Covid-19: Brasil ultrapassa 130,5 mil casos em 2025

EPIDEMIA

De 1° janeiro a 22 de fevereiro deste ano, o Brasil já soma 130.507 casos de Covid-19 (Rovena Rosa/Agência Brasil)
De 1° janeiro a 22 de fevereiro deste ano, o Brasil já soma 130.507 casos de Covid-19 (Rovena Rosa/Agência Brasil)

Já os óbitos pela doença somaram 664

De 1° a 22 de fevereiro deste ano, o Brasil já soma 130.507 casos de Covid-19. Já os óbitos pela doença somaram 664. Na Semana Epidemiológica (SE) 08/2025, correspondente ao período de 16/02 a 22/02, foram registrados 22.097 novos casos da doença e 153 mortes. Os dados podem ser acessados no painel do Brasil 61, feito com base nos dados disponibilizados pelo Ministério da Saúde. .

Na SE 08/2025, os estados de São Paulo, Tocantins e Mato Grosso registram os maiores números de novos casos positivos para Covid-19 no país. Apenas em SP foram 8.874 novos registros. Já no TO houve 4.255 pessoas positivas para a doença e em MT foram 1.762 novos casos de Covid-19 em uma semana. As UFs foram as únicas que registraram mais de mil positivos no período.

Em comparação à SE 07/2025, que diz respeito aos dias 9 a 15 de fevereiro, houve uma alta de 61,1% nos casos positivos na SE 08/2025. Em relação aos óbitos, houve um aumento de 86,6%. Os registros na Semana Epidemiológica 7 foram de 13.709 casos e 82 óbitos.

Cenário epidemiológico

O mais recente Boletim InfoGripe da FioCruz, referente à Semana Epidemiológica (SE) 09/2025 – que corresponde o período de 23/02 a 01/03 – aponta que nas quatro últimas semanas epidemiológicas, 81,4% dos óbitos foram por Covid-19 e entre os casos positivos, o percentual da doença ficou em 39,9%

O documento destaca, ainda, que nove das 27 unidades federativas apresentam incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em níveis de alerta, risco ou alto risco nas últimas duas semanas. Confira os estados:  Amazonas, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima, Sergipe e Tocantins. Dentre as nove UFs, sete apresentam sinal de crescimento de SRAG na tendência de longo prazo: Distrito Federal, Goiás, Pará, Rondônia, Roraima, Sergipe e Tocantins.

Conforme o Boletim, a manutenção do aumento de casos de SRAG, com incidências de moderada a alta em vários estados da Região Norte, como PA, RO e RR e TO, e em alguns estados das regiões Centro-Oeste e Nordeste, sendo DF, GO e SE, é justificada pela alta de casos entre crianças e adolescentes de até 14 anos.

Já em GO e no DF, o avanço de SRAG entre crianças de até quatro anos está relacionado, em especial, ao vírus sincicial respiratório (VSR). Em SE, GO e DF, o crescimento de SRAG na faixa etária de 5 a 14 anos está associado ao rinovírus. Nos demais estados, a FioCruz afirma que ainda não é possível determinar qual vírus é o responsável pelo aumento.

O Informe da FioCruz detalha que a Covid-19 continua sendo a principal responsável pelos casos e óbitos de SRAG entre os idosos nas últimas semanas. Porém, os casos da Síndrome associados à doença nessa faixa etária seguem em níveis baixos ou moderados, sem sinal de crescimento na maior parte do país.

* Com informações da Agência Brasil 61

Covid-19: municípios do interior registraram 68 mil casos em 2025; doença volta a preocupar gestores

SAÚDE

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Até o dia 8 de fevereiro, que corresponde à Semana Epidemiológica (SE) 6, foram notificados 94.701 casos de Covid-19 no país e 429 óbitos pela doença. Do total, 68.638 registros foram feitos nos municípios do interior, que somam 271 mortes. Apesar da diminuição de 21,12% na média móvel de casos, houve aumento de 15,52% na média móvel de óbitos em comparação à SE 5. E o aumento de casos em municípios do interior do país preocupa os gestores, especialmente com a proximidade do Carnaval. Os dados são do Informe Vigilância das Síndromes Gripais do Ministério da Saúde.

Na apuração dos dados, o Brasil 61 seguiu o critério de definição de município do interior utilizado pelo Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Pela lógica do fundo, os municípios de interior são todas as cidades que não são as capitais de seus estados

Apenas na semana 6 foram registrados 8.865 casos de Covid-19, com uma incidência de 4,15% de casos por 100 mil habitantes. O especialista em doenças tropicais do hospital Anchieta e infectologista Manuel Palácios afirma que o percentual é um sinal de alerta para a população. “Isso indica uma possível aceleração do vírus em determinadas áreas”, diz.

Os casos reportados na SE 6 apontam que houve um sinal de alta em estados do Norte e Centro-Oeste, onde foi reportada uma maior proporção de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) por Covid-19. Esses casos ocorreram especialmente entre idosos, em alguns estados dessas regiões.

O Ceará foi o estado que registrou o maior número de pessoas com a doença em municípios do interior até agora, segundo o Painel de Covid-19 do MS. São 12.172 casos. Outros dados, do Boletim InfoGripe da Fiocruz do início de janeiro, mostram que o estado manteve aumento de casos da doença. Na semana 02/2025, Maranguape (CE) teve 581 casos confirmados.

Na avaliação de Palácios, a situação da doença no país requer atenção e cautela dos brasileiros, tendo em vista que há risco de novas variantes começarem a circular com maior taxa de transmissibilidade.

“A situação atual da Covid-19 no Brasil exige atenção, especialmente com o aumento de casos registrados em algumas regiões como o norte e centro-oeste do país. Embora o número de casos de óbitos estejam em níveis mais baixos em comparação aos picos da pandemia, a situação não pode ser subestimada”, destaca o infectologista.

“O principal risco neste momento é o comportamento de novas variantes do vírus, que podem ser mais transmissíveis, o que leva a um aumento nos casos”, completa Manuel Palácios.

Carnaval ‘cancelado’ e volta da máscaras

O aumento de casos de Covid vem sendo registadro em municípios do interior e preocupa gestores. Em Araguaína (TO), 231 novos casos foram confirmados no período de 13 a 19 de fevereiro – desses, 67 estão ativos e 45 casos são suspeitos. Em nota ao Brasil 61, a prefeitura do município informou que de 1° a 18 de fevereiro de 2025 foram registrados 360 casos de Covid-19 na cidade, já em fevereiro de 2024 foram registrados 419 casos.

A secretária de saúde de Araguaína, Ana Paula Abadia, afirma que a pasta está monitorando os dados da Covid-19 para que sejam tomadas as decisões necessárias para a mitigação da doença no município. Entre as ações, a prefeitura decidiu cancelar o Carnaval na localidade e destinar os recursos do evento à saúde, como medida para conter o avanço da Covid-19.

“O prefeito Wagner Rodrigues anunciou que os recursos inicialmente destinados à festividade de Carnaval, que seriam na ordem de R$ 1,2 milhão, provenientes do tesouro municipal, serão redirecionados para a área da saúde. E com esses recursos, nós iremos implantar a primeira clínica veterinária pública daqui de Araguaína e a Clínica de Saúde Mental”, salienta.

Por conta do avanço da doença no Tocantins, alguns municípios decretaram o retorno do uso obrigatório da máscara para alertar a população contra a doença. Segundo a Gazeta do Cerrado, os municípios são: São Sebastião, no Bico, Lajeado, Cristalândia e Babaçulândia.

Já em Carolina (MA), foram registrados 51 casos positivos de Covid-19 até agora, sendo que 40 pessoas se recuperaram e 11 ainda estão com a doença ativa. Os dados são de Boletim Epidemiológico divulgado pela prefeitura.

