Após ser alvo de ataques racistas em uma mídia social, o jornalista denunciou o crime à polícia e cobrou punição dos envolvidos
Reprodução / Redes sociais
O jornalista e apresentador da TV Globo Brasília Fred Ferreira sofreu ataques racistas no Instagram. Em uma publicação, o comunicador foi chamado de “preto, desgraçado”. O caso é investigado pela polícia.
Hoje fui à Delegacia de Repressão aos Crimes Raciais porque recebi ofensas racistas aqui, no Instagram, de um criminoso que nunca vi e nem divulgo o @ pra não dar palco. A polícia sabe quem ele é. Está aí no B.O uma das frases escritas. Isso foi na quinta-feira.
Na segunda-feira (14/11), o jornalista denunciou o crime à Delegacia Especial de Repressão aos Crimes por Discriminação Racial (Decrin), da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF).
“Racismo é crime. Se outras mensagens vierem, outros processos virão. Para piorar, descobri que o criminoso ainda manda outros tipos de mensagens constrangedoras para colegas, numa espécie de importunação. Lamentável”, postou Fred Ferreira, ao denunciar o caso nas mídias sociais.
O jornalista comentou que recebeu as ofensas na última quinta-feira (10/11), mas só leu as mensagens no dia seguinte.
“Fiquei o fim de semana inteiro pensando no que fazer. Nem deveria pensar, porque a questão era óbvia: denunciar! A gente fica meio incrédulo, em choque. [Mas] fui muito bem atendido na delegacia. Na verdade, acolhido”, escreveu o comunicador.
“Internet não é terra sem lei”
Depois de elogiar o trabalho da delegacia, Fred Ferreira comentou: “Que o criminoso seja localizado e punido. Internet não é terra sem lei”.
A PCDF instaurou inquérito para apurar caso de calúnia e injúria racial.
Acabou na manhã deste domingo, 13 de novembro, o julgamento da cantora gospel e ex-deputada federal, Flordelis. A mulher estava sendo denunciada como mandante do assassinato do marido, o pastor Anderson do Carmo, que foi executado a tiros em junho de 2019, na residência da família, em Niterói, no Rio de Janeiro.
Flordelis foi condenada pela morte de Anderson do Carmo (Foto: Reprodução).
Flordelis respondia por homicídio triplamente qualificado, tentativa de homicídio, uso de documento falso e associação criminosamente armada. Dessa forma, ela foi sentenciada a 50 anos e 28 dias de prisão. Além da ex-deputada federal, outros três filhos dela foram considerados culpados pelo homicídio do pastor Anderson do Carmo.
Simone dos Santos Rodrigues, filha biológica de Flordelis, foi condenada a 31 anos e 4 meses de prisão por homicídio triplamente qualificado tentativa de homicídio duplamente qualificado e associação criminosa armada. Um ano antes desse julgamento, outros dois filhos outros do ex-casal também tinham sigo sentenciados pelo bárbaro crime.
Flávio dos Santos Rodrigues, filho biológico de Flordelis, foi acusado de atirar no padrasto, foi sentenciado a 33 anos e dois meses de prisão por homicídio triplamente qualificado, porte ilegal de arma, uso de documento ilegal e associação criminosa armada. Lucas Cézar dos Santos Souza, filho adotivo, também acabou sendo condenado.
Ele foi o responsável por comprar a arma do crime. Dessa forma, ele recebeu a condenação a sete anos e meio por homicídio triplamente qualificado. Sua pena foi reduzida por ter colaborado com as investigações. O inquérito da Polícia Civil concluiu que Anderson do Carmo foi morto por questões financeiras e poder na família.
Uma mulher de 61 anos, natural da Fazenda Angico, em Serra Talhada, prestou queixa na Delegacia de Polícia Civil informando que levou um golpe de mais de R$ 28 mil, que esgotou todas as suas economias.
Transtornada, ela contou em depoimento que recebeu uma mensagem por celular, dizendo ser da Caixa Econômica informando que uma compra havia sido feita no nome da cliente. E que caso aquela dívida não tivesse sido dela, que ela clicasse no link da mensagem para falar diretamente com o banco. A serra-talhadense clicou. Daí, começou o golpe.
Prontamente, a vítima recebeu uma ligação de uma mulher dizendo que a conta da idosa havia sido clonada. Então, a golpista se passando por funcionária da Caixa enviou um link para a mulher dizendo que ela precisaria clicar nele e instalar um aplicativo no celular para evitar futuros golpes. O tal aplicativo pediu a vítima que trocasse a senha da conta bancária. A farsante, que se passava de atendente da Caixa, então pediu as senhas da vítima.
Foi quando a serra-talhadense percebeu que minutos depois chegaram diversos avisos de PIX sendo realizados em seu nome. A mulher disse a polícia que tentou entrar em contato com a suposta funcionária da Caixa, mas ela não atendia. Era tarde demais. Além de várias transferências, com as senhas da vítima os golpistas ainda conseguiram acesso a conta corrente da idosa. No total, em pouco segundos, sumiram da conta da vítima exatamente R$ 28.024.87
O deputado federal Julian Lemos (União Brasil-PB), ex-aliado de Jair Bolsonaro (PL), afirmou em entrevista ao podcast “Cast Arretado” que o presidente bate na primeira-dama, Michelle Bolsonaro.
Julian Lemos, ex-aliado de Bolsonaro, diz que o presidente bate em Michelle Bolsonaro:
“A relação é de fachada. Ela não quer nem ver ele. Nas primeiras férias dele, que ele foi pra uma ilha, ela foi colocar um silicone e ele deu uns tapas nela!” pic.twitter.com/4iIY4ytUtp
O vídeo com o trecho da entrevista no qual o parlamentar acusa o presidente de agressão repercutiu nas redes sociais nesta segunda-feira (7), e Julian diz que o casamento dos dois é de “fachada”.
