Gasolina fica mais barata nas distribuidoras e mais cara nos postos; entenda

COMBUSTÍVEIS

Impacto da reoneração da gasolina será de R$ 0,47
Impacto da reoneração da gasolina será de R$ 0,47 – Foto – Reprodução

Ao mesmo tempo que o combustível terá redução de R$ 0,13, impostos federais voltam a vigorar em R$ 0,47.

Enquanto a gasolina fica R$ 0,13 mais barata nas distribuidoras a partir desta quarta-feira (1º), os impostos federais (PIS/Confins) voltam a vigorar sobre o combustível em R$ 0,47. Com isso, o preço do litro nos postos deve aumentar cerca de R$ 0,25, segundo cálculo da Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis).

Como a Petrobras anunciou a redução do valor do combustível em 3,9%, o saldo líquido do aumento ficou em R$ 0,34 por litro nas refinarias. Uma vez que a gasolina do tipo A representa 73% da mistura (os outros 23% são etanol anidro), o aumento nas bombas é menor, de R$ 0,25 por litro, explica o presidente da Abicom, Sergio Araújo.

No entanto, a cadeia de distribuição tem liberdade para definir os preços que serão cobrados nos estabelecimentos. Por isso, o valor ao consumidor final poderá variar. No último levantamento da ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis),  entre 19 e 25 de fevereiro, o preço médio da gasolina nos postos era de R$ 5,08 por litro.

Fim da desoneração

A gasolina e o etanol terão a volta da combrança de alíquotas de PIS e Cofins a partir desta quarta-feira (1º). O governo federal anunciou a reoneração de R$ 0,47, na gasolina, e de R$ 0,02, no etanol. Já o diesel e o gás de cozinha continuam com os tributos zerados até dezembro deste ano.

Em 1º de janeiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) editou uma MP para prorrogar a desoneração. A medida foi adotada inicialmente por seu antecessor, Jair Bolsonaro (PL), em 2022, na tentativa de conter a escalada de preços nas bombas em ano eleitoral.

O fim da desoneração sobre gasolina e etanol ameniza o impacto sobre as contas públicas, recuperando a arrecadação do governo em R$ 28,9 bilhões neste ano, segundo cálculos do governo.

“Essa reoneração é inevitável, não tem outro jeito”, avalia Sergio Araújo, da Abicom. “Lembrando que a origem de todo esse problema foi a desoneração feita no ano passado, num período eleitoral, que impactou muito na receita do governo.”

Araújo acredita que o impacto para o consumidor não será muito grande, porque a Petrobras tinha uma defasagem e conseguiu fazer a redução dentro da sua política de preço, sem interferência governamental. Com isso, ele espera que o aumento na bomba seja de R$ 0,25 ou no máximo de R$ 0,26.

“Acho que o governo foi feliz de encontrar uma solução e não repassar 100% do PIS e Cofins que era cobrado antes. Com isso, mantém o estímulo previsto para a transição energética, favorecendo o biocombustível em relação ao combustível fóssil. Acho que isso foi uma medida possível”, acrescenta.

Recuo nas distribuidoras

A partir de hoje, o preço médio de venda de gasolina A da Petrobras para as distribuidoras passará de R$ 3,31 para R$ 3,18 por litro. Já para o diesel A, o preço médio de venda da Petrobras para as distribuidoras passará de R$ 4,10 para R$ 4,02 por litro, uma redução de R$ 0,08 por litro, ou 1,9%.

“Considerando a mistura obrigatória de 73% de gasolina A e 27% de etanol anidro para a composição da gasolina comercializada nos postos, a parcela da Petrobras no preço ao consumidor será, em média, R$ 2,32 a cada litro vendido na bomba”, disse a companhia em nota.

Mas o impacto da redução do preço nas distribuidoras não é imediato nas bombas de gasolina. Para consumidor, o efeito costuma demorar cerca de duas semanas.

Contas públicas

Para Francisco Raeder, doutorando em economia da UFF (Universidade Federal Fluminense), o fim da desoneração dos combustíveis, no curto prazo, deve contribuir com o aumento da inflação. No entanto, será positivo para as contas do governo.

