Edir Macedo é alvo de notícia-crime após discurso homofóbico na televisão

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Foto/Reprodução

A Aliança Nacional LGBTI+ e a Abrafh (Associação Brasileira de Famílias Homotransafetivas) protocolaram uma notícia-crime contra o pastor Edir Marcedo, fundador da Igreja Universal e proprietário da TV Record após ele fazer um discurso homofóbico na televisão.

Durante programa de TV na véspera de Natal, ele afirmou que a homossexualidade seria uma “imperfeição” e comparou a comunidade com criminosos.

Segundo registro do portal Congresso em Foco, o bispo declarou: “Você não nasceu mau. Ninguém nasce mau. Ninguém nasce ladrão, ninguém nasce bandido, ninguém nasce homossexual ou lésbica”.

Ele disse ainda que o ser humano nasce “perfeito com sua inocência” e que “o mundo faz das pessoas aquilo que elas são”, dando a entender que a orientação sexual seria um defeito e fruto de intervenção externa.

O presidente das associações, segundo a CNN Brasil, se manifestou, afirmando que “comparar homossexualidade a ser bandido é um discurso de ódio e não podemos tolerar isso”.

Amanda Souto, coordenadora da área jurídica, disse ser “perverso usar um dos maiores canais de TV do país, em horário nobre, durante uma das principais datas comemorativas do país, para propagar o ódio”. As informações são de Clebson Amsterdan /Pernambuco Notícias.

 

 

Proposta de aumento é recusada, e greve em aeroportos chega ao 5º dia

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greve e paralisação no aeroporto de congonhas em 20-12-2022 - Metrópoles
greve e paralisação no aeroporto de congonhas. Foto: Fábio Vieira

Pilotos e comissários não aceitaram proposta de 1% de aumento real, e sindicato convocou mais um dia de greve nos aeroportos

greve nos aeroportos do país chega ao quinto dia nesta sexta-feira (23/12). Pilotos, copilotos e comissários de bordo recusaram, em votação eletrônica, a proposta de reajuste salarial que previa aumento real de 1%, considerando a inflação.

Com a recusa, o presidente do Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA), Henrique Hacklaender, convocou a categoria para fazer nova paralisação, das 6h às 8h, nesta sexta. Essas paralisações ocorrem desde segunda-feira (19).

O movimento ocorre nos aeroportos de Congonhas (São Paulo), Guarulhos (São Paulo), Viracopos (Campinas), Galeão (Rio de Janeiro), Santos Dumont (Rio de Janeiro), Salgado Filho (Porto Alegre), Confins (Belo Horizonte), Brasília e Fortaleza.

Previsão é de que paralisações das atividades continuem pelos próximos dias, das 6h às 8hRafaela Felicciano/Metrópoles

No início da manhã, em Guarulhos, havia dois voos atrasados por causa da greve. “A concessionária orienta os passageiros a procurarem as companhias aéreas para saber o status dos voos”, informou o aeroporto.

Proposta recusada

Na quinta-feira (22/12), o Tribunal Superior do Trabalho (TST) apresentou nova proposta de renovação da Convenção Coletiva de Trabalho. A proposta previa reajuste da inflação de 5,97% nos salários, além de 1% de aumento real.

Houve uma votação virtual com a participação de 5.884 aeronautas, sendo que 59,25% foram contrários à proposta, e 40,02%, favoráveis.

“Agora, então, temos de prosseguir, seguir na greve e apoiar cada vez mais”, afirmou Henrique, durante a madrugada, logo após a divulgação do resultado da eleição. Informações: Metrópoles

Lira deixa votação do 2° turno da PEC da Transição para esta quarta

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Com placar de 331 votos a favor e 168 contrários, proposta teve prazo reduzido para um ano. Como foi modificada, terá de voltar ao Senado

Imagem colorida mostra o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira - Metrópoles
Imagem colorida mostra o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira. Foto: Hugo Barreto

A Câmara dos Deputados aprovou em primeiro turno, na noite de terça-feira (20/12), a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Transição. A matéria permitirá ao novo governo um acréscimo R$ 145 bilhões do teto de gastos. Por conta do horário, o presidente da Casa, Arthur Lira (PP), optou por deixar o segundo turno para esta quarta (21/12).

A proposta, sugerida pelo grupo do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT), é considerada essencial para que as promessas de campanha sejam cumpridas e o valor do Bolsa Família permaneça em R$ 600 em 2023.

Em primeiro turno, foram 331 votos favoráveis e 168 votos contrários. A expectativa era de que a PEC fosse votada em dois turnos no mesmo dia. No entanto, após 15 horas, a sessão na Câmara foi encerrada.

Redução

Os deputados fizeram alterações no texto aprovado pelo Senado Federal. A vigência da proposta, por exemplo, foi reduzida de dois para um ano. A Câmara também retirou um trecho que previa que a equipe de transição poderia apresentar sugestões de onde serão usados os R$ 145 bilhões da ampliação do teto de gastos. De acordo com o texto, a escolha será feita pelo Congresso e pelo relator do Orçamento, senador Marcelo Castro (MDB-PI).

Negociações

Os deputados aprovaram a PEC após uma série de reuniões da equipe do governo eleito com o presidente da Casa, Arthur Lira. Lira recebeu o grupo na Residência Oficial nos últimos dias para costurar um acordo com deputados da base e do chamado centrão.

A proposta amplia em R$ 145 bilhões o teto de gastos para garantir o Bolsa Família de R$ 600 em 2023, além de garantir o cumprimento de outras promessas de campanha do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva. A PEC também reserva R$ 23 bilhões para recompor o Orçamento deste ano.

Autorizada por Gilmar Mendes, a exclusão de recursos para pagamento de benefícios de renda mínima da regra tira a pressão do futuro presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), para aprovar a PEC. Caso o governo eleito opte por um “plano B” para financiar o pagamento de R$ 600, ele terá mais segurança jurídica. Poderá utilizar, por exemplo, uma medida provisória.

Acordo sobre orçamento secreto

Uma das principais alterações no texto trata de um dispositivo sobre as emendas de relator, mais conhecidas como “orçamento secreto” pela falta de transparência. A ferramenta virou uma espécie de “moeda de troca” dentro do Parlamento.

Após a decisão do STF pela inconstitucionalidade das emendas de relator, o Congresso encontrou na PEC uma saída para a regulamentação. O relatório de Elmar Nascimento (União Brasil/BA) também incluiu artigos para acomodar o remanejamento dos R$ 19,4 bilhões previstos para as emendas de relator no Orçamento de 2023.

A matéria determina que, do montante de R$ 9,5 bi, 2/3 sejam destinados às bancadas da Câmara dos Deputados e 1/3 encaminhados para o Senado Federal. Ficando R$ 6,33 bi e R$ 3,17 bi respectivamente. Além disso, devem ser aprovadas no limite de 2% da receita corrente líquida do exercício anterior ao do encaminhamento do projeto, sendo que a metade destinada a ações e serviços públicos de saúde.

O texto libera ainda o espaço de R$ 9,5 bi para controle do Poder Executivo, nas chamadas RP2.

