Umidade do ar está muito baixa no Sertão de Pernambuco — Foto: Reprodução/EPTV
O Sertão de Pernambuco têm enfrentado muito calor e baixa umidade do ar nos últimos dias. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e a Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac) publicaram alertas de “Perigo” para a região, com validade até o dia 14 de novembro, devido à baixa umidade do ar, que pode ficar abaixo dos 20%.
Segundo os órgãos, o calor intenso, com temperaturas acima dos 35°C, aliado à baixa umidade, aumenta os riscos de incêndios e causa desconforto físico, como ressecamento da pele e irritações nos olhos e mucosas.
A Apac reforça as orientações para que a população consuma bastante água, evite atividades físicas entre 10h e 17h e mantenha os ambientes umidificados, além do uso de hidratantes corporais.
No Sertão do Pajeú, os municípios incluídos no alerta de “Perigo” do Inmet são:
Afogados da Ingazeira, Carnaíba, Flores, Calumbi, Custódia, Brejinho, Iguaracy, Ingazeira, Itapetim, Quixaba, Santa Cruz da Baixa Verde, Floresta, Santa Terezinha, São José do Egito, Serra Talhada, Solidão e Tabira.
As altas temperaturas e o ar seco devem persistir ao longo da semana, exigindo atenção redobrada da população da região.
Nesta segunda (10), o Inmet atualizou o quadro de baixa umidade do ar confirmando a previsão da Apac para as áreas atingidas, incluindo 58 municípios do estado na categoria “Perigo” (entre 20% e 12%).
Nestas condições, aumentam os riscos de incêndio e problemas de saúde, como ressecamento da pela, desconforto nos olhos, nariz e boca.
Apac e Inmet recomendam aos moradores destas regiões, principalmente, o consumo de bastante água e evitar a realização de exercícios físicos entre as 10h e 17h, além do uso de hidratante, recomendando a umidificação dos ambientes da casa.
Sertão de Pernambuco deve registrar temperaturas elevadas em novembro – Foto: Clima Ao Vivo/Reprodução
Segundo a Apac, região vive um dos períodos mais secos do ano
O Sertão de Pernambuco registra umidade relativa do ar em queda e calor intenso, com temperaturas que podem chegar até 39ºC neste mês de novembro.
Segundo o meteorologista Romilson Ferreira, da Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac), a região vive um dos períodos mais secos do ano, o que explica a elevação nas temperaturas e a baixa umidade.
“Climatologicamente, estamos num período que ainda não começou a chover no Sertão, mas é esperada alguma chuva em novembro”, informou Romilson, destacando que, mesmo com possíveis chuvas pontuais, o cenário de altas temperaturas deve permanecer até fevereiro de 2026.
O meteorologista afirma que a região sertaneja enfrenta, neste momento, índices de umidade abaixo de 20%, o que levou a Apac a emitir um aviso de baixa umidade válido até sexta-feira (14).
“Temos três níveis de aviso de umidade, e estamos no segundo grau. As temperaturas estão girando em torno de 38ºC, 39ºC, e umidade relativa do ar abaixo de 20%. É normal para a época”, pontuou.
Romilson Ferreira explica que a baixa umidade é um fenômeno recorrente e histórico no Sertão, resultado da chamada continentalidade — o afastamento em relação ao Litoral.
“A alta temperatura faz baixar naturalmente a umidade do ar. É normal ter umidade baixa nessa época por causa do calor e por não ter água por perto”, disse o especialista.
Agreste
O alerta de baixa umidade emitido pela Apac também se estende para o Agreste de Pernambuco, onde as temperaturas devem alcançar 35ºC no mês de novembro.
“A princípio, o aviso vale até o dia 14. Depois disso, vamos reavaliar se permanece ou não”, explicou o meteorologista.
Cuidados
Além do desconforto térmico, o ar seco exige atenção à saúde. Romilson Ferreira alertou que, com umidade do ar abaixo de 30%, é preciso redobrar os cuidados.
Ele recomenda hidratação constante, evitar aglomerações e atividades físicas sob o sol forte, entre 10h e 17h, e, se possível, umidificar ambientes.
“São cuidados básicos que ajudam no dia a dia. Caso haja algum problema, é importante buscar orientação da Defesa Civil ou do posto de saúde”, reforçou.
