Gilmar diz que divulgação de quebra de sigilos por CPIs é ‘abominável e crime coletivo’

STF

O decano do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes
O decano do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes — Foto: Sergio Lima/AFP RESUMO

Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou o julgamento decisão do ministro André Mendonça que determinou a prorrogação da CPI do INSS

Por Agência O Globo

O ministro Gilmar Mendes afirmou em julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quinta-feira que a divulgação de dados de quebra de sigilos bancário, fiscal e telemático por CPIs em andamento no Congresso é “abominável e crime coletivo”.

É deplorável, abominável. Como nós vimos de forma lamentável no episódio recente do caso vorcaro em que umaconversa ítima era dibulgada para fetsejo geral. Criminoso que isso tenha ocorrido. E é preciso que os senhores saibam disso, mas os senhores já sabem disso. Quem tem poder tem responsbailidade.

Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou o julgamento decisão do ministro André Mendonça que determinou a prorrogação da CPI do INSS. Nos bastidores, ministros ouvidos sob reserva afirmam que há espaço para a derrubada da liminar, o que representaria uma derrota ao relator do caso, em meio a divergências sobre o alcance da atuação do Judiciário em relação ao funcionamento de comissões parlamentares.

Como mostrou O GLOBO, a análise deve tratar da diferença entre ordenar a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito, precedente observado na CPI da Covid, e prorrogar o funcionamento, caso da decisão de Mendonça.

Mendonça defendeu sua decisão no plenário citando precedentes desde 1984 sobre não haver “atuação institucional” do presidente do Senado quanto ao “poder de deliberar” relacionado às CPMIs. Em referência a um aval do presidente do Congresso para a apuração parlamentar, o ministro frisou que, no julgamento ocorrido há quarenta anos, estabeleceu-se que “não há poder para deliberar” por parte de quem “não pode dizer não”.

– Há mais de meio século tem-se como pacífica a inexistência de qualquer margem de discricionariedade ou juízo de natureza política por parte do presidente da Casa, que simplesmente operacionaliza as condições necessárias a efetivação dos trabalhos das CPMIs -, frisou.

Ainda de acordo com Mendonça, tal entendimento foi reiteradamente reafirmado ao longo dos anos mesmo com “mudanças de perfil institucional” na Corte. Um dos precedentes citados foi o que levou à criação da CPI da Pandemia. O argumento do relator é o de que, se são válidos os requisitos para a instauração do grupo de apuração parlamentar, são validos para a prorrogação do colegiado.

O ministro sustentou que, condicionar a prorrogação da CPMI a uma deliberação do presidente do Senado – Davi Alcolumbre (União-CP), no caso – significaria “subtrair”, ainda que de forma “indireta e sutil”, um dos instrumentos “mais eficazes para a concretização dos direitos da minoria”.

– A minoria já não tem a mesma força e se compõe com a maioria as comissões. Então se criam obstáculos de impedimentos de leitura de requerimentos até que se esgote o prazo e depois não se prorrogue. É o que vai acontecer se não prorrogarmos essa CPMI do INSS -, sustentou.

Mais cedo, o presidente da CPI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), anunciou a prorrogação dos trabalhos, com base na decisão de Mendonça. O ministro determinou a extensão e deu um prazo de 48 horas para que o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, lesse o requerimento. Caso isso não ocorresse, a comissão estaria prorrogada de qualquer forma. O prazo venceu nesta manhã, o que deu embasamento ao anúncio de Viana, que foi à Corte para acompanhar o julgamento.

A decisão de Mendonça contrariou a cúpula do Congresso, sobretudo o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e ocorreu num momento de crescente tensão entre Parlamento e STF sobre a atuação dessas comissões diante do avanço das investigações do caso do Banco Master.

Há uma avaliação entre congressistas de que a decisão de Mendonça é uma interferência do Supremo num assunto que cabe ao Legislativo. De acordo com interlocutores de Alcolumbre, o presidente do Senado procurou integrantes do STF para se queixar da decisão e foi incentivado por aliados a reagir, sob risco de sair fragilizado desse episódio.

A avaliação interna da Corte é que o caso expõe mais uma vez a tensão entre o princípio da autocontenção judicial e a necessidade de garantir o funcionamento de instrumentos de investigação do Congresso. Uma ala da Corte aponta tendência de derrota para Mendonça, com a formação de maioria contrária à manutenção da decisão.

Reservadamente, ministros afirmam que o julgamento deve se concentrar na discussão sobre os limites da intervenção do Supremo em matérias internas do Legislativo.

Para parte da Corte, a decisão pode ser vista como um avanço sobre competências do Congresso, o que abriria caminho para sua reversão.

Por outro lado, uma outra ala de integrantes do STF sustenta que a decisão de Mendonça está amparada na jurisprudência do tribunal e que derrubar a liminar poderia ter consequências graves para futuras CPIs.

Há ainda a avaliação de que há um impacto perante a opinião pública e que eventual derrubada da liminar poderia prejudicar a imagem do Supremo.

A liminar foi concedida após impasse político no Senado sobre a leitura do requerimento de prorrogação da CPI, e determinou a continuidade dos trabalhos da comissão, sob o entendimento de que não caberia à presidência do Congresso inviabilizar o funcionamento do colegiado.

Integrantes do Congresso têm manifestado expectativa de que o plenário do STF reverta a decisão, sob o argumento de que a prorrogação de CPIs deve observar critérios estritamente regimentais e depender da condução das Mesas Diretoras.

Aliados de Alcolumbre têm defendido a reversão da liminar e argumentam que a decisão invade competência do Congresso. A expectativa no entorno do presidente do Senado é de que o plenário do STF restabeleça a prerrogativa da Casa sobre o tema.

Parlamentares com assento na comissão dizem que estão em compasso de espera para entender qual será a decisão da Corte, mas já traçam estratégias para os diferentes cenários. A cúpula da CPI sinalizou que, se a liminar for derrubada, deverão ser convocadas sessões nesta sexta e sábado para apresentação e votação do relatório de Alfredo Gaspar (União Brasil-AL). Isso porque a próxima semana deverá ser esvaziada no Parlamento, em razão do feriado da Páscoa e da reta final do período da janela partidária. Caso ela seja mantida, haveria mais tempo para elaboração do documento.

Dois governistas afirmam, no entanto, que há também uma tentativa de costurar um acordo político que garanta a prorrogação dos trabalhos da comissão por até 15 dias, num gesto que não significaria uma derrota nem para Alcolumbre nem para Mendonça.

A tensão entre Mendonça e Alcolumbre não é inédita. Em 2021, quando Mendonça foi indicado ao Supremo pelo então presidente Jair Bolsonaro, Alcolumbre, à época presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, segurou por meses a sabatina do indicado, travando o avanço da nomeação.

Moraes aguardará perícia médica para decidir sobre domiciliar de Bolsonaro

STF

O ministro Alexandre de Moraes, do STF • Gustavo Moreno/STF

Advogados defendem desde o final do ano passado a transferência para prisão domiciliar

Blog Teo Cury/CNN

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), vai analisar o pedido de prisão domiciliar feito pela defesa de Jair Bolsonaro (PL) depois da realização de uma perícia médica no ex-presidente.

Bolsonaro está internado há uma semana em um hospital de Brasília com broncopneumonia. Apesar da melhora no quadro de saúde, Bolsonaro segue sem previsão de alta.