O relatório de Elmar avalia que considera “equitativa a execução das programações de caráter obrigatório que observe critérios objetivos e imparciais e que atenda de forma igualitária e impessoal às emendas apresentadas, independentemente da autoria”.

Veja detalhes do texto:

-Verba de R$ 145 bilhões para manter o Auxílio Brasil, que voltará a ser Bolsa Família, em R$ 600 com adicional de R$ 150 por criança de até 6 anos;

-Prazo de um ano: 2023;

-Redirecionamento de R$ 23 bilhões para consolidar as contas do atual governo;

-Encerramento do teto de gastos após um anos e deixar nas mãos do novo governo a elaboração de nova regra fiscal, a ser encaminhada até agosto;

Prorrogação da Desvinculação de Recursos da União (DRU) até o final de 2024, permitindo ao governo remanejar verbas orçamentárias no total de 30%.

Além disso, a PEC também retira das limitações do teto de gastos:

— As doações para projetos socioambientais e relacionados às mudanças climáticas;
— As doações recebidas por universidades federais;
— A transferência de recursos dos estados para União executar obras e serviços de engenharia. As informações são do Metrópoles.

 

Orçamento secreto: STF julgará tema nesta 2ª, mesmo após Congresso votar regras

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foto colorida da estátua da Justiça em frente ao STF

Julgamento sobre constitucionalidade do orçamento secreto foi adiado para esta segunda; o placar estava em 5 a 4 contra o dispositivo

Após o Congresso Nacional aprovar, repentinamente, novas regras para a distribuição de recursos das emendas de relator, o Supremo Tribunal Federal (STF) volta a julgar, nesta segunda-feira (19/12), a constitucionalidade do dispositivo, popularmente conhecido como orçamento secreto. Ainda faltam os votos de dois ministros – Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes – para a Corte consolidar a decisão sobre o tema.

Somente para o ano de 2023, estão em jogo R$ 19,3 bilhões, previstos na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). A medida também impactaria o poder do presidente da Câmara e do próprio relator do Orçamento em negociações com o Executivo.

Quando o placar do STF estava em 5 a 4 para tornar inconstitucional o orçamento secreto, o Congresso rapidamente aprovou o “aprimoramento das emendas de relator”. Seguindo à risca o que os primeiros ministros votaram, no sentido da transparência, os parlamentares concordaram em estabelecer o mínimo de regras para emendas identificadas com a sigla de RP-9.

A resolução foi apresentada pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), na tentativa de estabelecer critérios de proporcionalidade e impessoalidade na distribuição das emendas – que, hoje, são totalmente obscuros. A iniciativa visa evitar que as emendas sejam consideradas inconstitucionais; se isso ocorrer, dependendo da modulação do STF, a verba bilionária não será incluída nos próximos orçamentos.

Na última sexta-feira (16), o ministro Ricardo Lewandowski reuniu-se com Pacheco para discutir o tema. Ao sair do encontro, declarou que a proposta aprovada pelo Congresso atende às preocupações de magistrados da Corte.

“Paralisamos [o julgamento] em homenagem ao Congresso. Agora, temos uma resolução e certamente levaremos essa resolução em consideração no julgamento. Muito daquilo proposto pela resolução atendia às preocupações dos ministros, ventiladas no julgamento”, disse Lewandowski.

A relatora do caso, ministra Rosa Weber, votou para que as emendas do relator-geral do orçamento sejam destinadas “exclusivamente à correção de erros e omissões, vedada a sua utilização indevida para o fim de criação de novas despesas ou de ampliação das programações previstas no projeto de lei orçamentária anual”.

Weber e outros quatro ministros manifestaram-se contra a continuidade dessa verba – que vai além das emendas individuais e de bancada. Para Luís Roberto Barroso, Edson Fachin, Luiz Fux e Cármen Lúcia, o orçamento extra não é compatível com o “princípio republicano”.

Outros quatro ministros, no entanto, opinaram pela constitucionalidade das emendas, mas com uma série de ressalvas, diferentes para cada ministro. André Mendonça, Kássio Nunes Marques, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli são unânimes em considerar que as regras precisam mudar, mesmo que as emendas permaneçam.

Entenda o que é e como funciona o orçamento secreto

Os magistrados, no entanto, divergem sobre a maneira como isso deve acontecer. Moraes, por exemplo, acredita que “o procedimento de transparência da RP9 deve ser idêntico ao de RP6 (emendas individuais). Desde o início, deve identificar qual o valor, qual o parlamentar, qual o destino. Deve-se levar em conta a proporcionalidade entre maioria e minoria e a proporcionalidade das bancadas da maioria e da minoria”.

A dúvida é como isso vai ser modulado: se as sugestões do Congresso serão aceitas ou se o próprio Congresso vai incluir a votação do STF em suas diretrizes. Tudo vai depender do consenso que será formado no Judiciário.

No Congresso

O texto aprovado no Congresso trata-se de uma resolução apresentada pelas mesas diretoras da Câmara e do Senado e assinada por Pacheco. As novas regras não demandariam a sanção do presidente Jair Bolsonaro (PL): entrariam em vigor de imediato.

Pelo texto, haverá divisão proporcional da verba:

5% para indicação do relator-geral e do presidente da Comissão Mista de Orçamento (CMO);

7,5% para indicações da Mesa do Senado;

7,5% para indicações da Mesa da Câmara; e

80% para bancadas partidárias, de forma proporcional.

Também fica determinado que o limite financeiro das emendas de relator não pode ser maior que o total das emendas individuais e de bancada. Pelo menos 50% do montante deve ser executado em ações e serviços públicos de saúde ou de assistência social.

Tipos de emendas

As emendas parlamentares são um mecanismo orçamentário comum em democracias. Por meio delas, os congressistas podem encaminhar recursos para o cumprimento de propostas em suas bases, muitas vezes em regiões afastadas do radar do governo federal.

No entanto, elas também servem como moeda de troca para parlamentares da minoria, que conseguem utilizar sua parcela das emendas para negociar apoio aos seus projetos de lei.

Atualmente, existem quatro tipos de emendas parlamentares:

  • individuais (RP6): verba destinada individualmente a parlamentares, com caráter impositivo desde 2015; ou seja, cada parlamentar decide como alocar o dinheiro. Esta emenda é obrigatória e, necessariamente, deve constar no Orçamento;
  • de bancada (RP7): também obrigatória, esta verba é destinada às bancadas estaduais, com caráter impositivo desde 2019. São emendas coletivas, elaboradas por deputados do mesmo estado ou região;
  • de comissão (RP8): verba não obrigatória, destinada às comissões temáticas do Congresso. São emendas coletivas de comissões permanentes da Câmara ou do Senado; e
  • de relator (RP9): criada em 2019 e não é obrigatória, esta emenda permite ao relator-geral do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) alterar ou incluir despesas.

A RP9 se difere das outras porque é definida apenas pelo congressista designado relator-geral do orçamento, o qual é responsável pelo texto do PLOA que será votado, e negocia a alocação de recursos entre Executivo e Legislativo.

Também não há regras definidas quanto ao destino do dinheiro, o que dificulta a fiscalização sobre a execução da verba; por isso, o apelido de “orçamento secreto”.