“[O relacionamento de Bolsonaro e Michelle] é de fachada. Ela não aguenta nem ver ele”, diz o deputado. “Ele [Bolsonaro] de uns tapas nela. Nas primeiras férias dele, ele foi pra uma ilha. Ela foi colocar silicone e ele deu uns tapas nela dentro de casa. Agora deu outros empurrões nela de novo”, disse Julian.
A entrevista foi concedida na semana passada, no mesmo dia em que o presidente se pronunciou pela primeira vez desde o resultado das eleições, no qual foi derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT), eleito para assumir o cargo em janeiro de 2023.
“Ela não estava com ele hoje no discurso”, diz um dos apresentadores do podcast. “Não tava porque ela está toda marcada. Manda ela aparecer aí. Tô dizendo a você. Manda ela aparecer aí”, diz o deputado.
“Era pra estar preso então, não é?”, diz outro dos apresentadores. “Prende não. Presidente da República não prende, não”, conclui Julian.
A ex-deputada Flordelis dos Santos de Souza chegou ao fórum de Niterói pouco depois das 8h desta segunda-feira, em veículo do Serviço de Operações Especiais (SOE) da Secretaria de Administração Penitenciária, responsável pelo transporte de presos.
De camiseta branca e calça jeans, Flordelis conversa com seu advogado no tribunal Foto: Carolina Heringer
Ela começa a ser julgada nesta segunda-feira, acusada de ser mandante da morte do marido, o pastor Anderson do Carmo.
A juíza Nearis dos Santos Carvalho Arce afirma que os réus se manifestaram de que não querem aparecer. Por esse motivo, os advogados de defesa fizeram uma “barreira”. O advogado Ângelo Máximo se manifestou, afirmando causar espanto a informação, uma vez que os próprios advogados de defesa tinham pedido a transmissão ao vivo do julgamento. Máximo representa Cláudia Maria Rodrigues de Souza, irmã de Anderson. Ela é assistente de acusação.
-Flordelis será condenada porque a prova no processo é robusta de que ela mandou matar o pastor Anderson do Carmo. A prova no processo leva a isso. Não há uma prova que a defesa possa apresentar produzida no crivo do contraditório judicial que mostre que Flordelis é inocente. Flordelis foi ouvida em cinco oportunidades. No dia 16 de junho, 24 de junho de 2019. Foi ouvida no dia 5 de fevereiro, lá em Brasília, como testemunha do Flávio (filho de Flordelis que foi condenado). Eu estava lá. Foi ouvida no dia 21 de maio de 2020, pela última vez, na delegacia. E foi interrogada em 18 dezembro de 2020. Em nenhuma das oportunidades ela narrou aquilo tudo que ela narrou no vídeo que foi publicado ontem pelo jornal O GLOBO. E a defesa nega que tenha vazado o vídeo. Mas só a defesa tinha o vídeo.
Ângelo Máximo afirmou que a defesa da pastora quer se valer de um princípio usado em outro caso de repercussão, em Mato Grosso, da Ana Cláudia Flor:
— Um dia antes do júri, ela concedeu uma entrevista, que conseguiu dividir a opinião pública naquela comarca de Mato Grosso. Ela quer usar da mesma tese de defesa. Só que aqui a opinião pública sabe da verdade. Sabe de tudo o que ocorreu. Ela teve cinco oportunidades para falar e não falou. Isso gera estranheza. Como um advogado entra com celular na cadeia para gravar vídeo. É coisa que o assistente de acusação cobra do sistema penitenciário, de quem eu sou advogado do sindicato, que esclareça. Como esse vídeo foi feito? Através de celular? De câmera? — indagou.
Carmozina Mota, mãe de Flordelis, está no fórum para acompanhar o julgamento. Ela chegou companhada da filha, Laudiceia, uma das irmãs de Flordelis, e a sobrinha, Flávia. “Nada a declarar”, disse Flávia aos jornalistas, enquanto a Carmozina ficou calada.
Após a chegada de Flordelis, outro veículo de escolta de presos chegou ao fórum.
Alem do homicídio, Flordelis responde ainda por tentativas de homicídio (por ter envenenado a vítima), associação criminosa armada e uso de documento falso (por ter elaborado uma carta para atrapalhar as investigações). Seus três filhos — André, Simone, Marzy — é uma neta, Rayane, respondem por participação no homicídio e os três primeiros, também pelas tentativas de homicídio.
O júri popular deve se estender por três dias.
A sessão de julgamento tem início com o sorteio dos sete jurados para integrar o chamado Conselho de Sentença. São eles que decidirão se os réus são culpados ou inocentes. Os jurados, ao serem escolhidos, passam a ficar incomunicáveis, não podendo estabelecer qualquer contato entre eles ou com terceiros até o término do julgamento.
Eles são obrigados a desligar seus celulares e entregá-los ao oficial de Justiça. Os jurados são pessoas comuns, moradores de Niterói, que não necessariamente têm formação jurídica. No fim do dia, quando a sessão for suspensa, eles ficarão alocados em um hotel previamente escolhido pela Justiça.
Após a escolha dos jurados, começam a ser ouvidas as 30 testemunhas. Primeiro, as de acusação. Em seguida, as de defesa. No fim, é feito o interrogatório dos réus. Depois terá palavra a acusação – promotor de Justiça seguidao do assistente de acusação. Eles poderão falar por duas horas e meia, dividindo esse tempo, pedindo a absolvição ou a condenação dos réus, a depender das provas apresentadas no julgamento. Depois, terão direito a falar também por duas horas e meia os defensores dos acusados. Eles terão que dividir o tempo total disponível. Os mesmos advogados defendem Flordelis, Rayane, André e Marzy. Apenas Simone é representada por outra advogada, Daniela Grégio.