Os advogados defendem desde o final do ano passado a transferência para prisão domiciliar.

Moraes vai determinar a realização de uma perícia médica depois que o ex-presidente deixar o hospital. A medida já foi tomada outras vezes pelo ministro diante de solicitações da defesa de Bolsonaro.

Nos últimos meses, Moraes rejeitou ao menos quatro pedidos similares. O entendimento do ministro, corroborado por laudos periciais, é o de que o atendimento médico à disposição de Bolsonaro na Papudinha é suficiente e eficaz.

Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses por tentativa de golpe. O ex-presidente cumpre a pena no 19º Batalhão da Polícia Militar, no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília (DF), desde janeiro.

Aliados de Bolsonaro apostam em uma decisão concedendo a prisão domiciliar ao ex-presidente como forma de Moraes tentar aliviar a pressão sobre o tribunal diante da crise do Banco Master.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente e pré-candidato à Presidência, se reuniu nesta semana com Moraes para reforçar o pedido apresentado pelos advogados de Bolsonaro.

Ao visitar Moraes e endossar o apelo ao ministro, Flávio repetiu o que fizeram, nos últimos meses, o governador de São Paulo, Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos), e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL).

Em 4 de agosto, Moraes decretou a prisão domiciliar após o ex-presidente descumprir medidas cautelares impostas pelo STF.

Quatro meses depois, no dia 22 de novembro, o ex-presidente foi preso preventivamente pela Polícia Federal após violar a tornozeleira eletrônica. Moraes determinou na ocasião a transferência de Bolsonaro para a Superintendência da PF em Brasília.

Caso Master: Fachin procura ministros para tentar tirar STF da crise do Banco Master

STF

Ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF) (CARLOS ALVES MOURA)
Ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF) (CARLOS ALVES MOURA)

A intenção é sinalizar para a sociedade que, mesmo com desvios éticos pontuais, o tribunal está comprometido com a correção institucional

Estadão Conteúdo

Desde a divulgação de mensagens trocadas entre Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, procurou os colegas para conversar sobre formas de retirar a Corte do centro da crise do Banco Master. Segundo interlocutores, Fachin já teria falado com os nove colegas – entre eles, Moraes e André Mendonça, o relator das investigações.

As conversas aconteceram inclusive ao logo do fim de semana. Fachin considera a situação grave e, com alguns ministros, insistiu na criação de um código de conduta para o STF. A intenção é sinalizar para a sociedade que, mesmo com desvios éticos pontuais, o tribunal está comprometido com a correção institucional.

Nesta terça-feira, 10, Fachin defendeu em discurso o “saudável distanciamento” entre juízes e as partes envolvidas nos processos. Ele aproveitou a abertura de um encontro com presidentes de tribunais superiores e de segunda instância para dar o recado aos colegas.

O STF se viu dentro da crise do Master a partir da condução de Dias Toffoli às investigações. O Estadão mostrou a ligação de um empreendimento de Dias Toffoli com fundos ligados ao Master, de Vorcaro. Toffoli foi pressionado a deixar a relatoria do caso, que passou para o Mendonça.

Na semana passada, o relator determinou nova prisão do banqueiro. Ao mesmo tempo, mensagens encontradas pela Polícia Federal no celular de Vorcaro indicam que o investigado mantinha contato com Moraes. A advogada Viviane de Moraes, casada com o ministro, mantém um contrato milionário com o Banco Master.

Alexandre de Moraes se encontrava com Vorcaro e falou com ele ao longo do dia 17 de novembro, data da primeira prisão. Além disso, sua mulher, Viviane Barci de Moraes, tinha um contrato de R$ 129 milhões com o banco, “incompatível” com valores de mercado, segundo especialistas.

Ministro do STF Alexandre de Moraes prestigia casamento de João Campos e Tábata Amaral em Carneiros

STF

Ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes
Ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes – Redes Sociais/Reprodução

O presidente da República em exercício e ministros de estado também acompanharam cerimônia

Por Anthony Santana

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes compareceu ao casamento do prefeito do Recife e presidente nacional do PSB, João Campos, com a deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP). A cerimônia ocorreu na tarde do sábado (21), na Capela de São Benedito, na Praia de Carneiros, em Tamandaré.

Embora a entrada da imprensa tenha sido restringida, vídeos divulgados nas redes sociais mostram o magistrado ao lado do presidente em exercício, Geraldo Alckmin, acompanhando o momento da entrada do noivo, João Campos.

Após a cerimônia, os cerca de 500 convidados se dirigiram a um terreno na parte de trás da igreja para a recepção. O casamento contou com a presença de ministros de estado, senadores, deputados federais e estaduais, além de outras autoridades.

Confira o vídeo que mostra a presença de Alexandre de Moraes na festa:

Ministro Alexandre de Moraes confronta Câmara e anula sessão que não cassou Carla Zambelli

STF

Moraes também classificou a decisão da Câmara como um “ato nulo” por “evidente inconstitucionalidade” – Foto/Reprodução

Ministro desconsidera sessão desta 5ª feira (11.dez.2025) em que deputados decidiram manter o mandato de deputada que havia sido condenada pelo STF e está presa na Itália

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), confrontou uma decisão de 5ª feira (11.dez.2025) da Câmara dos Deputados que havia decidido manter o mandato da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP). Moraes decretou nesta 5ª feira (11.dez) a perda imediata do cargo. Ele afirma que a decisão dos congressistas violou a Constituição, uma vez que Zambelli está condenada criminalmente por tentar invadir o sistema do CNJ (Conselho Nacional de Justiça).

“Em respeito à Constituição Federal, é o Poder Judiciário quem determina a perda do mandato parlamentar condenado criminalmente com trânsito em julgado, cabendo à Mesa da Câmara dos Deputados, nos termos do §3º do artigo 55 da Constituição Federal, tão somente DECLARAR A PERDA DO MANDATO, ou seja, editar ato administrativo vinculado”, escreveu Moraes.

Segundo Moraes, os deputados agiram em “clara violação” à Constituição. Também mandou o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), dar posse ao suplente de Zambelli, Adilson Barroso (PL-SP), em até 48 horas.

O ministro também classificou a decisão da Câmara como um “ato nulo” por “evidente inconstitucionalidade” e “desrespeito aos princípios da legalidade, moralidade e impessoalidade”. O ministro encaminhou a decisão para o referendo da 1ª Turma do STF. A sessão, em plenário virtual, ocorrerá nesta 6ª feira (12.dez), das 11h às 18h.

Na decisão, o magistrado afirma que, desde o mensalão, em 2012, o STF reconheceu a perda automática do mandato de congressistas com condenação criminal. Para ele, com a condenação a 10 anos de prisão, a Corte já havia determinado a perda do cargo, com a comunicação para a Câmara dos Deputados.

Moraes afirma que não cabe à Mesa da Câmara dos Deputados pautar a cassação da congressista depois da condenação. “É o Poder Judiciário quem determina a perda do mandato parlamentar condenado criminalmente com trânsito em julgado”, declarou.

CONDENAÇÕES E PRISÃO 

Carla Zambelli foi condenada em maio deste ano pelo STF a 10 anos de prisão e ao pagamento de R$ 2 milhões por danos coletivos por invadir o sistema do CNJ . O ministro Alexandre de Moraes, determinou então a prisão preventiva da deputada

De acordo com as investigações, Zambelli foi a autora intelectual da invasão ao sistema do CNJ para a emissão de um mandado falso de prisão contra Moraes. Ainda conforme a investigação, o hackeamento foi executado por Walter Delgatti, que também foi condenado e disse ter realizado o trabalho a mando da congressista.