Poder político

Da maneira como está, o orçamento secreto permite que parlamentares façam requerimentos de verba da União sem precisar detalhar a destinação dos recursos, tampouco conhecer quem é o autor da ação; ou seja, um deputado pode designar verba para sua base de forma oculta, em troca de apoio ao governo.

Diferentemente das emendas individuais, o orçamento secreto não é dividido de forma igualitária entre os senadores e deputados federais. O dinheiro é destinado a parlamentares aliados ao governo federal e registrado em nome do relator do Orçamento.

O presidente da República recém-eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, mostrou-se crítico ferrenho do mecanismo durante a campanha; contudo, sem conseguir eleger um número de parlamentares suficiente para acabar com as emendas de relator, precisou recuar. A base governista também não tem apoio suficiente para indicar um adversário a Lira na próxima eleição para a presidência da Câmara.

Caso a medida seja mantida, Lula poderá contar com a capacidade de articulação de Arthur Lira para azeitar as relações no plenário e facilitar a aprovação de algumas medidas consideradas cruciais para o novo governo. Contudo, a preocupação sobre o poder excessivo nas mãos do chefe da Câmara se soma à diminuição do Poder do Executivo sobre o orçamento, diante da limitação imposta pelo teto de gastos.

Diante do cenário e dos riscos à próxima gestão caso o presidente da Casa se torne um adversário, a expectativa do próximo governo é que o Judiciário encarregue-se de acabar com o orçamento secreto.

Análise jurídica

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, após votação da resolução, afirmou que “caberá ao STF uma análise jurídica, mas considero que a resolução aprimora para melhor um instituto de prerrogativa parlamentar”.

Pacheco disso considerar adequado o que o Congresso fez: “Uma demonstração de comprometimento com o gasto público, a impessoalidade e a transparência. Somente o parlamentar poderá a fazer a indicação, a partir dessa resolução, de modo que tudo aquilo que era vulnerável, apontado pelo Supremo, são pontos que se busca corrigir com essa resolução”.

O senador, por fim, ainda se colocou à disposição: “Se houver algo mais que o Congresso possa fazer para cuidar de pontos vulneráveis, terá toda a nossa disposição para fazê-lo”.

METRÓPOLES

Ainda tem muita gente para prender e multa a aplicar, diz Moraes

BRASIL

Ministro do STF fez comentário após Toffoli falar sobre número de condenados na invasão do Capitólio dos EUA; não deixa claro se trata do caso de manifestantes no Brasil

“Ainda tem muita gente para prender”, diz ministro Moraes
“Ainda tem muita gente para prender”, diz ministro Moraes. Foto: Divulgação

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) e presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Alexandre Moraes, disse nesta 4ª feira (14.dez.2022) que “ainda tem muita gente para prender e muita multa para aplicar”. Deu a declaração durante o 4º seminário “STF em Ação”, promovido pelo Ieja (Instituto de Estudos Jurídicos Aplicados) e realizado em parceria com a faculdade de Direito da USP (Universidade de São Paulo).

A fala de Moraes citava o discurso prévio do ministro do STF Dias Toffoli. Ele havia citado as 964 detenções realizadas nos Estados Unidos de envolvidos na invasão ao Capitóli, em janeiro de 2021.

“Eu fiquei feliz com a fala do ministro Toffoli, porque comparando os números, ainda tem muita gente para prender e muita multa para aplicar”, disse Moraes. Não fica claro, no entanto, se o magistrado falava dos EUA ou do Brasil. O comentário provocou risadas e aplausos da plateia presente.

Assista abaixo ao momento em Moraes comenta a fala de Toffoli:

PODER360

 

 

 

 

Mercadante: “Bolsonaro quebrou o estado brasileiro e a Educação talvez seja a herança social mais pesada”

BRASIL

www.brasil247.com - Grupo Técnico de Educação da Equipe de Transição
Grupo Técnico de Educação da Equipe de Transição (Foto: Reprodução)

Coordenador técnico da Transição, ex-ministro diz que situação é dramática não apenas para começar 2023, mas para terminar 2022

 Os recursos para investimentos na Educação são menores do que os que foram aplicados em 2010 e não há recursos para pagar médicos residentes e bolsistas de mestrado, doutorado e pós-doutorado já em dezembro. Esse foi o cenário dramático exposto pelo grupo da Educação e de Planejamento, Orçamento e Gestão na Equipe de Transição em entrevista coletiva na tarde desta terça-feira (6), em Brasília.

“O governo Bolsonaro quebrou o estado brasileiro e a Educação talvez seja a herança social mais pesada”, resumiu o coordenador técnico da Transição e ex-ministro da área, Aloizio Mercadante. “Serviços essenciais ou já estão paralisados ou correm grande risco de serem totalmente comprometidos”, criticou Mercadante. O ex-ministro alertou que o cenário é dramático não apenas para o início do ano e, portanto, do governo que se inicia, mas já para dezembro. Ele também observou que há ministros do atual governo que “parecem viver em uma realidade paralela”.

Servidores sem reajuste

Coordenadora do GT de Planejamento, a economista Esther Dweck destacou o risco de interrupção dos serviços do governo digital, que a população acessa por meio do Gov.br, e que necessitam de R$ 60 milhões em 2023, mas não há previsão no orçamento. “Todo mundo conhece o Gov.br. Quase todos os brasileiros têm acesso ao sistema de alguma forma, seja pelo E-social, ConectSUS, uma série de serviços que são prestados à população nessa área, e o orçamento não acompanhou a demanda crescente por esses serviços. A demanda de 2022 para 2023 é de aumento de mais de R$ 60 milhões e isso não foi acompanhado”, revelou na entrevista.

Outro problema apontado no trabalho de diagnóstico da área é a desvalorização dos servidores públicos e das carreiras, principalmente na área de tecnologia da informação. O Estado brasileiro está perdendo profissionais para o mercado privado. “Temos preocupação enorme de garantir a prestação de serviços à população, inclusive com uma carreira que é disputada com o mercado privado. Apesar de ter uma carreira própria no governo federal, a gente tem perdido servidores”, lamentou.

Coordenadores dos GTs de Planejamento e Trabalho reuniram-se com as entidades do funcionalismo público para a elaboração do diagnóstico. Esther apontou que as conversas com as categorias significam a abertura do diálogo para a valorização desses profissionais. No encontro, os GTs receberam diversas demandas, principalmente a retomada da negociação coletiva, e que seja assegurada via legislação. O maior problema é que os servidores estão há sete anos sem reajuste.

Outra demanda da categoria foi a elaboração de uma nova proposta de Reforma Administrativa que substitua a PEC 32 que está parada no Congresso. “Os servidores querem o início de uma discussão do que seria a reforma administrativa para o funcionamento do Estado”, disse Esther. “São pleitos importantes diante da falta de diálogo e de desmerecimento do servidor e precarizando o serviço público e atrapalhando o atendimento da população.”