Confira o número de casos e de óbitos em municípios do interior de 01/01 até 08/02 – que corresponde a SE 6, conforme dados do MS:

  • AC: 1. 850 casos; 13 óbitos
  • AL: 801 casos; 2 óbitos
  • AM: 2.121 casos; 0 óbitos
  • AP: 20 casos; 1 óbito
  • BA: 1.233 casos; 8  óbitos
  • CE: 12.172 casos; 0 óbitos
  • DF: (em branco) casos; (em branco) óbitos
  • ES: 1.099 casos; 4 óbitos
  • GO: 5.984 casos; – 107 óbitos
  • MA: 436 casos; 0 óbitos
  • MG: 8.356 casos; 64 óbitos
  • MS: 801 casos; 12 óbitos
  • MT: 5.302 casos; 10 óbitos
  • PA: 2.817 casos; 14 óbitos
  • PB: 2.652 casos; 24 óbitos
  • PE: 4.359 casos; 13 óbitos
  • PI: 153 casos; 1 óbito
  • PR:1.706 casos; -24 óbitos
  • RJ: 2.655 casos; 39 óbitos
  • RN: 1.324 casos; 10 óbitos
  • RR: 44 casos; 0 óbitos
  • RS:  2.911 casos; 44 óbitos
  • SC: 1.738 casos; 11 óbitos
  • SE: : 131 casos; 0 óbitos
  • SP:7.726 casos; 129 óbitos
  • TO: 247 casos; 3 óbitos

O Painel não foi atualizado com os dados de Rondônia. Além disso, os dados por UF são distintos das secretarias estaduais. O MS foi contatado para explicar a diferença e os números negativos, mas até o fechamento da reportagem o Brasil 61 não obteve resposta.

Até a SE 6 de 2025, segundo dados do Painel de Covid-19 do MS, a região Nordeste liderou em número de casos de Covid-19 em municípios do interior, com 23.261 registros. Sudeste aparece logo em seguida, com 19.836 pessoas infectadas. Em contrapartida, o Sudeste lidera com 236 mortes por Covid-19.

O último Boletim InfoGripe, referente à SE 7 – de 9/02 a 15/02 – aponta que a Covid-19 continua sendo a principal causa de óbitos por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) entre os idosos, nas últimas semanas.

A situação pode piorar no Carnaval?

O Carnaval é nos dias 3, 4 e 5 de março, período marcado por grandes aglomerações. Segundo o infectologista, isso aumenta significativamente o risco de transmissão de doenças respiratórias, incluindo a Covid-19.

“O grande número de pessoas reunidas, a proximidade entre os indivíduos de convivência nos espaços fechados ou mal ventilados são fatores que contribuem para a propagação do vírus”, aponta Palácios.

Ele alerta que a população deve evitar aglomerações, especialmente em ambientes fechados, além de optar pela máscara em locais de maior risco de infecção, como o transporte público, festas e shows. Além disso, estar com a vacinação de Covid-19 em dia também ajuda na proteção contra a doença.

“A recomendação é para que as pessoas se vacinem, caso ainda não tenham tomado a dose de reforço, pois a vacinação será a nossa principal proteção contra formas graves da doença. Durante o Carnaval, é fundamental monitorar os sintomas e, caso se sinta mal, buscar atendimento médico e evitar sair de casa para não propagar o vírus”, enfatiza o especialista.

Palácios alerta que se as medidas preventivas não forem seguidas de forma rigorosa, pode haver uma intensificação do aumento de casos, o que pode pressionar as unidades de saúde pública. “Portanto, é crucial que a população tenha consciência da importância de continuar adotando medidas preventivas, mesmo durante grandes eventos como o Carnaval”, pontua.

Fonte: Brasil 61

Vacinas contra covid-19 serão enviadas nesta terça (10) para todo o Brasil

COVID-19

Foto: Arquivo

Por Agência Brasil

Novo lote de vacinas contra covid-19 será entregue a todos os estados e ao Distrito Federal, até esta terça-feira (10). São cerca de 1,5 milhão de doses da vacina Serum, que tem eficácia comprovada de  90% contra casos sintomáticos em adultos.

Elas fazem parte de um lote de quase 70 milhões doses adquiridas pelo Ministério da Saúde em um pregão eletrônico para manter os estoques do Sistema Único de Saúde abastecidos por dois anos. O Programa Nacional de Imunizações espera distribuir pelo país novas remessas nas próximas semanas, totalizando 5 milhões de doses entregas até o fim do mês.

Além de ter apresentado bons resultados nos testes de eficácia e segurança, a vacina produzida pela Zálika Farmacêutica tem maior prazo de validade, e pode ser transportada e conservada de forma mais simples. O imunizante foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para aplicação em pessoas acima de 12 anos. Por isso, as crianças continuarão recebendo o imunizante produzido pela Pfizer.

O Ministério da Saúde também está aproveitando as novas entregas para enviar um documento aos estados com orientações sobre a estratégia atual de vacinação contra a covid-19. Desde o começo do ano, a vacina faz parte do calendário básico das crianças. Além disso, ainda é recomendada a vacinação de gestantes, e reforços periódicos para idosos e pessoas que fazem parte de grupos vulneráveis.

As crianças devem receber a primeira dose a partir dos seis meses de idade, e a segunda deve ser tomada quatro semanas depois. Esse esquema básico vale para todas com menos de 5 anos e depois disso é preciso tomar uma dose de reforço. Já as gestantes devem receber uma dose durante a gestação, e caso isso não aconteça, precisam se vacinar durante o puerpério.

Os idosos com mais de 60 anos devem reforçar a vacinação a cada seis meses, assim como todas as pessoas com mais de 5 anos que tenham alguma imunodeficiência.

Os demais grupos prioritários, como indígenas e quilombolas, pessoas com deficiências ou comorbidades, ou ainda aquelas que estão privadas de liberdade, devem receber uma dose anual.

Lesões cerebrais estão por trás de sintomas de Covid longa, diz estudo

SAÚDE

Mulher cansada em frente ao computador
Foto/Divulgação

Estudo trouxe novas evidências de que os sintomas persistentes relacionados à Covid são resultado de lesões cerebrais provocadas pelo vírus

A Covid longa continua como um problema sério para parte da população mundial. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que até 20% dos pacientes que tiveram a doença convivem com fadiga, dor de cabeça, nevoeiro cerebral e ansiedade meses após a infecção ter acabado.

Um estudo feito nas Universidades de Cambridge e Oxford, ambas na Inglaterra, trouxe novas evidências de que os sintomas persistentes são resultado de lesões cerebrais provocadas pelo coronavírus. A pesquisa foi publicada na revista Brain, em 7 de outubro.

Os pesquisadores analisaram imagens de alta resolução do tronco cerebral de 31 pacientes que foram hospitalizados com Covid durante a pandemia. Todos pegaram a infecção nas primeiras ondas da pandemia, antes da distribuição das vacinas.

Os exames foram realizados três meses após a alta hospitalar e mostraram anormalidades estruturais no tronco cerebral dos pacientes. O tronco cerebral fica entre o cérebro e a medula espinhal e está envolvido em funções como o controle da pressão arterial, a deglutição, a respiração e os batimentos cardíacos.

As inflamações observadas pelos pesquisadores estavam presentes até 18 meses após os pacientes terem tido contato com o vírus.

“O fato de vermos anormalidades nas partes do cérebro associadas à respiração sugere fortemente que sintomas duradouros são um efeito da inflamação no tronco cerebral após a infecção por Covid-19. Esses efeitos estão além dos efeitos da idade e do gênero, e são mais pronunciados naqueles que tiveram Covid-19 grave”, afirmou a neurocientista Catarina Rua, em comunicado à imprensa.
As alterações foram mais evidentes em pacientes que enfrentaram quadros graves da Covid-19, ficaram longos períodos internados, tiveram respostas inflamatórias mais proeminentes e piores resultados funcionais.
“Mostramos que o tronco cerebral é um local de vulnerabilidade aos efeitos de longo prazo da Covid-19, com alterações persistentes evidentes nos meses após a hospitalização”, escreveram os cientistas no artigo científico.

Covid longa

A Covid longa é caracterizada por sintomas que permanecem ou aparecem pela primeira vez em até três meses após a infecção pelo coronavírus, que duram por pelo menos dois meses e que não podem ser explicados por outros motivos.

A condição pode afetar até mesmo as pessoas que tiveram formas leves de Covid-19, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).

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Nova variante da covid-19 é detectada no Brasil

SAÚDE

Cepa foi detectada no Rio de Janeiro, em São Paulo e em Santa Catarina - (crédito: Reprodução/Unsplash/Fusion Medical Animation)
Cepa foi detectada no Rio de Janeiro, em São Paulo e em Santa Catarina – (crédito: Reprodução/Unsplash/Fusion Medical Animation)

A descoberta é da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) após análise de amostras de dois pacientes diagnosticados com a doença em setembro

Uma nova linhagem da covid-19, chamada XEC, foi detectada no Brasil. A variante, que pertence à família da ômicron, foi encontrada no Rio de Janeiro, em São Paulo e em Santa Catarina. A descoberta é da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) após análise de amostras de dois pacientes diagnosticados com a doença em setembro.