Recife teve a temperatura mais fria do ano nesta quinta-feira (3) – 📸 Matheus Ribeiro / Folha de Pernambuco
A capital pernambucana marcou 21.1ºC durante a madrugada desta quinta e a sensação de frio pode permanecer nos próximos dias
Quem vive no Recife pode sentir um frio maior durante os últimos dias com a chegada do inverno. E, se você tirou o casaco do guarda-roupa esta quinta-feira (3), não foi à toa: a capital pernambucana teve a temperatura mais fria de 2025, registrando 21.1ºC nessa madrugada, de acordo com a Agência Pernambucana de Águas e Climas (Apac).
A temperatura de 21,1 º C foi registrada na estação da Apac localizada no bairro da Várzea, Zona Oeste do Recife.
Segundo a Apac, a previsão é de que as temperaturas tenham uma pequena elevação ao longo desta semana, mas o frio pode permanecer, principalmente durante as primeiras horas da manhã.
“A sensação de frio pode continuar, pois as madrugadas devem ter muita nebulosidade, o que nos transmite a sensação”, declarou o meteorologista Roberto Pereira, da Apac.
A Agência afirmou que é comum que os meses de maio, junho e julho tenham dias carregados de muita nebulosidade, o que faz com que as temperaturas mínimas possam atingir valores próximos dos 20°C na Região Metropolitana do Recife.
Isso acontece “em virtude de ventos provenientes de sul, provocados pelo sistema de alta pressão do Atlântico sul, que é normal nesta época”.
A previsão é que a sensação de frio permaneça até meados de agosto.
Nos últimos 4 anos, a menor temperatura marcada no município foi em junho de 2024: 20,2ºC.
O estado deve ser atingido por uma onda de calor nesta quarta-feira (12)
Pernambuco será atingido por uma nova onda de calor prevista para começar nesta quarta (12), elevando os termômetros do Agreste e Sertão do estado para 37ºC. O fenômeno já atinge outras localidades do Brasil e está previsto para chegar, também, no Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia e Piauí. Estima-se que tenha duração até 18 de fevereiro.
“A previsão da Apac indica que nos próximos dias devemos ter temperaturas altas, principalmente nas regiões do Agreste e Sertão. No Agreste as temperaturas devem ficar em torno dos 35ºC e no Sertão em torno de 37°C. Litoral, Região Metropolitana e Zona da Mata não devem ter esse aumento de temperatura devido, principalmente, às características locais, tendo ventos vindos do oceano fazendo com que a região mais litorânea fique com temperaturas amenas, em torno de 30°C e 31°C”, explica Thiago do Vale, meteorologista da Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac).
As ondas de calor são eventos climáticos formados por massas de ar quente e seco e bloqueios atmosféricos. Os bloqueios são resultado de grandes sistemas de alta pressão atmosférica. Esses períodos de calor intenso podem durar dias ou semanas e são intensificados pelo aquecimento global.
De acordo com a Organização Meteorológica Mundial, uma onda de calor ocorre quando as temperaturas permanecem pelo menos 5%u202F°C acima da média e durante no mínimo 5 dias consecutivos.
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) possui três alertas específicos para as ondas de calor:
Perigo potencial: emitido quando as temperaturas se elevam 5ºC acima da média por um período de dois a três dias.
Perigo: quando a temperatura aumenta 5ºC acima da média por três a cinco dias e são emitidas orientações sobre importância de se manter informado sobre as condições meteorológicas previstas;
Grande perigo: aumento da temperatura 5ºC acima da média por mais de cinco dias consecutivos. Há riscos para integridade física da população.
Em períodos de onda de calor é recomendado que a população se mantenha hidratada e em locais protegidos do sol. Confira algumas orientações:
Beba água regularmente, mesmo que não sinta sede
Evite bebidas alcoólicas e cafeína, que podem aumentar a desidratação
Proteção solar
Use protetor solar com fator de proteção solar (FPS) de, no mínimo, 30
Use boné, chapéu, camisa e óculos UVA/UVB
Use roupas leves e claras, que permitam a transpiração
Se possível, use poucas peças de roupa e de tecidos leves
Em dezembro de 2024, moradores dos municípios Carnaíba, Afogados de Ingazeira, Poção, Pesqueira e Triunfo, no Sertão, foram surpreendidos com uma forte chuva de granizo. Na época, o evento climático causou transtornos à população.
