O presidente do Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA), Miguel Duque, deixa o cargo após um ano de gestão marcado por resultados expressivos, investimentos estruturais e ações concretas que fortaleceram a mulher e o homem do campo em todas as regiões do estado, com destaque para o enfrentamento dos efeitos da estiagem e a ampliação da segurança hídrica.
Durante sua passagem pelo IPA, foram entregues centenas de equipamentos agrícolas, ampliando a capacidade produtiva de pequenos e médios agricultores. Ao todo, foram distribuídos 210 tratores, 246 grades aradoras e mais de 600 roçadeiras, além de plantadeiras, ensiladeiras e motocultivadores, garantindo mais autonomia e eficiência para o trabalho no campo.
A gestão também avançou fortemente na infraestrutura rural, com mais de 1.750 quilômetros de estradas vicinais restauradas, facilitando o acesso, a mobilidade e o escoamento da produção agrícola.
No eixo hídrico, uma das principais marcas da gestão foi o enfrentamento direto dos efeitos da estiagem, com ações estruturais voltadas para garantir água e dignidade às famílias do campo. Foram 304 barragens e barreiros limpos e 90 poços artesianos perfurados, ampliando o acesso à água e fortalecendo a convivência com o semiárido.
Outro avanço significativo foi a reformulação do programa de distribuição de sementes. Pela primeira vez, após ajustes logísticos e de planejamento, as sementes passaram a ser entregues no período correto, antes do início das chuvas, garantindo melhores condições de plantio e aumento da produtividade. Ao todo, foram distribuídas 1.900 toneladas de sementes, levando esperança e oportunidade para milhares de agricultores.
Ministro Silvio Costa Filho será candidato à reeleição para a Câmara dos Deputados – Foto: Divulgação
Ao comunicar seu desligamento da pasta, Silvio Filho fez um balanço de suas ações no MPor
Por Blog da Folha
Após quase três anos à frente do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), entre setembro de 2023 e março de 2026, o ministro Silvio Costa Filho deixou o cargo, nesta quarta-feira (1) para tentar se reeleger deputado federal pelo Republicanos.
Ao comunicar seu desligamento da pasta, Silvio Filho fez um balanço de suas ações no MPor, destacando o “legado de uma gestão marcada por um período de modernização e investimentos estratégicos que aqueceram o desenvolvimento econômico e social do Brasil. Com foco na conectividade e na inclusão, a pasta recriada pelo Governo do Brasil tem alcançado resultados expressivos, consolidando um novo ciclo de crescimento para os dois setores”. O agora deputado também citou a atração de investimentos para os doversos modais de transporte.
“No período em que estivemos à frente da pasta, fomos em busca de recursos para aporte no presente e no futuro da infraestrutura no Brasil. Com isso, modernizamos o país e o preparamos para um novo ciclo de crescimento”, afirmou o ministro Silvio Costa Filho.
Entre outras iniciativas, citou o Programa de Atendimento ao Passageiro com Transtorno do Espectro Autista (TEA), que implementou 22 salas multissensoriais em aeroportos, superando metas e oferecendo um ambiente diferenciado para passageiros neurodivergentes e as ações de proteção e respeito às mulheres, com as campanhas “Assédio Não Decola” e “Assédio Não Decola, Feminicídio Também Não”.
Além disso, destacou as 74 bolsas de estudo integrais para o curso de Mecânico de Manutenção Aeronáutica, direcionadas a jovens de baixa renda e mulheres, que confirmaram o compromisso do MPor com a formação profissional e a democratização do acesso às carreiras da aviação civil, ações para melhorar a conectividade dos aeroportos e os números positivos do setor portuário.
Em 2025, a movimentação total de cargas atingiu 1,34 bilhão de toneladas, um crescimento de 3,25% em relação ao ano anterior. Esse ganho de capacidade foi fundamental para atender ao aumento da demanda por commodities, com destaque para o petróleo (+74%), a soja (+73,9%) e a carne bovina (+70,5%) nas exportações.
Os portos brasileiros foram protagonistas para que o país alcançasse, pelo terceiro ano consecutivo, um superávit comercial, com a corrente de comércio atingindo US$ 629 bilhões em 2025 e um superávit de US$ 68,2 bilhões, o terceiro maior da história.
“Os números mostram que o Brasil vive um novo contexto em termos de logística. Não é coincidência que os três maiores superávits da nossa história tenham ocorrido nos últimos três anos. Isso prova que a infraestrutura portuária se tornou um meio de competitividade”, ressaltou o ministro.
Indústria naval
A gestão de Silvio Costa Filho também se destacou pelo fortalecimento da indústria naval. O Fundo da Marinha Mercante (FMM) foi peça-chave, com R$ 7,2 bilhões contratados em 2025 para 151 obras, e a previsão de R$ 34 bilhões em novas aprovações para 2026.
A política de concessões e leilões também impactou o setor. Em 2025, o Ministério realizou 21 leilões de empreendimentos portuários e de aviação, com investimentos de R$ 11 bilhões. Para 2026, estão previstos 40 leilões, incluindo 18 portos, 21 aeroportos e 1 hidrovia, com expectativa de mais de US$ 10 bilhões em investimentos privados.
Legado
O legado deixado pelo ministro Silvio Costa Filho no Ministério de Portos e Aeroportos é de crescimento, modernização e geração de oportunidades. Os recordes alcançados nos setores portuário e aeroportuário, a atração de investimentos, a criação de empregos e o fomento às indústrias estratégicas confirmam que foi posto em prática o compromisso do governo do presidente Lula com o desenvolvimento sustentável e a competitividade do Brasil no cenário mundial.
Em entrevista ao Portal Júnior Campos, a Mário Viana reforçou sua posição de aliado de primeira hora do deputado estadual Luciano Duque. A fala de Viana não apenas valida a pré-candidatura de Duque à reeleição, mas estabelece um marco de legitimidade para o parlamentar dentro do Pajeú, especialmente em Afogados da Ingazeira.
Durante a conversa, Mário Viana destacou que a escolha pelo nome de Luciano Duque foi estratégica e baseada no histórico de trabalho que o deputado já desenvolve em todo o estado de Pernambuco.
“Não foi à toa que nós escolhemos apoiar Luciano Duque. Nós tivemos sempre a compreensão de todo esse trabalho que ele já vinha fazendo por Pernambuco e por Serra Talhada”, afirmou Viana.