Segundo Mercadante, o Gabinete de Transição estuda novas formas de organização da Administração Pública, de forma mais eficaz. “Não teremos recursos para reverter tudo que nós estamos encontrando e temos que estabelecer prioridades para restabelecer serviços essenciais e capacidade de investimento”, disse ele. Uma das possibilidades em estudo é o compartilhamento de estruturas administrativas em mais de um ministério. “Nem todo ministério precisa ter uma estrutura administrativa própria. Centralizada, consegue dar suporte sem aumentar as despesas.”

Organismos internacionais

O país deve R$ 5 bilhões a organismos internacionais, não tem previsão orçamentária em 2023 para pagar essa dívida, como também não tem recursos para manutenção do governo digital nem para o reajuste dos servidores públicos federais que estão há sete anos sem aumento.

“A política externa do governo transformou o país num pária que deve R$ 5 bilhões para organismos internacionais. Isso significa que o país será excluído desses fóruns. Não tem direito a voto, não tem direito a participação. É uma dívida pesada que também não tem previsão orçamentária para o ano que vem”, disse ele.

Segundo o diretor da Faculdade de Economia, Administração, Contábeis e Atuariais da PUC de São Paulo, Antônio Correia de Lacerda, um dos coordenadores dos GT de Planejamento, o Brasil está inadimplente junto a órgãos internacionais (ONU, OMC, OIT e outros, incluindo na área ambiental) e isso significa que o país perde a interlocução com o mundo. “Isso vai na contramão de um processo de inserção internacional. Resgatar essa função é determinante. A participação do Brasil nesses órgãos internacionais é muito importante para essa nova visão do Estado, visão do planejamento e o próprio desenvolvimento nacional”, defendeu.

Confira a íntegra das duas coletivas:

Com informações do Gabinete de Transição

 

Orçamento secreto: Rosa Weber libera ações para julgamento no STF

BRASIL

cerimônia de posse da ministra Rosa Weber para a Presidência do STF

Presidente do STF, Rosa Weber também é relatora das ações do orçamento secreto e decide quando elas serão pautadas no plenário

A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Rosa Weber liberou para julgamento, nesta quinta-feira (1º/12), quatro ações sobre a constitucionalidade do pagamento das emendas de relator (RP-9), que ficaram conhecidas como orçamento secreto. As emendas parlamentares ganharam este nome pela falta de detalhamento e transparência.

Rosa Weber, mesmo na presidência da Corte, continuou na relatoria das ações. Dessa forma, pode definir quando elas serão incluídas na pauta para apreciação do plenário.

Conforme noticiou a coluna Guilherme Amado, existe um consenso entre os ministros do STF para declarar, ainda em 2022, que essa modalidade sem transparência é inconstitucional. Em novembro do ano passado, Weber ordenou que o governo Bolsonaro divulgasse integralmente o pagamento das emendas de relator.

Diante da liberação para inclusão em pauta, o julgamento pode ser marcado ainda neste mês de dezembro, antes mesmo do recesso do Judiciário.

METRÓPOLES

Vídeo: Janja vai a show de Chico Buarque em Brasília e é tietada

BRASIL

Músico se apresenta em Brasília (DF). Show de terça-feira (29/11) teve presença de Fernando Haddad (PT) e do ministro Luís Roberto Barroso

Veja imagens do momento:

A socióloga Rosângela Silva, a Janja, casada com o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT), compareceu ao show do cantor Chico Buarque na noite desta quarta-feira (30/11) em Brasília (DF).

Ao chegar, a futura primeira-dama foi tietada calorosamente pelo público. Diversos apoiadores se aproximaram de Janja para cumprimentá-la e tirar uma foto.

O convite para Lula e Janja partiu de Chico e da advogada Carol Proner. Ela é esposa do cantor e integra o grupo temático da Justiça e Segurança Pública da equipe de transição do novo governo.

 

METRÓPOLES

 

 

Após vacilos, equipe de Lula tem semana decisiva para viabilizar PEC

BRASIL

À medida que o prazo diminui, equipe de transição de Lula tem cada vez menos condições de conseguir espaço fora do teto para gastos sociais

Imagem colorida mostra o presidente eleito Lula diante de um mural multicolorido. Ele está com uma das mãos na boca, dando a impressão de estar em reflexão - Metrópoles
Imagem colorida mostra o presidente eleito Lula diante de um mural multicolorido. Ele está com uma das mãos na boca, dando a impressão de estar em reflexão – Metrópoles

A equipe de transição para o novo governo federal não tem mais espaço nem tempo para vacilar na articulação política. O financiamento das promessas de campanha do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), está em risco após três semanas de trabalho sem avanços na tramitação de uma proposta de emenda à Constituição (PEC) que garanta ao futuro governo dinheiro para custear o Bolsa Família de R$ 600, reajustar o salário mínimo e investir em obras de infraestrutura.

Após uma série de adiamentos impostos pela falta de acordo, a PEC da Transição precisa ser apresentada nesta semana para ter tempo hábil de tramitar em dois turnos no Senado e na Câmara. Se houver consenso, o Congresso já mostrou, em outros momentos, que consegue tramitar uma PEC em poucos dias, mas a equipe de Lula terminou a última semana longe de ter um plano que seja aceito pela maioria dos atuais congressistas e chega aos últimos dias de novembro emparedada pela necessidade de assegurar ao menos a manutenção do principal programa de transferência de renda do país em R$ 600 para as famílias beneficiadas.

Aliados e opositores avaliam que a equipe de Lula pecou por falta de habilidade política e, sobretudo, por uma ingenuidade que não cabe a políticos acostumados a ser tanto governo quanto oposição. Os lulistas acreditaram na possibilidade de fazer com que o Congresso atual – amplamente bolsonarista nos últimos dois anos – excluísse do teto de gastos, indefinidamente, as verbas para bancar não só o Bolsa Família, mas também outros programas sociais.

Pressão

Os congressistas, incluindo os alinhados ao PT, negaram-se a conceder esse “cheque em branco”; agora, o futuro governo, cada vez mais pressionado, pode ser obrigado a começar sem verba para quase nada. A situação estressa os lulistas e provoca o início de uma caça às bruxas, pois as divergências já.

Na última semana, o senador Jaques Wagner (PT-BA), um dos agentes políticos da transição, disse a jornalistas que “falta um ministro da Fazenda” para destravar as negociações. Horas depois, a presidente nacional do partido, deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR), discordou e afirmou à imprensa que “a articulação política se dá no Congresso, independe de quem é ministro” e que “falta articulação no Senado”.

Ausência

Distante da transição, o presidente eleito também é apontado como um dos culpados por essa primeira crise. Inicialmente festejada, a ida de Lula ao Egito para a Conferência das Nações Unidas para as Mudanças Climáticas (COP-27) tornou-se um problema, porque os líderes partidários começaram a reclamar da ausência, nas negociações, de um nome que pudesse fornecer garantias políticas que facilitassem um acordo. O problema foi agravado porque Lula passou por uma cirurgia na garganta ao voltar ao Brasil, o que implicou mais uma semana longe de Brasília.

