Ingazeira e povoado de Santa Rosa ficam sem energia durante a noite e madrugada desta quarta-feira

INGAZEIRA 
Durante toda a noite desta terça-feira (20) até a manhã dessa quarta-feira (21) a cidade de Ingazeira, no Sertão do Pajeú, ficou sem energia, a revelação foi feita pelo prefeito Luciano Torres, ao Blog do Marcello Patriota.

Internautas disseram ao blog que é corriqueiro em algumas áreas do município, quer seja na zona rural ou na zona urbana, ficar sem energia. A população pede providências a Neoenergia Pernambuco e cobra da prestadora de serviços, contra o péssimo atendimento da empresa aos consumidores da Terra Mãe do Pajeú.

A população, nas redes sociais, pede que seja votado pela Câmara de Vereadores um ‘Voto de Repúdio’ pelo mal atendimento da Neoenergia na região. A falta de energia teve início às 23h de ontem e amanheceu a quarta-feira sem nenhuma providência.

Paralisação no Ibama acende alerta de setores estratégicos da economia

ENERGIA ELÉTRICA

Ibama
Ibama – Foto/Divulgação

Ibama suspendeu vistorias de processos de licenciamento ambiental, importante para empreendimentos de petróleo e energia

A paralisação das atividades externas do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) tem levantado preocupações em relação aos impactos na emissão de licenças ambientais, especialmente nos setores de petróleo, gás e energia.

Os servidores da área ambiental têm negociado com o governo federal uma reestruturação de carreira e reajuste salarial. A paralisação afeta tanto o Ibama como o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e o Serviço Florestal Brasileiro. A falta de um acordo pode prolongar os impactos de setores importantes para a economia.

O Ibama, em especial, é responsável pela emissão de licenças para a autorização e controle de empreendimentos que impactam o meio ambiente. A interrupção nesse processo pode resultar em atrasos em projetos chaves.

Cleberson Zavaski, analista ambiental do ICMBio e presidente da Associação Nacional dos Servidores do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ascema) Nacional, explica que os servidores estão concentrados em serviços nas atividades de escritórios, mas frisa que a emissão de licenças ambientais necessitam de trabalhos de campo, o que está paralisado.

“Tem diversas etapas para o licenciamento ambiental que dependem de vistorias em campo, em loco nos empreendimentos, análises que muitas vezes demandam de coleta de informações, onde a atividade ou o empreendimento vai ser instalado, onde a obra vai ser executada e também tem uma série de audiências públicas que necessariamente são realizadas”, explica Zavaski.

O presidente da Ascema salienta que, sem visita de campo, não haverá a emissão de licenciamento de empreendimentos, seja de obras do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) ou de petróleo e gás.

“Desde o PAC, a petróleo e gás, a qualquer obra que dependa do licenciamento em geral, não havendo a vistoria em campo, não havendo audiências públicas, não haverá, por consequência, a emissão no prazo que muitas vezes se tinha antes desse impasse”, pontua Cleberson Zavaski.

Petróleo

O Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP) informou que vê com preocupação a paralisação de servidores do Ibama. A instituição destaca que empreendimentos que já têm equipamentos mobilizados, como sondas de perfuração e plataformas de produção, estão na fase final do licenciamento ambiental.

Segundo o IBP, há previsão de R$ 100 bilhões em investimentos em mais de 20 novas plataformas, até 2028, e a paralisação da emissão de licenças ambientais pode levar ao encarecimento desses projetos.

Energia

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), enviou um ofício à ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (Rede), em que demonstra preocupação de que a paralisação do Ibama gere impactos na geração de energia no Brasil.

Silveira se baseou em cartas públicas pela Associação Brasileira das Empresas Geradoras de Energia Elétrica (Abrage) e pela Associação Brasileira das Empresas de Transmissão de Energia Elétrica (Abrate).

O Ibama paralisou a emissão de Licenças Prévias (LP), Licenças de Instalação (LI) e Licença de Operação (LO), que são solicitadas, por exemplo, para operações de usinas hidrelétricas.

Negociação

Os servidores do meio ambiente se reuniram com representantes do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos em 1º de fevereiro para discutir as demandas do setor. No entanto, o encontro não agradou os representantes do Ibama, ICMBio e do Serviço Florestal Brasileiro.

Os servidores do Ibama classificam como “banho-maria” o tratamento dado ao governo federal diante das demandas da área.

O presidente da Ascema, por exemplo, afirma que a proposta apresentada pelo governo federal não atende à demanda da classe. Apesar do desagrado, o que foi discutido na reunião de 1º de fevereiro tem sido repassado para os sindicatos e organizações estaduais para que possa ser debatido uma contraposta em 16 de fevereiro, quando os servidores irão se encontrar novamente com representantes do Ministério da Gestão.

“ [A reunião] não apresenta uma solução e um horizonte para a criação de uma gratificação de atividade de risco. É importante destacar que a gratificação de atividade de risco é uma das reivindicações centrais, principalmente para os servidores que estão em campo em confronto em áreas conflagradas, diretas, em atividades degradantes que causam risco para a vida”, reforça Cleberson Zavaski.