Em junho, Zambelli deixou o Brasil  e passou a ser considerada foragida. O nome da congressista chegou a ser incluído na lista vermelha da Interpol, a pedido do ministro Alexandre de Moraes. Em julho, Zambelli foi presa em Roma, capital da Itália.

O governo brasileiro pediu a extradição de Carla Zambelli. O pedido foi oficializado pelo STF e o requerimento foi enviado pelo Itamaraty ao governo italiano.

Em agosto, ela também foi condenada pelo STF a 5 anos e 3 meses de prisão por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal contra o jornalista Luan Araújo em São Paulo, na véspera do 2º turno de 2022. O STF determinou a perda do mandato parlamentar após o fim da possibilidade de recurso, bem como o pagamento de uma multa de 400 salários mínimos vigentes em 2022 com atualização monetária.

Poder360

Ministro Alexandre de Moraes pede perícia da PF para decidir se libera cirurgias de Bolsonaro

STF

Ex-presidente Jair Bolsonaro / Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes/Fotos: Evaristo Sa e Sergio Lima/AFP
Ex-presidente Jair Bolsonaro / Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes (Fotos: Evaristo Sa e Sergio Lima/AFP)

Estadão Conteúdo

O laudo deve ser apresentado em até 15 dias

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu nesta quinta-feira, 11, uma perícia médica oficial da Polícia Federal antes de decidir se autoriza as cirurgias solicitadas pelo ex-presidente da República Jair Bolsonaro (PL). O laudo deve ser apresentado em até 15 dias.

Em seu despacho, o ministro afirma que, quando foi preso, no dia 22 de novembro, o ex-presidente foi submetido ao exame médico-legal e que a avaliação não apontou “qualquer condição médica que indicasse a necessidade de imediata intervenção cirúrgica”.

“Desde aquele momento, não houve nenhuma notícia de situação médica emergencial ocorrida com Jair Messias Bolsonaro”, diz o despacho.

O ministro afirmou ainda que Bolsonaro tem atendimento médico em tempo integral, em regime de plantão, na Superintendência da Polícia Federal em Brasília.

“Ressalte-se, ainda, que os exames médicos apresentados pela defesa não são atuais, sendo que o mais recente foi realizado há 3 (três) meses, sem que à época os médicos tenham indicado necessidade de imediata intervenção cirúrgica”, escreveu Moraes.

Nesta semana, a defesa do ex-presidente pediu que ele deixe a carceragem da PF e seja removido ao hospital DF Star, em Brasília, para passar por duas cirurgias – uma para o tratamento do quadro de soluços e outra para tratar complicações de uma hernia inguinal.

Segundo o pedido, acompanhado de relatórios médicos, há necessidade de uma internação hospitalar “imediata” por 5 a 7 dias para os dois procedimentos.

Defesa de Bolsonaro pede autorização para realizar cirurgia ‘imediata’

STF

O ex-presidente Jair Bolsonaro – Foto: Sergio Lima / AFP/

De acordo com laudos médicos, ex-presidente teve agravamento do quadro de saúde e precisa de operação para tratamento do quadro de soluços e cuidados com a hernia inguinal unilateral

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro pediu, nesta terça-feira (9), ao Supremo Tribunal Federal (STF) autorização para realização “imediata” de uma cirurgia, devido ao agravamento de seu problema de saúde. “O ex-presidente precisa passar por cirurgia tanto para tratamento do quadro de soluços, sequela das cirurgias já registrada nos presente autos, como em razão da piora do diagnóstico de hernia inguinal unilateral, que também indica a necessidade de intervenção cirúrgica”, diz o documento.

De acordo com o boletim médico anexado ao pedido de autorização, “o paciente Jair Messias Bolsonaro evolui com quadro de soluço incoercível prolongado e refratário às medidas convencionais”, acrescentando que a persistência do quadro, gera impacto significativo em repouso, alimentação, sono, respiração e qualidade de vida.

“O paciente apresenta também, como evidenciado em relatório enviado previamente, diagnóstico de hernia inguinal unilateral (CID 10 K 40.9) com indicação de tratamento cirúrgico, denominado herniorrafia inguinal convencional (TUSS 31009115)”, diz. Segundo a solicitação, referidas intervenções cirúrgicas hoje necessários demandam imediata internação hospitalar, de 5 a 7 dias.

Além da solicitação para operação, a defesa também volta a pedir a prisão domiciliar humanitária para cumprir toda a pena – pedido que já foi realizado no final de novembro, mas negado sob alegação de possível fuga de Bolsonaro. “A prisão domiciliar é modalidade de
cumprimento de pena destinado àqueles cuja prisão em regime fechado pode colocar em risco sua integridade física por motivos médicos”, rebate a defesa.

“O Peticionante é portador de múltiplas comorbidades graves e crônicas, apresentando fragilidade clínica que se agravou significativamente nos últimos meses”, explica a defesa na solicitação, acrescentando que desde a decretação da prisão domiciliar, Bolsonaro precisou deslocar-se ao hospital em três oportunidades, sendo uma delas por emergência médica.

Por Sarah Américo/ Jovem Pan 

STF julga nesta terça (9/12) o último núcleo da trama golpista de 2025

SUPREMO

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF)
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) – Foto/@BrenoEsakiFoto

6 réus ligados à tentativa de golpe terão sustentações orais na terça. Núcleo 2 reúne ex-assessores, policiais e militares acusados pela PGR

O Supremo Tribunal Federal (STF) começa a julgar nesta terça-feira (9/12) os seis réus do núcleo dois da tentativa de golpe. Eles são acusados de tentar impedir o voto de eleitores do então candidato Lula no Nordeste, nas eleições de 2022. Este é o último grupo a ter o mérito analisado, após os núcleos 1, 3 e 4. O julgamento será presencial e deve prosseguir na quarta-feira (10/12) e também na semana que vem.

Quem são os réus do núcleo 2

  • Silvinei Vasques – ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF) na gestão de Bolsonaro;
  • Fernando de Sousa Oliveira – ex-secretário-adjunto da Secretaria de Segurança Pública do DF;
  • Filipe Garcia Martins Pereira – ex-assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência;
  • Marcelo Costa Câmara – coronel do Exército e ex-assessor de Bolsonaro;
  • Marília Ferreira de Alencar – delegada da Polícia Federal e ex-subsecretária de Segurança Pública da Distrito Federal; e
  • Mário Fernandes – general da reserva do Exército e kid preto.
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Outro réu é Felipe Martins, ex-assessor de Assuntos Internacionais do ex-presidente Jair Bolsonaro, apontado como um dos autores da chamada “minuta do golpe”. Integra ainda o grupo o general Mário Fernandes, ex-número dois da Secretaria-Geral da Presidência, indicado como autor de um plano para assassinar autoridades e que também atuava como interlocutor da organização criminosa com acampamentos golpistas.

Por fim, Marcelo Câmara, ex-assessor de Bolsonaro, é acusado de ter monitorado o ministro Alexandre de Moraes a pedido de Mário Fernandes.

Acusação

Os integrantes desse núcleo são acusados pela PGR de ocuparem posições profissionais relevantes para gerenciar ações elaboradas pela organização de uma tentativa de golpe.