Essa nova linhagem está sendo monitorada mundialmente pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A entidade classificou a XEC com potencial “vantagem de crescimento” em relação a outras cepas em circulação. Segundo a Fiocruz, o achado foi possível graças à vigilância genômica, em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro.

O monitoramento foi intensificado entre agosto e setembro, período no qual amostras de swab nasal de pacientes diagnosticados com Sars-CoV-2 por testes rápidos foram enviadas ao laboratório para sequenciamento genético.

Embora a XEC tenha sido identificada, a linhagem predominante no Brasil ainda é a JN.1, que circula de forma majoritária desde o fim de 2023. O surgimento da cepa é resultado de um processo conhecido como recombinação genética. De acordo com a Fundação, esse fenômeno ocorre quando um indivíduo é infectado simultaneamente por duas linhagens diferentes do vírus, o que pode levar à mistura dos genomas dos patógenos.

Dados da plataforma global de monitoramento genômico Gisaid indicam que a XEC já foi identificada em 35 países, com mais de 2,4 mil sequências genéticas registradas até 10 de outubro de 2024. A linhagem chamou a atenção pela primeira vez em junho e julho, com um aumento de casos na Alemanha. Desde então, a cepa se espalhou rapidamente, sendo detectada na Europa, Américas, Ásia e Oceania. Na Europa, o continente onde tem maior prevalência, há 13 países que confirmaram casos.

No Brasil, a vigilância genômica reforçada contribuiu para a detecção precoce da nova linhagem. No entanto, não há dados que sugiram que a XEC cause sintomas mais graves ou distintos das variantes anteriores. Os sintomas permanecem semelhantes aos de outras linhagens da ômicron, com febre alta, dor de garganta e cabeça, tosse, dor no corpo, além de fadiga.

Apesar de a OMS manter a XEC sob monitoramento, a entidade ainda não a classificou como uma “variante de preocupação”, categoria que engloba cepas com maior transmissibilidade ou potencial de causar casos graves. As doses das vacinas da covid-19 oferecem proteção contra as subvariantes da ômicron.

O presidente da Sociedade Paulista de Infectologia, Carlos Magno Fortaleza, tranquiliza a população sobre o risco de uma nova emergência de saúde pública. “Essa nova variante tem sido mundialmente monitorada. Aparentemente, a variante não causa doenças graves e não há comprovações de que seja mais transmissível. Então, o risco de mais uma emergência de saúde pública, como a pandemia, é muito pequeno. Não há necessidade, nesse momento, de nenhum cuidado especial da população”, afirmou.  Por Correio Brasiliense.

Ana Maria Braga testa positivo para covid-19 pela terceira vez e se afasta do “Mais Você”

ENTRETEIMENTO

Ana Maria Braga
Ana Maria Braga – Foto: Divulgação TV Globo

A apresentadora contou que já tinha feito um teste, mas decidiu repeti-lo após os sintomas de gripe persistirem. Essa é a terceira vez que a comunicadora contrai coronavírus 

Ana Maria Braga declarou nas redes sociais que está com covid-19 nesta terça-feira, 27. A apresentadora ficará afastada do programa Mais Você, da Rede Globo, por alguns dias.

Ela já tinha feito um teste na segunda-feira, 26, mas decidiu repeti-lo após os sintomas de gripe persistirem.

“Hoje de manhã, logo que acordei, decidi repetir o teste de COVID que fiz ontem, pois estava com sintomas de gripe. Infelizmente, o resultado foi positivo desta vez. Vou precisar de alguns dias para descansar e me recuperar”, disse Ana. “Felizmente, estou com todas as vacinas em dia. Cuidem-se por aí e logo estarei de volta”, completou.

Essa é a terceira vez que a comunicadora contrai coronavírus. A primeira foi em 2021 e a segunda em 2022.

No programa da segunda, 26, Ana contou que não acordou bem. Comentou sobre a brusca queda de temperatura em São Paulo, explicando que iria falar mais devagar no Mais Você e que foi duro levantar da cama.

Durante a sua recuperação, Tati Machado e Fabricio Battaglini apresentam o matutino em seu lugar. Por Estadão Conteúdo

Covid-19: entenda como fica a vacinação por idade e grupo prioritário

VACINAÇÃO

Vacinação contra a covid-19
Vacinação contra a covid-19 – Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Vacina da Covid-19 integra o Programa Nacional de Imunizações desde janeiro

Desde janeiro de 2024, a vacina contra a Covid-19 integra o Programa Nacional de Imunizações (PNI). A recomendação do Ministério da Saúde é que estados e municípios priorizem crianças de 6 meses a menores de 5 anos e grupos com maior risco de desenvolver formas graves da doença, como idosos, imunocomprometidos, gestantes e puérperas.

Em maio, a pasta confirmou a compra de 12,5 milhões de doses do imunizante contra a covid-19 SpikeVax, produzido pela farmacêutica Moderna. O processo de aquisição emergencial, segundo o ministério, começou em dezembro de 2023, quando a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a versão mais atualizada da vacina.

A SpikeVax é uma dose monovalente que protege contra uma subvariante específica da covid-19, a XBB 1.5, conhecida popularmente como Kraken e um subtipo da variante Ômicron. A vacina é registrada pela empresa Adium S.A. e fabricada pela Moderna, com indicação para imunização ativa em crianças a partir de 6 meses e adultos.

Esquema primário
Com a aquisição da nova dose, o esquema primário de vacinação contra a covid-19 no Brasil, em 2024, passa a funcionar da seguinte forma:

– Crianças de 6 meses a 4 anos, 11 meses e 29 dias devem receber duas doses, ambas monovalentes (SpikeVax), com intervalo de quatro semanas entre elas;

– Pessoas com 5 anos ou mais que fazem parte de grupos prioritários devem receber uma dose monovalente (SpikeVax);

– Imunocomprometidos com 5 anos ou mais devem receber três doses, sendo a primeira monovalente (SpikeVax). A segunda dose deve ser aplicada quatro semanas depois e a terceira, oito semanas após a segunda dose.

De acordo com a Estratégia de Vacinação contra a Covid-19 em 2024, o esquema primário não é mais recomendado rotineiramente para pessoas com 5 anos ou mais que não fazem parte de grupos prioritários. Entretanto, se a pessoa não tiver sido vacinada anteriormente e optar por se vacinar agora, pode receber uma dose da vacina monovalente (SpikeVax).

No caso de crianças menores de 5 anos completamente imunizadas (três doses) anteriormente com outras vacinas contra a Covid-19, a orientação do ministério é que elas recebam mais uma dose da vacina monovalente (SpikeVax).

Doses anuais ou reforço
Além de completar o esquema primário contra a covid-19, é preciso atentar para as doses anuais, que passaram a funcionar da seguinte forma:

– Grupos prioritários a partir de 5 anos devem receber uma dose anual da vacina monovalente (SpikeVax), desde que aplicada com intervalo mínimo de três meses desde a administração da última dose contra a covid-19;

– Imunocomprometidos a partir de 5 anos, gestantes, puérperas e idosos a partir de 60 anos devem receber duas doses anuais da vacina monovalente (SpikeVax), com intervalo mínimo de seis meses entre elas;

Pessoas com 5 anos ou mais que não pertencem a grupos prioritários e já possuem o esquema primário completo (duas doses) não têm indicação para receber a dose anual ou reforço.

Esquema incompleto
Quem está com o esquema primário contra a covid-19 incompleto e faz parte de grupos prioritários deve receber uma dose da vacina monovalente (SpikeVax) conforme as orientações abaixo:

– Pessoas com apenas uma dose devem receber mais uma dose (intervalo mínimo de quatro semanas);

– Pessoas com duas doses devem receber mais uma dose (intervalo mínimo de seis meses).

Crianças de 6 meses a 4 anos que iniciaram o esquema de três doses e completaram 5 anos antes de terminar o esquema devem seguir as orientações abaixo:

– Quem recebeu apenas uma dose antes dos 5 anos deve receber mais uma dose e encerrar o esquema;

– Quem recebeu duas doses antes dos 5 anos deve encerrar o esquema;

– Quem recebeu três doses antes dos 5 anos deve considerar o esquema completo e não precisa receber novas doses.