Depois da explanação da defesa, MP e assistente de acusação terão duas horas de réplica e em seguida, os advogados terão mais duas horas de tréplica. Os jurados votarão quesitos, formulados pela juíza, sobre a existência ou não do crime, autoria ou participação dos réus, se devem ser absolvidos, se existem causas de aumento de pena, entre outros. A votação acontece na chamada sala secreta. Após a votação, a magistrada elabora a sentença e estipula a pena, de acordo com os quesitos votados pelos jurados.
O jovem Adonias Ferreira da Costa, 29 anos, encontrado morto dentro de uma geladeira na Rua Pedro Balbino, Centro de Itapetim, na quinta (3), teria recebido uma mensagem no celular antes de desaparecer, no dia 13 de outubro.
Foto: Divulgação
De acordo com a irmã da vítima, Ana Rita, ele estava na casa dela, em Teixeira, na Paraíba, sua cidade natal, quando recebeu a mensagem e se apressou para ir embora.
A irmã da vítima conta que depois das mensagens, Adonias saiu da casa dela com destino a Matureia, também na Paraíba, onde iria visitar a mãe.
Os dois ainda se falaram por mensagem meia hora depois da saída. Depois disso, Ana Rita percebeu que já não era mais o irmão respondendo às mensagens.
“Ele gostava de mandar áudios e a pessoa estava sempre escrevendo e também apagando algumas mensagens”, conta a irmã.
Mesmo assim, Ana Rita conta que continuou trocando mensagens. No dia seguinte, 14 de outubro, por volta das 12h, recebeu outra mensagem do celular do irmão na qual ele pedia ajuda, informando que o carro havia quebrado.
Eles combinaram de se encontrar em frente a um estabelecimento na cidade de São José do Egito, distante cerca de 40 minutos das cidades de Teixeira, onde estava a irmã e Matureia, para onde, teoricamente, teria ido Adonias Ferreira.
No entanto, quando ela chegou ao local, não havia ninguém. As imagens de câmera de segurança também mostraram, segundo Ana Rita, que Adonias Ferreira não havia passado pelo local.
A irmã da vítima registrou um boletim de ocorrência na cidade de Teixeira logo após essa situação.
O corpo de Adonias Ferreira foi encontrado apenas na quinta-feira (3), dentro de uma geladeira na cidade de Itapetim, em Pernambuco. Conforme a irmã relata, ele não tinha nenhuma relação com a cidade e não conhecia pessoas no local. Ela desconfia que ele tenha conhecido novas pessoas por meio de aplicativo e foi vítima de uma emboscada.
“Ele era pedreiro, especialista em porcelanato. Era muito família, não bebia, não fumava, não gostava de festas, não tinha vícios”, relatou a irmã. Adonias Ferreira estava na Paraíba desde 22 de setembro, quando retornou de São Paulo, onde trabalhava.
Empresário Francisley Valdevino da Silva é suspeito de liderar esquema de fraudes bilionárias envolvendo criptomoedas, e descumpriu medidas cautelares, segundo a polícia; g1 tenta localizar defesa.
Francisley Valdevino da Silva, conhecido como ‘Sheik dos Bitcoins’ — Foto: Reprodução/Jornal Hoje
O empresário Francisley Valdevino da Silva, conhecido como “Sheik dos Bitcoins”, investigado por suspeito de fraudes bilionárias envolvendo criptomoedas, foi preso em Curitiba, nesta quinta-feira (3), em uma operação da Polícia Federal (PF).
Conforme a polícia, ele teve prisão preventiva decretada após descumprir medidas cautelares. Nesta manhã, os policiais cumpriram o mandado de prisão contra ele, além de dois mandados de busca e apreensão.
Anteriormente, o empresário respondia em liberdade sob restrições, como a determinação de que ele não poderia continuar a administrar as empresas ou fazer gestão envolvendo interesse do grupo econômico dele.
Até a publicação desta reportagem, o g1 e a RPC tentavam contato com a defesa de Francisley.
Francisley é suspeito de cometer crimes, desde 2016, ao comandar um esquema de pirâmide financeira disfarçado de aluguel de criptomoedas.
Uma outra fase da mesma operação, deflagrada pela Polícia Federal no início de outubro, cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao suspeito, onde foram apreendidos barras de ouro, dinheiro em espécie, joias, carros, relógios de luxo e outros itens.
Descumprimento das medidas
A PF informou que, dias depois da deflagração da operação, Francisley passou a realizar encontros frequentes na casa dele, em Curitiba, com funcionários das empresas investigadas.
Entre esses funcionários estavam a gerente financeira do grupo e o responsável pelo designer gráfico das plataformas virtuais criadas pelo investigado para prática das fraudes.
Ainda conforme a polícia, os encontros frequentes com este último funcionário “demonstrou que a organização criminosa continuava ativa e promovendo atos criminosos”.
Operação Poyais
Entre as possíveis vítimas está Sasha Meneghel, que, segundo a PF, teve um prejuízo de cerca de R$ 1,2 milhão. A polícia destacou que na lista de vítimas também estão jogadores de futebol, que não tiveram os nomes revelados.
A Polícia Federal informou que, aos clientes, as empresas de Francisley diziam ter vasta experiência no mercado de tecnologia e criptoativos e possuir uma grande equipe que faria operações de investimento com as criptomoedas para gerar lucros.
A investigação mostrou, entretanto, que nunca existiu atividade comercial pelo grupo, e que o dinheiro arrecadado era gasto por Francisley.