Segundo a PGR, Vasques, Marília e Fernando coordenaram o emprego das forças policiais no segundo turno das eleições de 2022 para sustentar a permanência ilegítima de Bolsonaro no poder.

Pela denúncia, Mário Fernandes ficou responsável por coordenar as ações de monitoramento e neutralização de autoridades públicas, em conjunto com Marcelo Câmara, além de realizar a interlocução com lideranças populares ligadas ao 8 de Janeiro.

Filipe Martins seria o responsável por auxiliar o ex-presidente no projeto para decretar estado de sítio no país.

Todos são réus pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça contra o patrimônio da União, com considerável prejuízo à vítima, além de deterioração de patrimônio tombado e concurso material.

Com informações do Metrópoles

Bolsonaro só poderá deixar o regime fechado em abril de 2033

STF

Todas as datas do cumprimento da pena de Bolsonaro podem ser revistas, dependendo de fatores como trabalho, estudo e disciplina durante a prisão - (crédito: AFP)
Todas as datas do cumprimento da pena de Bolsonaro podem ser revistas, dependendo de fatores como trabalho, estudo e disciplina durante a prisão – (crédito: AFP)

Documento da Vara de Execuções do Distrito Federal projeta mais de oito anos de prisão em regime fechado para o ex-presidente, condenado a 27 anos e 3 meses por liderar tentativa de golpe de Estado, antes de uma eventual progressão de regime

A Vara de Execuções Penais (VEP) do Distrito Federal encaminhou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), um documento que detalha o cálculo oficial da pena do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), incluindo as estimativas para progressão de regime. O relatório, enviado na terça-feira (2/12), indica que Bolsonaro deve permanecer no regime fechado por pelo menos mais oito anos.

De acordo com o Atestado de Pena a Cumprir, Bolsonaro poderá pedir a ida ao regime semiaberto a partir de 23 de abril de 2033. Já o livramento condicional, etapa em que o condenado pode deixar a prisão sob condições determinadas, está previsto apenas para 13 de março de 2037. O término completo da pena está calculado para 4 de novembro de 2052, caso não haja mudança nos parâmetros atuais.

O ex-presidente cumpre pena na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, após condenação pela Primeira Turma do STF, que o sentenciou a 27 anos e 3 meses de prisão por chefiar uma trama para subverter o resultado das eleições de 2022. Os crimes incluem tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.

Embora Bolsonaro só tenha iniciado a execução da pena definitiva em 25 de novembro deste ano, a VEP decidiu contabilizar também o período em que ele esteve em prisão domiciliar, entre 4 de agosto e 22 de novembro de 2025. A inclusão desse intervalo reduz o tempo que resta para progressão de regime, mesmo que a medida tenha sido cumprida em outro processo — o de coação — e não no caso que levou à condenação de 27 anos.

O documento ressalta que todas as datas podem ser revistas, dependendo de fatores como trabalho, estudo e disciplina durante a prisão. A jurisprudência prevê abatimentos de pena por leitura, cursos e atividades laborais, o que poderia antecipar a progressão.

Por Por Amanda S. Feitoza/Correio Braziliense

Saída de Messias, indicado ao STF, deixa governo sem porta-voz com evangélicos

POLÍTICA

O Advogado-Geral da União (AGU), Jorge Messias, indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), o que contrariou vontade do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP)
O Advogado-Geral da União (AGU), Jorge Messias, indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), o que contrariou vontade do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) – Foto: Rosinei Coutinho/STF

Por Agência O Globo

Caso seja aprovada sua indicação ao STF, que recebeu aval de religiosos, advogado-geral da União abre lacuna em diálogo com pastores

A decisão do presidente Lula de indicar o advogado-geral da União, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal (STF) agradou o segmento evangélico, mas criou uma lacuna no governo no diálogo com lideranças religiosas.

Desde o início do terceiro mandato do petista, Messias exerce o papel de porta-voz do Planalto em eventos religiosos, como a Marcha para Jesus, e tem sido uma das principais pontes do governo com a Frente Parlamentar Evangélica e com líderes de grandes igrejas, como a Assembleia de Deus.

Petistas já admitem que é difícil imaginar outro integrante de primeiro escalão ocupando esse espaço à altura, ainda que a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, também seja evangélica.

Nos últimos meses, a primeira-dama Janja da Silva passou a frequentar encontros com lideranças evangélicas progressistas a partir de canais abertos pela Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito e por parlamentares como a deputada federal Benedita da Silva (PT-RJ), mas tratam-se de denominações menores e mais alinhadas ao campo político.

Uma possibilidade aventada é a de não centralizar essa representação no meio evangélico em apenas um nome até o final do mandato.

Nos últimos três anos, foi Messias quem representou o governo na Marcha para Jesus de São Paulo, maior passeata evangélica do país e que costuma receber em seu palco sobretudo políticos da direita o ex-presidente Jair Bolsonaro e o governador paulista Tarcísio de Freitas (Republicanos) foram alguns dos que já discursaram nos eventos.

Em 2023, primeiro ano do atual governo Lula, Messias chegou a ser vaiado no evento, mas retornou no ano seguinte. Em todas as ocasiões, foi ele o responsável por entregar aos líderes da Marcha, apóstolo Estevam Hernandes e bispa Sônia, da Renascer em Cristo, uma carta de Lula aos evangélicos.

Esse capital religioso também tem sido mobilizado por Messias para reduzir a resistência do Senado em aprová-lo para o STF. Há cerca de um mês, Messias e a ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, articularam um encontro entre Lula e o bispo da Assembleia de Deus do Brás, Samuel Ferreira, acompanhado do deputado Cezinha de Madureira (PSD-SP).

Na semana passada, Messias foi à convenção nacional da igreja em São Paulo, onde abraçou o ministro do STF André Mendonça, evangélico indicado por Bolsonaro e que apoia sua nomeação à Corte.

Cezinha afirma desconhecer algum outro ministro capaz de ser o porta-voz de Lula no meio com a troca de Messias. O mesmo diagnóstico é feito pelo deputado estadual Luiz Fernando Teixeira (PT-SP), próximo da Assembleia de Deus no ABC paulista, e por pastores que rejeitam ou demonstram simpatia com o atual governo.

Procurada, Gleisi, que tem organizado reuniões com pastores e avaliado novas estratégias de aproximação com os evangélicos, não retornou.

O bispo Robson Rodovalho, líder da Sara Nossa Terra que criticou a prisão de Bolsonaro, é um dos que avaliam como positiva a ida de Messias ao STF. Para ele, o segmento “ganhou” com a decisão de Lula, ainda que ele seja de esquerda, e caberá à Frente Parlamentar Evangélica fazer a ponte com o Planalto a partir da saída.

“Ele tem toda a competência e é um cristão verdadeiro, um evangélico assumido que tem compromisso com nossas pautas. Vejo como algo extremamente positivo. O fato de ele ser petista é a história da vida dele”, afirmou.

Já Samuel Ferreira afirma que Messias “é uma pessoa preparada” e que “defende costumes e pautas que são importantes para o país”, e elogiou medidas do governo Lula como a sanção da lei que estabeleceu que não existe vínculo empregatício entre igrejas e seus membros e da norma que proíbe o uso de linguagem neutra em eventos oficiais. Ele cita como nomes que podem seguir dialogando com o setor, além de Gleisi, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e o cientista político Marco Aurélio Santana Ribeiro, que cuida da agenda de Lula.