O presidente eleito agora deverá permanecer durante toda a semana na capital, onde poderá liderar as discussões, adiantar o anúncio de nomes da equipe econômica do futuro governo e apressar acordos sobre o espaço que os aliados terão na nova administração. Apesar de ter iniciado cedo a negociação com partidos como MDB e União Brasil, o governo Lula ainda não tem maioria no novo Congresso e, a cada dia que passa, terá de lidar com um preço mais caro para contar com apoios.

Interessa aos parlamentares que tendem a aderir ao novo governo emparedar mais ainda a transição, como forma de garantir benesses. No ditado popular que faz muito sucesso na política, o plano é “criar dificuldades para vender facilidades”.

METRÓPOLES

Eduardo Bolsonaro diz que vai apresentar projeto contra uso de máscara

BRASIL

O parlamentar criticou decisão da Anvisa de retomar uso obrigatório do equipamento de proteção em aeronaves e aeroportos
Imagem colorida mostra deputado federal Eduardo Bolsonaro - Metrópoles
Imagem colorida mostra deputado federal Eduardo Bolsonaro – Metrópoles. Crédito

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) anunciou, na quarta-feira (23/11), que “agirá judicialmente” contra a nova exigência da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que obriga o uso de máscaras em aeroportos e aviões.

A decisão da Anvisa foi publicada na terça-feira (22/11), após reunião da diretoria colegiada do órgão.

Diante da escalada de casos de Covid-19 no Brasil e em diversos países do mundo, a agência voltou a exigir o uso do acessório de proteção facial em aeroportos e aeronaves. A medida passa a valer a partir desta próxima sexta feira.

Em publicação no Twitter, Eduardo Bolsonaro afirmou que protocolará um Projeto de Decreto Legislativo (PDL) para “sustar esta afronta à liberdade”.

Nenhum PDL sobre o tema havia sido protocolado pelo parlamentar na Câmara dos Deputados até a publicação deste texto.

Preocupação

Em reunião da Diretoria Colegiada na terça-feira (22/11), a agência discutiu a necessidade de reforçar as medidas não farmacológicas para combater a transmissão do vírus em locais de entrada de viajantes.

O tema surgiu após uma série de reuniões com entidades como a Associação Brasileira de Infectologia, o Conass, Conasems e a Fiocruz.

O diretor Rômison Rodrigues Mota seguiu a sugestão afirmando que o critério de recomendação não tem surtido efeito.

“Acredito que é proporcional e necessário, nesse momento, dentro das competências da Anvisa, a volta da obrigatoriedade. Não se trata, de forma nenhuma, de um retrocesso, mas de retomarmos um lugar de cuidado e de proteção necessário.”

METRÓPOLES

Vídeo. Rodrigo Maia é hostilizado em resort na Bahia: “Vagabundo”

BRASIL
As imagens mostram o ex-presidente da Câmara sendo xingado de “ladrão” e “vagabundo”. A esposa do deputado também foi atacada

Rodrigo Maia é hostilizado em resort na Bahia; Veja vídeo
Foto: Reprodução

O deputado federal Rodrigo Maia (PSDB) foi hostilizado por hóspedes de um resort de luxo na Bahia. Vídeos mostram o ex-presidente da Câmara sendo xingado de “ladrão” e “vagabundo” no restaurante do hotel.Ele estava acompanhado da esposa, Vanessa Canado, que também foi alvo. “É gostoso [ser] casada com bandido?”, questiona uma mulher.

Um outro vídeo mostra o deputado saindo do restaurante sob protesto dos hóspedes. Ele responde com um sinal de “L”, usado por apoiadores do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Metrópoles

Confira novas regras de emissão da carteira de identidade

 BRASIL

Confira novas regras de emissão da carteira de identidade
Foto: Assessoria de Comunicação Secretaria Especial de Modernização do Estado

A Câmara-Executiva Federal de Identificação do Cidadão (Cefic) publicou, nesta quinta-feira (17), as regras para preenchimento e impressão da nova Carteira de Identidade Nacional (CIN). As regras estão descritas numa resolução aprovada em 29 de setembro.

De acordo com o regulamento, o documento deve conter o nome do estado de emissão e da respectiva Secretaria de Segurança Pública ou serviço de identificação. Com informações do site Agência Brasil, na CIN deve constar ainda o nome do cidadão e o nome social, se houver, além de dados como CPF, sexo, data de nascimento, nacionalidade, naturalidade e validade.

Segundo a norma, a CIN precisa registrar também a assinatura do titular (opcional em caso de analfabetismo, deficiência ou perda de função momentânea), nome da mãe, nome do pai, órgão expedidor, local, emissão. O Código Estadual deve estar abaixo do QR Code e tem por objetivo definir o posto de identificação para fins de logística das CIN.

As regras estabelecidas para a Carteira seguem a Organização Internacional de Aviação Civil (ICAO), na sigla em inglês), que estabelece padrões internacionais para emissão de documentos.

A nova identidade unifica nacionalmente o número do CPF como registro geral de identificação. O documento vem com um QR Code que pode ser lido por qualquer dispositivo apropriado, como um smartphone. Isso permitirá a validação eletrônica de sua autenticidade, bem como saber se ele foi furtado ou extraviado.

Essa nova versão do documento de identificação servirá também de documento de viagem, devido à inclusão de um código de padrão internacional chamado MRZ, o mesmo usado em passaportes.

Até o momento, porém, o Brasil só tem acordos para uso do documento de identidade nos postos imigratórios com países do Mercosul. Para os demais países, o passaporte continua sendo obrigatório.

O novo RG terá validade de 10 anos para pessoas com até 60 anos de idade. Para os maiores de 60 anos, o RG antigo continuará valendo por tempo indeterminado.

O PRESENTE

Moraes manda bloquear contas de 43 empresas por atos antidemocráticos

BRASIL

Caminhões ao lado do QG do Exército
Caminhões ao lado do QG do Exército. Crédito: Metrópoles

O ministro pontuou que a medida se faz “urgente” diante da possibilidade de financiamento de atos golpistas por empresários.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o bloqueio imediato das contas bancárias de 43 pessoas físicas e jurídicas supostamente envolvidas em atos antidemocráticos contra o resultado das eleições.

A decisão, a qual o Metrópoles teve acesso, foi assinada no último sábado (12/11). De acordo com o magistrado, o bloqueio é “necessário, adequado e urgente, diante da possibilidade de utilização de recursos para o financiamento de atos ilícitos e antidemocráticos”.

Moraes também determinou que a Polícia Federal colha depoimentos de todas as empresas e pessoas listadas em até dez dias, além de indicar as diligências necessárias para apurar o caso.

Na decisão, o ministro citou o bloqueio de rodovias de todo o país por manifestantes bolsonaristas insatisfeitos com a derrota do presidente Jair Bolsonaro (PL) nas urnas. Moraes também pontuou o deslocamento de 115 caminhões para o QG do Exército, em Brasília, “com objetivo de reforçar atos criminosos”.

De acordo com o magistrado, os manifestantes desrespeitam o direito de reunião pacífica, previsto na Constituição. Moraes pontuou que os grupos querem “propagar o descumprimento e desrespeito ao resultado do pleito eleitoral”.

