Aneel define calendário de acionamento de bandeira tarifária para 2026 – Foto: Divulgação/Neoenergia Pernambuco
Por Estadão Conteúdo
Os primeiros meses de 2026 devem continuar com bandeira verde
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou nesta quarta-feira, 7, o calendário de acionamento das bandeiras tarifárias, mês a mês, para o ano de 2026. Com condições favoráveis de geração elétrica, em janeiro deste ano foi acionada a bandeira verde, indicando que não haverá custo adicional nas contas dos consumidores.
Os primeiros meses de 2026 devem continuar com bandeira verde, sem cobrança adicional. Porém, apesar das perspectivas positivas à frente, as projeções podem ser alteradas.
Além do risco hidrológico (GSF), gatilho para o acionamento das bandeiras mais caras, outro fator de peso é o aumento do Preço de Liquidação de Diferenças (PLD) – valor calculado para a energia a ser produzida em determinado período.
O sistema de bandeira tarifária foi implementado em 2015 e sinaliza aos consumidores os custos reais da geração de energia elétrica por meio das cores das bandeiras tarifárias (verde, amarela ou vermelha).
Na segunda metade do ano já é vislumbrado grandes chances de uma prevalência da bandeira vermelha, com cobrança adicional entre R$ 4,46 e R$ 7,87 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos, como mostrou o Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.
Informamos que o fornecimento de energia elétrica foi restabelecido temporariamente em sua região para testes operacionais na rede.
⚠️ No entanto, devido à continuidade dos trabalhos de manutenção e ajustes no sistema, será necessária nova interrupção programada às 03h54, com previsão de retorno indefinido.
Pedimos a compreensão de todos e recomendamos que desliguem equipamentos sensíveis durante o período informado.
Atenciosamente,
NEOENERGIA
Departamento de Operações e Manutenção
Segundo o diretor da Aneel, o setor elétrico caminha para um colapso – Foto: João Paulo Caires/Poder360
Diretor da agência reguladora afirma que subsídios pressionam as tarifas e precisam ser revisados para evitar colapso.
O diretor-geral da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), Sandoval Feitosa, alertou nesta 4ª feira (15.out.2025) que não há previsão para redução nas tarifas na conta de luz enquanto os subsídios ao setor elétrico não forem repensados.
“Temos tarifas de energia elétrica cada vez maiores e elas não vão parar de crescer fortemente em função dos subsídios que estão incluídos na conta de luz”, afirmou, durante a sessão na comissão mista para análise da MP (medida provisória) 1.304 de 2025 – que trata da modernização das regras do setor elétrico, com foco na melhoria da alocação de custos, revisão dos subsídios e estímulo à competitividade nos leilões de energia.
SE INSCREVA-SE Entre os subsídios citados pelo diretor estão a isenção de encargos de uso da rede elétrica para consumidores com painéis solares, e incentivos à implantação de fontes renováveis em regiões específicas, por meio da CDE (Conta de Desenvolvimento Energético).
Esses custos, embora visem fomentar a expansão de fontes limpas, acabam sendo repassados aos demais consumidores, o que gera distorções e aumenta a conta de luz para grande parte da população.
Segundo o diretor, o setor elétrico caminha para um colapso, com aumento de 36% na produção de energia solar e MMGD (Micro e Minigeração Distribuída), equivalente a 23 GW (gigawatt), o que reduzirá o percentual de participação das fontes de energia despacháveis de 60% para 53% em 2029.
“As fontes firmes, que dão segurança para o funcionamento adequado do sistema, se reduzem de 60% para 53% no horizonte”, disse.
A fala do diretor diz respeito à redução da participação das chamadas fontes firmes, como hidrelétricas com reservatório, termelétricas e usinas nucleares, que garantem a estabilidade do sistema por produzirem energia de forma contínua.
O crescimento da energia solar e da MMGD, embora positivo do ponto de vista ambiental e econômico, pode trazer riscos ao sistema elétrico se não for acompanhado por um planejamento adequado, segundo ele.
Isso porque essas fontes são intermitentes – não produzem energia de forma constante – dependem de fatores como sol ou vento, o que pode comprometer o fornecimento nos momentos em que a demanda for alta e a produção estiver baixa.
Com a queda da geração “firme”, o risco de instabilidade, apagões e necessidade de acionamento de usinas caras de emergência aumenta, diz Sandoval.
