Afogados: Secretário de Saúde fala sobre o aumento de casos da Covid

Secretário de Saúde de Afogados da Ingazeira informou que município deve voltar a recomendar o uso de máscaras.

O secretário de Saúde de Afogados da Ingazeira, e presidente do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Pernambuco – COSEMS-PE, Artur Amorim, falou nesta sexta-feira (18), ao programa Rádio Vivo da Rádio Pajeú, sobre o aumento no número de casos de covid-19 e os riscos para a população com a circulação de novas linhagens da Variante de Preocupação (VOC) Ômicron, com ênfase nas sublinhagens BQ.1.

Esta semana, a Secretaria de Saúde informou que entre os dias 8 e 14 de novembro foram notificados oito casos novos para Covid-19 no município.

Artur disse que estão acompanhando o ritmo forte empregado pelas variantes e que de fato já se consegue observar no momento o aumento de ocupação de leitos de UTI a nível de Estado.

“Também começamos a perceber o adoecimento da população com a infecção pelo vírus aumentando. Para se ter uma ideia, só ontem aqui em Afogados, a gente já tinha 18 casos em dois dias e provavelmente a gente vai estar discutindo uma possibilidade de aumentar o número de boletins por semana, talvez um na segunda, e outro na sexta”, relatou Artur.

O secretário disse que a situação já era esperada. “Apesar da gente aqui em Afogados ter um número muito bom  de vacinados – para você ter ideia a população acima de 12 anos com a terceira a dose já chegou ao percentual de 128%”, revelou, Artur informando que o cenário é o mesmo para outras faixas etárias.

Ele chamou a atenção sobre o fato de Afogados da Ingazeira não ser uma bolha e que como uma cidade pólo recebe pessoas de vários outros municípios que “não fizeram uma campanha de vacinação tão robusta como aqui, então de fato a gente se expõe ao vírus e essas sublinhagens que vão aparecendo dele”.

Ainda segundo Artur: Isso implica justamente que essas novas variantes em si têm uma possibilidade de escape imunológico muito forte – as vacinas que foram aplicadas até o momento antes dessas variantes surgirem elas tinham uma acurácia boa com relação à proteção da população – infelizmente vão surgindo novas variantes e pessoas que não tomaram vacina adoecem e tem contato com pessoas que tomaram então isso vira um nicho imunológico fortalecendo o vírus e favorecendo um ambiente para apresentar essas novas variantes que vem causando adoecimento”, completou.

Artur disse haver uma preocupação com a população acima de 80 anos, que já tomaram as quatro doses.

“Aí eu fico muito triste, às vezes que a gente vê algumas pessoas que voltam a adoecer da covid-19 acima de 80 acima de 60 anos e que a gente ainda encontra, são pouquíssimos, mas a gente encontra pessoas que tomaram só duas doses do esquema e isso é ruim porque na verdade essas novas variantes estão atingindo mais nesse público específico e no público juvenil e mais infantil”, informou Artur.

Máscaras – O secretário de Saúde informou que já teve uma reunião com prefeito Sandrinho Palmeira e está sendo discutidas algumas medidas especificas para combater a nova onda da Covid-19 entre elas a volta da recomendação do uso da máscara. “Mas a gente não vai obrigar nesse primeiro momento. Vamos recomendar o uso de máscara em ambientes fechados”, informou.

Arutr também informou que uma resolução deve estar saindo na próxima segunda-feira (21). “Caso seja necessário no momento posterior a depender do comportamento do vírus em sí, possa ser sim que a gente volte com a obrigação do uso das máscaras. Mas isso tudo depende de análise epidemiológica. Trabalhamos pautados na ciência e em cima de dados epidemiológicos”, destacou Artur.

Por André Luis

COVID-19: Prefeitura de Afogados iniciou nesta sexta (18) vacinação de crianças de seis meses a três anos de idade

COVID-19: Prefeitura de Afogados inicia nesta sexta (18) vacinação de crianças de seis meses a três anos de idade.

A Prefeitura de Afogados iniciou nesta sexta (18), a vacinação contra a COVID de crianças de seis meses a três anos de idade, que tenham alguma comorbidade. A vacina aplicada será a Pfizer-baby. Tendo em vista a quantidade insuficiente de vacinas que chegou ao município – a Secretaria Municipal de Saúde identificou 1.519 crianças nessa faixa-etária – a vacina será aplicada inicialmente, de forma prioritária, em crianças dessa faixa etária que possuam alguma comorbidade.

Para esse público específico não há necessidade de agendamento via aplicativo e nem de deslocamento dos pais ou responsáveis para as unidades de saúde, a vacina será aplicada domiciliarmente, uma vez que, através do trabalho dos agentes comunitários de saúde, a secretaria tem o endereço dessas crianças.

A partir de segunda (21), a vacinação será liberada para crianças sem comorbidades, na faixa etária de seis meses a menores de um ano de idade, no centro de vacinação, situado na Rua Professor Vera Cruz, próximo à Casa Siqueira.

“Vale ressaltar que a quantidade de doses que recebemos ainda é insuficiente para imunizar todas as nossas crianças. Por isso precisamos seguir vacinando paulatinamente, de acordo com a idade e com a quantidade de vacinas que formos recebendo,” destacou o Secretário Municipal de Saúde de Afogados, Artur Amorim.