“No curto prazo, então, o efeito pode ser negativo por conta do impacto na inflação. No entanto, no médio prazo, o fim da desoneração pode ser benéfico para as contas públicas, já que aumenta a arrecadação. Essa melhoria nas contas públicas pode, inclusive, provocar reduções na taxa de juros da economia, o que é benéfico. Então embora seja negativo no curto prazo, o fim da desoneração pode ser positivo no longo prazo”, avalia Raeder.

Segundo o economista Bruno Imaizumi, da LCA Consultores, a volta dos impostos, principalmente na gasolina, vai gerar um impacto de aproximadamente R$ 13 bilhões nos próximos dez meses.

“A medida é correta, em linha com o que o mercado financeiro esperava. O principal problema do país hoje são as expectativas fiscais. A gente precisa corrigir a questão de receitas dos governos. E essa reoneração dos tributos federais, sobretudo da gasolina, vai gerar um impacto de aproximadamente R$ 13 bilhões nos próximos dez meses. É uma medida bastante positiva”, afirma Imaizumi.

Ele também destaca o efeito positivo em relação ao meio ambiente, por causa do etanol . “Essa medida vai em linha não só do ponto de vista econômico, mas também no ponto de vista do meio ambiente”, conclui o economista. Inf. (R7).

Flamengo perde nos pênaltis e Independiente del Valle é campeão da Recopa Sul-Americana

ESPORTES

Foto/Reprodução

Rubro-Negro contou com gol de Arrascaeta para forçar a prorrogação, mas perdeu a Recopa Sul-Americana nos pênaltis.

Flamengo perdeu mais um título neste início de 2023, desta vez a Recopa Sul-Americana. Nesta terça-feira (28), recebendo o Independiente del Valle pelo jogo de volta da competição continental, o Rubro-Negro contou com gol salvador de Arrascaeta para forçar a prorrogação, mas levou a pior nos pênaltis e viu o time equatoriano levantar o troféu no Maracanã, diante de mais de 70 mil flamenguistas.

Com o 1 a 0 no Rio de Janeiro, o Flamengo devolveu a derrota para o Independiente del Valle na ida. O time comandado por Vítor Pereira precisava vencer por dois gols para ser campeão no tempo regulamentar, enquanto qualquer vitória por um gol levaria a decisão para as penalidades.

Precisando do resultado, o Flamengo fez um primeiro tempo com desempenho melhor que no jogo de ida, mas faltou o gol. O Rubro-Negro chegou a ter um gol de Pedro anulado por impedimento, aos 16 minutos, e acertou duas bolas na trave em um minuto, uma com Thiago Maia e a outra com Ayrton Lucas. Do outro lado, a postura do Independiente del Valle era bem mais defensiva, tentando o empate que garantiria o título.

No segundo tempo, com o placar ainda zerado após 26 minutos, Vítor Pereira realizou suas primeiras substituições e escalou sua formação mais ofensiva desde que assumiu o Flamengo: Gerson e Everton Cebolinha entraram nos lugares de Thiago Maia e Vidal, com Gerson sendo o único volante e Everton Ribeiro e Arrascaeta fechando o meio-campo.

Apesar da ofensividade da formação, o Flamengo continuou com dificuldades na criação de jogadas de real perigo e só conseguiu abrir o placar nos acréscimos graças ao seu craque: Arrascaeta. Aos 50 minutos, sob cantos de ‘time sem vergonha’ da torcida, o uruguaio recebeu de Everton Cebolinha na área e finalizou para levar a partida para a prorrogação.

O panorama do jogo não mudou no tempo extra, com o Flamengo buscando o gol do título e o Independiente del Valle mais preocupado com a defesa. Vítor Pereira usou o banco e colocou Marinho e Mateusão nos lugares de Ayrton Lucas e Pedro, mas a decisão da Recopa foi para os pênaltis.