Quem é o Sheik
Segundo a polícia, Francisley se apresentava como Francis Silva e é natural de São Paulo, mas se estabeleceu em Curitiba. Na capital paranaense ele desenvolveu uma empresa do ramo da tecnologia.
De acordo com a PF, o suspeito possui mais de cem empresas abertas no Brasil vinculadas a ele. A investigação indica que ele usava o dinheiro arrecadado nas fraudes para a compra de imóveis de alto valor, carros de luxo, embarcações, roupas de grife, joias, viagens, aviões e para fazer doações a igrejas.
Ainda conforme o delegado, o esquema começou a ruir no fim de 2021, quando Francisley não conseguiu mais pagar o que devia aos clientes.
A PF disse que a investigação contra o suspeito começou em março deste ano, depois de um pedido de cooperação policial internacional feito pela Interpol.
O pedido informava sobre uma investigação que identificou uma organização criminosa, liderada por Francisley, em Curitiba.
Sequestro do tio do Sheik do Bitcoin foi motivado por dívida com investidor, diz Polícia Civil
A investigação apontou que alguns membros da família de Francisley também se envolveram nas fraudes. De acordo com a PF, os familiares eram funcionários das empresas, e se apropriavam dos valores investidos pelas vítimas.
Em valores atualizados, o patrimônio somava cerca de R$ 11 milhões. Por causa da morte do casal, que foi espancado, os bens foram arrolados em um processo judicial de inventário
(crédito: Reprodução/Rede Globo)
O casal Manfred e Marísia von Richthofen, morto em 31 de outubro de 2002, levava uma vida de padrão elevado e construiu um patrimônio de alto valor. Entre os bens deixados como espólio estavam a casa de alto padrão na qual o casal foi assassinado, na Rua Zacarias de Góis, no bairro Campo Belo, zona sul da capital paulista, e uma chácara em São Roque, no interior, além de dois carros e numerário em contas bancárias. A filha das vítimas, Suzane von Richthofen, o namorado dela, Daniel Cravinhos, e o irmão dele, Cristian Cravinhos, foram condenados pelo crime.
Em valores atualizados, o patrimônio somava cerca de R$ 11 milhões. Por causa da morte do casal, que foi espancado, os bens foram arrolados em um processo judicial de inventário. Como a filha mais velha, Suzane, estava presa, acusada do assassinato, o outro filho, Andreas, menor de idade à época e sob a tutela do tio Miguel Abdalla, foi nomeado inventariante.
O processo foi julgado em 2011, cinco anos após o julgamento e a condenação de Suzane a mais de 39 anos de prisão pela morte dos pais. A ré foi excluída como herdeira por ter sido considerada “indigna” de ficar com parte do patrimônio da família. Houve recurso e houve decisão final somente em 2015.
Na sentença, o juiz José Ernesto de Souza Bittencourt Rodrigues determinou “a exclusão, por indignidade, da herdeira Suzane Louise von Richthofen, relativamente aos bens deixados por seus pais, ora inventariados. Defiro o pedido de adjudicação formulado pelo único herdeiro remanescente, Andreas Albert von Richthofen”.
A casa no Campo Belo havia sido adquirida por Manfred em 1998 por R$ 330 mil. O casarão foi vendido por Andreas pouco mais de um ano após a decisão da Justiça que o tornou herdeiro, valendo quase dez vezes mais.
O novo proprietário reformou o imóvel, dando um novo visual à fachada. O imóvel de São Roque chegou a ser objeto de ações de cobrança pela prefeitura local, devido ao débito de impostos durante o curso do inventário, mas não há informações sobre eventual venda.
Conforme a advogada Danielle Corrêa, especialista em Direito de Família e Sucessões, pela perspectiva do Direito Civil, como filha, Suzane seria herdeira legítima do casal. “No entanto, em linhas sucessórias, os herdeiros indignos ou deserdados perdem o direito à herança. A deserdação ocorre quando anunciada pelo testador por motivos graves que justificam o afastamento do herdeiro de sua herança”, diz.
“Há indignidade quando o herdeiro pratica atos reprováveis em desfavor do autor da herança, cometendo contra este atos contra a sua vida, honra e a liberdade que possui para firmar o testamento”, complementa Danielle. Ainda segundo ela, a indignidade deve ser fundamentada em previsão contida na lei.
“Por exemplo, quando o herdeiro houver sido autor, coautor ou partícipe de crime consumado ou tentado de homicídio doloso contra a pessoa que deixou a herança, como é o caso da filha do casal von Richthofen, que arquitetou e colaborou friamente na morte dos pais. A herança, tanto no caso de deserdação como no caso da indignidade, será partilhada apenas entre os demais herdeiros, no caso, apenas o outro filho do casal”, continua a advogada.
A indignidade, segundo a advogada, não é automática, sendo necessário que o herdeiro seja considerado indigno por sentença judicial. “No caso em questão, o irmão de Suzane, Andreas, menor à época, era o único que poderia requerê-la, e assim o fez, tendo a jovem sido considerada indigna, não vindo a receber um tostão sequer da herança dos pais.”
Ela lembrou que, apesar disso, Suzane não saiu com as mãos abanando e desamparada. A avó paterna, antes de morrer, deixou um testamento com um patrimônio avaliado em R$ 1 milhão para a criminosa recomeçar sua vida. “Parece injusto, mas nossa lei não proíbe isso”, disse.
A reportagem não conseguiu contato com Andreas. Suzane informou que não falaria com o Estadão. Procurada, sua advogada não deu retorno.