Agosto é conhecido nacionalmente como o Mês dos Ventos e isso acontece porque o Sol aquece de diferentes maneiras as partes do planeta – Foro/Divulgação
O novo alerta é válido até esta sexta-feira (30) e o instituto recomendou algumas precauções que a população deve tomar nos próximos dias
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um novo aviso sobre vendavais que devem atingir a região Nordeste nesta quarta-feira (28). A notificação, válida até a sexta-feira (30), classifica os fortes ventos como “Perigo Potencial”, uma vez que eles podem variar entre e 40 km/h e 60 km/h.
Todas as regiões de Pernambuco, Sertão, Agreste, Região Metropolitana e Zona da Mata, devem ser atingidas pelo vendaval e, por conta disso, o Inmet recomenda que as pessoas não se abriguem debaixo de árvores, pois há leve risco de queda e descargas elétricas e não estacionem veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda.
Também é recomendado que as janelas e portas fiquem fechadas, os aparelhos elétricos fiquem desligados e que a pessoa busque um abrigo seguro.
Agosto é conhecido nacionalmente como o “Mês dos Ventos” e isso acontece porque o Sol aquece de diferentes maneiras nas partes do planeta. Com isso, há alteração na pressão atmosférica, originando os ventos.
Em agosto, o Brasil tem um centro de alta pressão no Atlântico-Sul, que modula nossos ventos e faz com que eles fiquem mais intensos. Neste período, as rajadas de vento podem chegar a 70 km/h
De acordo com a Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac), no litoral de Pernambuco, a média da velocidade dos ventos no mês de agosto é de 11.2 km/h. Por Por: Adelmo Lucena/Diario de Pernambuco.
Especialistas do Inmet alertam que o Brasil deve experimentar as condições climáticas anômalas até o outono de 2024
Foto/Igo Estrela/Metrópoles
Responsável pelo calor acima da média este ano, o fenômeno El Niño influencia o clima no hemisfério desde junho, deve chegar ao pico por volta de dezembro e vai continuar causando ondas de calor extremo até abril do ano que vem, no outono, preveem especialistas.
Ao longo do segundo semestre deste ano, o fenômeno alterou o clima no Brasil e ajudou a causar desastres em algumas regiões, como a Sul, onde os temporais deixaram ao menos nove mortos só neste mês.
Especialistas alertam que o Brasil deve experimentar condições climáticas anômalas até o outono de 2024. Uma das maiores preocupações é com o aumento na temperatura. A inquietação ocorre porque os últimos quatros meses foram os mais quentes desde 1962, de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
Andrea Ramos, meteorologista do Instituto, explica que o consenso entre Inmet, o Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) e a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) é de que no próximo trimestre haja temperaturas acima da média e pouca chuva no Norte e no Nordeste.
“A previsão é de que tenhamos altas temperaturas, principalmente no Norte do Amazonas e do Pará”, explicou. O Centro-Oeste e parte do Sudeste, porém, também devem ser atingidos pelo calorão.
De acordo com o Inmet, as maiores temperaturas serão registradas na faixa que envolve Roraima, norte do Amazonas, noroeste do Pará e também na faixa nordeste, que engloba Maranhão, Piauí, Ceará. No Centro-Oeste, isso ocorrerá no sudeste de Mato Grosso e noroeste de Mato Grosso do Sul.
As temperaturas médias devem ficar mais elevadas em praticamente todo o país, com exceção da Região Sul, entre Rio Grande do Sul, Santa Catarina e leste do Paraná. Confira uma projeção:
Imagem colorida mostra temperatura média prevista para o Brasil entre dezembro/2023 e fevereiro/2024 – Metrópoles
Apesar de estar no período chuvoso, o Amazonas — maior estado da Região Norte — passa por um cenário de seca intensa. Um dos fatores de preocupação com esse panorama é o nível de água do Rio Negro. Um dos principais afluentes do Amazonas, o rio chegou ao pior nível nos últimos 121 anos e alcançou a marca de 12,7m. Segundo a Defesa Civil do estado, todos os 62 municípios ficaram em situação de emergência.
O El Niño ocorre a cada dois ou sete anos e é caracterizado pelo aquecimento anômalo das águas do Oceano Pacífico Equatorial. Ele tende a influenciar diretamente as condições climáticas em diferentes partes do globo. Em condições normais, variações acima de 0.5ºC na temperatura global são consideradas um prelúdio do fenômeno.
Chuva forte
Outra preocupação dos meteorologistas é com as chuvas de volume significativo, principalmente no Sul. Ramos aponta que a tendência é que as precipitações ocorram com maior intensidade e frequência, devido a inúmeros fatores meteorológicos associados.