“Efetivamente, o deslocamento inautêntico e coordenado de caminhões para Brasília/DF, para ilícita reunião nos arredores do Quartel General do Exército, com fins de rompimento da ordem constitucional – inclusive com pedidos de ‘intervenção federal’, mediante interpretação absurda do art. 142 da Constituição Federal – pode configurar o crime de Abolição Violenta do Estado Democrático de Direito (art. 359-L do Código Penal)”, diz trecho da decisão.

Veja a lista de empresas com contas bloqueadas:

1. AGRITEX COMERCIAL AGRICOLA LTDA

2. AGROSYN COMERCIO E REP. DE INSUMOS AGRIC

3. AIRTON WILLERS

4. ALEXANDRO LERMEN

5. ARGINO BEDIN

6. ARRAIA TRANSPORTES LTDA

7. ASSIS CLAUDIO TIRLONI

8. BANCO RODOBENS S.A

9. BERRANTE DE OURO TRANSPORTES LTDA

10. CAIRO GARCIA PEREIRA

11. CARROCERIAS NOVA PRATA LTDA

12. CASTRO MENDES FABRICA DE PECAS AGRICOLAS

13. CERAMICA NOVA BELA VISTA LTDA

14. COMANDO DIESEL TRANSP E LOGISTICA LTDA

15. DALILA LERMEN EIRELI

16. DIOMAR PEDRASSANI

17. DRELAFE TRANSPORTES DE CARGA LTDA

18. EDILSON ANTONIO PIAIA

19. FERMAP TRANSPORTES LTDA

20. FUHR TRANSPORTES EIRELI

21. GAPE SERVICOS DE TRANSPORTES LTDA

22. J R NOVELLO

23. KADRE ARTEFATOS DE CONCRETO E
CONSTRUÇÃO

24. KNC MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO

25. LEONARDO ANTONIO NAVARINI & CIA LTDA

26. LLG TRANSPORTADORA LTDA

27. M R RODO IGUACU TRANSPORTES EIRELI

28. MURIANA TRANSPORTES LTDA

29. MZ TRANSPORTES DE CARGAS LTDA

30. P A REZENDE E CIA LTDA

31. POTRICH TRANSPORTES – LTDA

32. RAFAEL BEDIN

33. ROBERTA BEDIN

34. SERGIO BEDIN

35. SINAR COSTA BEBER

36. SIPAL INDUSTRIA E COMERCIO LTDA

37. TIRLONI E TIRLONI LTDA-ME

38. TRANSPORTADORA ADRIJ LTDA ME

39. TRANSPORTADORA CHICO LTDA

40. TRANSPORTADORA LERMEN LTDA – EPP

41. TRANSPORTADORA ROVARIS LTDA

42. TRR RIO BONITO T. R. R. PETR. LTDA

43. VAPE TRANSPORTES LTDA

Metrópoles

Líderes evangélicos falam em ‘guerra espiritual’ e apoiam atos golpistas

PARA COMEÇAR O DIA

Esta é a versão online da newsletter Pra Começar o Dia enviada hoje (11)

lula - Fátima Meira/Futura Press/Estadão Conteúdo - Fátima Meira/Futura Press/Estadão Conteúdo
Lula chora ao falar da fome em discurso no gabinete de transição em Brasília Imagem: Fátima Meira/Futura Press/Estadão Conteúdo

Levantamento feito em redes sociais mostra que boa parte da extrema direita evangélica apoia os atos na frente de quartéis que pedem intervenção militar, tratando as manifestações golpistas como parte de uma “guerra espiritual”. Bolsonaro é visto como uma espécie de enviado de Deus contra Lula.

Sob nova direção

Sobrou para Lula: o Enem precisa mudar em 2024, para se adaptar ao novo ensino médio e permitir que os candidatos escolham a área de conhecimento da prova do segundo dia do exame. Para complicar, o banco de questões está magro e tem que ser reforçado.

O mercado ficou contrariado ontem, com o anúncio da inflação de outubro (0,59%) e com declaração de Lula defendendo colocar a questão social antes da estabilidade fiscal. O resultado foi dólar em alta (4,14%) e Bolsa em baixa (3,35% de queda). José Roberto de Toledo viu o movimento no mercado financeiro como tentativa de chantagear Lula.

A FRASE

O mercado fica nervoso à toa. Eu nunca vi um mercado tão sensível como o nosso. Lula, comentando a queda da Bolsa e a alta do dólar.

Para Alberto Bombig, o discurso de Lula deu a impressão a empresários e ao mercado financeiro que Geraldo Alckmin terá pouca participação nas discussões sobre os rumos da política econômica a partir de ano que vem.

Na COP27, Marina Silva se reuniu com John Kerry, enviado dos EUA para o clima, e disse que o Brasil tentará ampliar a cooperação com os norte-americanos. Também falou em interesse em conseguir mais recursos para a preservação da floresta amazônica.

Joe Biden pretende se reunir em breve com Lula, segundo a Casa Branca

Mariana Londres explica o que, além das promessas de campanha, como o aumento da faixa de isenção de Imposto de Renda, forma o rombo estimado em R$ 400 bilhões das contas do governo em 2023. Parte vem do adiamento do pagamento de precatórios.

No STF e no TSE, o relatório do Ministério da Defesa sobre a eleição foi criticado e ironizado por ministros. Um deles falou em “vergonha alheia”. Os tribunais consideram que o documento enfraquece os atos antidemocráticos.

O governo Lula vai reabrir a embaixada na Venezuela, conta Jamil Chade. Também deve rever o reconhecimento dado pelo Brasil a Juan Guaidó, que se autoproclamou presidente da Venezuela.

O NÚMERO 108%

Foi o aumento nas despesas no cartão corporativo de Bolsonaro, segundo levantamento feito por um deputado federal no Portal da Transparência.

CERCADINHO

Alexandre de Moraes determinou que a Polícia Federal, a PRF (Polícia Rodoviária Federal) e a Polícia Militar no Distrito Federal desobstruam vias bloqueadas por manifestantes bolsonaristas em protestos antidemocráticos.

A Polícia Federal começou a investigar o diretor-geral da PRF por sua atuação nas eleições.

A PRF mostrando serviço: identificou 10 empresas e 40 pessoas na organização de bloqueios pelo país.

PANDEMIA

O Ministério da Saúde começou ontem a distribuir doses da vacina contra covid para menores de 3 anos com comorbidades.

UOL

 

Bolsonaro indica 3 nomes para assumir embaixadas do Brasil no exterior

BRASIL

Presidente indicou três nomes para as embaixadas do Brasil na França, na Jordânia e no Líbano. Sugestões passarão por sabatina no Senado
Palácio do Itamaraty, na Esplanada dos Ministérios. Vê-se em primeiro plano o lago e ao fundo o prédio - Metrópoles. Ministério das Relações Exteriores do Brasil
Rafaela Felicciano/Metrópoles
O presidente Jair Bolsonaro (PL) indicou três diplomatas para assumir embaixadas brasileiras na França, na Jordânia e no Líbano. Os nomes constam na edição desta terça-feira (8/11) do Diário Oficial da União.

Os ministros de primeira classe da carreira de diplomata do Ministério das Relações Exteriores passarão por sabatina no Senado Federal, antes de serem confirmados para o cargo.