“Messias, mesmo no STF, continuará sendo evangélico. Certamente, dentro do que for republicano e dentro da lei, continuará tendo muitos amigos evangélicos. Temos outras pessoas, como o senador Jaques Wagner, o ministro Padilha, a ministra Gleisi, que conversam muito bem conosco”.

Sergio Dusilek, um dos pastores que se aproximaram do governo por rejeitarem o bolsonarismo, entende que Marina foi alvo de uma campanha negativa nas grandes igrejas, assim como Lula, e que Janja enfrenta uma barreira natural por não ser evangélica. Messias, assim, cumpre uma função difícil de ser replicada, ainda que Dusilek veja isso como uma oportunidade para o presidente desenvolver uma nova estratégia de comunicação, mais voltada para a base, e não para os líderes dos grandes templos.

Alexandre de Moraes pede comprovação do histórico clínico de Augusto Heleno

STF

Foto: Lula Marques/Agencia Brasil

Ministro analisa pedido de prisão domiciliar para aliado de Bolsonaro

Relator do processo da trama golpista, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitou no sábado (29) comprovação do histórico de saúde do general Augusto Heleno para decidir sobre pedido da defesa de cumprimento da pena de 21 anos em prisão domiciliar, devido ao diagnóstico de Alzheimer e a antecedentes de transtorno depressivo e transtorno misto ansioso depressivo.

De acordo com a defesa do general, que tem 78 anos e está custodiado em uma cela especial do Comando Militar do Planalto (CMP), em Brasília, ele apresenta sintomas psiquiátricos e cognitivos desde 2018.

Em despacho, Moraes cobrou a anexação de documentos comprobatórios do histórico do estado de saúde do ex-ministro de Jair Bolsonaro.  

“Não foi juntado aos autos nenhum documento, exame, relatório, notícia ou comprovação da presença dos sintomas contemporâneos aos anos de 2018, 2019, 2020, 2021, 2022, 2023; período, inclusive, em que o réu exerceu o cargo de Ministro de Estado do Gabinete de Segurança Institucional, cuja estrutura englobada a Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) – responsável por informações de inteligência sensíveis à Soberania Nacional -, uma vez que, todos os exames que acompanham o laudo médico foram realizados em 2024”, apontou o magistrado do STF.

A concessão do regime de prisão domiciliar em favor de Augusto Heleno recebeu parecer favorável da Procuradoria Geral da República (PGR), em manifestação publicada nesta sexta-feira (28), mas a decisão final sobre o pleito caberá ao STF.

Alexandre de Moraes determinou que a defesa de Heleno junte aos autos, no prazo de 5 dias, o exame inicial que teria identificado ou registrado sintomas ou diagnóstico de demência mista (Alzheimer e vascular) e todos os relatórios, exames, avaliações médicas, neuropsicológicas e psiquiátricas produzidos desde 2018, “inclusive prontuários, laudos evolutivos, prescrições e documentos correlatos que comprovem o alegado”. 

O magistrado também solicitou “documentos comprobatórios da realização de consultas e os médicos que acompanharam a evolução da demência mista, Alzheimer e vascular durante todo esse período”.

Por fim, Moraes pediu esclarecimento, por parte da defesa, se em virtude do cargo ocupado entre 2019 e 2022, o réu teria comunicado ao serviço de saúde da Presidência da República, do Ministério ou a algum órgão seu diagnóstico de deterioração cognitiva.

Condenação

Augusto Heleno, o ex-presidente Jair Bolsonaro e mais cinco aliados começaram a cumprir pena nesta terça-feira (25) após o Supremo Tribunal Federal (STF) determinar o fim do processo para os réus do Núcleo 1 da trama golpista que planejava impedir a posse de Luís Inácio Lula da Silva como presidente da República em 2023..

A condenação ocorreu no dia 11 de setembroPor 4 votos a 1, a Primeira Turma do STF condenou os sete réus pelos crimes de:

  • Organização criminosa armada,
  • Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito,
  • Golpe de Estado,
  • Dano qualificado pela violência e grave ameaça e
  • Deterioração de patrimônio tombado.

Da Agência Brasil

Laudos diagnosticam Alzheimer no general Augusto Heleno

STF

Laudos que diagnosticam Alzheimer do general Augusto Heleno devem ser usados por sua defesa em pedido de prisão domiciliar - (crédito: Ed Alves/CB/DA.Press)
Laudos que diagnosticam Alzheimer do general Augusto Heleno devem ser usados por sua defesa em pedido de prisão domiciliar – (crédito: Ed Alves/CB/DA.Press)

O Correio obteve acesso às documentações médicas que comprovaram a doença. Heleno está preso desde a quarta (25/11) no Comando Militar do Planalto (CMP)

Condenado a 21 anos de prisão por envolvimento na trama golpista, o general Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) no governo de Jair Bolsonaro (PL), recebeu diagnóstico de Alzheimer. O Correio teve acesso a documentos médicos que indicam a doença há pelo menos um ano — período anterior ao início do processo judicial.

Os relatórios reúnem testes cognitivos, exames e descrição do quadro clínico atual. O material deve embasar o pedido da defesa para progressão ao regime domiciliar.

Augusto Heleno e o general Paulo Sérgio Nogueira foram presos nessa terça-feira (25/11) e encaminhados para o Comando Militar do Planalto (CMP). O Supremo Tribunal Federal (STF) declarou trânsito em julgado da ação, encerrando a possibilidade de recursos.

Nesta quinta-feira (26), os generais passarão por audiência de custódia para atestar a legalidade da prisão. A expectativa é que os laudos médicos sejam avaliados pelo ministro do STF Alexandre de Moraes, relator do caso.

A evolução clínica indica progressão dos sintomas. Os documentos detalham as consultas periódicas, os remédios prescritos e os testes aplicados. A equipe de profissionais elaborou um material voltado a descrever as condições mental, física e funcional do militar. Entre as queixas: dificuldades para lembrar nomes e datas importantes, falas repetitivas (perguntava algo por várias vezes) e perda da capacidade crítica.

Do ponto de vista funcional, Heleno não consegue administrar medicação sozinho, não retém conversas recentes, tem dificuldade para aprender novas tarefas ou lidar com tecnologias e precisa de supervisão para os cuidados pessoais, como de higiene, cravam os documentos. 

Quanto à saúde física, constatou-se a artrose generalizada na coluna e na lombar e deformidades no mesmo eixo, que limitam alguns movimentos e precisam de tratamento para a dor, que é classificada como crônica.

Os médicos classificam como preocupante a incapacidade de realizar tarefas básicas, especialmente pela perda de memória e pelas limitações cognitivas, ainda que a doença tenha evolução lenta e gradual. A conclusão dos laudos é que o isolamento no cárcere agravaria o quadro clínico. No rol dos documentos anexados, há vídeos dos testes feitos. Em um deles, Heleno é testado a dar o troco de uma certa quantia, mas não consegue.

