2018 recém-recuperado de outra contusão e teve o desempenho afetado.
Em meio ao suspense e a um certo conflito de informações, o médico Rodrigo Lasmar esclareceu a situação do camisa 10. “O Neymar teve uma entorse no tornozelo direito, o lance visto na televisão fica bem claro, foi um trauma direto. O joelho do jogador da Sérvia fez um movimento ocasionando a entorse. Apresentou inchaço, iniciamos tratamento imediatamente no banco. Ele seguiu em tratamento na fisioterapia e agora é aguardar 24h, 48 para ter uma ideia mais clara”, disse o ortopedista.
O médico acrescentou: “Não existe exame de imagem marcado. Caso exista necessidade, faremos. Vai ser decidido à medida que ele for avaliado amanhã (sexta), provavelmente. A expectativa é de observação, qualquer coisa agora sobre a evolução e a sequência dele é prematura, ainda não temos nenhuma resposta e é importante aguardar”, acrescentou.
Neymar passou pela zona mista com fone dourado de ouvido ouvindo música, sem falar. Apenas acenava negativamente com o dedo indicador apontado para baixo rente à coxa esquerda. Usava chinelo e uma meia especializada na aceleração da recuperação de lesões. Ajudava também a esconder o inchaço flagrado por imagens exclusivas da TV Globo.
Antes, fisionomias assustadas passaram pela zona mista em clima de tensão. “O Neymar é um atleta que sempre sofre muitos golpes nos jogos, então torcemos para ele se recuperar o mais rápido possível, sabemos da importância que ele tem na Seleção. Não sabemos o que aconteceu, mas toda energia positiva para ele voltar logo. Ele tava conversando com os doutores, não cheguei a conversar com ele ainda”, afirmou Antony, substituto do craque no fim da etapa final.
Neymar foi o principal alvo da Sérvia na partida, mas Antony ponderou sobre a postura adversária. “Foi um jogo normal, jogo duro. Copa é isso, temos que estar preparados para isso, principalmente mentalmente, como o professor sempre fala. Faz parte do jogo”, minimizou.
O volante Fred também estava com o semblante preocupado. “Nem fomos para o vestiário, viemos direto do campo. Torcemos para que não seja nada, que ele se recupere rapidamente e esteja em campo no próximo jogo, porque ele é muito importante para a nossa equipe”, disse.
Danilo também mostrou preocupação com o companheiro. “Espero que ele volte o mais rapidamente possível porque Neymar é Neymar”.
Em um jogo de reviravoltas, a Arábia Saudita surpreendeu e venceu a Argentina pelo grupo C da Copa do Mundo. Os árabes começaram a partida perdendo por 1 a 0, mas no começo do segundo tempo, a virada aconteceu.
No primeiro tempo do jogo, com um pênalti minimamente questionável, a Argentina abriu o placar com um gol de Messi. Os hermanos chegaram a anotar mais três gols ainda na primeira etapa, mas todos foram anulados pelo VAR por impedimento.
Já na segunda etapa, os torcedores que pediam uma Argentina mais incisiva, acabaram frustrados. Com quatro minutos de jogo, veio o empate da Arábia pelos pés de Saleh Al-Shehri. Minutos depois, Salem Al-Dawsari, camisa 10 e principal jogador da equipe, virou o duelo para 2 a 1.
Surpreendida e derrotada pelo adversário mais fraco de seu grupo, a Argentina volta a campo no sábado (26), contra o México. A Arábia Saudita, por sua vez, joga no mesmo dia, mas enfrenta a Polônia.
Lionel Messi e Neymar durante final da Copa América, no Maracanã Foto: Mauro Pimentel/AFP
A Argentina estreia na Copa do Mundo nesta terça-feira, às 7h (de Brasília), diante da Arábia Saudita. E a partir do momento em que os hermanos colocarem o pé no gramado, a pergunta óbvia será feita: é possível que eles encarem o Brasil neste Mundial? A resposta é sim, mas só deve acontecer nas fases mais decisivas do torneio.