No total, cinco pessoas foram presas em flagrante por desacato e ameaça. O Correio acompanhou toda a situação e presenciou também as discussões entre eleitores
A comemoração à vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), eleito presidente da República com 98.91% dos votos, terminou com muita confusão, briga e cinco presos na noite deste domingo (30/10), na QE 40 do Guará 2. Um aparato de cerca de 100 policiais militares foi acionado para conter os eleitores do petista e de Jair Messias Bolsonaro (PL). Os PMs chegaram a ser atacados com garrafas de cerveja.
A confusão começou por volta das 19h. Ao Correio, a major Talita Oliveira, do 4° Batalhão da PM, do Guará, afirmou que as equipes foram acionadas inicialmente para uma ocorrência de som alto e perturbação. “Quando chegamos aqui, uma pessoa nos disse que as pessoas haviam interditado a rua com cones. Fomos lá e tiramos o cones e as cadeiras”, disse.
A rua estava ocupada por cerca de 20 eleitores de Lula, que acompanhavam a apuração dos votos em frente a um bar, no Conjunto D. De acordo com a major, um homem jogou uma garrafa de cerveja contra uma viatura da PM e, ao ser detido e algemado, outras pessoas continuaram a desacatar os policiais. “Pedimos o apoio de outras viaturas da Rotam e do helicóptero. O pessoal começou a ficar mais exaltado”, relatou a major.
No total, cinco pessoas foram presas em flagrante por desacato e ameaça. O Correio acompanhou toda a situação e presenciou também as discussões entre eleitores de Lula e Bolsonaro. “Você gosta de ladrão”, disparou uma moradora do alto da janela. “Vai ficar sem auxílio. Acabou a mamata”, respondeu a eleitora do petista.
A Polícia Civil e a PM/BEPI (Batalhão Especial de Policiamento do Interior), resgataram com vida uma adolescente de 17 anos, vítima de violência doméstica que era mantida em cárcere privado na zona rural de Serra Talhada (no Sítio Gavião – Distrito de Luanda).
Segundo o delegado Dr. Alexandre Barros, que comandou a operação de resgate, a Delegacia de Serra Talhada recebeu um pedido de socorro na parte da manhã do dia 25/10, onde foi informado com o registro do BO, que a vítima sofria agressões físicas e ameaça por violência doméstica do seu companheiro, agindo com agressividade, impedia a mesma de ir embora da sua casa.
Os familiares da vítima tentaram trazer a moça embora, contudo o imputado com bastante periculosidade usou arma de fogo contra a família, sacando, engatilhando e apontado o revólver em direção à quatro pessoas de forma hostil.
Na casa onde o autuado foi localizado e preso, duas armas de fogo foram apreendidas; um revólver Taurus série especial calibre 38 e uma espingarda soca-soca. O planejamento operacional da ação foi às 15h, com as incursões em campo se entendendo até a noite. O flagrante foi encerrado às 23h, com o preso encaminhado para audiência de custódia.
Eles estão presos desde o dia 14 de outubro, quando se apresentaram voluntariamente à PF; Genivaldo morreu após ter sido trancado no porta-malas de uma viatura da PRF e submetido à inalação de gás lacrimogêneo.
Acusados de envolvimento na morte de Genivaldo Santos — Foto: Reprodução/TV Globo
Na tarde desta segunda-feira (24), a Justiça Federal negou, por unanimidade, o habeas corpus dos três policiais rodoviários federais acusados de envolvimento na morte de Genivaldo Santos, 38 anos, durante uma abordagem em maio deste ano na BR-101 em Sergipe . A informação foi confirmada pela assessoria do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5). A defesa dos policiais ainda não se manifestou sobre o assunto.
Veja cronologia do caso
De acordo com TRF5, ao votar contra a concessão de habeas corpus aos policiais, a desembargadora federal Joana Carolina, relatora do processo, destacou a gravidade dos crimes cometidos. Ela apontou que a manutenção da prisão preventiva se justifica pela necessidade de preservar a ordem pública e assegurar a regularidade da instrução criminal.
William de Barros Noia, Kleber Nascimento Freitas e Paulo Rodolpho Lima Nascimento estão presos em Aracaju, desde o dia 14 de outubro, quando se apresentaram voluntariamente à Polícia Federal (PF). As prisões ocorreram após a Justiça Federal acatar a denúncia do Ministério Público Federal (MPF) contra os policiais pelos crimes de abuso de autoridade, tortura e homicídio qualificado.
Genivaldo morreu no município de Umbaúba, cidade do Sul sergipano, após ser abordado por policiais rodoviários federais por estar pilotando uma moto sem capacete.
Durante a ação policial, ele foi trancado no porta-malas de uma viatura da PRF e submetido à inalação de gás lacrimogêneo. A certidão de óbito apontou asfixia e insuficiência respiratória como causa da morte.
O que diz a defesa
De acordo com o advogado dos policiais, Glover Castro, a defesa vai entrar com recurso no Superior Tribunal de Justiça (STJ). “Mantemos a posição que a prisão preventiva é desnecessária, uma vez que eles não ameaçam o bom andamento do processo e, por último, pelo fato das investigações pela PF já terem sido encerradas’, disse.
Durante as investigações, os peritos atestaram que a concentração de monóxido de carbono foi pequena. Já a de ácido sulfídrico foi bem maior, e pode ter causado convulsões e incapacidade de respirar.
Segundo a perícia, o esforço físico intenso e o estresse causados pela abordagem policial resultaram numa respiração acelerada de Genivaldo. Isso pode ter potencializado ainda mais os efeitos tóxicos dos gases. A perícia afirmou ainda, que os gases causaram um colapso no pulmão da vítima.