Representatividade regional
Um dos pontos centrais da fala de Mário foi a necessidade de Afogados ter um representante que conheça a identidade do Sertão. Ao classificar Duque como um deputado “genuinamente da região”, Viana pontua que a cidade agora conta com uma voz que defende as bandeiras e projetos específicos de Afogados da Ingazeira na Assembleia Legislativa (Alepe).
Ações além da visitação
Viana também fez questão de diferenciar a atuação de Luciano Duque da política tradicional de visitas esporádicas. Segundo ele, a presença do deputado no Pajeú tem se traduzido em resultados práticos.
“Ele é um deputado muito presente, tem estado em Afogados esses últimos meses com várias passagens, e não apenas chegando para visitar, mas trazendo ações”, pontuou a liderança, sinalizando que a parceria visa o desenvolvimento estrutural do município.
O Partido dos Trabalhadores (PT) de Pernambuco oficializou, em reunião do diretório estadual neste sábado (28), o apoio à pré-candidatura do prefeito João Campos (PSB) ao Governo de Pernambuco. O evento, que reuniu as principais lideranças da esquerda local, foi marcado por um tom de “unidade” e pela nacionalização do debate eleitoral.
Pré-candidato ao Senado, Humberto Costa (PT) afirmou que as eleições deste ano são um desdobramento direto da de 2022. Para ele, os quatro anos do governo de Jair Bolsonaro, a quem se referiu como “inominável”, destruíram as conquistas que foram construídas e afirmou que a vitória da chapa Lula (PT) e Alckmin (PSB) foi “fundamental”.
Humberto também destacou o protagonismo internacional do país sob a liderança de Lula, afirmando que a voz do presidente e a do Brasil “caminham no oposto” dos conflitos.
“É importante manter esse projeto estratégico. Porque com essa união, com Lula presidente e com João Campos governador, Pernambuco pode muito mais. Você, João, já provou que é possível sempre fazer muito mais”, afirmou o pré-candidato.
Assim como Humberto, João Campos avaliou que a aliança entre Lula e Alckmin foi crucial para a preservação da democracia no Brasil. Ele também declarou que nenhum outro nome teria a capacidade de vencer aquele pleito. “Se a gente não tivesse vencido as eleições de 22, provavelmente um ambiente democrático como esse não estaria existindo”, disse.
Em seu discurso, Campos também rebateu questionamentos sobre a forte influência do “lulismo” em sua chapa e declarou: “Ainda bem que está lulista, porque eu sou lulista e não tenho nenhum problema em afirmar isso”. Segundo o pré-candidato, a chapa “sela uma coerência de campo político”.
“Chegou a hora de a gente fazer por ele [Lula] o que ele faz pela gente. Porque mais uma vez, o Brasil precisa dele. Mais uma vez, a gente requisita a candidatura dele”, disse.
Críticas à oposição
Sem citar nomes, a chapa, que ainda está em definição, da pré-candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), foi citada como sendo do “lado de lá”, referenciando a partidos da extrema direita. Marília Arraes (PDT), pré-candidata ao Senado, declarou que o governo estadual tenta uma aproximação oportunista com o Governo Federal por conveniência eleitoral.
“Mesmo que o lado de lá finja que está em cima do muro ou até que declare apoio ao presidente Lula, pensando meramente no estelionato eleitoral, a gente vai fazer o povo diferenciar qual é o lado de lá e qual é o lado de cá”, afirmou a pré-candidata.
oão Campos no Parque da Tamarineira/Rafael Vieria/DP fotos
Pré-candidato ao governo do estado, prefeito do Recife participou, nesta quinta (26), da inauguração da segunda etapa do Parque da tamarineira, na Zona Norte
Amanda Medeiros/DP
Com a pré-candidatura ao governo de Pernambuco lançada há uma semana, o prefeito do Recife, João Campos (PSB), adotou um tom de despedida da gestão municipal, nesta quinta (26), ao inaugurar a segunda etapa do Parque da Tamarineira, na Zona Norte.
Às vésperas da saída, em sua fala sobre a administração da cidade durante um mandato de quatro anos e parte do segundo, Campos afirmou que o sentimento é de “dedicação plena”.
“Não perdi meu tempo brigando contra pessoas nem enfrentando a forma de pensar de um e de outro; gastei minha energia para trabalhar”, declarou.
Na inauguração, João afirmou que a construção desses espaços sempre foi uma de suas preocupações, mas ressaltou que “não somos um governo de uma única marca ou obra”.
O vice-prefeito Victor Marques (PCdoB), que assumirá o cargo com a saída de Campos, também esteve presente no evento. Victor assumirá a prefeitura na próxima semana, e falou sobre a gestão: “onde você estiver e onde eu estiver, eu vou acordar todo dia para mudar e melhorar a vida da cidade”.
Na ocasião, João comentou sobre a continuidade da gestão com Victor Marques: “eu tenho certeza de que Victor vai fazer muito mais do que eu fiz”.
Após a coletiva, em seu discurso, o prefeito declarou que não poderia partir para “uma nova missão”, em referência à sua pré-candidatura ao governo do estado, “sem realizar esse compromisso aqui” e disse que “o tempo bom está só começando”.
As movimentações para a sucessão estadual em Pernambuco ganharam um novo ingrediente com as recentes definições do deputado estadual Luciano Duque (Podemos). Ao consolidar sua posição na base da governadora Raquel Lyra (PSD) na Assembleia Legislativa (ALEPE), Duque sinaliza que o desenho da chapa majoritária governista deve passar obrigatoriamente pela união de forças regionais e pela renovação política.
Miguel Coelho e o Sertão
Para Duque, a presença de Miguel Coelho (União Brasil) na chapa majoritária é um passo natural e estratégico. Ex-prefeito de Petrolina e líder de um dos grupos políticos mais sólidos do estado, Miguel representa a força do Sertão, região onde Duque também possui forte influência a partir de Serra Talhada.
A defesa de Miguel para o Senado reforça a intenção do grupo de Raquel em garantir um “cinturão sertanejo” que faça contraponto ao avanço das oposições no interior, consolidando uma aliança que une o São Francisco ao Pajeú.
O “fator Túlio”: verniz e renovação
A grande novidade no discurso de Duque é o entusiasmo em torno de Túlio Gadêlha (Rede) para a segunda vaga ao Senado. Segundo o deputado, Gadêlha não apenas traz um “verniz” de renovação e uma trajetória respeitada no Congresso Nacional, mas também seria a peça-chave para ampliar o diálogo da governadora com fatias do eleitorado que transitam no campo progressista.