O maior clássico do futebol sul-americano só poderá ser disputado em três cenários: na semifinal, na disputa de terceiro lugar ou na grande decisão do torneio. Sabendo disso, facilitamos para o torcedor e mostramos todos os cenários que podem culminar em um confronto da seleção brasileira diante da argentina neste Mundial.
Cenário 1: Brasil e Argentina avançam em 1º lugar
Caso o Brasil se classifique como líder do Grupo G e a Argentina avance como líder do Grupo D, o clássico sul-americano só poderia acontecer na semifinal da Copa do Mundo. Neste caso, as equipes de Neymar e Lionel Messi estariam do lado direito da chave. Ou seja, o confronto aconteceria no dia 13 de dezembro, na terça-feira, no Estádio Lusail, às 16h (de Brasília). Isso, claro, se ambas as seleções avançarem até essa fase.
Cenário 2: Brasil e Argentina se classificam em 2º lugar
O duelo entre os comandados de Tite e Scaloni também será na semifinal se ambas as equipes se classificarem em segundo lugar em seus grupos e passarem pelas oitavas e quartas de final. Nesse caso, a partida será realizada no dia 14 (quarta-feira), no Estádio Al Bayt, às 16h (de Brasília).
Cenário 2: Brasil em 1º, Argentina em 2º — ou vice-versa
Já na hipótese de a Argentina ficar em primeiro no Grupo C (que tem também Arábia Saudita, México e Polônia) e — bata na madeira! — o Brasil se classificar em segundo no Grupo G, que inclui Suíça, Sérvia e Camarões, o duelo com os hermanos só seria possível na final. A decisão da Copa do Mundo está marcada para 12h do dia 18, um domingo, no Estádio Lusail.
A disputa da taça também poderá ser contra os argentinos se o contrário acontecer: o Brasil se classificar em primeiro, e os rivais, em segundo. Mas, neste caso, as equipes de Neymar e Lionel Messi estariam do lado esquerdo da chave. Isso muda a data da partida comparado ao que aconteceria se as seleções fossem as líderes. O confronto aconteceria no dia 14 de dezembro, na quarta-feira, no Estádio Al Bayt, às 16h (de Brasília).
Cenário 4: Disputa de terceiro lugar
Existe a chance de Brasil e Argentina se enfrentarem na disputa de terceiro lugar. Mas, claro, nenhuma delas quer isso. A possibilidade é de ambas caírem nas semifinais da Copa do Mundo. Assim, o duelo estaria marcado para o dia 17 de dezembro, no sábado, no Estádio Al Khalifa, às 12h (de Brasília).
Os caminhos de Brasil e Argentina já se cruzaram quatro vezes em Copas do Mundo. O saldo é de duas vitórias brasileiras (em 1974 e 1982), um empate (em 1978), e uma derrota (em 1990).
O retrospecto recente da equipe dirigida por Tite contra os hermanos é negativo. São três jogos seguidos sem vencer os argentinos, sequência que inclui uma dolorosa derrota na final da Copa América disputada no ano passado, no Maracanã. A Copa do Catar, seja na semifinal ou na grande decisão, pode ser uma oportunidade perfeita para espantar esse fantasma.
Os argentinos estreiam na Copa hoje, às 7h, contra a Arábia Saudita. Já o Brasil inicia a caminhada rumo ao hexa na quinta, às 16h, contra a Sérvia. As duas partidas serão disputadas na cidade de Lusail.
Sem Benzema, o melhor jogador do mundo, a França enfrenta hoje às 16h a Austrália na Copa. O Brasil estreia só na quinta, com Neymar salivando para bater recordes de Pelé em número de gols e de assistências. No campo político, Lula está proibido de falar muito (por causa de uma cirurgia), enquanto golpistas fazem um bocado de barulho em Mato Grosso.