Genivaldo de Jesus Santos, morto durante ação da PRF, em Umbaúba (SE) — Foto: Arquivo pessoal
Nas imagens da abordagem realizadas por populares e familiares, a perícia observou que o policial William de Barros Noia aparece pedindo para que Genivaldo colocasse as mãos na cabeça. Genivaldo obedece, mas mesmo assim, recebe spray de pimenta no rosto.
Segundo os peritos, o policial Kleber Nascimento Freitas jogou spray de pimenta pelo menos cinco vezes em Genivaldo, que alegou que não estava fazendo nada. A ação continuou no chão, quando dois policiais pressionaram o pescoço e o peito de Genivaldo com os joelhos.
Esquizofrenia
Genivaldo sofria de esquizofrenia, fazia tratamento há pelo menos 18 anos e tomava antipsicóticos. O laudo toxicológico apontou a presença do remédio no sangue dele. Não havia sinais de bebida alcoólica e nem de drogas.
À polícia, o psiquiatra responsável pelo tratamento disse que, no momento da abordagem, Genivaldo não estava em surto por estar medicado e que ele era uma pessoa pacífica e levava uma vida normal.
Multa após a morte
A família informou que três meses após a morte de Genivaldo, recebeu uma correspondência da Polícia Rodoviária Federal.
No documento, consta que ele foi multado por estar sem capacete no dia de sua morte, sem habilitação e de sandálias. Genivaldo recebeu quatro multas da PRF, no valor total de R$ 1.800.
Sobre o assunto, a PRF informou que um processo foi instaurado para suspender as multas.
Ex-deputado foi transferido para Bangu 8, no Complexo Penitenciário de Gerincinó (RJ), na segunda-feira (24/10), após audiência de custódia
Foto: Fábio Vieira/Metrópoles
O ex-deputado Roberto Jefferson (PTB), preso em Bangu 8, no Complexo Penitenciário de Gerincinó (RJ), passou a noite de segunda-feira (24/10) em cela individual. Ele foi transferido para o presídio na tarde de segunda, após audiência de custódia.
A informação foi confirmada ao Metrópoles pela defesa do político. A Secretaria de Administração Penitenciária (Sesap) do Rio de Janeiro foi procurada para se posicionar sobre o assunto, mas não respondeu até a publicação deste texto.
Jefferson recebeu a mesma refeição oferecida aos demais detentos: arroz, feijão, purê de abóbora e bife, de acordo com o portal G1. O ex-deputado está recebendo atenção médica na cadeia, pois tem histórico de problemas de saúde. Jefferson já havia sido preso em 2014, após delatar o esquema do mensalão. À época, ele tratava um câncer no pâncreas e recebia dieta especial na prisão.
Roberto Jefferson é investigado por participação em atos de “organização criminosa, de forte atuação digital e com núcleos de produção, publicação e financiamento político com a nítida finalidade de atentar contra a democracia e o Estado de Direito”, conforme o inquérito. Ele cumpria prisão domiciliar em Comendador Levy Gasparian, no Rio de Janeiro, após ficar preso em Bangu, em 2021.
Após descumprir uma série de medidas cautelares, o ex-deputado teve a prisão domiciliar revogada e acabou detido em casa, por volta das 19h de domingo (23/10), após horas de negociação com agentes da Polícia Federal.
Depois de atirar e jogar granadas contra agentes da PF e resistir por oito horas, ex-deputado se entrega e chega ao presídio de Benfica
Foto: Reprodução/Twitter
O ex-deputado federal Roberto Jefferson (PTB) chegou ao presídio de Benfica, no Rio de Janeiro, após um domingo (23/10) tenso, em que ele chegou a atirar e jogar granadas contra agentes da Polícia Federal (PF), na cidade de Levy Gasparian (RJ). Jefferson chegou à prisão no início da madrugada desta segunda (24/10).
A PF conseguiu prender o político às 19h de domingo, depois de ele resistir por oito horas dentro de casa. Do interior do Rio, ele foi levado para a Superintendência do órgão na capital, antes de seguir para Benfica, na Zona Norte da cidade. Existe a possibilidade de Jefferson ir para o presídio de Bangu, onde esteve no ano passado.
Jefferson cumpria prisão domiciliar em Levy Gasparian, após ser preso em Bangu, em 2021, dentro do inquérito que investiga atos de “organização criminosa, de forte atuação digital e com núcleos de produção, publicação, financiamento e político com a nítida finalidade de atentar contra a democracia e o Estado de Direito”. Por ter descumprido diversas medidas, como receber visitas, usar redes sociais, continuar compartilhando fake news e seguir atacando o STF e seus integrantes, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou a volta dele à prisão.
O ex-parlamentar foi preso em flagrante com um mandado por tentativa de homicídio contra os agentes feridos em troca de tiros
O ministro Alexandre de Moraes comentou a prisão neste domingo ALEJANDRO ZAMBRANA/SECOM/TSE.
Após a prisão do ex-deputado federal Roberto Jefferson, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), parabenizou o trabalho da Polícia Federal (PF) e repudiou a agressão sofrida pelos servidores feridos pelo ex-parlamentar.
“Parabéns pelo competente e profissional trabalho da Polícia Federal, orgulho de todos nós brasileiros e brasileiras. Inadmissível qualquer agressão contra os policiais”, escreveu Moraes, nas redes sociais. Ele ainda prestou solidariedade aos policiais feridos após Jefferson trocar tiros e jogar granadas contra servidores da corporação.
Na manhã deste domingo (23), a PF foi à casa do ex-deputado no município de Comendador Levy Gasparian, no Rio de Janeiro, para cumprir uma ordem de prisão preventiva contra Jefferson, que reagiu à ação policial. O ex-parlamentar só foi preso à noite.