“Túlio Gadêlha seria um nome muito significativo, daria um peso enorme e um verniz muito bom à chapa. É um quadro importantíssimo da política nacional e agregaria muito como novidade”, afirmou Duque, reforçando que essa composição daria à chapa de Raquel um equilíbrio entre experiência executiva e representatividade legislativa moderna.
Recados de bastidores
A defesa pública desses nomes por parte de Luciano Duque não é isolada. Ela reflete articulações intensas nos bastidores da ALEPE e do Palácio do Campo das Princesas. Ao apontar para Miguel e Túlio, Duque ajuda a governadora a enviar recados claros, pluralidade. A chapa idealizada por Duque busca atrair do centro à centro-esquerda, tentando isolar adversários e diminuir a polarização radical.
Foco na reeleição e expansão
Enquanto atua na engenharia da chapa majoritária, Duque mantém o foco em seu projeto de reeleição. Com uma base que se estende por 42 cidades, ele trabalha para expandir os 61.400 votos conquistados em 2022. O parlamentar também aposta na força do Podemos para eleger uma bancada robusta de até 8 deputados estaduais, garantindo à governadora uma governabilidade ainda mais sólida no segundo mandato.
No plano nacional, Duque mantém a coerência de sua trajetória: apoia o projeto de Raquel Lyra em Pernambuco, mas reafirma seu voto e alinhamento pessoal com o presidente Lula, independentemente das posturas de neutralidade que partidos de centro possam adotar.
A prefeita de Serra Talhada, Márcia Conrado (PT)oficializou a filiação de seu esposo, Breno Araújo, às fileiras do Partido dos Trabalhadores. O evento, que reuniu apoiadores e lideranças regionais, serviu como plataforma para Márcia reafirmar sua autonomia política e enviar um recado direto aos seus adversários.
O “grito de independência” e a herança familiar
Durante sua fala, Márcia resgatou suas origens como filha de agricultores (“filha de dois matutos”, como definiu),utilizando a narrativa de humildade e confrontou seus adversários políticos locais. A gestora enfatizou que foi “forjada na coragem” para dar voz a quem nunca teve, rebatendo críticas de que teria sido apenas uma “escolha por conveniência” (o famoso “poste”) em eleições passadas.
“Até então, era o poste. Até então, era alguém que tinha voz e ouvido. Mas eu sabia que eu fui forjada na coragem”, disparou a prefeita.
Fidelidade a Lula e identidade de esquerda
Márcia também aproveitou o palanque para consolidar sua imagem ao lado do presidente Lula, lembrando que, mesmo em momentos de desgaste da esquerda, nunca escondeu sua referência política. “Eu disse: eu nunca fui mulher de me esconder. E eu amo o Lula, ele é minha referência”, afirmou, justificando o fortalecimento do seu grupo dentro do PT.
Confronto direto com as denúncias
O momento de maior tensão e repercussão do discurso foi quando a prefeita abordou denúncias da oposição,que tem levado denúncias sobre sua gestão a órgãos de controle (como o Ministério Público e o TCE), relacionadas ao curso de medicina em Serra Talhada. Sem papas na língua, Márcia declarou:
“Pode denunciar no inferno!”
Por fim Márcia reforçou apoio a João Campos e declarou seu amor admiração pelo esposo.
O último final de semana foi de intensas movimentações na política de Serra Talhada. Em um intervalo de menos de 24 horas, Luciano Duque e Breno Araújo anunciaram novas casas partidárias, redesenhando as alianças para o pleito que se aproxima. O Portal Júnior Campos acompanhou de perto os atos de filiação de dois dois, colhendo as impressões exclusivas de ambos sobre este novo capítulo.
Luciano Duque: aposta no podemos e foco no trabalho
Na sexta-feira (20), o ex-prefeito e atual deputado estadual Luciano Duque oficializou sua saída do Solidariedade para ingressar no Podemos. O evento, que contou com a presença do presidente estadual da sigla, Marcelo Gouveia, e lideranças politicas de várias regiões do território pernambucano e solo local, serviu como uma demonstração de força política.
Em conversa com o Portal Júnior Campos, Duque enfatizou que sua decisão é reflexo de um trabalho consolidado nos últimos três anos. “Estou muito feliz pelo conjunto de forças que a gente pôde apresentar. Na minha caminhada pelo Estado inteiro, pude construir relações importantes, mas fundamentalmente com o povo”, afirmou o deputado.
Duque também aproveitou para reforçar seu estilo de fazer política, enfatizando a proximidade com o eleitor. “Eu não ando comprando voto, eu faço a política com o pé no chão, trabalho 16 horas por dia. Estou muito feliz por filiar ao Podemos e reafirmar nosso compromisso com o povo de Serra Talhada e do Sertão pernambucano”, declarou.
Breno Araújo: A chegada ao PT sob a bandeira da coerência
Já no sábado (21), foi a vez de Breno Araújo movimentar suas bases. O agora ex-integrante do PSB assinou sua ficha de filiação ao Partido dos Trabalhadores (PT), posicionando-se como pré-candidato a deputado estadual.
Para Breno, a mudança para o PT não foi apenas uma estratégia eleitoral, mas um reencontro com seus ideais. “Hoje foi um dia muito especial que de fato marca a nossa trajetória. Esse é um movimento que a gente faz com muita tranquilidade, a tranquilidade da coerência, que reflete nossa essência”, disse Breno ao nosso portal.
O novo petista destacou a importância de integrar um partido que, segundo ele, tem transformado a vida dos brasileiros e pernambucanos. “Chegar com essa receptividade é um sentimento profundo de gratidão, mas também de muita responsabilidade de saber que a gente está se colocando como pré-candidato a deputado estadual pelo Partido dos Trabalhadores e das Trabalhadoras”, concluiu.
O senador Humberto Costa (PT) está confiante de que terá vaga garantida na chapa do pré-candidato a governador pelo PSB, João Campos, e defende um representante do centro na majoritária. A sua declaração foi ao repercutir a revelação do presidente do PDT, Carlos Lupi, que disse ter ouvido essa decisão na conversa com Campos. Entre os nomes cotados está o deputado Eduardo da Fonte (PP).
