ECONOMIA
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Banco esperava arrecadar R$ 300 milhões por ano com o serviço e usar recursos para políticas públicas, mas medida foi suspensa por ordem do governo.
Estudos da Caixa Econômica Federal indicam que o banco esperava arrecadar R$ 300 milhões por ano com a cobrança de tarifas em transações via Pix para pessoas jurídicas. A medida foi anunciada na segunda-feira (19), mas o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) determinou que o banco suspendesse a medida após a repercussão negativa.
Fontes ouvidas pelo Valor afirmam que o banco levará os argumentos a Lula. O ponto principal será esclarecer que outros bancos, inclusive públicos, já praticam essa cobrança, e que a Caixa estaria “perdendo arrecadação” desde 2020 ao não tarifar as transações para clientes pessoa jurídica.
Esse montante de R$ 300 milhões seria necessário para o desenvolvimento de outras políticas públicas do banco. Membros da instituição também destacam que a Caixa iria cobrar a menor tarifa do mercado e que a decisão já estava tomada desde o ano passado – era aguardado somente o desenvolvimento do sistema operacional, que ficou pronto.
Nesta quarta-feira, a presidente da Caixa, Rita Serrano, falou sobre o assunto com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que para Paris nesta noite. O Valor apurou que ela levou os argumentos a Haddad e, no retorno do presidente Lula ao Brasil, ele também deve participar de uma reunião sobre o tema.
Membros do banco avaliam que é importante tentar reverter a medida, pois temem que a ação palaciana seja interpretada como uma interferência do governo nas finanças públicas do banco e, consequentemente, causar problemas junto a órgãos reguladores, como o próprio Banco Central, que autoriza a cobrança em resoluções, e o Tribunal de Contas da União (TCU). Inf. (Valor Econômico-Globo).