CGU aponta distorções de R$ 4 bilhões nas contas do Ministério da Educação

AUDITORIA 

Auditoria de CGU aponta falhas contábeis no MEC Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Segundo auditoria, há diferença entre a conta de bens móveis registrada no Siafi e os controles patrimoniais internos das universidades e institutos vinculados

Uma auditoria realizada pela Controladoria-Geral da União (CGU) identificou distorções contábeis que somam R$ 4,3 bilhões nas demonstrações do Ministério da Educação (MEC) referentes ao exercício de 2024. A informação foi divulgada pelo portal Metrópoles.

A equipe de O TEMPO Brasília teve acesso ao relatório da CGU, que aponta que uma das principais divergências está na diferença de R$ 3,3 bilhões entre a conta de bens móveis registrada no Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi) e os controles patrimoniais internos das universidades e institutos vinculados.

Segundo o documento, “os valores registrados nos sistemas próprios de 53 entidades avaliadas são inferiores aos informados no SIAFI, demonstrando uma superavaliação do ativo do Ministério”.

A CGU destacou falhas na apuração da depreciação de bens móveis, estimando distorção adicional de R$ 1 bilhão. Os auditores também chamam a atenção para o fato de que essa diferença limita a “transparência pública”.

“As diferenças entre os controles contábeis e administrativos no ativo das entidades que compõem o Ministério da Educação (administração direta e indireta) ocasionam reflexo no seu balanço patrimonial, limitando a transparência pública e o uso dos demonstrativos acerca da sua situação patrimonial”, diz o texto.

De acordo com o documento, das 32 unidades que apresentam superavaliação do ativo, quatro diferenças são superiores a 80% nos sistemas de registros patrimoniais em relação aos registros na conta de depreciação no SIAFI. São elas:

  • Universidade Federal da Bahia (UFBA);
  • Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ);
  • Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Pernambuco (IFPE); e
  • Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Goiás (IFG).

Já em relação às 17 unidades que apresentam subavaliação do ativo, destaca-se a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), que apresenta uma diferença de 153,22% no sistema de controle patrimonial em relação aos registros na conta de depreciação no Siafi.