“Acho que é uma posição política que mantém uma coerência com o que a gente tem vivido na história de Pernambuco. O campo progressista ganhou muitas eleições aqui com Miguel Arraes, ganhou com o próprio Eduardo Campos, dentro de alianças. Então, eu entendo, compreendo que é uma posição razoável querer ter uma composição na chapa, se é no Senado, se é na vice, mas ter uma composição que aponte para o centro também”, comentou Humberto, na última sexta-feira (13).
Essa definição por um nome de centro é que estaria garantindo a aproximação entre Marília Arraes e a governadora Raquel Lyra (PSD), numa composição com o PDT. “Não tenho razão pra estar fazendo essa avaliação. As duas devem ter a razão de poderem conversar e acho que é absolutamente normal, até porque está todo mundo conversando com todo mundo. Essa vai ser uma eleição muito acirrada, portanto todo mundo vai ter, digamos, um cuidado maior para se posicionar. Conversar faz bem”, assinalou Humberto Costa. Ele disse que não foi procurado por Marília para tratar do assunto.
Ao ser questionado sobre a cobrança da senadora Teresa Leitão (PT) para que haja uma definição mais rápida do PT e da Frente Popular, Humberto garantiu que tudo será definido nas instâncias superiores do partido. Mas que tudo se encaminha para uma aliança com o PSB.
“Em toda eleição a quantidade de disse me disse é muito grande. Nós estamos vivendo um processo marcado por muita turbulência. Quem souber o que vai acontecer até o dia 4 de abril será um verdadeiro adivinho. Nós vamos acompanhar, nós temos já uma sinalização que é a de provavelmente estarmos com o PSB com o João Campos, pela relação política que temos de muito tempo, pelo fato de que o PSB está no Governo, o PSB tem o vice-presidente da República, mas a última palavra será dada pela direção nacional”, falou Humberto.
Senador Humberto Costa recebe apoio de prefeitos do Agreste pernambucano – Foto: Antônio Henrique/Divulgação
No fim de semana, senador ainda visitou o município de Ingazeira, no Sertão do Pajeú
Senador e candidato à reeleição, Humberto Costa (PT) recebeu, no sábado (14), em Caruaru, o apoio de 18 prefeitos do Agreste pernambucano, demonstrando a força de sua atuação na região. Além dos gestores municipais, vereadores e outros líderes políticos do Agreste também estiveram presentes.
Para o senador, a declaração dos gestores municipais demonstra o reconhecimento do trabalho que ele vem desempenhando na região.
“Tenho trabalhado pelo povo pernambucano e pelo Agreste com empenho. A conversa que tivemos aqui não é sobre palanque político. É sobre quem está ao lado do povo, entregando resultados e trabalhando em parceria com os gestores. Eu sempre digo que o trabalho mais difícil que existe é o do prefeito, que está na ponta atendendo às demandas da população. Estabelecer diálogo e parceria é fundamental. Podem ter certeza de que vou trabalhar ainda mais pela região, sempre ao lado do presidente Lula”, afirmou.
Confirmaram apoio a Humberto os prefeitos: Rodrigo Pinheiro (PSD), de Caruaru; Josafá Almeida (PRD), de São Caetano; Alexandre Batité (MDB), de São Bento do Una; Padre Joselito (PSD), de Gravatá; Marivaldo Pena (PSB), de Altinho; Stenio Fernandes (PP), de Lagoa dos Gatos; Gildo Dias (PT), de Sairé; Rubem Lima (PSB), de Panelas; Caíque Galeguinho (PSB), de Angelim; Sóstenes Rubano (PSD), de Camocim de São Félix; Eduardo Lira (PSDB), de Cupira; Rivanda Freire (PSD), de Jupi; César Freitas (PCdoB), de Sanharó; Branco de Geraldo (PT), de Jurema; Josué Mendes (PSB), de Agrestina; Duguinha Lins (PSD), de São Joaquim do Monte; Diogo Lima (PSDB), de Barra de Guabiraba; e Clelson Peixoto (Republicanos), de Jucati.
Também estiveram presentes os vice-prefeitos: Adnailson Barbosa (PSDB), de Altinho; Manoel Saraiva (Republianos), Panelas; Moisés Cordeiro (PT), Jucati; Oliveira do Povo (PT), Angelim. Além de vereadores de municípios da região e outras lideranças locais.
Para o prefeito de Caruaru, Rodrigo Pinheiro (PSD), o apoio é um reconhecimento ao trabalho de Humberto.
“Em nome de Caruaru, que sempre contou com emendas, trabalho e apoio do senador, reafirmo nosso compromisso com Humberto. Desde outubro já reforçamos esse apoio. Sei que todos vocês estão aqui porque ele tem serviços prestados, e a gente gosta muito do trabalho que ele vem fazendo em Pernambuco. Tenho certeza de que ele será um dos senadores eleitos em Pernambuco”, afirmou o prefeito.
Estado inteiro
Além do encontro com os prefeitos do Agreste, o senador também participou, em Caruaru, do encontro regional do PT. Ao lado da senadora Teresa Leitão (PT), do presidente do PT no estado, deputado federal Carlos Veras (PT), a deputada estadual Rosa Amorim e o deputado estadual Doriel Barros (PT) e de outros dirigentes do partido, Humberto reafirmou o empenho da legenda para a disputa deste ano em Pernambuco.
“Essa é uma eleição das nossas vidas. De um lado está a democracia; do outro lado está quem nunca se importou com o povo e defendeu um golpe. Não podemos permitir que o Brasil retroceda”, afirmou o senador.
Sertão
Ainda no sábado, Humberto visitou o município de Ingazeira, no Sertão do Pajeú, onde participou de uma agenda com uma série de inaugurações ao lado do prefeito Luciano Torres (PSB), do senador Fernando Dueire (MDB) e dos deputados federais Carlos Veras (PT), Pedro Campos (PSB) e Lucas Ramos (PSB), além do deputado estadual Diogo Moraes (PSB).
Entre as obras inauguradas estavam a reforma da Academia das Cidades, projeto idealizado pelo senador Humberto Costa na época em que era secretário das Cidades do governo Eduardo Campos, e a inauguração de uma Unidade Básica de Saúde (UBS), que contou com recursos de emenda do senador para equipamentos, no total de R$ 400 mil.
*Informações da assessoria do senador Humberto Costa
A disputa pelas duas vagas ao Senado em Pernambuco nas eleições de 2026 começa a entrar na fase mais sensível das articulações políticas. Neste domingo (8), o senador Humberto Costa afirmou que não aceita a formação de uma chapa com três candidatos ao Senado no mesmo campo político.