Do Correio Braziliense

Com ata publicada, STF se aproxima da ordem de prisão de Bolsonaro; confira vídeo

JUSTIÇA

O ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro em sua residência em Brasília em 3 de setembro de 2025.
O ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro em sua residência em Brasília em 3 de setembro de 2025. – Foto: Sergio Lima / AFP

Formalidade oficializa resultado do julgamento

O Supremo Tribunal Federal (STF) publicou nesta segunda-feira (17) a ata do julgamento em que a Primeira Turma rejeitou os primeiros recursos do ex-presidente Jair Bolsonaro contra sua condenação a 27 anos e três meses de prisão em regime inicial fechado por crimes contra a democracia

A formalidade oficializa o resultado do julgamento, encerrado na sexta (14), em que a Primeira Turma rejeitou por unanimidade os primeiros embargos de declaração, tipo de recurso que visa esclarecer alguma contradição ou omissão na decisão condenatória.

A rejeição aproxima Bolsonaro de uma ordem para que seja preso em regime fechado. O próximo passo é a publicação do acórdão, decisão colegiada que detalha por escrito a rejeição do recurso, com base nos votos dos quatro ministros que participaram do julgamento – o relator, Alexandre de Moraes, além de Cristiano Zanin, Flávio Dino e Cármen Lúcia.

Como os votos são sucintos, com pouca revisão de texto a ser feita, a expectativa é que a publicação do acórdão que rejeitou o primeiro recurso de Bolsonaro ocorra logo, até terça (18). Com isso, o prazo para novos recursos começaria a contar na quarta (19). 

Como há réu preso, os prazos são contados em dias corridos, mesmo em feriado e fim de semana. Contudo, se o último dia cair num sábado ou domingo, o fim do prazo fica adiado para o primeiro dia útil subsequente.

Confira as informações do Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil, sobre o assunto

Caminhos

A partir da publicação, a defesa de Bolsonaro teria dois caminhos para adiar a prisão: apresentar novos embargos de declaração contra a rejeição dos primeiros; tentar os embargos infringentes, tipo de apelo que se baseia na divergência de algum ministro para tentar reverter a condenação.

No caso de um segundo embargo de declaração, que pode ser apresentado no prazo de cinco dias a partir da publicação do acórdão, é possível que Moraes, como relator, considere o novo recurso “meramente protelatório”. Isto é, sem viabilidade jurídica, sendo apresentado pelos advogados somente para adiar a prisão.

Nessa hipótese, pela contagem de prazos, uma ordem de prisão poderia ser proferida ainda na última semana de novembro.

No caso de embargos infringentes, é possível que o ministro também negue andamento, com base na jurisprudência do Supremo. Desde o julgamento do ex-governador de São Paulo Paulo Maluf, em 2017, que a Corte exige ao menos dois votos divergentes para admitir esse tipo de recurso. No caso de Bolsonaro, há somente uma divergência, do ministro Luiz Fux.

Se os infringentes forem negados, contudo, a defesa pode tentar ainda um agravo, questionando a rejeição do embargo pelo relator. Isso, em tese, poderia adiar eventual prisão, uma vez que o agravo precisaria ser analisado pela Primeira Turma, com consulta à Procuradoria-Geral da República (PGR).

Em situações similares, porém, o próprio Moraes já decidiu que esse tipo de recurso, o agravo, não possui efeito suspensivo, isto é, não impede o cumprimento da pena.

Viabilidade 

Há pouca expectativa, contudo, que qualquer desses caminhos possa evitar a prisão de Bolsonaro. Por exemplo, o ministro Luiz Fux, único a votar pela absolvição do ex-presidente, não participa do julgamento de nenhum recurso.

Isso porque em outubro, após ter ficado isolado no voto pela absolvição, o ministro pediu transferência da Primeira para a Segunda Turma do Supremo, em vaga aberta com a aposentadoria de Luís Roberto Barroso. Com isso, Fux deixou de participar de qualquer deliberação na Primeira Turma.

Local da prisão 

O local em que o ex-presidente deve cumprir pena ainda não foi definido. Uma das possibilidades verificadas pelo Supremo é uma ala especial no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, que é voltada a policiais militares presos e fica segregada dos demais detentos.

Pela jurisprudência do Supremo, por ser ex-presidente Bolsonaro tem direito a ficar em uma sala especial, mesmo que instalada em um presídio de segurança máxima comum. A instalação poderia ser montada também em algum edifício da Polícia Federal ou em uma unidade militar, por exemplo.

A defesa do ex-presidente se prepara, contudo, para pedir para que cumpra pena em casa, por motivos de saúde. Bolsonaro sofre de diferentes males, em especial distúrbios na pele e complicações da facada que levou na barriga durante a campanha presidencial de 2018.

A prisão domiciliar por motivos humanitários está prevista na lei e foi concedida recentemente no caso do ex-presidente Fernando Collor, por exemplo, que ficou preso por uma semana em uma penitenciária de Maceió antes de receber autorização para cumprir pena em casa. Ele é portador de transtornos como o Mal de Parkinson e distúrbios de humor.

Bolsonaro já se encontra, há mais de cem dias, em prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica. A medida está relacionada a outra investigação, sobre uma suposta participação do ex-presidente numa tentativa de obstruir o andamento da ação penal do golpe.

Por Agência Brasil

Moraes rejeita recursos de Braga Netto e outros 5 da tentativa de golpe

STF

Moraes afirmou que o acórdão anterior já havia analisado todas as questões levantadas pelas defesas e que não havia motivo para reverter as condenações -Foto: Sérgio Lima

Ministro também negou o recurso da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro; do núcleo crucial da tentativa de golpe, só Mauro Cid não recorreu da sentença.

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), votou na última 6ª feira (7.nov.2025) pela rejeição dos recursos apresentados pelo ex-ministro da Casa Civil Walter Braga Netto e por outros 5 condenados por participação no núcleo crucial da tentativa de golpe de Estado.

Moraes já havia negado o recurso da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado a 27 anos e 3 meses de prisão e indicado pela PGR (Procuradoria Geral da República) como líder da organização criminosa.

Alexandre Ramagem (PL-RJ), deputado e ex-diretor da Abin; Almir Garnier, ex-comandante da Marinha; Anderson Torres, ex-ministro da Justiça; Augusto Heleno, ex-ministro do GSI; Jair Bolsonaro, ex-presidente da República; Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa; Walter Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil.

Os recursos analisados são embargos de declaração, instrumento jurídico usado para apontar possíveis omissões, contradições ou obscuridades em decisões judiciais. O julgamento se dá em plenário virtual, formato no qual os ministros só depositam seus votos, sem debate. O prazo para votação termina em 14 de novembro.

Entre os 8 condenados do grupo, o único que não recorreu foi o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens da Presidência e delator do caso. Ele recebeu a pena mais branda (2 anos de prisão em regime aberto) e já começou a cumpri-la na 2ª feira (3.nov).

Moraes rejeitou os embargos por entender que o acórdão anterior não apresentava ambiguidade, obscuridade, contradição nem omissão, conforme exigem o Código de Processo Penal e o Regimento Interno do STF.

Em seu voto, o ministro refutou uma série de argumentos das defesas, entre eles a alegação de suspeição do relator, a tese de que houve “document dump” (excesso de documentos que teria prejudicado o direito de defesa), questionamentos sobre a voluntariedade da delação de Mauro Cid e a discussão sobre o concurso material entre os crimes de golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

Ao final, Moraes afirmou que o acórdão anterior já havia analisado todas as questões levantadas pelas defesas e que não há motivo para reverter as condenações.

CONDENAÇÃO A 1ª Turma do STF condenou Bolsonaro em 11 de setembro de 2025 por 5 crimes, incluindo tentativa de golpe de Estado. Votaram pela condenação do ex-presidente e dos outros 7 réus: Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin.