Jefferson foi alvo de um mandado de prisão preventiva expedido pelo ministro Moraes. O ex-deputado cumpria prisão domiciliar devido a uma série de ataques e ofensas nas redes sociais ao STF e aos ministros do Supremo. Por desrespeitar medidas cautelares, Moraes determinou a revogação da prisão domiciliar e ordenou que o ex-deputado fosse preso de forma preventiva.
Depois do ataque contra os policiais, Moraes renovou o mandado de prisão e mandou que a Polícia Federal prendesse o ex-parlamentar em flagrante por dupla tentativa de homicídio. Além do episódio deste domingo, Jefferson é suspeito de chefiar uma organização criminosa com a finalidade de atentar contra a democracia e os poderes Legislativo e Judiciário.
Nesta manhã, ex-deputado desrespeitou ordem de prisão e feriu dois agentes da PF
O ex-deputado federal Roberto Jefferson- Foto: VALTER CAMPANATO/AGÊNCIA BRASIL
O ex-deputado federal Roberto Jefferson, presidente de honra do PTB, se entregou à Polícia Federal no início da noite deste domingo (23). Desde o início do dia, a PF tentava prendê-lo, mas Jefferson resistiu à ação policial, trocou tiros com funcionários da corporação, jogou granadas contra os policiais e feriu dois agentes.
Jefferson foi alvo de um mandado de prisão preventiva expedido pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O ex-deputado cumpria prisão domiciliar devido a uma série de ataques e ofensas nas redes sociais ao STF e aos ministros do Supremo. Ele é suspeito de chefiar uma organização criminosa com a finalidade de atentar contra a democracia e os poderes Legislativo e Judiciário.
No entanto, Jefferson desrespeitou medidas cautelares estabelecidas por Moraes para que pudesse ficar preso em casa, como uso de tornozeleira eletrônica, proibição de dar entrevistas e de usar redes sociais.
Em um vídeo publicado na internet, o ex-deputado xingou a ministra Cármen Lúcia, também do STF. “Fui rever o voto da bruxa de Blair, a Cármen Lúcifer, na censura prévia à Jovem Pan. Olhei de novo, não dá pra acreditar. Lembra mesmo aquelas prostitutas”,disse Jefferson, na gravação.
Dessa forma, Moraes determinou a revogação da prisão domiciliar e ordenou que o ex-deputado fosse preso de forma preventiva. Como Jefferson resistiu à ordem, o ministro renovou o mandado de prisão e mandou que a Polícia Federal o prendesse em flagrante por dupla tentativa de homicídio.
Ex-deputado trocou tiros com a polícia e jogou granada contra os policiais e feriu dois agentes durante a ação
Viatura da Polícia Federal após tiros de Jefferson. Viatura da Polícia Federal após tiros de Jefferson. Material cedido/R7
O grupo especial da Polícia Federal e negociadores do BOPE (Batalhão de Operações Policiais Especiais) do Rio de Janeiro foram acionados para ajudar a negociar a rendição do presidente do PTB, Roberto Jefferson, neste domingo (23/10).
O dirigente partidário estava em prisão domiciliar em sua casa, no interior do Rio, mas a prisão regular foi reestabelecida neste sábado (22/10), pelo ministro do STF Alexandre de Moraes, após Jefferson xingar a ministra do Supremo Cármen Lúcia.
Integrantes da PF tentaram, neste domingo, cumprir a ordem de Moraes. O presidente do PTB, no entanto, reagiu e atirou contra os policiais. Um delegado e uma agente da corporação foram feridos, mas passam bem.
Até o final da tarde deste domingo, Jefferson seguia dentro de casa, localizada na cidade de Comendador Levy Gasparian. O ministro da Justiça, Anderson Torres, também foi escalado para ir ao local ajudar nas negociações.
Metrópoles
até o fechamento dessa matéria, segundo noticias do R7, o ex- presidenciável o religioso Padre Kelmon (PTB), entrega à Polícia Federal armas de Roberto Jeffersonum, um fuzil e uma granada que o ex-deputado federal Roberto Jefferson, (PTB), usou para atacar agentes da corporação
Agentes dizem que continuam na casa de Jefferson para ‘cumprir a determinação judicial’
De acordo com a nota da PF, foi necessário reforçar a equipe após a reação do ex-parlamentar, que, em vídeo, afirmou ter trocado tiros com os agentes que chegaram a sua residência, no município de Comendador Levy Gasparian, no interior do Rio de Janeiro.
Um assalto a carro-forte foi registrado no início da tarde desta sexta-feira, dia 21 de outubro, na divisa entre os estados da Paraíba e Pernambuco.
Foto: Divulgação
De acordo com informações, o fato aconteceu na rodovia PE-275, no Povoado de Placas de Piedade, município de Brejinho/Itapetim -PE, tendo como alvo o carro-forte da empresa de segurança Kairós.
Houve tiroteio e o carro-forte foi explodido pelos assaltantes. Pelas imagens que circulam nas redes sociais, é possível observar o veículo completamente destruído e os estilhaços espalhados pela via.
Há informações de que um dos vigilantes foi baleado e socorrido para o hospital de Brejinho. O estado de saúde dele não foi informado.
Ainda de acordo com informações, os suspeitos abandonaram os carros utilizados na fuga e adentraram no mato na região de Teixeira-PB. A polícia se encontra em operação para tentar capturar os assaltantes.
Não há informações acerca da quantia em dinheiro levada pelos criminosos.
Não há informações acerca da quantia em dinheiro levada pelos criminosos.
Sentença é da Justiça do Trabalho do Amazonas. Ex-presidente da Caixa também dirigiu “comentários homofóbicos” ao empregado, segundo decisão
Andre Borges/Esp. Metrópoles
Após reportagens publicadas pela coluna em junho revelarem casos de assédio moral e sexual envolvendo o banqueiro Pedro Guimarães, então presidente da Caixa, um funcionário do banco que trabalha no estado do Amazonas decidiu ir à Justiça em razão de um episódio pelo qual passou em outubro de 2020.