Contrato de concessão da Neoenergia em Pernambuco foi renovado com 5 anos de antecedência – Neoenergia Pernambuco / divulgação
Serão investidos mais de R$ 6,1 bilhões até 2029 e os planos anuais de investimento serão fiscalizados pela Agência Nacional de Energia Elétrica
O Ministério de Minas e Energia e o Governo de Pernambuco anunciaram, nesta terça-feira (23), a renovação do contrato de concessão com a Neoenergia Pernambucopor mais 30 anos.
Em publicação no Diário Oficial da União, foi divulgado que o prazo dos serviços de distribuição de energia elétrica pela empresa foi prorrogado até 30 de março de 2060. O novo contrato foi renovado com cinco anos de antecedência.
A decisão foi tomada após o cumprimento das exigências técnicas estabelecidas pelo ministério, com o objetivo de garantir a satisfação do usuário como indicador
de desempenho
, obrigatoriedade de padrões de qualidade iguais em todos os bairros e metas para recomposição do serviço em situações climáticas extremas.
“Com essa renovação de concessões e os programas de acesso à energia, conseguimos promover desenvolvimento econômico, geração de empregos e inclusão social em todas as regiões do estado, fortalecendo nosso compromisso de fazer Pernambuco crescer de forma justa e sustentável”, destacou a governadora Raquel Lyra (PSD).
A cerimônia também contou com a presença do senador Fernando Dueire, do CEO da Neoenergia, Eduardo Capelastegui, e da trabalhadora da Neoenergia de Pernambuco, Italine de Lima.
Com o novo contrato de concessão, serão investidos mais de R$ 6,1 bilhões até 2029, distribuídos da seguinte forma:
R$ 1,6 bi em 2026
R$ 1,3 bi em 2027
R$ 1,2 bi em 2028
R$ 1,2 bi em 2029
Os planos anuais de investimento serão fiscalizados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
Destes, quase R$ 3 bilhões sejam destinados a novas ligações e expansão da Rede, R$ 1,7 bi para digitalização, modernização e renovação, quase R$ 1 bi para melhoria da qualidade e resiliência, e R$ 600 milhões para combate a perdas.
Investimentos
Durante a cerimônia também foram anunciados investimentos em novos projetos para a energia elétrica de Pernambuco.
O decreto do Ministério de Minas e Energia estabelece o fortalecimento das redes em áreas rurais e de agricultura familiar, a comprovação anual da saúde financeira das concessionárias e a limitação do pagamento de dividendos em caso de descumprimento de obrigações de qualidade.
Um dos projetos apresentados foi o embutimento da fiação elétrica no Bairro do Recife, área central da capital pernambucana. O investimento será superior a R$ 300 milhões e prevê a substituição dos fios aéreos por uma rede subterrânea.
Na primeira fase, serão embutidos 43 quilômetros de cabos elétricos, contemplando a rede elétrica da Ilha do Recife e pontos turísticos e culturais como o Marco Zero, o Cais da Alfândega e a Praça do Arsenal.
Além do embutimento da fiação, a concessionária promete investir R$ 350 milhões no projeto Noronha Verde e reduzir o custo de energia em 6%.
Em 2014, a empresa instalou a primeira usina solar no arquipélago e, no ano seguinte, construiu uma segunda planta fotovoltaica.
Agora, a Neoenergia Pernambuco se comprometeu em descarbonizar a geração de energia em Noronha, por meio de um sistema fotovoltaico associado a armazenamento por baterias. A previsão é que o projeto seja concluído em 2027 e que Fernando de Noronha seja a primeira ilha oceânica habitada da América Latina a alcançar a marca.
25 anos de concessão
Em 2000, a Companhia Energética de Pernambuco (Celpe) passou por um leilão de privatização e a Neoenergia assumiu a concessão para o fornecimento de energia elétrica no estado.
Nos últimos 25 anos, foram investidos cerca de R$ 20 bilhões na modernização, digitalização e ampliação das redes elétricas em Pernambuco.
Além disso, desde o início da concessão, foram entregues 54 novas subestações e construídos mais de 77 mil km de linhas de transmissãoe distribuição.
Segundo a Neoenergia, desde 2015, o tempo médio de interrupção caiu 43% e a frequência média das ocorrências reduziu 42%. Apesar da redução, só em 2024, o número de frequência de interrupção por cliente foi 4,5, em média.