Copa do mundo
Bukayo Saka foi o destaque de Inglaterra X Irã, com dois gols Imagem: Sebastian Frej/MB Media/Getty images
Com baixas, a França deposita seu sucesso (ou fiasco) na Copa nos pés de Mbappé. Além de desfalques, como Benzema, o país precisa quebrar a “maldição” do atual campeão: desde 1962 o vencedor de uma edição não consegue conquistar a seguinte.
Na rodada de ontem, a Holanda bateu o Senegal por 2 a 0.
A Inglaterra massacrou o Irã: 6 a 2.
EUA e País de Gales ficaram no 1 a 1.
Os jogos de hoje:
Argentina X Arábia Saudita, às 7h
Dinamarca X Tunísia, às 10h
México X Polônia, às 13h
França X Austrália, às 16h.
O NÚMERO R$ 113 É o preço de uma caipiroska no hotel da seleção no Qatar. A cerveja custa R$ 84.
O RECORDE
Cristiano Ronaldo nem precisou entrar em campo ainda para se tornar recordista em número de seguidores no Instagram. Chegou a 500 milhões.
A DESPEDIDA
A Copa do Qatar deve ser a última de Messi, Cristiano Ronaldo, Lewandowski e Modric, que de 2008 a 2021 dominaram a premiação da Fifa de melhor jogador do mundo.
O atacante Enner Valencia marcou os dois gols dos equatorianos ainda no primeiro tempo
Equador estreia com vitória na Copa e comemora gol pelo Equador contra o Catar (Foto: Fabrizio Bensch / Reuters)
O Equador começou a Copa do Mundo da melhor maneira, com uma vitória neste domingo (20) por 2×0 sobre os anfitriões do Catar, no estádio Al-Bayt, no jogo de abertura do torneio.
O atacante Enner Valencia marcou os dois gols dos equatorianos ainda no primeiro tempo, deixando encaminhada a vitória da equipe, que pouco foi ameaçada pela seleção catari na partida.
Antes de abrir o placar, Valencia tinha balançado as redes numa das primeiras jogadas de perigo da partida, mas o lance foi anulado por impedimento após revisão do VAR.
Com os três gols que marcou em 2014, o atacante equatoriano acumula cinco gols em Mundiais, exatamente os cinco de seu país na história da competição.
Valencia foi substituído aos 30 minutos do segundo tempo mancando levemente e aclamado pelos torcedores presentes no estádio. “Sofri uma leve pancada no joelho e no tornozelo. Os médicos vão me avaliar para ver o que tenho. Espero estar pronto e continuar ajudando minha equipe nesta Copa do Mundo”, contou o jogador.
O Equador esfriou assim a festa do Catar, que pouco antes tinha inaugurado o torneio com uma cerimônia de abertura que contou com o ator americano Morgan Freeman como narrador e que agora se transforma no primeiro país anfitrião a começar o Mundial perdendo o primeiro jogo.
A seleção equatoriana parte como líder do Grupo A, à espera do duelo entre Holanda e Senegal, que fecham a primeira rodada na segunda-feira. O Catar, em sua estreia em Copas do Mundo, terá que reagir nos próximos jogos se não quiser seguir os passos da África do Sul, que em 2010 foi o único anfitrião a ser eliminado na fase de grupos.
A vitória é um bom presságio para o Equador, já que a única vez que o time venceu um jogo de estreia no Mundial foi em 2006 (2 a 0 sobre a Polônia), ano de sua melhor campanha no torneio, quando chegou às oitavas de final.
– Início arrasador –
Depois do ‘caso Byron Castillo’, que durante um tempo colocou em dúvida a presença da seleção equatoriana no Catar, o time comandada pelo técnico Gustavo Alfaro demonstrou desde o início do jogo que chegava ao Mundial com grandes pretensões em sua quarta participação.
Os jogadores do Equador comemoraram logo aos três minutos um gol de cabeça de Valencia, que foi anulado com o auxílio da tecnologia do impedimento semiautomático. Os torcedores cataris festejaram com aplausos e alívio, mas a alegria durou apenas dez minutos, até que o próprio Valencia converteu um pênalti sofrido por ele mesmo.
