POLÍTICA

Por Julia Rocha e Yuri Costa
Eleição presidencial e legislativa são prioridades
Diante da polarização do cenário nacional, PT e PL estudam cenários antes de definir os seus palanques em Pernambuco. Os partidos têm como suas prioridades a eleição presidencial e o fortalecimento de suas bancadas no Legislativo. Enquanto os petistas miram as reeleições do presidente Lula (PT) e do senador Humberto Costa (PT), os conservadores defendem a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) e a garantia de uma vaga na Casa Alta.
O presidente do PL em Pernambuco, Anderson Ferreira, afirmou que a sigla não aceitará ser feita de “guarda-chuva de palanque” no pleito deste ano. Para o dirigente, a agremiação tem densidade suficiente para ser protagonista de qualquer projeto político.
“O eleitor de direita vai querer essa postura e nós vamos sim dar nomes, buscando direcionamento para que a direita possa ser bem representada em Pernambuco”, defendeu Ferreira, em entrevista à Rádio Folha FM 96,7, ontem.
Anderson Ferreira afirmou que o partido não fecha a porta para ninguém, mas que não abre mão de representar os valores da direita no estado. “A gente tem um cenário que pode compor uma chapa se o partido, o PL e a direita tiverem representatividade dentro dessa chapa. Então a gente indicaria o candidato ao governo que acomodaria e que iria compor essa chapa.”
Tática
O PT também busca a melhor estratégia para o pleito no estado. Aliado da governadora Raquel Lyra (PSD), o deputado estadual João Paulo (PT) avaliou que a relação política entre Lula e a gestora estadual tem sido construída mais por gestos do que por declarações públicas.
Para o parlamentar, a chefe do Executivo estadual evita, neste momento, assumir um posicionamento formal em relação à reeleição de Lula para não comprometer a própria governabilidade, mas caminha de forma cada vez mais clara em direção a um apoio ao petista.
“Ela (Raquel) hoje está muito mais próxima da candidatura do presidente Lula do que de qualquer outro candidato à Presidência”, afirmou, em entrevista à Rádio Folha FM 96,7, ontem.
Procurado pela reportagem, o presidente do PT-PE e deputado federal, Carlos Veras, afirmou que a opinião do correligionário é individual e que a sigla ainda debate a melhor estratégia para o estado.