Será cobrada taxa extra de R$ 7,87 a cada 100 Kh/h consumido nas contas de energia elétrica a partir desta segunda dia 1º
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informou, nesta sexta-feira (29/8), que a bandeira tarifária da conta de energia em setembro será Vermelha, no patamar 2. A taxa extra de R$ 7,87 será mantida nas contas de energia elétrica a partir do dia 1º do próximo mês.
Até abril deste ano, a bandeira tarifária estava verde, sem custo adicional para os consumidores. Em maio, a bandeira vigente passou para amarela — grau intermediário na estrutura tarifária (veja abaixo). Desde junho, ela é vermelha, no patamar 1. No mês passado, passou para o patamar nível 2.
Segundo a Aneel, as atuais condições de afluência dos reservatórios das usinas, abaixo da média, não são favoráveis para a geração hidrelétrica. “Em consequência, há necessidade de maior acionamento de usinas termelétricas, com elevados custos de geração, o que justifica a manutenção da bandeira vermelha patamar 2 para setembro”.
Em nota, a agência reforçou a importância da conscientização e do uso responsável da energia elétrica. “A economia de energia também contribui para a preservação dos recursos naturais e para a sustentabilidade do setor elétrico como um todo”, diz.
Sistema de bandeiras tarifárias
Lançado em 2015, o sistema de bandeiras tarifárias é um mecanismo que indica aos consumidores, mensalmente, a situação da geração de energia no Brasil.
Para definir a bandeira tarifária vigente, a Aneel considera fatores, como a disponibilidade de recursos hídricos, o avanço das fontes renováveis e o acionamento de fontes de geração mais caras, como as termelétricas.
Anteriormente, as variações (para mais ou para menos) eram repassadas até um ano depois, no reajuste tarifário seguinte.
Serão cobrados R$ 7,87 a mais para cada 100 kWh consumidos a partir de agosto
O acionamento da bandeira tarifária vermelha 2 vai pesar no bolso do consumidor e afetar a inflação do mês de agosto.
Um cálculo feito pela economista-chefe da CM capital, Carla Argenta, indica impacto adicional de 0,15 ponto percentual no IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) no próximo mês.
A energia elétrica residencial tem peso de 3,90% na composição do índice.
Apesar do acionamento da nova tarifa, é possível que essas projeções não mudem tanto.
“Acredito que a alta não seja tão intensa porque algumas casas já consideravam esse cenário”, diz Carla Argenta.
A publicação do IPCA-15 de julho também deve afetar as projeções. O próximo boletim Focus, com as expectativas do mercado, será publicado pelo BC (Banco Central) na segunda-feira (28).
Segundo o órgão, a mudança em agosto foi justificada pelo cenário de afluências abaixo da média em todo o país e a necessidade de acionamento de usinar termelétricas — que tem custo mais elevado.
Em nota, a Aneel reforça que o consumidor deve, com o acionamento da bandeira vermelha patamar 2, manter-se ciente da “importância da conscientização e do uso responsável da energia elétrica”.
Por conta da escassez de água nos reservatórios das hidrelétricas, a bandeira vermelha patamar 1 já vinha acionada desde junho.
“Esse quadro tende a elevar os custos de geração de energia, devido à necessidade de acionamento de fontes mais onerosas para geração, como as usinas termelétricas”, escreveu a Aneel ao reforçar a aplicação da bandeira vermelha 1 em julho.
Reajustes aprovados superam a inflação e afetam os consumidores de quatro estados brasileiros
Os clientes da Enel-SP não serão os únicos a sentir no bolso o aumento na conta de luz. Além do reajuste já noticiado pelo Canal Solar, a ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) também autorizou correções tarifárias para as distribuidoras Energisa Sul Sudeste e Energisa Tocantins.
Ambas as distribuidoras terão aumentos acima dos dois dígitos e bem superiores à inflação acumulada dos últimos 12 meses, que foi de 5,32%, segundo dados publicados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
No caso da Energisa Sul Sudeste, o aumento médio será de 19,05%, com vigência a partir de 12 de julho. Para consumidores de alta tensão, o reajuste será de 18,8%, e para baixa tensão, o reajuste na conta de luz será de 19,15%. A decisão afeta 83 municípios nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Paraná, impactando cerca de 687 mil consumidores.
Já os clientes da Energisa Tocantins sentirão os efeitos do reajuste já a partir de 4 de julho, com um aumento médio de 12,68%. O impacto será de 13,25% para alta tensão e 12,55% para baixa tensão. A empresa é responsável pela distribuição de energia elétrica para mais de 478 mil clientes, atendendo todos os 139 municípios do estado.