“No Sul, temos forte presença de sistemas de baixa pressão, que organizam áreas alongadas de baixa pressão (cavados). Esses sistemas contribuem para a formação de aglomerados convectivos — conjuntos de nuvens chamadas de Cumulonimbus, as quais favorecem a ocorrência de chuvas e estão associadas a ocorrências de raios, trovoadas, rajadas de ventos, e granizo etc. Além disso, tivemos a presença de ciclones extratropicais no litoral do Rio Grande Sul. Esses organizam frentes frias, as quais também promovem as chuvas. Com esse fatores, a tendência é que as precipitações persistam ao longo do próximo trimestre”, alerta Andrea Ramos.
No último fim de semana, os temporais no Sul deixaram um rastro de destruição na região. Os estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina foram os mais atingidos. Ao todo, nove pessoas morreram e mais de 8 mil ficaram desabrigadas em decorrência das fortes chuvas.
Agravamento
Alguns meteorologistas alertam que esse é um panorama que tende a se agravar para além do El Niño. Nesse cenário, fenômenos climáticos intensos, como os ocorridos atualmente, tendem a se tornar normais.
“Estamos na era dos extremos, na qual se torna mais frequente a ocorrência de chuvas intensas — aquelas em que o acumulado fica igual a média do mês — e maior incidência de incêndios florestais, ondas de calor e também de frio”, aponta Andrea Ramos.
A expressão “era de extremos” usada pela meteorologista remete a um termo utilizado pela Organização Meteorológica Mundial (OMM) que apontou a evolução da frequência e intensidade de eventos climáticos.
Monitoramento
Os especialistas estão em consenso de que estamos vivendo um El Niño de intensidade forte. No entanto, instituições como a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional, dos EUA (NOAA) acompanham a situação semanalmente, a fim de verificar a possibilidade de ele alcançar a força de um Super El Niño, ocorrido quando as faixas de aumento de temperaturas chegam a até 2ºC ou mais. “O último ocorreu entre 2015 e 2016. O ano de 2016, até então, foi considerado o ano mais quente registrado globalmente, segundo a OMM”, explica a especialista.
Segundo órgão da ONU para assuntos meteorológicos, o fenômeno El Niño vai manter o planeta mais quente pelo menos até abril de 2024
Foto/Divulgação
Uma atualização da Organização Meteorológica Mundial aponta que o fenômeno El Niño deve durar pelo menos até abril de 2024. O evento influencia os padrões climáticos e contribui para que o calor aumente, tanto em terra como nos oceanos.
Nas medições dos cientistas, as temperaturas de outubro se mantiveram altas, consistente com a fase quente do El Niño. O fenômeno se desenvolveu muito rapidamente entre julho e agosto, chegou com força moderada em setembro e a expectativa é de que o pico de calor será entre novembro deste ano e janeiro de 2024.
“Há uma probabilidade de 90% de que persista durante o próximo inverno do hemisfério norte e verão do hemisfério sul”, diz comunicado da agência.
O El Niño é um padrão climático natural que tem ligação com o aquecimento da superfície do oceano no Oceano Pacífico tropical central e oriental. E ocorre em intervalos de dois a sete anos, em média, podendo durar de nove a 12 meses. O problema é que as atividades humanas têm alterado a força do evento.
“Os impactos do El Niño na temperatura global ocorrem normalmente no ano seguinte ao seu desenvolvimento, neste caso, em 2024”, explica o secretário-geral da OMM, Petteri Taalas.
Entretanto, há mudanças muito bruscas. “Como resultado das temperaturas recordes da terra e da superfície do mar desde junho, o ano de 2023 está agora no caminho certo para ser o mais quente ano registrado”, continua.
Um 2024 ainda mais quente por causa do El Niño e das ações humanas
Petteri Taalas é categórico: o próximo ano pode ser ainda mais quente. “Isto deve-se, clara e inequivocamente, à contribuição das crescentes concentrações de gases com efeito de estufa que retêm o calor provenientes das atividades humanas”, aponta Taalas.
“Eventos extremos como ondas de calor, secas, incêndios florestais, chuvas fortes e inundações serão intensificados em algumas regiões, com grandes impactos. É por isso que a OMM está comprometida com a iniciativa Alertas Prévios para Todos, a fim de salvar vidas e minimizar perdas econômicas”, continuou o especialista.
A última vez em que as consequências do El Niño foram tão forte aconteceu em 2016.