Associação de Cabos e Soldados pede ao MP anulação do mais recente concurso da PM

PERNAMBUCO

GUGA MATOS/JC IMAGEM
Atualmente há 16.539 policiais militares na ativa em Pernambuco, segundo a SDS. O ideal seria mais de 27 mil profissionais – Fonte e foto/ JC/NE

Cerca de mil e duzentos candidatos estão disputando as provas do mais novo concurso da PM

A Associação Pernambucana dos Cabos e Soldados Policiais e Bombeiros Militares, entidade de natureza civil que representa aproximadamente 10.000 (dez mil) associados, entre oficiais e praças, enviou um ofício ao Procurador Geral de Justiça do Estado de Pernambuco, Marcos Antônio Matos de Carvalho, solicitando a anulação do mais recente concurso público para a Polícia Militar de Pernambuco.

Já no governo Raquel Lyra, a Polícia Militar do Estado de Pernambuco abriu seleção interna para atender ao preenchimento de 99 (noventa e nove) vagas para o Curso de Formação de Oficiais da Administração PM, sendo 97 (noventa e sete) vagas destinadas ao Quadro de Oficiais da Administração (QOA) e 02 (duas) vagas para o Quadro de Oficiais Músicos (QOMus).

A realização do certame foi feita com a contratação direta do Instituto de Apoio à Universidade de Pernambuco (IAUPE), pelo valor estimado de R$ 147.462,86 (cento e quarenta e sete mil, quatrocentos e sessenta e dois reais e oitenta e seis centavos).

Na primeira fase, no dia 23 de abril do corrente ano, ocorreu o Exame Intelectual para o CFOA-PM, aplicada a prova objetiva e redação, com a participação de mais de 1.200 (mil e duzentos) candidatos militares do Estado de Pernambuco.

“Existem relatos de que os envelopes de provas não estavam devidamente lacrados quando da distribuição em sala aos candidatos. Ou por dolo malversando o dinheiro público ou por culpa, candidatos foram lesados, fato que promoveu a quebra na isonomia entre os candidatos… respeitosamente requer, a esse DD. Procurador Geral de Justiça… a instauração de procedimento para apuração das irregularidades e promoção da ação respectiva, com o fito de anulação da prova do certame ao Curso de Formação de Oficiais de Administração da PMPE e outras medidas criminais, caso se prove a incidência de infrações penais”, escrevem, na demanda.

No pedido, a ACS sugere ainda envio de expediente ao Instituto de Apoio à Universidade de Pernambuco (IAUPE), para que suspenda as demais etapas do certame, inclusive a divulgação dos candidatos que terão as redações corrigidas, prevista para ocorrer no dia 05 de maio de 2023.

Outro pleito prevê a requisição a Polícia Militar do Estado de Pernambuco, como unidade contratante e gestora do contrato, para instauração de Processo Administrativo, com suspensão imediata das demais etapas do certame seletivo, bem como a requisição a Polícia Militar do Estado de Pernambuco, como unidade contratante e gestora do contrato, para que suspenda o pagamento de qualquer quantia a ser paga a Instituto de Apoio à Universidade de Pernambuco, até a apuração dos fatos. Inf. (JC/NE).

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