Na marca da cal, o próprio Arrascaeta, herói flamenguista no tempo regulamentar, abriu a disputa perdendo seu pênalti. David Luiz, Everton, Gerson e Gabigol converteram, mas, como Santos não defendeu nenhuma cobrança, o título ficou com o Independiente del Valle. Inf.(R7).

Gasolina será reonerada em R$ 0,47 e etanol, em R$ 0,02, anuncia Haddad

COMBUSTÍVEIS

Gasolina será reonerada em R$ 0,47 e etanol, em R$ 0,02, diz Haddad | VEJA
Reoneração dos combustíveis foi vitória de Fernando Haddad sobre alas do PT. -Foto/Reprodução/Veja

O Ministério da Fazenda detalhou como vai ser a volta da cobrança de impostos federais sobre os combustíveis. E a Petrobras reduziu o preço da gasolina e do diesel para as distribuidoras a partir desta quarta feira dia 1º.

Por um lado, a Petrobras reduziu em 3,9% o preço da gasolina. De outro, voltou a onerar o combustível com a cobrança de impostos. Juntas, as duas decisões deverão reduzir o impacto da reoneração dos combustíveis sobre o bolso do consumidor. Os impostos que voltarão a incidir sobre a gasolina representarão R$ 0,47 por litro. E no caso do etanol, o valor será de R$ 0,2. Pela decisão que tinha sido tomada no início do ano, o diesel continuará desonerado até o final de 2023.

Na decisão em que, por um lado, a Petrobras reduziu o preço dos combustíveis a partir das refinarias e, por outro, retoma a incidência de impostos, Haddad entende que o governo cumpre diversos “compromissos” da campanha de Lula. Foi uma resposta a Gleisi Hoffmann, que afirmara que a desoneração era uma quebra de compromisso. “Primeiro, reafirmamos o compromisso ambiental, ao privilegiar o combustível não fóssil”, diz Haddad, quanto ao valor menor para o etanol. “Depois, o compromisso social”, a partir do fato de ter havido a decisão de reduzir o valor a partir das refinarias. “E, finalmente, a responsabilidade fiscal e tributária”, concluiu, defendendo a reoneração. “Trabalha-se, assim, na retomada de um ambiente favorável à retomada econômica”.

Haddad afirmou que o retorno do esforço tributária é uma resposta para combater a política de juros do Banco Central, e permitir que eles venham a ser reduzidos. “A taxa de juros está produzindo um efeito perverso sobre setor produtivo. Estamos dando uma resposta”, disse.

Fica criado ainda, por quatro meses, um imposto sobre a exportação de petróleo. Com essas medidas, o governo espera obter uma arrecadação total de impostos no valor de R$ 28,9 bilhões este ano.

A decisão representa uma vitória do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que defendia a reoneração e vinha sofrendo pressão contrária vinda do próprio PT, seu partido e partido presidente Lula. A própria presidente do PT, Gleisi Hoffmann, defendia a manutenção da desoneração, que foi determinada no ano passado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.

Na avaliação de Haddad, na entrevista coletiva que concedeu na tarde desta terça-feira (28), a desoneração dos impostos sobre os combustíveis teria sido uma “medida demagógica” de Bolsonaro para tentar reverter um quadro que lhe era desfavorável.

O ministro afirmou que, no início do ano, quando se decidiu manter a desoneração até o dia 28 de fevereiro, havia uma avaliação de risco democrático, diante da ameaça de um golpe de Estado. Um risco que se verificou real nos atos golpistas do dia 8 de janeiro. Um aumento no preço dos combustíveis poderia gerar insatisfações de caminhoneiros, um grupo bolsonarista importante. Além disso, o governo achava que tal decisão deveria ser tomada após a escolha do novo presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, que só assumiu após o fim do seu mandato como senador no início deste mês de fevereiro.

Finalmente, o ministro afirmou que o anúncio da decisão sobre a incidência dos impostos só foi feita nesta terça-feira porque era necessário esperar que fosse feito antes o anúncio da Petrobras sobre a redução no preço dos combustíveis. Inf. (Congresso em Foco).