Luiz Fux foi voto vencido. O ministro votou para condenar só Mauro Cid e Walter Braga Netto por abolição violenta do Estado democrático de Direito. No caso dos outros 6 réus, o magistrado decidiu pela absolvição. Foram condenados: Alexandre Ramagem (PL-RJ), deputado e ex-diretor da Abin; Almir Garnier, ex-comandante da Marinha; Anderson Torres, ex-ministro da Justiça; Augusto Heleno, ex-ministro do GSI; Jair Bolsonaro, ex-presidente da República; Mauro Cid, ex-ajudante de ordens da Presidência; Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa; Walter Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil. Os 8 formam o núcleo 1 da tentativa de golpe. Foram acusados pela PGR de praticar 5 crimes: organização criminosa armada e tentativas de abolição violenta do Estado democrático de Direito e de golpe de Estado, além de dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.

Fonte: Poder360

Presidente do STF abre Mês Nacional do Júri 2025 no Recife

STF

Foto: Marina Torres/DP

Em abertura do mês nacional do júri, ministro do STF reforçou a importância da prudência no direito

Com o objetivo de agilizar os julgamentos de crimes dolosos contra a vida, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Edson Fachin, deu início nesta segunda-feira (3), no Recife, ao Mês Nacional do Júri 2025.

O evento de abertura aconteceu no auditório do Fórum Des. Rodolfo Aureliano (Fórum do Recife), localizado no bairro de Joana Bezerra, Zona Sul da capital pernambucana.

Instituído pelo CNJ, o Mês Nacional do Júri 2025, que contará com a participação de mais de 18 mil juízes, será realizado entre os dias 3 e 28 de novembro, mobilizando tribunais de justiça, com o objetivo de garantir a razoável duração dos processos e a celeridade no julgamento das ações penais de competência do júri.

“Não é por acaso que estamos em Pernambuco iniciando esta jornada, estado que conseguiu ótimos números em escala nacional. A iniciativa que começa hoje mostra que o poder judiciário não está de braços cruzados, pelo contrário, estamos dizendo não à impunidade e sim à reparação moral das vítimas, pois cabe ao poder judiciário, proteger a vida e atender ao legítimo interesse de segurança pública que emerge da população”, destacou o presidente do STF, ministro Edson Fachin.

Para a edição deste ano, foram definidos como prioridades os crimes dolosos contra a vida de mulheres, menores de 14 anos, ações envolvendo policiais e processos antigos com mais de cinco anos de tramitação e sem desfecho.

De acordo o ministro, só no Estado de Pernambuco estão agendadas cerca de 700 sessões de julgamento para o mês de novembro, o que significa, segundo Fachin, um esforço coordenado que robustece a celeridade, prestigia a plenitude da defesa e reafirma a soberania dos vereditos do julgamento. Em todo Brasil, a expectativa é que 4.500 sessões do Tribunal do Júri sejam realizadas durante o mês.

“Estamos nos esforçando para que Pernambuco mais uma vez seja o tribunal do país que mais julga casos de crime doloso contra a vida. Com relação aos feminicídios, criamos a Medida de Proteção de Urgência, convertemos novas Varas para proteção a mulher, pois, por incrível que pareça, o maior volume de processos é exatamente sobre violência contra a mulher”, ressaltou o presidente do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), desembargador Ricardo Paes Barreto.

Prioridade do Mês Nacional do Júri 2025, o feminicídio registrou 4.254 casos julgados até o momento no Brasil, mas ainda há 9.154 processos pendentes.

“O feminicídio é um desafio e infelizmente os números denotam que vivemos em um estado machista, onde se entende que mulheres podem ser objeto de violência, por compreender muitas vezes os seus companheiros têm a decisão sobre a vida e o corpo delas. A gente tem enfrentado, junto com o TJPE, para tentar quebrar esse ciclo de violência”, enfatizou a governadora Raquel Lyra (PSD).

Do Diario de Pernambuco

Ministro Alexandre de Moraes se reúne no Rio com Cláudio Castro e autoridades das forças de segurança após megaoperação

STF

Alexandre Moraes, Cláudio Castro e coronel Menezes no Centro de Comando e Controle — Foto: Philippe Lima/Divulgação
Alexandre Moraes, Cláudio Castro e coronel Menezes no Centro de Comando e Controle — Foto: Philippe Lima/Divulgação

Alexandre de Moraes, que é relator da ADPF das Favelas, chegou e saiu do Centro Integrado de Comando e Controle, de helicóptero, acompanhado do governador. A portas fechadas, reunião aconteceu após a ação com 121 mortos, entre eles 4 policiais.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), se reuniu por quase duas horas nesta terça-feira (3) com o governador Cláudio Castro e representantes das forças de segurança do Rio de Janeiro, no Centro Integrado de Comando e Controle Secretaria de Estado de Polícia Militar (CICC), na Cidade Nova, Centro da capital.

Moraes chegou e deixou o local de helicóptero acompanhado do governador. O encontro foi para falar da megaoperação nos complexos da Penha e do Alemão, que terminou com 121 mortos, entre eles quatro policiais. Nenhuma autoridade deu entrevista.

Participaram da reunião, além de Moraes e Castro:

  • o secretário de Segurança Pública, Victor Santos;
  • o secretário da Polícia Militar, coronel Marcelo de Menezes;
  • o secretário da Polícia Civil, delegado Felipe Curi;
  • o procurador-geral do Estado, Renan Saad;
  • Antonio Edilio, representante do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP);
  • e o diretor da Superintendência-Geral de Polícia Técnica Científica, Waldyr Ramos.

A reunião começou pouco depois das 11h e terminou às 13h50 e foi a portas fechadas. Nem assessores diretos puderam entrar.

Depois de Castro, Moraes se encontrou por cerca de uma hora com representantes do Judiciário no Tribunal de Justiça do Rio. Novamente, ninguém deu entrevista.

Na sequência, tem agendas com o Ministério Público, a Defensoria Pública e o prefeito Eduardo Paes (PSD).

Moraes é relator da ADPF das Favelas — processo no qual o Supremo fixou condições para as operações policiais em favelas do Rio (entenda aqui).

No domingo (2), Moraes determinou que o governo do Rio de Janeiro preserve “todos os elementos materiais” relacionados à operação policial nas comunidades da Penha e do Alemão, “como perícias e respectivas cadeias de custódia” — que garantem a autenticidade e a validade das provas.

O objetivo é possibilitar “o exercício do controle e averiguação” da atuação policial pelo Ministério Público, devendo ser garantido o acesso da Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro a esses elementos, escreveu o magistrado.

Por Marco Antônio Martins, g1 Rio

Presidente do STF ministro Edson Fatchin participa do Mês Nacional do Júri no Recife

PERNAMBUCO

Presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin
Presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin – Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Mutirão nacional está programado para 3 de novembro

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o ministro Edson Fachin, comparecerá na próxima segunda-feira (3) à abertura do Mês Nacional do Júri 2025, no Recife.

A iniciativa, que será realizada duranto todo o mês de novembro, visa agilizar julgamentos de crimes dolosos contra a vida e garantir celeridade processual. Neste ano, a edição vai mobilizar os tribunais para priorizar a conclusão de casos de alta relevância social como:

  • Crimes dolosos contra a vida de mulheres.
  • Crimes envolvendo menores de 14 anos.
  • Ações penais que envolvem policiais.
  • Processos antigos, com mais de cinco anos de tramitação e sem desfecho.