Segundo ele, ao Blog Ponto de Vista, a estratégia precisa evitar a pulverização de votos. Para o petista, um arranjo com três nomes disputando o mesmo eleitorado poderia comprometer o desempenho das candidaturas e dificultar a reeleição de um senador do PT – ou, seja, sua própria reeleição.
“O que a gente quer é construir uma chapa que nós tenhamos dois senadores, um governador e um vice, e não uma chapa onde a gente tenha três pessoas, ainda que seja de forma avulsa. Esse é um ponto que nós não vamos abrir mão”.
A declaração ocorre em meio às negociações sobre os palanques que deverão se formar em Pernambuco entre a governadora Raquel Lyra (PSD) e o prefeito do Recife João Campos (PSB), apontados como principais nomes na disputa pelo governo estadual em 2026.
João já teria definido os nomes ao Senado
Paralelamente à fala de Humberto, corre nos bastidores a informação de que João Campos já teria comunicado ao PT de Pernambuco a definição dos dois nomes que pretende levar para o Senado em sua chapa: o próprio Humberto Costa e o ministro de Portos e Aeroportos Silvio Costa Filho, filiado ao Republicanos.
Caso a configuração se confirme, o movimento praticamente fecha as duas vagas ao Senado no campo político de João Campos.
O impasse de Marília
Com esse cenário, cresce a dúvida sobre o destino político de Marília Arraes. Resta saber se ela optará por disputar o Senado de forma avulsa ou se buscará espaço na chapa liderada pela governadora Raquel Lyra. Ela já disse alto tom, que pré-candidatura ‘não tem volta’.
O fato é que, mesmo liderando em levantamentos de intenção de voto para o Senado, Marília volta a enfrentar resistência dentro do seu antigo campo político. Na prática, a ex-deputada foi mais uma vez preterida pelo PT de Humberto nas articulações para a composição da chapa.
Reta final das definições
O quadro político em Pernambuco começa a entrar na reta final das definições. A formação das chapas para o Senado tende a ser um dos pontos mais delicados da construção das alianças tanto no campo de João Campos quanto no grupo liderado por Raquel Lyra. Enquanto isso, a disputa segue aberta e deve intensificar a movimentação política nas próximas semanas.
Prefeito do Recife, João Campos, e deputado federal Eduardo da Fonte ao lado do pastor Ailton José Alves, presidente da Igreja Assembleia de Deus em Pernambuco/Foto: Edson Holanda/PCR
Presidente da federação União Progressista em Pernambuco, o deputado federal Eduardo da Fonte é da base de Raquel Lyra e deve disputar o Senado
O prefeito do Recife, João Campos (PSB), tem tentado uma aproximação com um dos aliados mais fortes da governadora Raquel Lyra (PSD), o deputado federal Eduardo da Fonte (PP), com objetivo de atrair o PP e isolar a adversária nas Eleições de 2026.
Internamente, a equipe de João avalia que uma eventual aliança seria estratégica. Com apoio do parlamentar, o PSB conseguiria reunir todos os maiores partidos em torno da candidatura do recifense e poderia atingir até ¾ do tempo de TV durante a campanha.
Dudu da Fonte, como o deputado é chamado, pretende concorrer a uma das duas vagas ao Senado Federal pela federação União Progressista (União Brasil/PP), da qual é presidente estadual. O outro nome que deve ser lançado pelas siglas é o do ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (UB).
Até o momento, entretanto, Dudu e Miguel estão em lados opostos. O deputado federal está com a governadora, enquanto o petrolinense pleiteia uma das vagas para senador na chapa de João – também disputada por Humberto Costa (PT), Marília Arraes (Solidariedade) e Silvio Costa Filho (Republicanos).
Atualmente, Dudu tem influência sobre uma fatia importante do orçamento no Palácio do Campo das Princesas. Entre suas indicações, estão o secretário de Turismo, Kaio Maniçoba (PP), e cargos de liderança no Ceasa, no Departamento Estadual de Trânsito (Detran-PE) e no Laboratório Farmacêutico de Pernambuco (Lafepe).
Urna eletrônica – Arquivo/Elza Fiúza/Agência Brasil
Cidadania, PP e PDT mantêm diálogo para construir seus projetos para o pleito de outubro de 2026
Por Anthony Santana e Yuri Costa
Com a proximidade das eleições de outubro, partidos começam a traçar estratégias na construção de alianças e projetos políticos. É o caso do Partido Progressista, Cidadania e o PDT. As legendas estudam estratégias e mantêm o diálogo com lideranças políticas.
PP
O Partido Progressista (PP) reafirmou o apoio à governadora Raquel Lyra (PSD) e sinalizou que poderá estar no palanque da gestora nas eleições deste ano. A informação foi comunicada por meio de nota enviada à imprensa. O partido chegou a marcar um encontro ontem para definir seu posicionamento do pleito de outubro, mas o presidente da legenda em Pernambuco, deputado federal Eduardo da Fonte (PP), acabou cancelando o compromisso ao alegar que precisava viajar para Brasília.
Em seguida, o partido divulgou uma nota e declarou que a reeleição de Raquel Lyra será “construída a quatro mãos, em parceria com a legenda” e ainda lembrou que a relação com a governadora teve início no segundo turno da eleição de 2022. Contudo, a agremiação pondera que há uma federação sendo formada com o União Brasil (UB), prevista para ser homologada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ainda em março, passando a ser chamada de União Progressista.
A composição deverá garantir a maior estrutura partidária do país, que somará 109 deputados federais, 14 senadores e 1.300 prefeitos. O grupo deverá ser conduzido por Eduardo da Fonte, como foi reforçado na nota. “Em Pernambuco, a presidência da Federação ficará sob comando do deputado federal Eduardo da Fonte, o que foi previamente colocado no estatuto”, consta num trecho do documento.
A decisão, anunciada sem a realização de reunião, veio após conversas entre o deputado federal Eduardo da Fonte e a governadora Raquel Lyra (PSD). Pouco antes do Carnaval, os dois teriam se encontrado no Palácio do Campo das Princesas para dialogar sobre o apoio da sigla, de acordo com informações de bastidores.