Não vacinados
Pessoas de grupos prioritários que nunca foram vacinadas contra a covid-19 devem receber duas doses, com intervalo de quatro semanas entre elas. Gestantes, puérperas, imunocomprometidos e idosos com 60 anos ou mais nessa situação, além das duas doses, devem receber uma dose de reforço, após seis meses da última dose.

Já pessoas imunocomprometidas que nunca foram vacinadas devem receber três doses, com intervalo de quatro semanas entre a primeira e a segunda dose e de oito semanas entre a segunda e a terceira dose, conforme esquema primário definido. Uma dose de reforço pode ser aplicada no grupo após seis meses da última dose.

Grupos prioritários
– Pessoas com 60 anos ou mais;
– Pessoas vivendo em instituições de longa permanência e seus trabalhadores;
– Pessoas imunocomprometidas;
– Indígenas vivendo em terra indígena;
– Ribeirinhos;
– Quilombolas;
– Gestantes e puérperas;
– Trabalhadores da saúde;
– Pessoas com deficiência permanente;
– Pessoas com comorbidades;
– Pessoas privadas de liberdade;
– Funcionários do sistema de privação de liberdade;
– Adolescentes e jovens cumprindo medidas socioeducativas;
– Pessoas em situação de rua.

Viajantes
Em caso de viagem internacional, devem ser verificadas as exigências do país de destino. Caso o país exija esquema vacinal contra a covid-19, e o viajante não tiver nenhuma dose, ele poderá receber o esquema de até duas doses. De acordo com o Ministério da Saúde, estados e municípios devem avaliar as situações individualmente, no intuito de encontrar o melhor esquema vacinal conforme a disponibilidade do imunizante e as exigências do país de destino. *Por Agência Brasil.

Diagnosticado com Covid-19, Geraldo Alckmin suspende agenda nesta segunda-feira (1º)

COVID-19

Segundo a assessoria do vice-presidente, ele tem sintomas leves e passa bem

Diagnosticado com covid-19, Alckmin suspende agenda na segunda-feira |  Brasil | Valor Econômico
Diagnosticado com covid-19, Alckmin suspende agenda na segunda-feira – Foto/ Marcelo Camargo/Agência Brasil

O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), Geraldo Alckmin, foi diagnosticado com Covid-19, informou a sua assessoria de imprensa na noite deste domingo (31).

Segundo a assessoria do vice-presidente, ele tem sintomas leves e passa bem.

Alckmin não cumprirá agendas na vice-presidência e no Mdic nesta segunda-feira (1º). “Ele permanecerá em casa, para uma pronta recuperação, de acordo com recomendação médica”, diz a nota oficial. *Por Valor Econômico.

Senado discute obrigatoriedade da vacinação contra Covid-19 em crianças

VACINAÇÃO

Senado vai debater vacinação contra Covid em crianças
Senado vai debater vacinação contra Covid em crianças -Foto/Divulgação

Debate marcado para esta segunda-feira (26) deve servir de base para a elaboração e discussão de propostas sobre o assunto

A inclusão no Programa Nacional de Imunizações (PNI) da vacina contra Covid-19 para crianças de 6 meses a 5 anos motiva a discussão de senadores. O plenário do Senado recebe nesta segunda-feira (26) uma sessão temática para debater a obrigatoriedade da imunização no público infantil. A partir do debate, os parlamentares devem juntar elementos para a elaboração e discussão de propostas sobre o assunto. O governo federal sustenta que a atualização vacinal “foi tomada com base em evidências científicas mundiais e dados epidemiológicos de casos e óbitos pela doença no país”.

O requerimento para a realização do debate foi apresentado pelo senador Eduardo Girão (Novo-CE). “Faz-se necessário um amplo debate acerca da vacinação infantil, bem como que sejam trazidos os esclarecimentos acerca de riscos e possíveis danos, que, muitas vezes, ainda são desconhecidos”, diz o requerimento.

Girão afirmou que o objetivo é promover um debate científico capaz de nortear “estratégias de acordo com o que for demonstrado na discussão”. “Uma grande preocupação que tenho é em saber o porquê em nenhum outro país tem essa imposição. Temos que ouvir os especialistas, cientistas, médicos do Brasil e de fora do Brasil”, disse Girão.

O pedido para a sessão foi subscrito pelos líderes do PL, senador Carlos Portinho (RJ), do Podemos, senador Oriovisto Guimarães (PR), do PP, senadora Tereza Cristina (MS) e do PSDB, senador Izalci Lucas (DF). Eles querem avaliar se há um lobby da indústria farmacêutica influenciando nas decisões do governo em incluir a vacina do PNI. “Vamos ouvir os dois lados. Esperamos que o governo brasileiro esteja presente também”, completou Girão.

A ministra da Saúde, Nísia Trindade, foi convidada. Não há confirmação da presença na agenda oficial da ministra. Entre os participantes confirmados estão o pneumologista Pierre Kory, a bióloga Jessica Rose, o virologista Geert Vanden Bossche, o ginecologista James Thorp, o radiologista Chris Flowers, o epidemiologista Peter McCullough e o médico cirurgião Andrea Stramezzi.

Inclusão no PNI

Com a inclusão da vacina contra a Covid no PNI, na prática a aplicação passa a ser obrigatória no caderno de vacina dos 6 meses até os 5 anos a partir de 2024. Isso porque, em caso de descumprimento, há previsão legal de aplicação de multas e até perda de benefícios sociais, como o Bolsa Família.

O Estatuto da Criança e do Adolescente prevê que é obrigatória a vacinação das crianças nos casos recomendados pelas autoridades sanitárias. As mudanças seguem a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS).

A vacina também faz parte do calendário anual para aplicação no grupo prioritário. Nesse rol estão pessoas acima de 60 anos, imunocomprometidas, funcionários e pessoas que vivem em instituições permanentes, indígenas, ribeirinhos, quilombolas, pessoas com deficiência permanente, trabalhadores da saúde, gestantes e puérperas e a população privada de liberdade.

Dados do vacinômetro do Ministério da Saúde apontam que quase 7 milhões de doses foram aplicadas em crianças entre seis meses e quatro anos. Nesta faixa etária, mais de 3,7 milhões receberam a primeira dose da vacina. *Do Porta R7.

Brasil tem 709.601 mortes por complicações da covid

CORONAVÍRUS

teste de covid
A última semana contabilizada, que terminou em 3 de fevereiro, foi a 25ª com menos mortes registradas desde o início da pandemia; na imagem, teste da covid – Foto/Reprodução

Ao todo, são 38.374.307 de infectados desde o início da pandemia; foram 36.154 novos casos na última semana epidemiológica

O Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde) informou na 5ª feira (8.fev.2024) que foram registradas 194 mortes por complicações da covid-19 na última semana epidemiológica (28 de janeiro a 3 de fevereiro). Foram contabilizados 36.154 novos casos no mesmo período.

Ao todo, são 709.601 mortes pela doença no Brasil desde o início da pandemia (2020). No total, são 38.374.307 diagnósticos confirmados.

Já sob o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o Ministério da Saúde parou de publicar o boletim diário com a quantidade de casos e mortes pela covid. Agora, os dados são divulgados semanalmente –divididos por semanas epidemiológicas. A decisão foi tomada em fevereiro de 2023. O motivo: a alteração na periodicidade “otimiza” o trabalho das equipes de vigilância nas unidades da Federação e “não há mais motivo para notificação diária”, segundo o Conass.

A última semana contabilizada, que terminou em 3 de fevereiro, foi a 25ª com menos mortes registradas desde o início da pandemia. A mais recente onda (pico de casos e mortes pela doença) foi registrada em fevereiro de 2022, quando o total na semana ultrapassou 6.000 mortes.

MORTES PROPORCIONAIS 

O Brasil registra 3.494 mortes por milhão. Dentre as unidades da Federação, a pior situação é a do Rio de Janeiro, com 4.849 vítimas por milhão. As taxas consideram o número de mortes confirmadas pelo Ministério da Saúde e a população do Censo Demográfico 2022 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em cada unidade da Federação.

RANKING MUNDIAL

O Brasil ocupa a 16ª posição do ranking mundial de mortes proporcionais pela covid. A lista é liderada pelo Peru, com 6.508 mortes por milhão. É seguido por Bulgária (5.704), Bósnia e Herzegovina (5.066) e Hungria (4.918). *As informações são do Poder360.