O Equador controlava tranquilamente a partida, dominando um adversário que não sabia como reagir e que ficou em situação ainda pior depois do segundo gol, marcado aos 31 minutos de jogo, de novo com o atacante do Fenerbahçe. O Catar teve sua melhor chance pouco antes do intervalo, aos 48, quando Almoez Ali cabeceou para fora e assustou o goleiro Hernán Galíndez.
No segundo tempo, ao longo do qual boa parte dos torcedores locais foi abandonando as arquibancadas, Romario Ibarra quase fez o terceiro dos equatorianos, mas seu chute foi espalmado pelo goleiro Saad Al Sheeb. O time do Catar tentava sem sucesso diminuir a vantagem para voltar para o jogo. O zagueiro de origem portuguesa e cabo-verdiana Pedro Miguel tentou com um chute desviado de cabeça aos 17 minutos.
Akram Afif chutou por cima aos 30, justo antes de o Equador decidir trocar Enner Valencia. Aos 41, Mohammed Muntari mandou para fora mais uma tentativa de gol da seleção da casa.
“Começamos de maneira confusa e cometemos erros que afetaram o desenvolvimento do jogo. Devemos aprender com esses erros”, analisou depois da derrota o atacante catari Almoez Ali.
Trabalhadores do DF que estarão de serviço durante os dias de jogos da Seleção Brasileira relatam que não vão deixar de assistir a equipe canarinha em campo e comentam as soluções encontradas
(crédito: Minervino Júnior/CB/D.A.Press)
A tão esperada Copa do Mundo de futebol retornou ao centro das atenções, após quatro anos. A competição é uma das mais prestigiadas do mundo: em 2018, segundo a Federação Internacional de Futebol Associado (Fifa), 3,5 bilhões de pessoas assistiram o torneio. Mas nem todos conseguem dispensa no trabalho para acompanhar as partidas da Seleção Brasileira. O Correio foi em busca desses torcedores que não perdem um Mundial, mas terão de adaptar, neste ano em que o evento internacional ocorre em época diferente, os seus afazeres profissionais durante os dias de jogos do Brasil.
Se, por um lado, os servidores públicos no Distrito Federal terão ponto facultativo nos dias em que o time comandado por Tite entra em campo, o Sindicato do Comércio Varejista do Distrito Federal (Sindivarejista-DF) informou que o comércio funcionará normalmente. O lojista poderá, se assim desejar, dispensar seus funcionários somente na hora do jogo e determinar que retornem ao trabalho ao final da partida. Porém, muitos brasilienses irão deixar as tevês de lado e vão precisar focar no “trampo”.
Mas, afinal, mesmo com empecilhos, quem não quer dar aquele jeitinho brasileiro para acompanhar os jogos da Seleção e ter a esperança de ver a conquista do hexacampeonato? O garçom Francisco das Chagas, 58 anos, estará servindo mesas durante as partidas do Brasil, mas afirma que sempre é possível dar uma “escapada” para acompanhar um pouco do que acontece nos estádios. “Nem que seja para assistir cinco minutinhos (do jogo). Até porque é o Brasil, temos que ficar na torcida”, frisa. O veterano garçom conta que passou por situações engraçadas durante alguns confrontos da seleção canarinha no caminho até o Catar. “Já aconteceu de, na hora do gol do Brasil, algum cliente me chamar para atender e eu não conseguir ver como foi. Também já anotei vários pedidos errados por estar distraído com a partida”, revela, divertindo-se.
