POLÍTICA
Bolsonaro pensava em pedir cidadania italiana caso perdesse a eleição de 2018. Em entrevista à revista Veja, em julho de 2017, ele disse que iria embora do país se fosse derrotado em sua primeira tentativa de se tornar presidente.
“No meu entender, se tivermos em 2019 um governo que seja do PT, do PSDB ou do PMDB, acho que vai ser difícil eu permanecer no Brasil, porque a questão ideológica é tão ou mais grave do que a corrupção”, declarou Bolsonaro, que, à época, era deputado federal do Rio de Janeiro pelo PSC.
Bolsonaro disse que não tinha pensado “com mais seriedade” na possibilidade de deixar o país, mas afirmou que sua origem era italiana e que ainda não havia feito os trâmites para tirar cidadania.
A coluna de Rodrigo Rangel revelou que toda a família Bolsonaro reuniu documentos para pedir o passaporte europeu. O senador Flávio Bolsonaro e o deputado Eduardo Bolsonaro estiveram na embaixada italiana para tratar do processo oficial.A família Bolsonaro tem origem na pequena Anguillara Veneta, uma comuna de menos de 5 mil habitantes na província italiana de Padova, onde nasceu o bisavô do presidente.
Descendente de italianos e alemães, Bolsonaro recebeu o primeiro nome em homenagem ao jogador Jair Rosa Pinto, do Palmeiras, e o segundo, Messias, atribuído por Olinda Bonturi, mãe do presidente, a Deus, após uma gravidez complicada. Na infância, era chamado de Palmito pelos amigosHugo Barreto/Metrópoles
Ingressou no Exército aos 17 anos, na Escola Preparatória de Cadetes. Em 1973, foi aprovado para integrar a Academia Militar de Agulhas Negras (Aman), formando-se quatro anos depoisRafaela Felicciano/Metrópoles
Dentro do Exército, Bolsonaro também integrou a Brigada de Infantaria Paraquedista, serviu como aspirante a oficial no 21º e no 9º Grupo de Artilharia de Campanha (GAC), cursou a Escola de Educação Física do Exército, serviu no 8º Grupo de Artilharia de Campanha Paraquedista e, em 1987, cursou a Escola de Aperfeiçoamento de OficiaisGetty Images.
Em 1986, Jair foi preso por 15 dias, enquanto servia como capitão, por ter escrito um artigo para a revista Veja criticando o salário pago aos cadetes da Aman. Contudo, dois anos após o feito, foi absolvido das acusações pelo Superior Tribunal Militar (STM)Rafaela Felicciano/Metrópoles
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