A ação foi ajuizada em julho. Nela, o funcionário reclama de ter sido achincalhado por Guimarães durante uma viagem oficial ao município de Manacapuru, a 98 km de Manaus, para um evento do programa Caixa Mais Brasil, o mesmo que é mencionado em várias das denúncias de assédio contra o banqueiro.
Segundo o relato levado à Justiça do Trabalho, durante um jantar para reconhecer os bons funcionários do banco na região, Pedro Guimarães quis que eles comessem uma bacia de pimentas vermelhas amassadas – era, teoricamente, mais um dos polêmicos testes de resistência que ele gostava de aplicar em eventos corporativos para medir o grau de resiliência dos empregados.
A pimenta foi servida pelo próprio Guimarães, com uma concha. Para tornar o “desafio” menos picante, o funcionário pingou algumas gotas de limão sobre a porção que lhe foi oferecida. Neste momento, ouviu comentários homofóbicos do então presidente da Caixa, que o teria chamado de “bambi”, “são paulino”, e teria dito que a mesa dos “frescos” era do outro lado.
Motivado pela repercussão das denúncias feitas em Brasília, o funcionário pediu uma indenização. O juiz do caso entendeu que não se tratou de assédio moral, porque aquele mesmo empregado foi vítima da atitude de Guimarães uma única vez, mas condenou o banco dar a ele R$ 20 mil a título de danos morais.
O juiz entendeu que o comportamento de Guimarães não está de acordo com o de um alto funcionário e afirma que ele constrangeu seus subordinados, os expôs a situação vexatória e ofendeu o “direito de personalidade” do autor da ação. No decorrer do processo, a própria Caixa admitiu que o comportamento do então presidente foi inapropriado.
Esse não é o único caso que deverá fazer a Caixa desembolsar dinheiro em razão das denúncias que envolvem Pedro Guimarães. Recentemente, o Ministério Público do Trabalho ajuizou uma ação civil pública na qual pede que o banco pague R$ 305 milhões pelos episódios de assédio sexual e moral contra funcionárias e funcionários. A ação decorre de uma apuração iniciada a partir das reportagens da coluna. Do próprio Guimarães, o MP cobra R$ 3 milhões. O processo ainda está em tramitação. Há, ainda, uma investigação criminal em andamento no Ministério Público Federal.
O caso do empresário foi à Justiça após herdeiro aparecer agredindo a modelo Helena Gomes em um vídeo em meio a uma discussão numa academia.
Reprodução/ Redes sociais
A Polícia Civil de São Paulo, por meio da Divisão de Capturas do Departamento de Operação Policiais Estratégicas (Dope), prendeu o empresário e herdeiro Thiago Brennand Tavares da Silva Fernandes Vieira, acusado de crimes sexuais e agressão. Ele estava foragido desde o último dia 27, após aparecer agredindo a modelo Helena Gomes em um vídeo em meio a uma discussão numa academia na capital paulista.
A captura foi feita com a ajuda da Interpol e confirmada pela delegada Ivalda Oliveira Aleixo.
Além da modelo, Brennand é investigado por suspeita de outras agressões que teria cometido. O Núcleo de Atendimento à Vítima de Violência (NAVV) do Ministério Público começou a ouvir as 11 novas vítimas que acusam Brennand de crimes. Entre elas estão nove mulheres, que além de agressões, o acusam de estupro. Sendo que três falaram que ele as obrigou a tatuar as iniciais dele em seus corpos “TFV”.
Os casos teriam ocorrido na casa do empresário em Porto Feliz, onde ele supostamente marcaria encontro com as vítimas por meio das redes sociais. Ele é acusado de ter agredido dois homens.
Ator foi preso em flagrante por adquirir, possuir e armazenar, em seu computador e celular, fotografias e vídeos contendo cenas de pornografia envolvendo crianças e adolescentes de diversas idades.
Ator José Dumont foi preso por armazenar imagens de pornografia infantil — Foto: Divulgação
A 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) determinou a soltura do ator José Dumont, de 72 anos, que foi preso em flagrante por armazenamento de imagens de cunho sexual envolvendo crianças. Ele deixou a prisão Casa do Albergado Crispim Ventino, em Benfica, na Zona Norte do Rio, na manhã desta quarta-feira (12) e passará a ser monitorado por tornozeleira eletrônica.
A decisão compreendeu que a prisão preventiva precisava ser revogada pois o ator está sendo processado pelo crime do art. 241-B do ECA (armazenamento de imagens de cenas pornográficas). E, de acordo com o Código de Processo Penal, nestes casos, não cabe a prisão preventiva. De acordo com o Tribunal, o processo segue em segredo de Justiça.
O ator foi preso em flagrante no dia 15 do mês passado por adquirir, possuir e armazenar em seu computador e em seu telefone celular, fotografias e vídeos contendo cenas de pornografia envolvendo crianças e adolescentes de diversas idades.
A denúncia partiu de vizinhos. Segundo a investigação, câmeras de segurança do condomínio onde ele mora flagraram o ator cometendo abusos contra um adolescente de 12 anos, como beijos e carícias.
A polícia informou que ele se aproximou do menino há um ano, ao oferecer ajuda financeira e presentes.
Ao cumprir o mandado de busca e apreensão na casa do ator, os policiais encontraram vídeos e fotos contendo pornografia infantil no celular pessoal e no computador. A Justiça também tinha autorizado a quebra de sigilo de dados.
De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente, armazenar imagens de sexo envolvendo crianças é crime.