As indicações devem ser apreciadas pela Comissão de Relações Exteriores (CRE) e pelo Plenário da Casa.

Paulino Franco de Carvalho Neto deve assumir a função de embaixador do Brasil na República Francesa e, cumulativamente, do Principado de Mônaco. Nascido em Curitiba, atua na carreira diplomática há 37 anos.

Atualmente, Paulino Franco é secretário de Assuntos Multilaterais Políticos do Itamaraty, mas, na última missão no exterior, assumiu a Embaixada do Brasil em Angola, entre 2016 e 2020.

Também passam por sabatina no Senado Márcio Fagundes do Nascimento, que concorre à vaga de embaixador do Brasil no Reino Haxemita da Jordânia, e Tarcisio de Lima Ferreira Fernandes Costa, que deve assumir a cadeira na República Libanesa.

Tarcisio nasceu no Recife e, hoje, é cônsul-geral do Brasil em Londres e assumiu funções como chefia do departamento da América do Sul Setentrional e Ocidental do Itamaraty, entre 2016 e 2018, quando mudou para o cargo de porta-voz do ministro das Relações Exteriores.

Márcio Fagundes trabalha como diretor do Departamento de Europa do Ministério das Relações Exteriores.
Metrópoles

O dia de finados é feriado nacional ou ponto facultativo?

BRASIL

Entenda a origem da data e saiba como ela é celebrada ao redor do mundo

Os Países ocidentais celebram em 02 de novembro, o dia de Finados ou dia de todas as almas. Essa data foi instituída na Idade Média, pelo abade Odilon de Cluny. A celebração de Finados é de grande relevância para a Igreja Católica, igrejas Anglicanas e Ortodoxa Oriental.
O dia de finados é feriado nacional ou ponto facultativo?
Foto: Divulgação
Diversos países celebram essa data de uma maneira diferente, no México, por exemplo, eles promovem a “Festa dos Mortos”, uma festa católica misturada com antigos rituais astecas. Aqui no Brasil, as pessoas costumam meditar e rezar pelos mortos, visitam cemitérios, levam flores em memória dos entes queridos, além de realizar rituais como orações e cânticos.
Já na Indonésia, eles promovem o Ma’nene, ritual dedicado para vestir o morto com diferentes roupas. No Haiti, as pessoas fazem uma espécie de batucada usando tambores para despertar o Deus dos mortos. Na China, acontece o Ching Ming, onde as pessoas prestam homenagens aos antepassados e entes queridos já falecidos, realizam  limpeza nos túmulos e fazem manutenção das placas com nome.

O dia de Finados é feriado nacional ou ponto facultativo?

De acordo com a Portaria nº 29, de 2021 do Senado Federal, o dia 2 de novembro, data dedicada ao dia de finados, é feriado nacional. Com isso, a folga para trabalhadores é obrigatória, com exceções para serviços essenciais como hospitais, transporte público, entre outros. Você sabe qual a diferença entre ponto facultativo e feriado nacional? O que difere o feriado nacional e ponto facultativo, é a concessão ou não da folga.
No Ponto facultativo, o trabalho é opcional e empresa ou órgão público decidem se o trabalhador terá folga ou não. Em datas de feriado nacional, a folga é obrigatória. Mas se houver expediente, principalmente em serviços essenciais, o empregado tem direito ao pagamento em dobro da hora de trabalho, ou até mesmo, receber uma folga por esse dia trabalhado.

Terapia do luto: qual a importância do apoio psicológico?

terapia do luto é um acompanhamento psicológico voltado para pessoas ou famílias enlutadas. Elas contam com a ajuda da psicologia para superar a dor da perda. A terapia contribui para que o luto não se torne um problema psíquico. As sessões estimulam a pessoa expressar os seus sentimentos, identificar a melhor maneira para enfrentar luto. Além disso, o terapeuta ajuda a prevenir os conflitos familiares que podem surgir nesse momento de abalo.
Se você gosta da área da psicologia e deseja aprender habilidades e técnicas voltadas para o entendimento de pacientes com os mais diversos distúrbios de cunho emocional, como depressão, transtorno de ansiedade generalizada, o curso de graduação em psicologia é ideal para você. O Educa Mais Brasil, programa de inclusão educacional disponibiliza bolsas de estudo com até 70% de desconto. Acesse o site e inscreva-se gratuitamente.

 

Caminhoneiros bloqueiam rodovias de pelo menos sete estados

PROTESTO

Grupos isolados, ainda sem uma liderança, se recusam a aceitar resultado da eleição nacional, que terminou com a vitória de Lula

Caminhoneiros não aceitam resultado das urnas
Caminhoneiros não aceitam resultado das urnas REPRODUÇÃO/RECORD TV

Pelo menos sete estados contam com paralisações de caminhoneiros que não aceitam o resultado das eleições presidenciais.

Os primeirsos protestos ocorreram no Paraná na noite de domingo (30), com o bloqueio da BR-277.

Pouco depois, caminhoneiros bloquearam no Rio de Janeiro, na madrugada desta segunda-feira (31), os dois sentidos da via Dutra, que liga São Paulo e Rio. Há também atos em Goiás, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Mato Grosso.

Os protestos parecem isolados, feitos por motoristas que defendem o presidente Jair Bolsonaro (PL), derrotado nas urnas pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ainda não apareceu nenhuma associação por trás do movimento.

Vídeos que circulam nas redes sociais mostram paralisações em rodovias estaduais e federais em Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul e Mato Grosso.

R7

 

Em nota, Globo repudia campanha de intimidação a William Bonner

BRASIL

Apresentador do Jornal Nacional afirma que ficou reconfortado com apoio da emissora  

William Bonner - Reprodução/TV Globo

A Rede Globo publicou nota de repúdio a uma campanha de intimidação promovida contra o apresentador do Jornal Nacional, William Bonner. O jornalista vem sendo alvo de ataques desde que fraudadores usaram o CPF do filho dele para adicioná-lo ao programa de ajuda emergencial do governo.

De acordo com a emissora, tanto Bonner quanto o filho receberam por WhatsApp mensagens vindas de um número de Brasília, com uma lista de endereços relacionados a ele e os números de CPFs dele, de sua mulher, seus filhos, pai, mãe e irmãos.

“A Globo o apoiará para que os autores dessa divulgação de seus dados fiscais, protegidos pela Constituição, sejam encontrados e punidos. William Bonner é um dos mais respeitados jornalistas brasileiros e nenhuma campanha de intimidação o impedirá de continuar a fazer o seu trabalho correto e isento. Ele conta com o apoio integral da Globo e de seus colegas e está amparado pela Constituição e leis desse país”, diz a nota da emissora.

Em entrevista ao Estadão, o apresentador do Jornal Nacional se disse “reconfortado” pelo apoio da empresa e dos colegas e que vai acionar os meios legais para encontrar os culpados. “O apoio da Globo e dos colegas são reconfortantes. O episódio foi uma clara intimidação. Quem quer fraudar não avisa, não manda mensagem como ameaça. Como a única coisa que faço na vida é ser jornalista, fica claro o propósito de intimidar. Não vão conseguir. Com o apoio da Globo e dos colegas, pelos meios legais, vamos encontrar os culpados para que sejam punidos”.