Vanderson, 32, cobrador: apoio do celular (foto: Minervino Júnior/CB/D.A.Press)
O cobrador de ônibus Vanderson Marcos, 32, relata que será complicado ver os jogos. Mesmo assim, ele afirma tentar acompanhar, pelo menos, o resultado em tempo real. “A empresa para qual trabalho disse que vai disponibilizar uma televisão para a gente assistir os jogos enquanto não estivermos em viagem. Mas, quando estiver no ônibus, também vou dar um jeito de ficar ligado, usando algum aplicativo de celular”, comenta. Para ele, será a primeira Copa do Mundo em que surge a possibilidade de não conseguir prestigiar a Seleção por conta de trabalho. “Nos outros ramos em que atuei, as empresas sempre fechavam enquanto as partidas aconteciam”, conta. “Vai ser bem tenso, porque se eu não conseguir acompanhar pelo celular, vou ter que esperar a viagem terminar para saber como está o jogo ou, às vezes, só quando chegar em casa”, ressalta.
Nesta segunda-feira (21/11), tem Senegal enfrentando a Holanda sem Sadio Mané; Inglaterra em campo e duelo entre EUA x País de Gales
Olaf Kraak – Pool/Getty Images
A Copa do Mundo do Catar chega ao seu segundo dia, nesta segunda-feira (21/11), com a disputa de mais três partidas da competição internacional.
Abrindo o dia de partidas, a renovada seleção da Inglaterra enfrenta o Irã, às 10h. O time de Gareth Southgate conta com o artilheiro Harry Kane e um elenco repleto de estreantes, com 13 novatos.
Na partida seguinte, Senegal fecha a primeira rodada do grupo A enfrentando a forte seleção da Holanda. Os senegaleses vão para o jogo sem seu principal jogador: o atacante Sadio Mané foi cortado às vésperas da estreia e não disputará o Mundial.
Fechando a segunda-feira, a seleção dos Estados Unidos é a mandante contra País de Gales. Com um elenco com nomes interessantes como o volante Weston McKennie (Juventus) e o atacante Christian Pulisic, do Chelsea, os norte-americanos enfrentam Gareth Bale e companhia.
Começou a Copa do Mundo 2022!. A abertura se iniciou neste domingo (20/11) às 11h40 (horário de Brasília). Uma apresentação emocionante realizada no estádio Estádio Al Bayt, com capacidade para 60 mil pessoas, relembrou temas das antigas copas celebradas em outros países.
Morgan Freeman abriu a apresentação com um discurso de inclusão. “Nós estamos aqui reunidos como uma grande tribo”, disse Freeman. Com uma música em árabe entoando “Sejam bem-vindos”, os dançarinos entraram em uma formação simbólica em que a mensagem era a de que todos são iguais. Freeman no centro simbolizou a união dos povos.
A dança folclórica tradicional da península Arábica, a ardah, foi executada com duas fileiras de homens opostos um ao outro, cada um dos quais com cintos de couro segurando uma espada, e acompanhada por tambores. Os tambores na tradição do golfo tem um duplo propósito: celebrar músicas e cerimônias ritualísticas.
Em seguida, camisas gigantes dos times de futebol, com dois metros de altura, tomaram o centro da apresentação junto com as bandeiras dos países que fazem parte da copa do mundo.
O mascote oficial também foi apresentado no tamanho de 20×16 metros, inspirado no lenço que os árabes usam na cabeça. Jungkook, da banda k-pop BTS assumiu a apresentação musical, seguido pelo cantor catari Fahad Al-Kubaisi.
O atacante Karim Benzema, escolhido no mês passado o melhor jogador do mundo em 2002, está fora da Copa. A confirmação foi feita pela seleção da França nas redes sociais.
Benzema já vinha de uma contusão desde outubro que o tirou dos últimos jogos do Real Madrid antes da parada para o Mundial. A expectativa era de que ele estivesse pronto para a estreia na Copa.
Entretanto, durante a realização do treino deste sábado (19), o atacante voltou a sentir problemas musculares na coxa esquerda. Os médicos franceses realizaram exames e constataram que o craque não teria condições de disputar o Mundial.
Benzema é o terceiro jogador francês que é cortado da Copa por causa de uma lesão. O volante Kanté e o meia-atacante Nkunku também vão perder o Mundial do Catar.