A gestora teria cobrado um posicionamento do líder progressista, que estabeleceu o dia de ontem como data para reunir os membros do partido para discutir o assunto. O parlamentar, no entanto, estaria avaliando todos os cenários para apostar na candidatura que tem mais musculatura para vencer a eleição, incluindo a do possível opositor da governadora Raquel Lyra nas urnas: o prefeito do Recife, João Campos (PSB).
Eduardo da Fonte já indicou o interesse de ser candidato a uma das duas vagas do Senado Federal que estarão disponíveis para Pernambuco na eleição deste ano. O deputado, no entanto, teria mostrado resistência nos últimos dias após a governadora admitir que vem tendo conversas com o ex-prefeito de Petrolina e presidente do União Brasil, Miguel Coelho.
Coelho também manifestou o desejo de ter candidatura ao Senado, mas vinha num alinhamento com João Campos, para disputar pela chapa do socialista. Raquel Lyra teria oferecido as duas vagas para Eduardo da Fonte e Miguel Coelho, o que gerou contrariedade do líder do PP, que avalia disputar o mesmo eleitorado que Coelho, de acordo com fontes ligadas a Eduardo.
Cidadania
A Executiva nacional do Cidadania, presidida por Roberto Freire, realizou uma intervenção no diretório estadual do partido na última sexta-feira (20) e destituiu o então presidente da sigla em Pernambuco, Cláudio Carraly. Dessa forma, a legenda voltou a ser comandada por João Balthar Freire, filho de Roberto. Ele é presidente da Companhia Editora de Pernambuco (Cepe), e, portanto, alinhado à governadora Raquel Lyra.
Carraly defendia que o partido caminhasse com o prefeito João Campos. No entanto, a validação da decisão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que reconduziu Roberto Freire à presidência nacional do partido mudou o rumo da legenda no estado. Antes, o Cidadania estava sendo comandado por Comte Bittencourt, que se reuniu com João Campos e costurava aliança entre os partidos.
Cláudio Carraly repudiou a ação, que considerou “ilegal, desrespeitosa e incompatível com a trajetória histórica” da agremiação. Ele anunciou que tomará medidas judiciais para reverter a decisão que mudou a trajetória da sigla.
PDT
O presidente do PDT e ex-ministro da Previdência Social do Governo Lula, Carlos Lupi, indicou as estratégias estudadas pelo partido nas eleições de outurbo. Segundo a a coluna Painel, da Folha de São Paulo, o dirigente avalia apoiar tanto a reeleição da governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), quanto um eventual projeto do prefeito do Recife, João Campos nas eleições estaduais. Além disso, a sigla busca garantir uma vaga no Senado com uma possível filiação da ex-deputada federal Marília Arraes (Solidariedade), que apoia o projeto da Frente Popular do prefeito da Capital.
De acordo com Carlos Lupi, a prioridade do PDT seria compor a eventual chapa majoritária do prefeito do Recife com o nome de Marília Arraes para a Casa Alta. Neste caso, a ex-deputada faria uma dobradinha com o também pré-candidato ao Senado Humberto Costa (PT), na leitura do dirigente.
No entanto, em meio a um cenário que conta com o ministro dos Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho (Republicanos), e do ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho (União Brasil), nomes que também podem estar na chapa da Frente Popular de Pernambuco, Carlos Lupi afirma que o PDT pode optar por um plano B e apoiar Raquel Lyra nas eleições para o governo do estado em Pernambuco.
“Se ela (Marília Arraes) está vindo para o partido para concorrer ao Senado, preciso de uma composição que garanta isso. Por isso, podemos evoluir para o apoio à Raquel, caso haja necessidade. Não é a hipótese favorita, mas pode acontecer”, admitiu Carlos Lupi, em entrevista à coluna da Folha de São Paulo.
A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSB), usou seu perfil no Instagram para compartilhar uma entrevista recente , onde inicia destacando os avanços financeiros e sociais do estado e aproveitou para fazer um comparativo com os governos que a antecederam, o de Paulo Câmara e do saudoso Eduardo Campos.
Segundo ela, enquanto nos últimos oito anos anteriores Pernambuco investia apenas 1% a 2% da receita corrente líquida, seu governo alcançou resultados expressivos: “Fechamos o ano passado com mais de cinco bilhões de reais em investimentos, o equivalente a 13% da receita corrente líquida, e vamos encerrar este ano com 20%”, afirmou.
Raquel Lyra também falou sobre o crescimento da iniciativa privada no estado, com mais de 35 bilhões de reais em investimentos externos. “Tudo isso é possível porque há trabalho sério e gente comprometida. Não sou sócia de nenhuma empresa a não ser do sucesso de Pernambuco. Quero ver nosso estado crescer”,disse a governadora.
A gestora aproveitou a entrevista para comparar seu desempenho com os governos anteriores: “Em três anos, fizemos mais do que 12 anos dos governos que nos antecederam. Garantimos alimentação no prato e comida na mesa para a população que estava em situação de vulnerabilidade, permitindo que nosso povo seja mais feliz”.
Raquel Lyra concluiu dizendo que o progresso de Pernambuco se deve a “muito trabalho e compromisso”, com equilíbrio das contas públicas, parcerias com o governo federal e estímulo ao investimento privado.
Por Leticia Lima – Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado
O senador Humberto Costa (PT) concedeu entrevista ao Blog do Silvinho, nesse domingo (18), na qual defendeu o governo do presidente Lula, analisou o cenário político nacional e estadual e comentou as articulações para as eleições de 2026. Pré-candidato à reeleição ao Senado, o parlamentar afirmou que, apesar dos conflitos recentes, o próximo ano tende a ser positivo para o país e para o campo político liderado pelo PT.
Ao avaliar o cenário nacional, Humberto destacou as dificuldades institucionais enfrentadas no segundo semestre do ano passado, marcadas por embates entre os poderes, mas afirmou acreditar em um ambiente mais favorável com a aproximação do período eleitoral. Segundo ele, medidas aprovadas recentemente fortalecem o governo. Entre elas, citou a isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil, além de programas como o gás do povo e a ampliação da tarifa social de energia elétrica. Para o senador, 2026 tende a ser um ano político positivo.“Então acho que 2026, apesar das crises internacionais, tende a ser um ano político bom para o Brasil, bom para o PT e bom para o presidente Lula.”
Sobre o cenário em Pernambuco, Humberto avaliou que a disputa pelo Governo do Estado será acirrada, envolvendo dois nomes fortes. Ele afirmou que a governadora Raquel Lyra tem apresentado avanços administrativos, embora ainda enfrente dificuldades na articulação política, enquanto o prefeito do Recife, João Campos, tem uma gestão bem avaliada pela população e trabalha na construção de uma ampla aliança política.