Brasil tem mais de 30.000 casos de Covid pela 3ª semana consecutiva

PANDEMIA

Vacina bivalente contra Covid

País tem 709.407 mortos pelo coronavírus e 38 milhões de casos desde o início da pandemia

O Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) informou que foram contabilizados 34.833 novos casos de Covid-19 na última semana epidemiológica (21-27 de janeiro). O Brasil registra mais de 30.000 novos casos pela 3ª semana consecutiva.

No mesmo período, foram 212 mortes em decorrência da doença. Ao todo, são 709.407 mortos no Brasil desde o início da pandemia, em 2020. No total, 38.338.153 diagnósticos de covid-19 foram confirmados no período.

Já sob o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o Ministério da Saúde parou de publicar o boletim diário com a quantidade de casos e mortes pela Covid. Agora, os dados são divulgados semanalmente, divididos por semanas epidemiológicas. A decisão foi tomada em fevereiro de 2023. O motivo: a alteração na periodicidade “otimiza” o trabalho das equipes de vigilância nas unidades da Federação e “não há mais motivo para notificação diária”, segundo o Conass.

A última semana contabilizada, que terminou em 27 de janeiro, foi a 27ª com menos mortes desde o início da pandemia. A mais recente onda (pico de casos e mortes pela doença) foi registrada em fevereiro de 2022, quando o total na semana ultrapassou 6.000 mortes.

MORTES PROPORCIONAIS

O Brasil registra 3.493 mortes por milhão. Dentre as unidades da Federação, a pior situação é a do Rio de Janeiro, com 4.847 vítimas por milhão. As taxas consideram o número de mortes confirmadas pelo Conass e a população do Censo Demográfico 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em cada unidade da Federação. *Por PODER360.

Brasil registra mais de 34 mil casos de Covid-19 em uma semana

SAÚDE

Alerta: número de casos de Covid cresceram 70% em uma semana. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Alerta: número de casos de Covid cresceram 70% em uma semana. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Segundo dados do Conselho Nacional de Secretários de Saúde, em comparação com a semana anterior o número de casos sofreu um aumento de 70%

O número de casos de Covid-19 no Brasil aumentou 70% na Semana Epidemiológica  2, de 7 a 13 de janeiro. Durante o período,  foram registrados 34.050 novos casos da doença, enquanto na semana anterior foram notificados 19, 950 casos positivos. Os dados são do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass).

Ainda segundo o Conass, durante o período foram notificadas 260 mortes em decorrência da doença. No Brasil, desde o início da pandemia forma contabilizadas 708.999 mortes pela doença. Ao total, 38.264.864 casos de Covid foram confirmados desde 2020.

Para o infectologista Julival Ribeiro, a alta de casos da doença já era esperada. “Nós estamos com uma cepa mais transmissível no Brasil, sendo a JN.1. Com as aglomerações que ocorreram no Natal e no réveillon, já era esperado esse aumento de casos. Sobretudo festas sem muita ventilação, com aglomerações. Isso facilita a circulação do coronavírus”, explica.

Segundo o Ministério da Saúde, a variante JN.1 foi identificada pela primeira vez em agosto de 2023, no Ceará, e desde então vem ganhando proporção global, correspondendo a 3.2% das detecções no mundo. Já a sub linhagem JN.3, também verificada no estado nordestino, vem sendo monitorada pelo ministério nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Goiás. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as subvariantes já foram encontradas em 47 países.

Vacinação no Brasil

Ainda segundo o Ministério da Saúde, mais de 32 milhões de pessoas já receberam a vacina bivalente contra a Covid-19. De acordo com a pasta, a cobertura vacinal do imunizante é de 18,27% da população brasileira. Estimativa essa que está muito abaixo da meta de 90% preconizada pelo Ministério da Saúde. Já entre a vacinação monovalente, mais de 518 milhões de doses foram aplicadas.

Em janeiro desse ano, o Ministério da Saúde passou a recomendar uma dose anual da vacina para grupos prioritários, que possui maior risco de desenvolver formas graves da doença e a inclusão da vacina Covid-19 pediátrica no Calendário Nacional de Vacinação.

O médico infectologista destaca que a vacinação é o principal meio de proteção contra a doença. “A sociedade tem que estar pensando que a Covid-19 não acabou. A vacinação é a coisa mais importante para prevenir a Covid, sobretudo para aqueles que adquiriram a Covid terem casos menos graves”, ressalta.

O infectologista completa que é necessária uma atualização nas vacinas contra a covid-19, principalmente com as novas variantes. “Por exemplo, nos Estados Unidos já temos a vacina com as cepas mais atuais, que vai dar um novo estímulo a resposta imunológica em relação à Covid-19. Eu espero que em breve tenhamos essa vacina monovalente aqui no Brasil”, diz.

Ribeiro ainda ressalta outras medidas de prevenção que as pessoas devem manter.

“Se as pessoas estiverem com sintomas gripais, ela deve usar uma máscara e se dirigir a uma unidade de saúde para testar se a influenza, covid ou outro vírus respiratório. As pessoas de riscos, por exemplo, pessoas idosas, pessoas com comorbidade se forem para locais fechados, com baixa ventilação e aglomerado, eu sugiro que essas pessoas usem a máscara e continue fazendo a higienização das suas mãos. É importante lembrar que uma vez que eu tomo essas medidas de prevenção e também a vacina, além de me prevenir, estou também evitando a transmissão para outras pessoas”, destaca. *Fonte: Brasil 61

CGU conclui que certificado de vacinação apresentado por Bolsonaro é falso

POLÍTICA

Caso foi alvo de inquérito aberto pela Polícia Federal e levou o ex-ajudante de ordens da presidência, Mauro Cid, para a cadeia

Ex-presidente Jair Bolsonaro criticou as urnas eletrônicas durante sua gestão – (crédito: Getty Images via AFP)

A Controladoria-Geral da União (CGU) informou que uma investigação conduzida pelo órgão apontou que é falso o registro de imunização contra o coronavírus que está no cartão de vacinação do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro. O caso foi alvo de uma operação da Polícia Federal, que apontou a participação do tenente-coronel do Exército Mauro Cid em um esquema de fraude. O militar foi preso em razão do caso em maio do ano passado.

A CGU informou que “de acordo com os dados constantes do sistema do Ministério da Saúde, no Cartão Nacional de Vacinação do ex-presidente, há um registro contra a Covid-19 que teria ocorrido em 19/07/2021, na Unidade Básica de Saúde (UBS) Parque Peruche, em São Paulo (SP)”.

Ainda de acordo com o órgão, outros dois registros de imunização, que teriam se dado em Duque de Caxias (RJ), haviam sido efetuados por agentes municipais, mas cancelados antes mesmo do início das investigações pela CGU”. Em relação aos registros feitos no Rio de Janeiro, logo em diligências iniciais, os auditores verificaram a existência de um possível esquema de fraude a cartões de vacinação, envolvendo o Secretário Municipal.

A investigação apontou que Bolsonaro sequer estava em São Paulo no dia em que teria ocorrido a suposta vacinação. A falsificação no cartão de vacinas teria como objetivo facilitar a entrada de Bolsonaro e familiares nos Estados Unidos – país que exigia a vacinação de estrangeiros que queriam ingressar em solo norte-americano durante a pandemia.

Na investigação que correu na CGU, foram ouvidas diversas pessoas que trabalhavam na UBS Parque Peruche, em São Paulo. “Os auditores tomaram, inclusive, o depoimento da enfermeira indicada no cartão de vacinação como aplicadora do imunizante, mas essa negou que tenha feito tal procedimento. E ainda, afirmou que não trabalhava mais na Unidade naquela data, o que foi confirmado por documentos”, informa nota divulgada pelo órgão.

A CGU informou que “de acordo com os dados constantes do sistema do Ministério da Saúde, no Cartão Nacional de Vacinação do ex-presidente, há um registro contra a Covid-19 que teria ocorrido em 19/07/2021, na Unidade Básica de Saúde (UBS) Parque Peruche, em São Paulo (SP)”.

Ainda de acordo com o órgão, outros dois registros de imunização, que teriam se dado em Duque de Caxias (RJ), haviam sido efetuados por agentes municipais, mas cancelados antes mesmo do início das investigações pela CGU”. Em relação aos registros feitos no Rio de Janeiro, logo em diligências iniciais, os auditores verificaram a existência de um possível esquema de fraude a cartões de vacinação, envolvendo o Secretário Municipal.