Além dos reajustes, a ANEEL também fixou novos parâmetros regulatórios para perdas de energia da Energisa Tocantins, válidos para o período entre os anos de 2025 a 2029. Serão considerados 1,16% ao ano em perdas técnicas sobre energia injetada e 4,27% ao ano em perdas não técnicas sobre mercado medido.
Por Henrique Hein – Com colaboração de Manoel Guimarães
Escassez de chuvas no período fez Aneel acionar a bandeira tarifária amarela, que aumenta em R$ 1,88 a cada 100 kWh consumidos
Já começou a valer a bandeira amarela na conta de luz dos brasileiros neste mês de maio. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou a ativação, o que significa custo extra de R$ 1,88 a cada 100 kWh consumidos. A mudança ocorre em função da redução no volume de chuvas, típica da transição entre o período úmido e o seco, o que impacta a geração de energia nas hidrelétricas.
Para o consumidor isso é um sinal claro: é hora de rever os hábitos e buscar formas de economizar energia dentro de casa. Pensando nisso, reunimos dicas práticas para ajudar a aliviar o impacto na conta de luz — mesmo com a bandeira amarela em vigor.
Como gastar menos energia em casa?
Tire os aparelhos da tomada. muitos aparelhos continuam consumindo energia mesmo desligados, no chamado modo “standby”. É o caso de TVs, computadores, micro-ondas e carregadores. Desligue-os da tomada quando não estiverem em uso.
Evite horários de pico. O consumo de energia entre 18h e 21h é mais alto e a sobrecarga no sistema pode sair mais cara. Se puder, lave roupa ou use outros eletrodomésticos fora desse intervalo.
Use a máquina de lavar com eficiência Acumule roupas e lave tudo de uma vez. Evite usar ciclos longos desnecessariamente e prefira a secagem natural ao varal, em vez da secadora.
Escolha aparelhos com selo Procel. Na hora de comprar um novo eletrodoméstico, verifique se ele possui o Selo Procel de Eficiência Energética. Equipamentos com classificação “A” consomem menos energia e ajudam na economia a longo prazo.
Aproveite ao máximo a luz natural. Abra janelas e cortinas durante o dia. Evite acender lâmpadas quando não for necessário. Isso reduz o consumo e ainda melhora o ambiente da casa.
Troque as lâmpadas por LED, elas consomem até 80% menos energia que as incandescentes e têm vida útil muito mais longa. Substituí-las é um investimento que se paga rapidamente.
Regule a temperatura do ar-condicionado. Se usar ar-condicionado, mantenha a temperatura entre 23°C e 25°C, que é o ideal para conforto e economia. Cada grau a menos aumenta significativamente o consumo.
Faça um controle mensal do consumo
Use aplicativos ou ferramentas das próprias distribuidoras de energia para acompanhar o seu gasto mensal. Assim, é possível identificar picos de consumo e agir rapidamente.
Ficar atento às mudanças na bandeira tarifária e adotar medidas simples pode ajudar a evitar sustos no fim do mês. Em tempos de energia mais cara, a conscientização sobre o uso eficiente da eletricidade é o melhor caminho para o bolso — e para o planeta.
A conta de luz dos brasileiros deve subir menos do que a inflação em 2025. A projeção é da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), que divulgou nesta 2ª feira (7.abr.2025) a 1ª edição do boletim trimestral InfoTarifa. Eis a íntegra (PDF – 757 kB).
O documento estima um reajuste médio de 3,5% nas tarifas de energia elétrica neste ano, abaixo da projeção de 5,1% do IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) e de 5,6% do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), calculados pela FGV (Fundação Getulio Vargas) e IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), respectivamente.
Segundo o diretor-geral da Aneel, Sandoval Feitosa, o boletim foi criado para dar mais transparência e previsibilidade sobre os reajustes das tarifas. “A ideia é atualizar esse panorama trimestralmente, à medida que os reajustes das distribuidoras forem deliberados”, afirmou.
O documento detalha os fatores que influenciam o cálculo das tarifas. Entre os principais pontos está a previsão de R$ 41 bilhões para o orçamento da CDE (Conta de Desenvolvimento Energético) em 2025. Essa conta é responsável por financiar subsídios e ações do setor elétrico, e seu valor impacta diretamente nas tarifas pagas pelos consumidores.