Com 34 anos, o atacante do Real Madrid vive o auge da carreira. Mesmo sendo um dos maiores jogadores de sua geração, Benzema tem apenas uma Copa do Mundo no currículo: em 2014, no Brasil.
Na África do Sul, em 2010, ele não entrou na lista final do técnico Raymond Domenech, em uma decisão bastante criticada. Em 2015, ele foi expulso do time depois de ser acusado de chantegar o companheiro de seleção Mathieu Valbuena. Assim, ficou fora da equipe campeã do mundo em 2018.
Benzema só retornou aos Le Bleus em 2021, formando um ataque matador ao lado de Mbappé e Griezmann.
A decisão foi publicada no Diário Oficial do estado.
Os funcionários do governo de Pernambuco vão ter expediente diferenciado para a Copa do Mundo do Catar. Na decisão constam modificações para os três primeiros jogos da Seleção Brasileira. Haverá redução de horário para repartições públicas e entidades da administração direta ou indireta, com exceção dos serviços indispensáveis para sociedade. A decisão do que é de fato indispensável, ou não, fica a critério do chefe de cada órgão. Além disso, não ficou especificado se haverá mudanças caso o Brasil avance para as oitavas de final.
Os horários ficam da seguinte maneira:
Quinta-feira (24): das 7h às 13h
Segunda-feira (28): das 7h às 11h
Sexta-feira (2): das 7h às 13h
Os jogos do Brasil para a fase de grupos são: Sérvia (24), Suiça (28) e Camarões (2).
A seleção brasileira faz hoje o seu último treino em Turim, na Itália, antes do embarque para o Catar amanhã.
E a esperada escalação para a estreia na Copa do Mundo contra a Sérvia, quinta-feira, ficou apenas nas entrelinhas. Pelos trabalhos realizados por Tite em quatro dias, dois deles com o grupo completo, o sistema tático que tem ganhado a preferência é com Vini Jr. aberto na esquerda e Lucas Paquetá como meia por dentro, posições executadas em todas as atividades no CT da Juventus, com Neymar e Raphinha nas demais posições de ataque.
Fred, que seria titular no esquema considerado como número um, ficou em diversos momentos fora das movimentações para dar lugar a Bruno Guimarães, enquanto Paquetá revezava com Everton Ribeiro em um segundo time — nenhum dos dois grupos com todos os possíveis titulares. Tite terminou os últimos amistosos tendo testado as duas formações, com Paquetá por dentro ou aberto, e Fred e Vini Jr. no banco em cada uma das ocasiões. Hoje há 26 jogadores e três ideias de jogo distintas para potencializar o talento dos nove atacantes convocados, mas apenas uma foi colocada em prática em Turim.
— Não sei quem joga. Tite ainda não passou nada. Treina todos da mesma forma para todos estarem preparados — afirmou Rodrygo.
Como tem priorizado exercícios com dois pontas abertos nos treinos, Tite indica que deve usar, quem sabe até na estreia, mesmo que não no começo, um jogador de origem na esquerda, recuando Paquetá ao lado de Casemiro, como fez recentemente contra o Uruguai. A outra alternativa é quando não tiver o centroavante de referência. Nesse cenário, Neymar assume o comando do ataque e reveza com Paquetá, que fez bem o papel de falso 9 em outras oportunidades. De qualquer forma, o Brasil mantém os pontas abertos.
Briga pela esquerda
Esse é o papel mais disputado no momento na seleção. Concorrem pelo posto pelo lado esquerdo Vini Jr., o favorito, Gabriel Martinelli, surpresa na convocação, e Rodrygo, atacante também jovem, só que mais versátil que os demais. A diferença entre os três é a capacidade de servir e também finalizar, entregar gols.