Ao tratar da possibilidade de palanques duplos em apoio ao presidente Lula no Estado, Humberto ressaltou que, até o momento, apenas João Campos manifestou apoio de forma clara. “João Campos é o único dos candidatos que já afirmou que apoiará o presidente Lula em 2026”, afirmou. Segundo o senador, esse é um critério central para o PT definir alianças. Ele ponderou, no entanto, que a eventual participação de Lula em mais de um palanque dependerá exclusivamente do presidente. “Nós vamos defender que Lula esteja no palanque onde estará o PT, mas isso dependerá dele”, avaliou.
Questionado sobre sua pré-candidatura ao Senado, Humberto afirmou que avalia positivamente as chances de disputar e vencer a eleição, destacando sua trajetória política, a atuação no Congresso Nacional e a defesa de pautas como saúde, educação, cultura, direitos humanos e desenvolvimento econômico.
Sobre o posicionamento do PT em Pernambuco, o senador explicou que a decisão será tomada em breve pela executiva nacional do partido, a partir de avaliações feitas por um grupo de trabalho eleitoral. Apesar de afirmar que o processo ainda está em curso, Humberto indicou que, neste momento, a tendência é de apoio ao prefeito João Campos na disputa pelo Governo do Estado.
Por fim, o senador afirmou que o PT marchará unido após a definição do candidato, destacando que o debate interno será amplo, envolvendo todas as instâncias do partido, mas que a unidade será preservada após a decisão final, sempre condicionada ao apoio explícito ao presidente Lula.
Eleições 2026: primeiro turno está marcado para 4 de outubro – Tânia Rêgo/Agência Brasil
Por Anthony Santana
Primeiro turno da eleição está marcada para 4 de outubro
O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) divulgou o calendário eleitoral do ano de 2026. Com a eleição para presidente da República, governadores, senadores e deputados federais e estaduais marcada para 4 de outubro, os eleitores têm até 6 de maio para realizar qualquer processo de cadastro eleitoral, incluindo a emissão do primeiro título, o registro da biometria ou mudança do local de votação.
Os partidos terão de 20 de julho a 5 de agosto para a realização das convenções partdiárias, quando deverão decidir os candidatos e coligações partidárias. O limite para o registro das candidaturas é 15 de agosto, um dia antes do início da campanha e propaganda eleitoral.
O guia eleitoral no rádio e televisão começa a ser exibido em 28 de agosto, e tem como data de encerramento 1º de outubro, três dias antes do primeiro turno da eleição, que será no dia 4 do mesmo mês.
Caso a eleição presidencial e de governadores dos estados vá para o segundo turno, o dia reservado para a nova rodada de votação é 25 de outubro. Os eleitos serão diplomados pela Justiça Eleitoral em 19 de dezembro.
A posse do presidente eleito, pela primeira vez, será realizada em 5 de janeiro de 2027, já a de governadores e vice-governadores será realizada no dia 6. Anteriormente, as posses eram realizadas todas em 1º de janeiro. Confira a publicação do TRE-PE no Instagram:
Miguel Coelho Humberto Costa Eduardo da Fonte Anderson Ferreira Fernando Dueire Marília Arraes – Fotos: Reprodução
Na disputa para o Senado, no cenário espontâneo, quem aparece em primeiro lugar nas intenções de voto é o senador Humberto Costa que aparece na liderança da corrida pelo Senado em Pernambuco, segundo levantamento do instituto Paraná Pesquisas. Ele soma 38,0% das intenções de voto.
Na segunda colocação está Miguel Coelho, ex-prefeito de Petrolina, com 30,0%, mantendo-se competitivo na disputa.
O ex-ministro Gilson Machado registra 20,2%, seguido de perto por Anderson Ferreira, que aparece com 19,7%.
Mais abaixo na pesquisa estão o senador Fernando Dueire, com 7,5%, e a vereadora Jô Cavalcanti, que soma 4,5%.
O percentual de eleitores que declararam voto branco, nulo ou em nenhum dos candidatos chega a 19,9%, indicando um contingente relevante ainda indeciso ou fora das opções apresentadas.
Números da pesquisa
Humberto Costa – 38,0%
Miguel Coelho – 30,0%
Gilson Machado – 20,2%
Anderson Ferreira – 19,7%
Fernando Dueire – 7,5%
Jô Cavalcanti – 4,5%
Nenhum / Branco / Nulo – 19,9%
Além do primeiro cenário já divulgado, o instituto Paraná Pesquisas apresentou outros dois recortes da corrida pelo Senado em Pernambuco, com variações nos nomes testados e nos percentuais de indecisão, branco e nulo.
Cenário 2
• Humberto Costa – 38,5%
• Eduardo da Fonte – 26,3%
• Gilson Machado – 21,4%
• Silvio Costa Filho – 18,0%
• Fernando Dueire – 7,7%
• Jô Cavalcanti – 5,4%
• Nenhum / Branco / Nulo – 21,5%
• Não sabe / Não opinou – 7,1%
Cenário 3
• Marília Arraes – 40,4%
• Humberto Costa – 36,4%
• Eduardo da Fonte – 24,7%
• Gilson Machado – 20,4%
• Fernando Dueire – 6,6%
• Jô Cavalcanti – 4,4%
• Nenhum / Branco / Nulo – 16,3%
• Não sabe / Não opinou – 5,4%
O prefeito do Cabo de Santo Agostinho, Lula Cabral, recebeu em sua residência, no Recife, no sábado (13/12), o prefeito da capital pernambucana, João Campos, para um café da manhã marcado por diálogo, troca de ideias e alinhamento político.
Em publicação nas redes sociais, Lula destacou o clima de boa conversa e ressaltou a parceria construída ao longo do tempo. “Quando há união, quem ganha é Pernambuco”, afirmou o gestor, ao enfatizar a sintonia entre os dois prefeitos.
Lula, que era pessoal do ex-governador Eduardo Campos (in memorian), é um entusiasta da pré-candidatura de João Campos ao Governo de Pernambuco e tem sido uma das vozes mais ativas na articulação política em torno do projeto. Com forte liderança na Região Metropolitana do Recife, Lula é visto como um dos principais cabos eleitorais do estado, além de figurar entre os gestores com maior aprovação popular na região.