Outro fator importante são os chamados encargos setoriais, que também entram no cálculo das tarifas. Esses encargos estão disponíveis para acompanhamento em tempo real por meio do Subsidiômetro, ferramenta online da Aneel que reforça o compromisso da Agência com a transparência.
ENTENDA O REAJUSTE
As tarifas de energia elétrica são compostas por diferentes custos, como:
Geração e transmissão da energia; Distribuição (parcela B), onde incidem os custos operacionais das distribuidoras; e Encargos e tributos. A parcela B é especialmente sensível à inflação, pois envolve custos com mão de obra, manutenção e serviços.
Expectativa de redução na tarifa energética é impulsionada por condições climáticas favoráveis – Foto/Reprodução
Planalto cita o início do período de chuvas e as temperaturas mais amenas como justificativas para baixar a conta de luz
Poder360
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem esperança de que a bandeira tarifária na conta de luz venha verde em dezembro. O Ministério de Minas e Energia se agarra ao início do período chuvoso e temperaturas mais amenas que reduzem o consumo nos horários de pico como justificativas para a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) baixar a conta de luz.
Caso o cenário se concretize, será uma boa notícia para o governo. O valor da tarifa de energia elétrica é um dos principais componentes que pressionam a inflação e terminar o ano com uma bandeira verde trará alívio ao Planalto.
A bandeira tarifária em vigor para novembro é a amarela, que incide uma cobrança extra na conta de luz. Apesar da tarifa extra, o anúncio da bandeira amarela foi celebrado pelo governo, pois as projeções anteriores eram de que a bandeira vermelha perdurasse até o final do ano.
Em outubro a cobrança foi mais alta quando a Aneel acionou a bandeira tarifária nível 2, a pior para os consumidores. O cenário foi motivado pela seca severa que atingiu o país no 2º semestre do ano e reduziu os níveis dos reservatórios das hidrelétricas.
Os índices que podem reduzir a bandeira tarifária foi um dos temas tratados na reunião mensal do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), que aconteceu nesta quarta-feira.
Outro tópico da reunião foi a criação de um índice de monitoramento dos critérios de flexibilidade das usinas produtoras de energia. A ideia é manter um acompanhamento constante de quais instalações térmicas e hidrelétricas podem aumentar o fornecimento em momentos de intermitência das fontes solares e eólicas.
Com mudança, conta de luz terá cobrança adicional de R$ 7,87 a cada 100 quilowatt-hora (KWh) consumidos. Em setembro, bandeira era vermelha, mas no patamar 1.
A conta de luz vai pesar mais no bolso dos brasileiros, a partir desta terça-feira (01) a conta de energia elétrica vai ficar mais cara. O anúncio havia sido feito pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A partir de outubro, a bandeira tarifária aplicada às contas de luz será vermelha patamar 2, o que significa uma cobrança extra de R$ 7,87 para cada 100 quilowatts-hora (kWh) de energia elétrica consumidos.
Segundo a Aneel, a bandeira patamar 2 foi acionada por dois fatores:
o risco hidrológico, quando o nível de chuvas está baixo; e
o preço de referência da energia, que tem aumentado por conta da seca.
O consumo médio em uma casa brasileira na zona urbana é de aproximadamente 150 kWh a 200 kWh (sem ar-condicionado).
Cenário de energia mais cara
O acionamento das bandeiras amarela ou vermelha patamar 1 e 2 pela Aneel aponta para um cenário de geração de energia mais cara.
Com a seca na região Norte do país, usinas hidrelétricas importantes estão gerando menos energia. Por isso, para atender aos horários de pico de consumo e baixa geração de energia renovável, no início da noite, é necessário acionar usinas termelétricas –que são mais caras.
A última vez que o governo havia acionado a bandeira vermelha foi em agosto de 2021 — na crise hídrica.
Depois, em setembro do mesmo ano, a Aneel criou a bandeira “escassez hídrica” – a mais cara de todas – para atender ao sistema elétrico nacional em situação severa de seca, que afetou a geração de energia pelas hidrelétricas.
A bandeira “escassez hídrica” ficou em vigor até abril de 2022, quando a Aneel acionou a bandeira verde – sem cobrança adicional na conta de luz.
