SUPREMO

6 réus ligados à tentativa de golpe terão sustentações orais na terça. Núcleo 2 reúne ex-assessores, policiais e militares acusados pela PGR
O Supremo Tribunal Federal (STF) começa a julgar nesta terça-feira (9/12) os seis réus do núcleo dois da tentativa de golpe. Eles são acusados de tentar impedir o voto de eleitores do então candidato Lula no Nordeste, nas eleições de 2022. Este é o último grupo a ter o mérito analisado, após os núcleos 1, 3 e 4. O julgamento será presencial e deve prosseguir na quarta-feira (10/12) e também na semana que vem.
Quem são os réus do núcleo 2
- Silvinei Vasques – ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF) na gestão de Bolsonaro;
- Fernando de Sousa Oliveira – ex-secretário-adjunto da Secretaria de Segurança Pública do DF;
- Filipe Garcia Martins Pereira – ex-assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência;
- Marcelo Costa Câmara – coronel do Exército e ex-assessor de Bolsonaro;
- Marília Ferreira de Alencar – delegada da Polícia Federal e ex-subsecretária de Segurança Pública da Distrito Federal; e
- Mário Fernandes – general da reserva do Exército e kid preto.

Outro réu é Felipe Martins, ex-assessor de Assuntos Internacionais do ex-presidente Jair Bolsonaro, apontado como um dos autores da chamada “minuta do golpe”. Integra ainda o grupo o general Mário Fernandes, ex-número dois da Secretaria-Geral da Presidência, indicado como autor de um plano para assassinar autoridades e que também atuava como interlocutor da organização criminosa com acampamentos golpistas.
Por fim, Marcelo Câmara, ex-assessor de Bolsonaro, é acusado de ter monitorado o ministro Alexandre de Moraes a pedido de Mário Fernandes.
Acusação
Os integrantes desse núcleo são acusados pela PGR de ocuparem posições profissionais relevantes para gerenciar ações elaboradas pela organização de uma tentativa de golpe.
Segundo a PGR, Vasques, Marília e Fernando coordenaram o emprego das forças policiais no segundo turno das eleições de 2022 para sustentar a permanência ilegítima de Bolsonaro no poder.
Pela denúncia, Mário Fernandes ficou responsável por coordenar as ações de monitoramento e neutralização de autoridades públicas, em conjunto com Marcelo Câmara, além de realizar a interlocução com lideranças populares ligadas ao 8 de Janeiro.
Filipe Martins seria o responsável por auxiliar o ex-presidente no projeto para decretar estado de sítio no país.
Todos são réus pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça contra o patrimônio da União, com considerável prejuízo à vítima, além de deterioração de patrimônio tombado e concurso material.
Com informações do Metrópoles