Prefeitura informa o números de casos de COVID em Afogados

PANDEMIA ? 


A Prefeitura de Afogados da Ingazeira informa que entre os dias 08 e 14/11 foram notificados 08 casos novos para a COVID-19 em nosso município.

São 04 pacientes do sexo feminino, com idades entre 28 e 69 anos (04 com 03 doses) e 04 pacientes do sexo masculino, com idades entre 07 meses e 68 anos (01 com 01 dose, 01 com 04 doses, 01 não vacinado e 01 com 03 doses).

Durante o período citado não tivemos novos casos em investigação e 64 pacientes apresentaram resultados negativos para COVID-19.

Hoje 11 pacientes apresentaram alta por cura após avaliação clínica e/ou epidemiológica. O município atingiu a marca de 9.221 (99,10%) recuperadas para a covid-19. Atualmente, o município tem 03 casos ativos para a COVID – 19.

Afogados atingiu a marca de 41.602 pessoas testadas para a covid-19, o que representa 111,65% da nossa população.

Casos leves x SRAG/COVID – 19:
Leves: (9.118 casos), 98,00%;
Graves: (186 casos), 2,00%.

Encerrou no último sábado a semana epidemiológica 44, com 08 casos para a COVID-19 e média de 1,14 casos/dia.

Análise das 04 últimas semanas anteriores:

SE 43 – 06 casos e MV 0,85;
SE 42 – 03 casos e MV 0,42;
SE 41 – 00 casos e MV 0,00;
SE 40 – 01 casos e MV 0,14;

Dados atualizados em 14/11/2022.

Relação de casos ativos de COVID de acordo com logradouros, bairros e comunidades rurais de Afogados.

 

Covid: O que se sabe sobre a nova subvariante BQ.1 da ômicron

COVID-19

O surgimento de mais uma subvariante da ômicron confirma o que especialistas e órgãos de saúde já alertavam: a pandemia de covid-19 ainda não acabou e a mutação do coronavírus é mais rápida do que o processo de atualização das vacinas.

A BQ.1 surgiu a partir da subvariante BA.5 e está entre as mais de 300 sublinhagens da variante ômicron que circulam no mundo. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a BQ.1 já foi detectada em 65 países.

No Brasil, ao menos cinco estados já registram casos da subvariante: São Paulo, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Amazonas. Nesta terça-feira (09/11) foi confirmada a primeira morte associada à nova subvariante BQ.1 no país. A vítima é uma mulher de 72 anos que apresentava comorbidades e ficou sete dias internada em um hospital em São Paulo.

Maior poder de escape

A subvariante BQ.1 contém mutações genéticas na proteína de superfície spike que dificultam o reconhecimento e a neutralização do vírus pelo sistema imunológico. Isso faz com que as pessoas se infectem com mais facilidade, apesar da imunidade gerada pela vacina e por infecções anteriores.

Segundo a OMS, essas mutações teriam conferido uma vantagem à BQ.1 em comparação a outras sublinhagens e, por isso, ela está se espalhando com certa rapidez na Europa e nos Estados Unidos.

Com base no conhecimento disponível, a proteção gerada pelas vacinas (tanto as monovalentes quanto as bivalentes) pode ser reduzida, mas ainda não há dados epidemiológicos que sugiram um agravamento nos sintomas da doença.

Com a proximidade do inverno no Hemisfério Norte, o Sars-Cov-2 e o vírus da gripe devem circular ao mesmo tempo, aumentando o risco para as pessoas mais vulneráveis. “Já estamos vendo um aumento generalizado no número de mortos e de casos de covid-19 na Europa, bem como um aumento das hospitalizações de pessoas com mais de 65 anos”, afirmou Marco Cavaleri, responsável pela Estratégia de Vacinação da Agência Europeia de Medicamentos (EMA).

Vacina contra novas variantes ainda sem previsão no Brasil

Ainda não há estimativa de quando imunizantes para as novas variantes devem chegar ao Brasil. No final de setembro, a Pfizer apresentou à Anvisa o segundo pedido de autorização temporária de uso emergencial para uma nova versão de sua vacina bivalente, já aprovada na Europa. O primeiro pedido já havia sido feito no dia 19 de agosto.

A vacina bivalente contém uma mistura de cepas do vírus Sars-Cov-2 e confere uma maior proteção frente à variante ômicron se comparada à sua versão monovalente, a vacina Comirnaty.

Uma vez recebido o pedido de autorização de uso emergencial, a Anvisa tem 30 dias para concluir sua avaliação. Este prazo é interrompido sempre que for necessária a solicitação à empresa de complementação de informações ou esclarecimentos sobre os dados de qualidade, de eficácia e de segurança apresentados.

Até o momento, 171.611.150 brasileiros estão totalmente imunizados após tomar a segunda dose ou a dose única de vacinas, o que corresponde a 79,88% da população do país. A dose de reforço já foi aplicada em 48,97% da população. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (07/11) a partir de um levantamento feito pelo consórcio de veículos de imprensa que acompanha a covid-19. O balanço é baseado em estatísticas divulgadas pelas secretarias estaduais da Saúde.

ISTOÉ