A investigação apontou que Bolsonaro sequer estava em São Paulo no dia em que teria ocorrido a suposta vacinação. A falsificação no cartão de vacinas teria como objetivo facilitar a entrada de Bolsonaro e familiares nos Estados Unidos – país que exigia a vacinação de estrangeiros que queriam ingressar em solo norte-americano durante a pandemia.

Na investigação que correu na CGU, foram ouvidas diversas pessoas que trabalhavam na UBS Parque Peruche, em São Paulo. “Os auditores tomaram, inclusive, o depoimento da enfermeira indicada no cartão de vacinação como aplicadora do imunizante, mas essa negou que tenha feito tal procedimento. E ainda, afirmou que não trabalhava mais na Unidade naquela data, o que foi confirmado por documentos”, informa nota divulgada pelo órgão.

Na investigação que correu na CGU, foram ouvidas diversas pessoas que trabalhavam na UBS Parque Peruche, em São Paulo. “Os auditores tomaram, inclusive, o depoimento da enfermeira indicada no cartão de vacinação como aplicadora do imunizante, mas essa negou que tenha feito tal procedimento. E ainda, afirmou que não trabalhava mais na Unidade naquela data, o que foi confirmado por documentos”, informa nota divulgada pelo órgão.

Também foram feitas oitivas de funcionários em serviço na UBS no dia 19/07/2021, mas todos negaram ter visto o ex-Presidente da República no local. Da mesma forma, negaram conhecer qualquer pedido feito para registrar a imunização do então Chefe do Poder Executivo”, concluiu a Controladoria. *Por Correio Brasiliense.

Em Pernambuco, Casos de Covid-19 recuam pela primeira vez desde a última alta registrada em novembro

COVID-19

Segundo a Secretaria de Saúde do estado, casos confirmados na última semana de dezembro recuaram 45% em comparação à semana epidemiológica anterior

Em Pernambuco, casos de Covid-19 recuam Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Em Pernambuco, casos de Covid-19 recuam Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O número de casos confirmados de Covid-19 em Pernambuco recuou pela primeira vez desde alta registrada em novembro, segundo dados da Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE). Entre 23 e 31 de dezembro, período da semana epidemiológica 52 de 2023, foram registrados 1.621 casos. Em comparação à semana anterior (51), de 17 a 23 de dezembro 2.957 casos foram notificados. O recuo apresentou uma queda de 45% no número de casos confirmados.

Conforme a SES-PE, a maior quantidade de casos semanais foi registrada no mês de dezembro, especificamente nas semanas 49 — de 03 a 09 de dezembro, com 3.125 casos confirmados e na semana 50 de 10 a 16 de dezembro, com 3.507 casos.

De acordo com a Secretaria de Saúde de Pernambuco, “a redução das medidas de distanciamento e proteção no último trimestre de 2023, somada à introdução e circulação da variante do Sars-COV Ômicron pode ter influenciado o aumento de casos”.

O diretor geral de informações epidemiológicas da Secretaria de Saúde de Pernambuco, José Lancart de Lima, explica que o reforço das medidas de prevenção durante o período pode ter contribuído para a diminuição dos casos de covid-19.

“Nós observamos que a partir do final de novembro houve uma mudança no perfil epidemiológico dos casos notificados. Quando nós identificamos esse aumento de casos, iniciamos de forma maciça um processo de sensibilização da população no que diz respeito ao reforço das medidas de prevenção. Aí, entenda-se a intensificação de vacinação, principalmente nos grupos considerados prioritários, bem como as medidas não farmacológicas, como a utilização de máscara, principalmente por pessoas com sintomas gripais em ambientes fechados, o reforço da higienização das mãos e do uso do álcool gel. O reforço dessas medidas durante esse período pode ter contribuído para a diminuição dos casos confirmados”, diz.

Baixa Cobertura Vacinal

Segundo a SES-PE, mais de 24 milhões imunizantes foram aplicados no estado. No entanto, apenas 14,61% da população com idade a partir dos 18 anos tomou a vacina bivalente. A vacina protege não só das primeiras variantes do vírus, como também da ômicron e suas subvariantes.

Ainda conforme a secretaria, a taxa de cobertura vacinal somente é maior que 80% na primeira e na segunda doses, com 92,54% e 85,22% de pessoas imunizadas, respectivamente. Já as doses de reforço estão os seguintes percentuais: 51,45% na primeira, 52% na segunda e 34,59% na terceira dose.

Para o diretor geral de informações epidemiológicas da secretaria, é preciso sensibilizar a população para que a busca pela vacinação seja intensificada e melhore a cobertura vacinal.

“Estamos tentando sensibilizar a população para que a gente consiga melhorar essa cobertura vacinal. Já foram aplicadas mais de 1. 311 milhão de doses de vacina para Covid-19 no estado de Pernambuco, no que diz respeito à vacina bivalente. Mas é um número que precisa ser melhorado. Existe a disponibilidade de vacina no estado de Pernambuco. São cerca de 2.800 salas de vacinação existentes no em todo o estado, nas unidades básicas de saúde de cada um dos 184 municípios do estado”, afirma.

*Por Brasil 61

Nova subvariante do coronavirus é encontrada em Pernambuco

COVID-19

Uma mulher de 49 anos, moradora do Recife, foi infectada pela variante

Unsplash
Foto/Reprodução/Unsplash

Uma nova subvariante da Ômicron, tipo de variante da Covid-19, foi identificada em Pernambuco nesta semana. O caso foi confirmado pela Secretaria Estadual de Saúde (SES) nesta quinta-feira (28).

Segundo a pasta, uma mulher de 49 anos, moradora do Recife, foi infectada pela JN.1, conhecida como Pirola. A identificação foi feita pelo Instituto Aggeu Magalhães, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em Pernambuco, na quarta-feira (27).

A JN.1 já foi encontrada no Ceará, Mato Grosso do Sul e Espírito Santo, e foi responsável por aumentar casos da doença nos estados.

De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, de 17 a 23 de dezembro 2.468 casos positivos de Covid-19 foram identificados em Pernambuco, com a taxa de positividade de 26,9%.

A pasta também destacou que a subvariante Pirola é considerada uma “variante de interesse”, pela Organização Mundial de Saúde (OMS), devido a sua transmissão acentuada, no entanto, não representa grande risco à saúde pública.

A pesquisa genômica do Instituto foi realizada em seis cidades: Recife, Jaboatão dos Guararapes, Olinda, Paulista, Ouricuri e Salgueiro. Ao todo, 46 amostras foram processadas para sequenciamento.

De acordo com a Fiocruz, todos os genomas foram identificados como da linhagem e sublinhagens da Ômicron, mas, entre elas, foi detectado um genoma da Pirola, em uma amostra coletada em 12 de dezembro. De acordo com a SES, a paciente é uma mulher de 49 anos, que mora no Recife.

A SES também reforça que a subvariante Pirola da ômicron é considerada uma “variante de interesse”, pela Organização Mundial de Saúde (OMS), devido a sua transmissão acentuada, porém não representa grande risco à saúde pública. *As informações são da Cultura UOL.

Nova linhagem da Covid-19 circula em Pernambuco; veja o que médica infectologista diz a respeito

SAÚDE

Identificação da Pirola aconteceu por meio de estudos do Instituto Aggeu Magalhães

Foram levadas para análises amostras de pacientes das cidades do Recife, Jaboatão dos Guararapes, Olinda, Ouricuri, Paulista e Salgueiro
Foram levadas para análises amostras de pacientes das cidades do Recife, Jaboatão dos Guararapes, Olinda, Ouricuri, Paulista e Salgueiro – Foto: Christof Stache/AFP

Uma nova linhagem da Covid-19 circula em Pernambuco. Denominada Pirola, ela foi identificada, nesta quarta-feira (27) , através de estudos da Frente de Vigilância Genômica do Instituto Aggeu Magalhães (IAM), realizados por meio de um sequenciamento genômico (técnica responsável pela identificação da ordem das bases nitrogenadas do DNA).

Foram levadas para análises amostras de pacientes das cidades do Recife, Jaboatão dos Guararapes, Olinda, Ouricuri, Paulista e Salgueiro. No total, 46 amostras foram processadas para o sequenciamento, das quais foi possível obter 30 genomas com qualidade acima de 90% de cobertura.

Desses 30, todos foram identificados como da linhagem e sublinhagens da Ômicron (B.1.1.529- like e BA-like), sendo um do genoma Pirola.

De acordo com o pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Marcelo Paiva, essa é mais uma confirmação do aumento do número de casos da Covid-19 no Brasil.

