Professores do Recife deflagram greve e pressionam João Campos a pagar o piso

EDUCAÇÃO

Reprodução/Sinpere
Foto/Reprodução/Sinpere

Professores e professoras do Recife deflagraram greve nesta terça-feira (21). A decisão foi anunciada em assembleia realizada pelo Sindicato Municipal dos Profissionais de Ensino da Rede Oficial do Recife (Simpere), no Teatro Boa Vista.

A categoria almeja reajuste de 14,95% por parte da Prefeitura, em adesão ao piso salarial exigido pelo MEC. Segundo o órgão, a gestão João Campos negou o valor e ofertou valor muito abaixo do solicitado.

O sindicato diz que a Prefeitura apresentou proposta de 6,95% para todas as faixas a partir de março, e os 8% restantes em julho, em forma de abono.

Os profissionais do município haviam entrado em estado de greve no último dia 8. Segundo Jaqueline Dornelas, coordenadora do Simpere, os professores decidiram pela deflagração por se sentirem frustrados na negociação.

“Deliberou por decretar greve por não termos sido atendidos no pleito, que é a aplicação integral do reajuste do piso nacional da categoria, que é de 14,95% para professores ativos e aposentados”, disse.

Ela reforça, porém, que a decisão de hoje não significa a paralisação imediata das aulas.

“Marcamos uma assembleia para o próximo dia 29, onde a categoria novamente vai estar reunida para, então, decidir, parar as atividades ou não”.

Sobre a proposta da Prefeitura, de pagar parte do reajuste como abono, ela afirma que a categoria rechaçou por unanimidade.

“Isso não é valorização. A categoria rejeitou e não houve voto contrário. Rejeitamos porque abono não é salário e não valoriza a categoria”.

“É importante denunciar que a prefeitura retirou R$ 20 milhões do orçamento da educação pública para pagar a dívida. Se há dinheiro, qual é o motivo de não valorizar profissionais da educação que tanto se dedicam às escolas públicas da cidade? É preciso pagar o reajuste justo e para todas as professoras e professores, aposentados e ativos. É a luta do Simpere”.

A Seduc Recife não respondeu perguntas sobre o quadro de professoras e professores da Rede Municipal de Educação da Capital, as remunerações praticadas conforme o tipo de vínculo e o impacto da aplicação do reajuste do piso salarial para todas as faixas salariais de modo a não gerar achatamento da remuneração na base. Segundo Jaqueline Dornelas, a Prefeitura do Recife retirou R$ 20 milhões do orçamento da educação pública para pagar dívida. “Se há dinheiro, qual é o motivo de não valorizar profissionais da educação que tanto se dedicam às escolas públicas da cidade? É preciso pagar o reajuste justo e para todas as professoras e professores, aposentados e ativos”, diz. A Seduc também não respondeu se procede a informação da retirada de R$ 20 milhões do orçamento da educação pública para pagar dívida nem que dívida seria essa.
Com informações da Assessoria de Comunicação do Simpere.

 

Compartilhe:

Deixe um comentário