Vini tem 15 participações em gols em 21 partidas pelo Real Madrid na temporada, com 10 gols e cinco assistências. Pelo Brasil, fez só um gol em 11 jogos. Já Martinelli tem cinco gols e duas assistências em 20 jogos, totalizando sete participações diretas no Arsenal. Com três exibições na seleção, passou em branco em participações, mas jogou apenas 78 minutos, menos que todos os demais pontas. Rodrygo, por sua vez, tem 12 participações no clube espanhol, com sete gols e cinco assistências. Na seleção, somente um gol.
Do lado direito, Raphinha hoje é absoluto. No Barcelona, tem sido reserva, embora tenha marcado dois gols e dado cinco assistência nos últimos 18 jogos da temporada. Na seleção, tem incríveis nove participações em 11 jogos. Também com 11 jogos, seu concorrente Antony chega a apenas dois gols e duas assistências pelo Brasil. O atacante do Manchester United se recuperou de lesão e não atua desde o fim de outubro. Tem evoluído na seleção e treinado com bola, mas Tite também cogita usar Vini e Rodrygo pelo lado direito em caso de necessidade.
Nos últimos treinos, entretanto, Rodrygo tem atuado na função desempenhada por Neymar, como um meia que chega de trás pelo corredor central. Assim como nas primeiras atividades, Tite exercitou exatamente essa capacidade de cada atleta manter um padrão de jogo na função para qual o treinador pretende utilizá-lo de forma prioritária. Paquetá, por exemplo, não foi até agora testado como um ponta.
O zagueiro Marquinhos, que se mostrou totalmente recuperado das dores no joelho direito que o tiraram do último jogo pelo PSG, explicou que o trabalho prioriza o jogo contra a Sérvia, como se sabe, mas também tem o objetivo de manter o padrão de jogo geral da seleção brasileira.
— Coisas pontuais são trabalhadas nesse momento no nosso jogo, especificando o que a Sérvia pode fazer. Algumas coisas temos trabalhado para repetir nosso padrão. A gente vê o time preparado, jogadores que saem, entram. O time está bem armado, com propósito claro dentro de campo — analisou o zagueiro titular.
Tite também tem feito observações na defesa para o jogo com a Sérvia. E normalmente manteve Militão ao lado de Thiago Silva e Bremer com Marquinhos na outra equipe. Já com os laterais deixou Danilo e Alex Telles no time de Neymar e no outro Daniel Alves e Alex Sandro. Gabriel Jesus também era o centroavante da equipe que tinha o camisa 10. Pedro revezava com ele. Na outra formação, Richarlison atuou ao lado de Antony e Martinelli pelas pontas.
Time da Record TV comenta agora expectativas para seleção brasileira, demais favoritos e tudo sobre o país-sede do Mundial
A Copa do Mundo está chegando e o time do Joga Nas 11 entra em campo para debater a seleção brasileira, destacar os favoritos, contar um pouco das curiosidades do país-sede e muito mais. A apresentação é de Lucas Pereira, com participação dos jornalistas da Record TV que já estão no Catar. Assista ao vivo!
Com Richarlison, seleção brasileira esteia na próxima quinta-feira (24) na Copa do Mundo LUCAS FIGUEIREDO/DIVULGAÇÃO/CBF
Atacante chamou atenção em treino de finalização realizado nesta quarta-feira, no CT da Juventus, na Itália
Camisa 9 da seleção brasileira na Copa do Mundo, Richarlison está empolgando os torcedores que acreditam no hexacampeonato. O atacante marcou um gol à la Bebeto no treino desta quarta-feira (16), no CT da Juventus, em Turim, na Itália, onde a seleção se prepara antes de chegar ao Catar.
No treino de finalização, sem marcação, já na parte final da atividade, Richarlison recebeu um cruzamento na altura da marca do pênalti e, de voleio, acertou o ângulo do goleiro Ederson. O gesto lembrou o consagrado por Bebeto, tetracampeão com a seleção brasileira em 1994.
O time do técnico Tite treina até sábado na Itália e embarca para Copa. A estreia na Copa do Mundo acontece na próxima quinta-feira (24), às 16 horas (de Brasília), no estádio Lusail.