Professores da UFPE decidem encerrar greve e aulas voltam no dia 8 de julho

PERNAMBUCO

Professores da UFPE decidiram encerrar greve em assembleia nesta quinta-feira (27) — Foto: Sidney B. Carneiro/Divulgação
Professores da UFPE decidiram encerrar greve em assembleia nesta quinta-feira (27) — Foto: Sidney B. Carneiro/Divulgação

Fim da paralisação foi aprovado em assembleia nesta quinta-feira (27). Calendário acadêmico após o movimento grevista será definido com a reitoria da instituição.

Os professores da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) decidiram encerrar a greve da categoria em assembleia realizada nesta quinta-feira (27). De acordo com a Associação dos Docentes da UFPE (Adufepe), os servidores voltam a trabalhar na quarta (3), mas o retorno às aulas foi marcado para o dia 8 de julho.

Ainda segundo a Adufepe, o calendário acadêmico após a paralisação será definido com a reitoria da universidade.

A assembleia da Adufepe foi realizada no auditório do Centro de Ciências Sociais Aplicadas (CCSA) da instituição, na Cidade Universitária, que fica na Zona Oeste do Recife.

O encerramento da greve foi aprovado com 963 votos a favor, 427 contra e 45 abstenções, segundo a entidade. Ao todo, 1.435 professores participaram da votação.

Por enquanto, no estado, a greve está mantida apenas no Instituto Federal de Ciência, Tecnologia e Educação de Pernambuco (IFPE). Os servidores vão se reunir em nova assembleia na sexta-feira (28) para tomar uma posição.

A decisão dos professores da UFPE foi tomada quatro dias depois que o comando nacional da greve resolveu encerrar o movimento, aceitando a última proposta do governo federal. Entre as demandas atendidas no acordo, estão:

  • Reajustes salariais de 9% em janeiro de 2025 e 3,5% em maio de 2026;
  • Recomposição do orçamento das universidades;
  • Revogação da portaria 983/2020, que aumentou a carga horária dos professores de institutos federais e colégios de aplicação;
  • Reajustes em benefícios como auxílio alimentação, saúde suplementar e auxílio creche e nas 5,6 mil bolsas de permanência para estudantes quilombolas e indígenas;
  • Criação do PAC das Universidades, que prevê a destinação de R$ 5,5 bilhões para expansão e construção de novos campi em todo o país, incluindo um em Sertânia, no Sertão do estado. *Por g1 PE.

 

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