Por ESTADÃO CONTEÚDO

 

Patrão que mandou funcionárias filmarem voto em Bolsonaro pagará R$ 150 mil

BRASIL

Empresário enviou áudio obrigando funcionários a filmarem voto em Bolsonaro; agora, ele deverá pagar indenização e se retratar publicamente

empresario obriga filmar voto bolsonaro
Reprodução/Facebook

O empresário Adelar Eloi Lutz vai ter que pagar indenização de R$ 150 mil após enviar um áudio dizendo que obriga funcionários a filmarem a urna eletrônica para comprovar que votaram no candidato Jair Messias Bolsonaro (PL).

Um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) foi assinado com o Ministério Público da Bahia (MP-BA) nesta terça-feira (25/10).

Adelar mora em Formosa do Rio Preto (BA) e possui uma série de propriedades rurais na região oeste do estado. O empresário começou a ser investigado após o vazamento de um áudio de WhatsApp em que ele confessa cometer assédio eleitoral contra seus funcionários.

“Todo mundo teve que provar, filmar a eleição. Se vira, entre com celular no sutiã, que seja. Vai filmar, provar que votaram. Senão, rua!”, diz o empresário no áudio.

Retratação

A indenização de R$ 150 mil será revertida pelo MPT para a própria região oeste da Bahia. Além do valor a ser pago até dia 30, Adelar também terá que fazer uma retratação pública em até 24 horas nas redes sociais.

Logo que o áudio repercutiu, Adelar publicou um vídeo dizendo que se tratava apenas de uma brincadeira. O empresário ainda deverá orientar todo trabalhador que se sentir constrangido por seu patrão a denunciar o caso ao Ministério Público do Trabalho.

“O mais importante em um inquérito como este é inibir a continuidade do ilícito e sinalizar claramente para toda a sociedade que o assédio eleitoral não será tolerado pelas instituições”, pontuou a procuradora Carolina Ribeiro, segundo a assessoria do MPT.

Metrópoles

Governo corta 87% de doação de leite a famílias na miséria no Nordeste e MG

DESCASO

Uma das principais ações do governo federal no combate à fome no interior nordestino e de Minas Gerais, a distribuição de leite às famílias em extrema pobreza pelo programa Alimenta Brasil (antigo PAA, Programa de Aquisição de Alimentos) foi drasticamente reduzida em 2022. Entre janeiro e agosto, o total de litros distribuídos caiu 87% em comparação ao mesmo período do ano passado

Entrega de leite do programa Alimenta Brasil em Tucano (BA): corte afetou entrega pelo Nordeste e MG - Divulgação/Prefeitura de Tucano (BA)
Entrega de leite do programa Alimenta Brasil em Tucano (BA): corte afetou entrega pelo Nordeste e MG Imagem: Divulgação/Prefeitura de Tucano (BA)

A distribuição de leite dentro do programa Alimenta Brasil é executada apenas no território da Sudene (Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste), que abrange os nove estados da região Nordeste e o norte e nordeste de Minas Gerais.

A escolha dessa área ocorre pelo maior grau de insegurança alimentar. É na região da Sudene que estão 11 milhões —ou seja, mais da metade— dos 20 milhões de famílias que recebem o Auxílio Brasil..

O programa do leite, como é conhecido, é tradicional no Nordeste há pelo menos duas décadas e, segundo gestores, enfrenta hoje o seu maior desfinanciamento federal e a menor quantidade distribuída.

O programa do leite, como é conhecido, é tradicional no Nordeste há pelo menos duas décadas e, segundo gestores, enfrenta hoje o seu maior desfinanciamento federal e a menor quantidade distribuída.

Em agosto deste ano, por exemplo, apenas 54 produtores venderam ao governo um total de 236 mil litros de leite. Para efeito de comparação, em outubro de 2021, eram 4.443 produtores leiteiros que venderam 5,9 milhões de litros de leite. Em janeiro deste ano, nenhum litro de leite foi comprado.

Entre 2011 e 2012, quando o programa atingiu o ápice, 28 mil produtores vendiam leite ao governo federal. Procurado pelo UOL, o Ministério da Cidadania não comentou os cortes.

A queda fica clara quando vemos o orçamento investido: neste ano, até agosto, foram apenas R$ 7.453.265,22. O valor é menor, por exemplo, que o gasto em novembro de 2021, quando foram investidos R$ 13.192.481,34.

Os dados completos de valores pagos, litros comprados e produtores beneficiados pode ser conferido no site do Ministério da Cidadania.

Critérios

Segundo o Ministério da Cidadania, deveriam receber leite as famílias registradas no Cadastro Único, com prioridade àquelas que recebem o Auxílio Brasil. Cada família tem direito de receber até sete litros de leite por semana.

O número de famílias beneficiadas ao longo do programa não é informado já que ele funciona de forma tripartite: os estados assinam convênio com o Ministério da Cidadania e repassam os valores disponíveis para as fábricas ou cooperativas leiteiras que fazem a pasteurização do produto.

Assim, cada município adota sua estratégia e pode aumentar ou diminuir a oferta, de acordo com a quantidade recebida.

Segundo dados do Cadastro Único do governo federal, existem hoje somente no Nordeste 9,8 milhões de famílias em extrema pobreza, ou seja, com renda per capita (por pessoa) de até R$ 105. Todas estariam aptas para receber o benefício.

Além de apoiar famílias pobres, o programa é também importante para pequenos pecuaristas da região, que, ao vender sua produção ao governo, conseguem ter uma renda fixa.

O valor do litro de leite pago ao produtor é calculado de acordo com a média de preços praticados pelo mercado local. Em média, o litro está sendo comprado a R$ 2.

A queda também atinge os laticínios, já que cerca de 40% do orçamento é destinado ao pagamento do processo de pasteurização do leite —que pode ser feito pelas próprias cooperativas dos agricultores familiares ou laticínios privados.

Programa do Leite com embalagem e logotipo ainda do PT, na primeira década de 2000 - Arquivo/Governo de Alagoas - Arquivo/Governo de Alagoas
rograma do Leite com embalagem e logotipo ainda do governo do PT, na primeira década de 2000 Imagem: Arquivo/Governo de Alagoas.

Cortes e fome

Para se adequar aos cortes, prefeituras e estados reduziram o número de famílias ou de volume distribuído e até mesmo pararam de fornecer o alimento neste ano, como no Ceará. Com isso, não só famílias foram afetadas. A merenda e até hospitais foram prejudicados.

A coluna conversou com gestores e famílias na pobreza, que relataram o drama vivido sem o leite.

“Era uma distribuição muito importante para várias famílias que necessitam do poder público. A gente aqui distribuía também às escolas para merenda e ao hospital”, conta Benedito de Paulo Neto, secretário de Agricultura do município de Mucambo (CE).

Segundo ele, a suspensão começou em fevereiro deste ano. “A gente usava o leite na merenda já para fazer um composto, como uma vitamina. Agora não temos mais e não sabemos quando vai voltar”, diz.

DO UOL