“Recebemos amostras do Laboratório Central de Pernambuco e identificamos a circulação de uma nova linhagem, uma subvariante da Ômicron conhecida como Pirola, que está em circulação aqui no estado. Ela foi detectada em uma amostra coletada no dia 12 de dezembro. Essa variante está associada ao aumento do número de casos que está sendo observado não só aqui, mas em outros estados também”, disse.

O que diz especialista
Pirola foi detalhada pela médica infectologita Sylvia Lemos Hinrichsen, que também é professora universitária, mestra e doutora em Medicina Tropical pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), além de consultora em Biossegurança e Controle de Infecções e Risco Sanitário Hospitalar.

Ela expandiu a presença da nova linhagem ao cenário mundial, e citou locais onde os estudos estão sendo feitos, em busca de respostas sobre como a Pirola age no organismo humano. Apesar de ainda não ter transparência sobre riscos e sintomas, ela cita o sistema imunológico como um aliado na barreira de defesa.

“Ela foi detectada em 11 países, segundo a Organização Mundial de Saúde. Ainda se sabe pouco sobre ela. Existem alguns trabalhos sendo feitos, principalmente no Reino Unido e na Dinamarca, que dizem que essa nova linhagem carrega mais de 35 mutações de parte importante do vírus. Pesquisadores dos Estados Unidos indicam que o sistema imunológico pode combater essa linhagem adequadamente, talvez um pouco até melhor. Seus riscos ainda não são totalmente conhecidos, bem como seus sintomas, ficando difícil dizer o que ela é capaz de fazer no organismo. Laboratórios de todo o mundo estão em busca da detecção dessa variante para estudar”, frisa.

Dentro do corpo biológico da Pirola, a médica acena para a possibilidade de mutações a partir da proteína. Esse fator pode comprometer o sistema imunológico e fragilizar ainda mais a pessoa infectada.

“Do ponto de vista patogênico, se observa que a Pirola tem um número elevado de mutações na proteína, a parte do vírus usada para entrar e infectar outras células. A depender de como a mutação acontece, pode até neutralizar o sistema imunológico e impedir anticorpos”, afirma.

Em meio ao aumento de casos da Covid-19 no país, a médica assegura que os sintomas atuais são percebidos, de maneira geral, de modo leve, tendo coriza, dores na cabeça e garganta e comprometimento do intestino entre as queixas mais frequentes.

“Clinicamente, não existem observações graves da doença. As pessoas relatam mais coriza, dor de cabeça e na garganta, e do funcionamento do intestino, mas não de grandes acontecimentos”, pondera. *As informações são da Folha de Pernambuco.

Médicos acreditam em aumento de casos de covid-19 após festas de fim de ano

VACINAÇÃO

Apesar da previsão de maior incidência da doença, especialistas avaliam que não haverá ocorrências graves, devido à vacinação

Vacinação bivalente contra a covid-19 é direcionada principalmente a pacientes imunocomprometidos - (crédito: Rovena Rosa/Agência Brasil)
Vacinação bivalente contra a covid-19 é direcionada principalmente a pacientes imunocomprometidos – (crédito: Rovena Rosa/Agência Brasil)

As aglomerações de pessoas para as compras de fim de ano, além das festas de Natal e de ano novo, possivelmente, deverão impulsionar um aumento de casos de doenças respiratórias e infecciosas, como a covid-19. Apesar disso, não é esperado que haja evolução no número de casos graves da doença, principalmente, pelo avanço da vacinação na capital federal. É o que avaliam especialistas.

No início do mês, o Ministério da Saúde identificou no Brasil duas novas subvariantes da ômicron (variante dominante no mundo). Uma delas, a JN.1 foi classificada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como uma subvariante de “interesse”, por conta da transmissão mais rápida. A instituição afirmou, no entanto, que o risco para o público é baixo.

O infectologista Julival Ribeiro enfatiza que a principal orientação, especialmente com o surgimento de novas linhagens, é manter o ciclo vacinal em dia. “O vírus está circulando com mutações diferentes. A JN.1 é uma variante transmissível, mas não é possível falar que ela seja tanto de risco. A recomendação de sempre é que as pessoas mais vulneráveis, como imunocomprometidos, imunossupressores, idosos e pessoas que tenham doenças crônicas devem se vacinar e tomar a dose de reforço, já que a doença tende a ficar mais grave nesses grupos”, explicou.

O especialista assinala que o cenário que se desenha é de aumento de casos de covid-19. Para inibir novas subvariantes da doença, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, na última terça-feira, a atualização da vacina Comirnaty monovalente. “Ela tem maior atuação nas novas variantes, levando uma proteção melhor para os grupos vulneráveis”, explica. “Como temos festas e aglomerações, às vezes, em locais fechados, recomenda-se que as pessoas que estejam mais vulneráveis à doença usem máscaras, além de higienizar as mãos. E é lógico: se tiver sintomas gripais, fique em casa e não vá em nenhuma comemoração”, completa Ribeiro.

Doenças infecciosas

Para o infectologista Gilberto Nogueira, o cenário nesta época aponta também para o aumento de casos de doenças respiratórias e infecciosas. O especialista diz que os hospitais públicos e particulares, além de unidades de saúde, precisam estar atentos para receber novos pacientes com esse tipo de problema.

“É natural, mas esperamos que esses casos sejam leves. A saúde pública e a saúde privada devem estar preparadas para o aumento no número de casos. Acredito que devemos ter esse cenário nas próximas semanas”, ressaltou o infectologista.

Nogueira reforçou que a imunização segue sendo a melhor estratégia para proteção individual e coletiva. “Toda e qualquer vacina, quando estudada e comprovada a sua segurança, é recomendável o uso. A vacina, de maneira geral, entre elas a da covid-19, foi desenvolvida para não evoluir para uma doença mais grave e hospitalizações”, destaca.

Transmissão

A taxa de transmissão da covid-19 no Distrito Federal está em 0,81, de acordo com o boletim epidemiológico divulgado na última semana pela Secretaria de Saúde (SES-DF), O número indica que cada 100 pessoas podem infectar 81 na capital do país. Segundo a OMS, quando o número fica abaixo de 1, a pandemia está controlada.

Desde o início da pandemia, em 2020, até 16 de dezembro, foram notificados no DF 926.808 casos confirmados da doença. Desse total, 914.404 pessoas estão recuperadas e 11.948 morreram. Dos óbitos registrados pela pasta, 1.037 são de pessoas residentes em outros estados, incluindo 891 em Goiás.

Sobre a vacinação, 5,4 milhões de doses foram aplicadas desde o início da campanha, em janeiro de 2021. Cerca de 2,3 milhões de brasilienses receberam a primeira dose, enquanto 1,1 milhão receberam a segunda. Outros 22 mil tiveram a terceira dose. A bivalente, recomendável para pessoas com 60 anos ou mais e imunocomprometidos acima de 12 anos, foi aplicada em 624 mil pessoas,

Vacinação

Não haverá vacinação da covid-19 hoje, e nem amanhã, feriado de Natal. As Unidades Básicas de Saúde (UBSs) também não terão atendimento nos dois dias. Na terça-feira (26/12), os serviços voltam ao normal. Os locais de vacinação podem ser conferidos neste link.

*Do Correio Brasiliense

Em um mês, número de casos de Covid-19 cresceu quase 800% em Pernambuco, diz Secretaria de Saúde

COVID-19

De acordo com o governo do estado, 97% das notificações são de casos leves. Apenas 13% das pessoas tomaram a vacina bivalente

Imagem de arquivo mostra profissional realizando teste para detectar Covid-19 em centro de testagem no Recife — Foto: Ikamahã/Divulgação
magem de arquivo mostra profissional realizando teste para detectar Covid-19 em centro de testagem no Recife — Foto: Ikamahã/Divulgação

O número de casos de Covid-19 em Pernambuco cresceu quase 800% em novembro. Segundo dados divulgados pela Secretaria Estadual de Saúde (SES), a quantidade de diagnósticos positivos para a infecção passou de 89 para 776 entre a última semana de outubro e os primeiros dias de dezembro. Os registros indicam ainda que a cobertura da vacina bivalente é de 13%.

De acordo com a SES, 97% das notificações são de casos leves, que não necessitam de internação, é possível ver a evolução dos casos registrados.

