Silvio Costa Filho deixa MPor para tentar reeleição à Câmara dos Deputados

ELEIÇÕES 2026

Ministro Silvio Costa Filho será candidato à reeleição para a Câmara dos Deputados
Ministro Silvio Costa Filho será candidato à reeleição para a Câmara dos Deputados – Foto: Divulgação

Ao comunicar seu desligamento da pasta, Silvio Filho fez um balanço de suas ações no MPor

Por Blog da Folha

Após quase três anos à frente do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), entre setembro de 2023 e março de 2026, o ministro Silvio Costa Filho deixou o cargo, nesta quarta-feira (1) para tentar se reeleger deputado federal pelo Republicanos.

Ao comunicar seu desligamento da pasta, Silvio Filho fez um balanço de suas ações no MPor, destacando o “legado de uma gestão marcada por um período de modernização e investimentos estratégicos que aqueceram o desenvolvimento econômico e social do Brasil. Com foco na conectividade e na inclusão, a pasta recriada pelo Governo do Brasil tem alcançado resultados expressivos, consolidando um novo ciclo de crescimento para os dois setores”. O agora deputado também citou a atração de investimentos para os doversos modais de transporte.

“No período em que estivemos à frente da pasta, fomos em busca de recursos para aporte no presente e no futuro da infraestrutura no Brasil. Com isso, modernizamos o país e o preparamos para um novo ciclo de crescimento”, afirmou o ministro Silvio Costa Filho.

Entre outras iniciativas, citou o Programa de Atendimento ao Passageiro com Transtorno do Espectro Autista (TEA), que implementou 22 salas multissensoriais em aeroportos, superando metas e oferecendo um ambiente diferenciado para passageiros neurodivergentes e as ações de proteção e respeito às mulheres, com as campanhas “Assédio Não Decola” e “Assédio Não Decola, Feminicídio Também Não”.

Além disso, destacou as 74 bolsas de estudo integrais para o curso de Mecânico de Manutenção Aeronáutica, direcionadas a jovens de baixa renda e mulheres, que confirmaram o compromisso do MPor com a formação profissional e a democratização do acesso às carreiras da aviação civil, ações para melhorar a conectividade dos aeroportos e os números positivos do setor portuário.

Em 2025, a movimentação total de cargas atingiu 1,34 bilhão de toneladas, um crescimento de 3,25% em relação ao ano anterior. Esse ganho de capacidade foi fundamental para atender ao aumento da demanda por commodities, com destaque para o petróleo (+74%), a soja (+73,9%) e a carne bovina (+70,5%) nas exportações.

Os portos brasileiros foram protagonistas para que o país alcançasse, pelo terceiro ano consecutivo, um superávit comercial, com a corrente de comércio atingindo US$ 629 bilhões em 2025 e um superávit de US$ 68,2 bilhões, o terceiro maior da história.

“Os números mostram que o Brasil vive um novo contexto em termos de logística. Não é coincidência que os três maiores superávits da nossa história tenham ocorrido nos últimos três anos. Isso prova que a infraestrutura portuária se tornou um meio de competitividade”, ressaltou o ministro.

Indústria naval
A gestão de Silvio Costa Filho também se destacou pelo fortalecimento da indústria naval. O Fundo da Marinha Mercante (FMM) foi peça-chave, com R$ 7,2 bilhões contratados em 2025 para 151 obras, e a previsão de R$ 34 bilhões em novas aprovações para 2026.

A política de concessões e leilões também impactou o setor. Em 2025, o Ministério realizou 21 leilões de empreendimentos portuários e de aviação, com investimentos de R$ 11 bilhões. Para 2026, estão previstos 40 leilões, incluindo 18 portos, 21 aeroportos e 1 hidrovia, com expectativa de mais de US$ 10 bilhões em investimentos privados.

Legado
O legado deixado pelo ministro Silvio Costa Filho no Ministério de Portos e Aeroportos é de crescimento, modernização e geração de oportunidades. Os recordes alcançados nos setores portuário e aeroportuário, a atração de investimentos, a criação de empregos e o fomento às indústrias estratégicas confirmam que foi posto em prática o compromisso do governo do presidente Lula com o desenvolvimento sustentável e a competitividade do Brasil no cenário mundial.

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