O Ministério da Gestão informou que reinstalou, no começo de 2023, a Mesa Permanente de Negociação com os servidores públicos. A primeira medida foi o reajuste linear de 9% para todos os servidores, além do aumento de 43,6% no auxílio alimentação.

A pasta de Esther Dweck ressalta que está aberta ao diálogo com os servidores da área ambiental, assim como dos demais setores.

Os servidores do meio ambiente consideram como insuficiente os reajustes apresentados pela Gestão e pressionam o governo federal para ampliação da discussão, visto a importância do setor para áreas importantes da economia. *Fonte: Portal metrópoles.

Aneel calcula aumento das tarifas de energia em 5,6% este ano, acima da inflação

ENERGIA ELÉTRICA

Reajuste para cada distribuidora ainda será calculado ao longo do ano

Energia elétrica
Energia elétrica – Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) estima que as tarifas de energia terão um aumento médio de 5,6% este ano, acima da inflação prevista pelo mercado financeiro, de 3,86%.

A informação foi divulgada pelo diretor-geral da agência, Sandoval Feitosa, em entrevista a CNN Brasil, e confirmada pela assessoria do órgão ao Globo.

Umas das principais fontes de pressão sobre as tarifas é o aumento da conta de subsídios. Neste ano, são R$ 37 bilhões em subsídios pagos pelos consumidores, representando quase 15% da tarifa.

Em entrevista ao Globo, o secretário de Reformas Econômicas do Ministério da Fazenda, Marcos Barbosa Pinto, afirmou que o Ministério da Fazenda pretende fazer um pente-fino sobre essas despesas. São subsídios por exemplo para comprar óleo diesel e gerar energia em regiões isoladas. Esses subsídios vêm crescendo todos os anos. Em 2018, por exemplo, eram R$ 18,8 bilhões.

– A gente está chegando a R$ 37 bilhões (de subsídios embutidos). Temos energia barata e conta de luz cara. Este ano queremos fazer uma revisão total, junto com o Ministério de Minas e Energia (MME), sobre como podemos reduzir o impacto desses subsídios na conta de luz – disse Pinto.

A projeção da Aneel está abaixo da estimativa feita pela Associação dos Grandes Consumidores de Energia (Abrace), que prevê alta de 6,58%. Para alguns estados, no entanto, como Minas Gerais, os reajustes podem chegar a 15%, segundo a associação.

*Por Agência O Globo

Mais de 400 mil seguem sem energia em SP após chuvas, diz Prefeito Ricardo Nunes

ENERGIA ELÉTRICA

Prefeito de São Paulo disse que Enel deveria ter dado resposta mais rápida a queda de energia e disse que vai pedir um plano de contingência

Imagem colorida de Ricardo Nunes, homem branco, de barba e cabelo pretos, de jaqueta e camisa azul, durante entrevista - Metrópoles
Foto/Reprodução/YouTube

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), disse, nesta segunda-feira (6/11), que aproximadamente 413 mil moradores da cidade continuam sem energia elétrica, após as fortes chuvas que atingiram a cidade no último dia 3. A Enel, empresa que distribui energia na capital, afirma que a situação será normalizada até terça-feira (7/11).

Segundo Nunes, São Paulo registrou mais de 300 quedas de árvores sobre a rede elétrica. Até o momento, 172 foram removidas. Ao todo, mais de 1,4 milhão de pessoas foram atingidas pela queda de energia.

“Estamos aqui com todo o esforço. A gente ampliou as equipes. O pessoal da Defesa Civil, das subprefeituras, para poder trazer a cidade de volta o quanto antes. Mas, em muitas situações, a gente depende que a Enel faça seu trabalho de desligamento para remover as árvores e restabelecer a energia”, afirmou Nunes, em entrevista ao Bom Dia São Paulo.

O prefeito afirmou que a energia foi restabelecida em todas as unidades básicas de saúde e hospitais da cidade. Doze escolas ainda estão sem energia. No caso dos semáforos, havia 652 sem funcionar. Agora são 77.

Demora da Enel

Nunes afirmou que a resposta da Enel deveria ter sido mais rápida. Ele afirmou que vai se reunir nesta segunda, às 16h30, com o presidente da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Sandoval de Araújo Feitosa Neto, e com representantes da Enel no Palácio do Governo para pedir que a concessionária apresente um plano de contingência.

“Realmente houve um problema. É algo que está aí colocado. É uma situação dramática. A resposta precisa ser mais rápida. Às vezes, as pessoas acham que a Enel é uma companhia da prefeitura, que a prefeitura tem alguma inserção sobre suas atividades. Não, a Enel é uma concessionária do governo federal. Tem uma agência nacional que faz a fiscalização”, disse Nunes.

“É preciso que eles tenham um maior número de equipamentos e funcionários preparados para uma situação dessas”, completou.

Em todo o estado de São Paulo, foram registradas as mortes de sete pessoas relacionadas às fortes chuvas. Destas, duas mortes ocorreram na zona leste da capital, após a queda de árvores sobre veículos.

*As informações são do Portal Metrópoles