Além do aumento nas infecções, o governo registrou um incremento no percentual de confirmações em relação ao total de testes realizados:

  • Semana epidemiológica 44 (29/10 a 04/11): 3,8%;
  • Semana epidemiológica 45 (05/11 a 11/11): 5,2%;
  • Semana epidemiológica 46 (12/11 a 18/11): 9,7%;
  • Semana epidemiológica 47 (19/11 a 25/11): 14,5%;
  • Semana epidemiológica 48 (26/11 a 02/12): 16,6%.

Para a secretaria de Saúde, o aumento dos índices “pode ser resultado da maior intensidade de aglomeração e circulação de pessoas”, além do relaxamento das práticas de prevenção, como a higienização das mãos e o uso de máscara por pessoas com sintomas de infecção respiratória.

Baixa cobertura vacinal

A divulgação dos dados foi feita num momento em que o estado mantém uma baixa cobertura de vacinação contra a Covid-19 com o imunizante bivalente.

Segundo a SES, apenas 12,86% da população com idade a partir dos 18 anos tomou a vacina bivalente, que protege não só das primeiras variantes do vírus, como também da ômicron e subvariantes.

Para tomar a bivalente, é necessário ser maior de idade e ter tomado, no mínimo, as duas primeiras doses de imunizante.

Ainda de acordo com o levantamento da secretaria, a taxa de cobertura vacinal é maior que 80% somente na primeira e na segunda doses, com 92,42% e 85,12% de pessoas vacinadas, respectivamente. Já nas doses de reforço, os percentuais são:

  • 51,33%, na primeira;
  • 52%, na segunda;
  • 34,59%, na terceira.

A vacinação é a forma mais eficaz de se prevenir da Covid-19 e de evitar um novo surto da doença.

A secretaria informou ainda que o estoque de vacinas contra a Covid-19 está normalizado e que o Programa Estadual de Imunização “continua estimulando a vacinação nos municípios, seja por meio da ampliação da oferta de pontos de vacinação ou pela extensão de horários, incluindo fins de semana”.

*Fonte G1

Secretaria de Saúde alerta para tendência de aumento de casos de Covid-19 em Pernambuco

COVID-19

Alta na taxa de positividade e nas confirmações semanais vem sendo registrada desde outubro

Teste de Covid-19
Teste de Covid-19 – Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Responsável pelo monitoramento do número de casos de Covid-19 no Estado, a Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco alertou, nesta segunda-feira (04), para um aumento no total de confirmações e no índice de positividade da doença.

De acordo com a pasta, a tendência de aumento foi iniciada no final de outubro. Em cinco semanas, a média de casos confirmados no Estado saiu de 89 para 776 casos. Já a taxa de positividade dos testes realizados saiu de 3,8% para 16,6%.

Apesar do aumento nos números, 97% dos casos registrados se configuram como leves. Ou seja, não demandaram por internação.

Segundo a secretaria, os meses de outubro a dezembro não são considerados de alto risco para transmissão de vírus respiratórios em Pernambuco.

No entanto, o aumento de confirmações no período pode ser resultado da maior intensidade de aglomeração e circulação de pessoas, bem como do relaxamento da adoção de medidas de prevenção como higienização das mãos, uso de máscaras diante da presença de sintomas respiratórios, entre outras.

Outra possível motivação está na circulação de subvariantes inéditas no Brasil (JN.1 e BA.2.86.1), que já foram confirmadas em estados vizinhos.

Reforçando o cuidado com a saúde da população, a SES-PE informou que a vacinação contra a Covid-19 segue normalmente no Estado. A medida de prevenção é estimulada pelo Programa Estadual de Imunização (PEI-PE) que oferece a vacinação nos municípios, seja por meio da ampliação da oferta de pontos de vacinação ou pela extensão de horários, incluindo fins de semana.

Em todo o Estado, o estoque da vacina está normalizado. Para receber a dose bivalente, é preciso ter acima de 18 anos e já ter recebido no mínimo duas doses da vacina monovalente. A dose também está disponível para pessoas acima de 12 anos que possuem alguma comorbidade.

*Por Portal Folha de Pernambuco

Casos de Covid-19 crescem 441% em outubro no Brasil, indica Ministério da Saúde

VACINAÇÃO

Foto: Marcello Casal JrAgência Brasil
Foto: Marcello Casal JrAgência Brasil

O número de casos confirmados de Covid-19 no Brasil cresceu cerca de 441% na semana que se encerrou em 21 de outubro, em relação à semanda anterior. Segundo dados do Ministério da Saúde, durante o período, 47 mil novos casos da doença foram contabilizados. Esse é o maior registro no ano desde janeiro, quando foram notificados 157 mil casos.

Conforme o Ministério da Saúde, a maior incidência segue nas regiões Sudeste e Centro-Oeste do país, com destaque para os estados de Goiás, São Paulo e Minas Gerais, e o Distrito Federal.

Além no aumento de casos positivos, o número de mortes pela doença também cresceu. Somente na última semana, foram contabilizadas 255 mortes. No período de 9 a 15 outubro, 135 mortes foram registradas. Os maiores números foram contabilizados nos estados de São Paulo e Paraná.

De acordo com o infectologista Julival Ribeiro, a atual cepa que está circulando no país — uma subvariante da Ômicron — tem alta transmissibilidade entre as pessoas.

“A cepa que está circulando no Brasil e no mundo, conhecida como Éris, segundo a Organização Mundial de Saúde, tem alta transmissibilidade entre as pessoas. Porém, o que tem se observado no mundo inteiro e aqui no Brasil são casos mais leves, que não requer hospitalizações. Entretanto, vale lembrar, para os grupos de riscos, pode levar a casos mais graves e sérios”, diz.

Para a infectologista Joana D’arc Gonçalves, o aumento no número de casos da Covid-19 era esperado.

“São as ondas de aumento e que dependendo do comportamento da população, dependendo de como a gente reage frente a esse aumento, sem banalizar a doença e, sim, sendo consciente e responsável com relação às nossas atitudes, a gente pode passar de forma tranquila por esse aumento de número de casos. Mas lembrando que devemos ficar atentos e cuidar daqueles que venham a complicar. E as unidades de saúde têm que estar vigilantes com relação a esse aumento e a questão da vigilância genômica, que deve ser eficaz para buscar tendências de complicações e cepas mais agressivas”, ressalta.

A infectologista ainda alerta para os cuidados que a população deve continuar mantendo.“Todos nós precisamos de uma atenção. A primeira delas é a vacina. A gente sabe que somente em torno de 16,7% da população brasileira fez a vacina com a bivalente e essa protege melhor contra as novas variantes do SARS-CoV-2.”

A médica também orienta quanto ao uso de máscara. ]”A gente tem que saber qual é o nosso risco. Então, avalie o seu risco e utilize a máscara em alguns ambientes: ambientes de pouca ventilação, ambientes onde tem muitas pessoas, como transporte público, hospitais, elevadores.”

“Se você tiver algum sintoma da doença, é melhor você manter um certo distanciamento das demais pessoas. E aí o ideal é testar e fazer um repouso com relação à exposição de outros indivíduos”, alerta Joana D’arc Gonçalves.

Vacinação no Brasil

Segundo o Ministério da Saúde, mais de 29 milhões de pessoas já receberam a vacina bivalente contra a Covid-19. Conforme a pasta, a cobertura vacinal do imunizante é de 16,80% da população brasileira, abaixo da meta de 90% preconizada pelo Ministério da Saúde. Já em relação à vacina monovalente, o ministério informa que mais de 518 milhões de doses foram aplicadas.

O infectologista Julival Ribeiro destaca que é preciso ampliar a recomendação de vacinas monovalentes para as novas variantes da Covid-19 no Brasil. Segundo ele, o imunizante pode ser fornecido para os grupos de alto risco, pois evita mortes e complicações graves.

“Vale lembrar que nos Estados Unidos nós temos agora duas vacinas chamadas ‘vacinas monovalentes’, ou seja, com as cepas atuais em relação ao coronavírus. Os Estados Unidos estão ofertando para a população essa nova vacina monovalente para buscar maior estímulo das cepas que estão circulando nesse momento aqui no Brasil e em outras partes do mundo”, destaca.

De acordo com o Ministério da Saúde, desde o início da pandemia de Covid-19 em 2020, foram contabilizadas 706.531 mortes pela doença no Brasil e 37.905.713 casos confirmados no período.

Estados e municípios têm até 10 de novembro para solicitar investimentos em saúde

Fonte: Brasil 61