O encontro reforça a aproximação entre as lideranças e sinaliza a consolidação de alianças que devem ganhar ainda mais corpo no cenário político pernambucano.
ADESÕES – Vale destacar que na última semana João Campos recebeu o apoio dos prefeitos Eduardo Lira (Cupira) e Rivanda Freire (Jupi), ambos do Agreste, além do ex-prefeito Chico Siqueira (Ipubi), do Sertão do Araripe.
Paulo Bivar, candidato à presidência do Sport pela chapa “Sport Eterno” (Gabriel Farias/DP)
Gabriel Farias
Chapa “Sport Eterno – Mudança para Vencer” defende orçamento mais “agressivo” por acesso do Leão em 2026
Candidato à presidência do Sport pela chapa “Sport Eterno – Mudança para Vencer”, Paulo Bivar detalhou como pretende conduzir o orçamento do futebol rubro-negro no mandato-tampão de 2026. Em meio ao cenário de rebaixamento, disputa eleitoral e reconstrução interna, ele defendeu um plano financeiro mais ousado, com impacto direto na montagem do elenco para a próxima temporada.
Segundo Bivar, em entrevista à Rádio Jornal, o ponto de partida do seu projeto está na compreensão de que o acesso em 2026 é obrigação, e que isso exige investimento compatível com a realidade dos principais concorrentes. Ele ressaltou que uma folha modesta representaria risco alto demais para um clube que precisa retornar à elite com urgência.
“O Sport tem que subir ano que vem e, pelo que temos de referência desse ano com os clubes que caíram, com os orçamentos dos outros clubes, não dá para o Sport arriscar, tentar fazer uma folha de R$ 3 milhões e, de repente, não subir”, afirmou.
“Na minha gestão, na nossa cabeça, é ser um pouco mais agressivo, ter uma folha acima de R$ 4 milhões, talvez R$ 5, que não é uma grande economia em relação ao que a gente está vendo hoje, mas com um plantel adequado para disputar a Série B e na realidade do Sport”, completou, ao comparar com o cenário financeiro dos times que disputaram a Série B em 2025.
Paulo Bivar reforçou que o contexto nacional tornou a formação de elencos mais cara e que o Sport não pode ficar para trás. “O futebol ficou muito caro”, sintetizou.
Folha robusta e oportunidades de mercado
A estratégia apresentada pelo candidato prevê um planejamento escalonado: uma folha inicial mais robusta nos primeiros meses, com espaço para reforços pontuais a partir do meio da temporada. Ele citou especialmente oportunidades que surgem após os estaduais, em especial o Campeonato Paulista, tradicional vitrine de atletas de menor custo e contrato curto.
“A princípio, R$ 4 milhões no começo do ano, já de imediato, para ali em meados de Copa do Nordeste e Série B a gente ter espaço em busca do que a gente chama de oportunidades, que sempre aparecem. Atletas que se destacaram no Campeonato Paulista em clubes pequenos, com contratos de risco, que são sempre oportunidades espetaculares de contratação para um clube como o Sport para a disputa da Série B”, explicou.
Eleições do Sport
Convocada pelo Conselho Deliberativo, a Assembleia Geral Extraordinária ocorrerá das 8h às 18h, na sede social da Ilha do Retiro. A votação será presencial, com cédulas impressas, voto direto e secreto. Os eleitos irão completar o mandato iniciado por Yuri Romão, válido até dezembro de 2026.
Flávio Bolsonaro visita o pai na sede da Polícia Federal, em Brasília/ Cássia André/CB/D.A Press
Danandra Rocha – Correio Braziliense
Senador fala em “injustiça” contra Jair Bolsonaro, reforça que sua pré-candidatura é “irreversível” e comenta articulações políticas após reunião com aliados
Na saída da Superintendência da Polícia Federal em Brasília, na manhã desta terça-feira (9/12), Flávio Bolsonaro concedeu uma coletiva após visitar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O senador descreveu o encontro como “emocional”, afirmou que encontrou o pai “mais disposto” e disse ter sido um “aperto no coração” visitá-lo “em situação injusta”, segundo ele.}
Flávio informou que a defesa protocolaria ainda hoje um pedido de prisão domiciliar humanitária, alegando base técnica suficiente para que, “com um mínimo de bom senso e humanidade”, Bolsonaro seja transferido para casa. Ele afirmou esperar “que Deus permita” essa decisão.
O senador disse ter atualizado o pai sobre a repercussão de sua pré-candidatura à Presidência, anunciada na semana passada. Segundo ele, Bolsonaro “ficou muito feliz” com a primeira pesquisa divulgada após o lançamento do Instituto Veritas, que mostraria empate técnico com Lula. “Ao contrário do que muita gente dizia, que era um nome inviável”, afirmou. Disse ainda que o pai agradeceu a manifestação pública do governador Tarcísio de Freitas e que acompanharam juntos parte da cobertura televisiva.
Flávio reforçou que a sua candidatura é “irreversível”, expressão que ele atribui ao próprio ex-presidente. Tentou também esclarecer a declaração de domingo, quando disse haver um “preço” para desistir da disputa. Segundo ele, o sentido foi mal-interpretado: “Meu preço é Bolsonaro livre e nas urnas. Ou seja, não tem preço”. Disse que sua fala se referia à defesa da anistia aos envolvidos nos atos de 8 de Janeiro, tema que, segundo afirmou, ainda angustia Bolsonaro. Repetiu que a pauta deve ser apreciada pelo plenário do Congresso, não “interditada” pelo relator.
Na coletiva, o senador voltou a comentar o jantar de articulação realizado em sua casa ontem (8), com os presidentes do PL, do União Brasil e lideranças do PP. Segundo ele, o encontro foi “franco e positivo”, dissipando rumores de isolamento político. Flávio relatou que pediu apoio formal aos dirigentes e que eles avaliarão impactos nos estados antes de avançar. “A candidatura é para valer, não é balão de ensaio”, disse.
Questionado sobre a reação negativa do mercado financeiro à sua entrada na disputa, Flávio atribuiu o movimento ao “receio de mais quatro anos de Lula”, e não ao seu nome. Ele afirmou já ter conversado com figuras influentes do setor e disse que pretende dialogar “com todos que quiserem conversar”. “Cabe a mim provar que minha candidatura é a vencedora”, afirmou. Após a saída do senador, a ex primeira dama, Michelle Bolsonaro (PL) chegou para visitar o ex presidente.