A cerimônia de abertura do evento acontecerá às oito horas no auditório do Fórum Desembargador Rodolfo Aureliano, em Joana Bezerra. Acompanhando o ministro Fachin, também estarão presentes:

  • Presidente do TJPE, Desembargador Ricardo Paes Barreto.
  • Corregedor-geral da Justiça de Pernambuco, Desembargador Francisco Bandeira de Mello.
  • Coordenador criminal do TJPE, Desembargador Mauro Alencar.
  • Conselheiro José Rotondano do CNJ.

Números

A escolha de Pernambuco para sediar a abertura do Mês Nacional do Júri 2025 ocorre pelo desempenho recorde do estado. De acordo com dados do CNJ, Pernambuco foi o estado que mais realizou julgamentos em processos de crime dolosos contra a vida. Ao todo já foram 6.417 ações concluídas no ano de 2025.

Em contrapartida, Pernambuco também é pioneiro na criação de um Mês Estadual do Júri, realizado em maio, com o objetivo de acelerar o julgamento desses processos.

A última edição do Mês Nacional do Júri em 2024 resultou em 8,3 mil julgamentos em todo o País, com 2.548 condenações e 1.012 absolvições. As sessões do júri, que totalizaram 2.582, concentraram-se majoritariamente em casos de homicídio qualificado (5.685), homicídio simples (1.829), tentativas de homicídio (1.744) e feminicídios (575).

STF começa a julgar recurso de Bolsonaro e outros réus da trama golpista em 7 de novembro

JUSTIÇA

Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino/Rosinei Coutinho/STF
Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino/Rosinei Coutinho/STF

O ministro Flávio Dino (STF) agendou o início do julgamento dos recursos do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros seis réus do ‘núcleo crucial’ da trama golpista

O presidente da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) ministro Flávio Dino, agendou o início do julgamento dos recursos do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros seis réus do chamado núcleo crucial da trama golpista para o dia 7 de novembro. A sessão se estenderá até o dia 14 no plenário virtual.

Além de Dino, participarão do julgamento Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin. Luiz Fux, que deixou a Primeira Turma na semana passada, não deve votar.

O prazo para recurso dos réus condenados terminou nesta segunda-feira, 27. Foram condenados oito réus desse núcleo em setembro. Apenas o tenente-coronel Mauro Cid não apresentou recurso, pois conseguiu manter os benefícios previstos no acordo de delação premiada.

Os recursos que serão julgados são embargos de declaração. Eles não têm potencial para reverter as condenações, mas podem resultar em ajustes pontuais às penas impostas aos réus. Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão.

Após a análise dos recursos, os ministros decidirão se receberão outros recursos na sequência, ou se decretarão o trânsito em julgado logo. Apenas com os processos oficialmente encerrados é que pode ser determinado o início do cumprimento da pena e a definição se isso ocorrerá no sistema prisional ou em casa.

Por Estadão Conteúdo

Ministro Luiz Fux pede para deixar Primeira Turma do Supremo

STF

Brasília (DF), 21/10/2025 - Ministro Luiz Fux durante sessão no STF de julgamento da Ação Penal 2694 -Núcleo 4 da trama golpista. Foto: Gustavo Moreno/STF
Ministro Luiz Fux durante sessão no STF de julgamento da Ação Penal 2694 -Núcleo 4 da trama golpista. Foto: Gustavo Moreno/STF

Colegiado é responsável por julgar ações penais da trama golpista

ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu nesta terça-feira (21) autorização para ser transferido para a Segunda Turma da Corte.

Atual integrante da Primeira Turma, colegiado responsável pelo julgamento das ações penais da trama golpista, Fux enviou ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin, um ofício demonstrando o interesse de realizar a mudança.

A vaga na Segunda Turma foi aberta com a aposentadoria antecipada de Luís Roberto Barroso. Se estivesse permanecido na Corte, Barroso deveria ocupar uma vaga nesse colegiado.

Com a solicitação de Fux, a Primeira Turma poderá ficar somente com quatro integrantes. A quinta vaga seria ocupada somente após a nomeação de um novo ministro pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a vaga de Barroso.

A Segunda Turma é composta pelos ministros André Mendonça, Nunes Marques, Gilmar Mendes e Dias Toffoli.

Da Agência Brasil

Lula diz a Alcolumbre que decidiu por Messias no STF, mas indicação fica para depois da viagen à Ásia

STF

 Advogado-Geral da União, Jorge Messias
Advogado-Geral da União, Jorge Messias – Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

Alcolumbre avalia que o ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD-MG) seria um nome mais forte para ocupar a vaga, mas, ainda não há prazo para que Lula faça a indicação ao STF

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, comunicou ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que decidiu indicar o advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele e Alcolumbre jantaram na segunda-feira, 20, no Palácio da Alvorada.

Lula quis ter a conversa com o senador antes de sua viagem para a Ásia. Ele embarcou nesta terça-feira pela manhã e só retornará no próximo dia 28. Não há prazo para que Lula faça a indicação ao STF, mas ministros confirmaram ao Estadão que ele pretende anunciar a escolha na volta da viagem.

Alcolumbre avalia que o ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD-MG) seria um nome mais forte para ocupar a vaga aberta com a aposentadoria de Luís Roberto Barroso no STF, na semana passada. Além disso, teria mais trânsito no Congresso.

Aliados de Lula observam, no entanto, que ele não parece disposto a voltar atrás em sua decisão. Confia muito em Messias, de quem se aproximou neste terceiro mandato. Mesmo assim, por uma questão de deferência, vai conversar com Pacheco.

No Palácio do Planalto, auxiliares do presidente afirmam, por sua vez, que Alcolumbre está bem contemplado. Mantém seus indicados em ministérios importantes, como Comunicações e Integração e Desenvolvimento Regional, entre outros cargos.

Além disso, o presidente do Senado conseguiu com que Lula o ajudasse a pressionar o Ibama a autorizar a Petrobras a fazer prospecção de petróleo na Margem Equatorial, fronteira da costa brasileira que se estende do Amapá ao Rio Grande do Norte, na foz do rio Amazonas.

Em troca, Alcolumbre tem demonstrado boa vontade para adiar a sessão do Congresso que pode derrubar os vetos de Lula ao projeto que flexibiliza as regras para o licenciamento ambiental

O governo tem feito tudo para evitar uma derrota no projeto sobre licenciamento ambiental às vésperas da Conferência do Clima (COP-30) da ONU, que será realizada em Belém, a partir de 10 de novembro.

Lula prefere que Pacheco dispute o governo de Minas Gerais, mesmo porque precisa de um palanque forte para sua campanha por um novo mandato no Estado, segundo maior colégio eleitoral do País. O problema, porém, é que o PSD de Pacheco vai filiar no próximo dia 27 o vice-governador de Minas, Mateus Simões, justamente para que ele concorra à sucessão de Romeu Zema (Novo), no ano que vem.

A indicação de Lula para o STF ainda precisa passar pelo crivo da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado e do plenário da Casa. Em 2021, no governo de Jair Bolsonaro, Alcolumbre – então presidente da CCJ – adiou por quase cinco meses a sabatina de André Mendonça no colegiado por não concordar com a escolha. Interlocutores do presidente dizem, porém, não acreditar que ele usará o mesmo método com Lula.
Por Estadão Conteúdo