Saiba quanto custa a bandeira
Cada bandeira tarifária acionada pela Aneel pode gerar um custo extra ao consumidor:
🟩bandeira verde (condições favoráveis de geração de energia) – sem custo extra;
🟨bandeira amarela (condições menos favoráveis) – R$ 18,85 por MWh (megawatt-hora) utilizado (ou R$ 1,88 a cada 100kWh);
🟥bandeira vermelha patamar 1 (condições desfavoráveis) – R$ 44,63 por MWh utilizado (ou R$ 4,46 a cada 100 kWh);
🟥bandeira vermelha patamar 2 (condições muito desfavoráveis) – R$ 78,77 por MWh utilizado (ou R$ 7,87 a cada kWh). Por Lais Carregosa/g1
Medida é encarada pelo governo como uma forma de deslocar o pico de consumo para um horário com mais geração solar.
O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) recomendou nesta quinta-feira (19) o retorno do horário de verão em 2024. Se adotado, o adiantamento dos relógios em 1h (que é o que determina o horário de verão) aconteceria depois do 2º turno das eleições municipais.
A estratégia é encarada pelo governo como uma forma de deslocar o pico de consumo para um horário com mais geração solar, reduzindo a necessidade de acionar usinas termelétricas, caras e que poluem mais, para atender à demanda.
“Foi recomendado pelo ONS e aprovado pelo CMSE um indicativo de que é prudente, que é viável e que seria um instrumento apontado como importante a volta [do horário de verão]”, anunciou o ministro Alexandre Silveira, em entrevista coletiva nesta quinta-feira (19).
Contudo, Silveira disse que ainda não está convencido da necessidade do horário de verão, apesar da recomendação do comitê.
O ministro disse que há “tranquilidade de que não faltará energia” e que pretende analisar outras medidas antes, como adiantamento de linhas de transmissão e mudanças na operação da usina de Belo Monte.
A decisão final caberá ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e será uma determinação não apenas técnica, mas também política, já que o horário de verão mexe com a rotina da sociedade.
ONS pede medidas para garantir energia em horário de pico
Segundo o titular da pasta, a decisão sobre o horário de verão deve ser tomada nos próximos 10 dias.
A intenção é que, se adotada, a mudança nos relógios aconteça ainda em 2024, depois das eleições, mas o tempo de duração ainda não foi determinado.
“Levo a recomendação sobre o horário de verão, mas com a condição de que nós temos, inclusive, de continuar nessa semana full time [tempo integral] e no início da semana que vem de continuar discutindo com técnicos”, disse Silveira.
“Em nenhum momento o comitê apontou para risco energético nesse período, [então] é prudente que a gente se debruce sobre outras possibilidades que não vão impactar diretamente a vida de brasileiras e brasileiros”, prosseguiu.
Economia com a medida
O ministro afirmou que a previsão de economia com a adoção do horário de verão seria de R$ 400 milhões ao longo da duração. Ou cerca de 2,5 gigawatts (GW) de energia todo dia no horário de pico de consumo. Isso porque o ONS acionaria menos usinas termelétricas.
O horário de verão foi extinto em 2019, primeiro ano do governo Jair Bolsonaro (PL). Na época, o Executivo alegou que a economia de energia era baixa e não justificava a adoção da medida.
Plano de contingência
A retomada do horário de verão foi uma das sugestões dentro do plano de contingência apresentado pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), em reunião extraordinária do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) nesta quinta-feira (19).
Segundo o ministro, o objetivo é garantir o fornecimento de energia no sistema interligado e em Roraima, único estado que não está conectado ao restante do país.
“Além disso, destaco que o Plano deve conter, entre outras, propostas de medidas concretas, para cada ano, a serem adotadas pelas instituições que compõem o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico”, diz o ofício assinado por Silveira.
Entenda a medida
No início da noite, a geração de energia solar cai por causa da falta de sol. À noite, a geração eólica sobe porque há maior incidência de ventos à noite e em determinadas épocas do ano.
No intervalo entre a queda da solar e o aumento da eólica, há um pico de consumo que precisa ser suprido por energia hidrelétrica ou térmica.
Com as medidas para poupar os reservatórios das usinas hidrelétricas, por causa da seca, é necessário acionar mais termelétricas para atender ao pico de consumo.
Ao adotar o horário de verão, o pico consumo é deslocado para o horário com mais geração solar, reduzindo a necessidade de complementar a geração com mais usinas térmicas. Fonte: G1.
Alexandre Silveira afirma que a Conta Bandeiras está superavitária, o que garante que a conta de energia não vai subir ainda mais nos próximos meses – Foto/Reprodução
Ministro afirma que problemas em cálculos podem provocar mudança do patamar para baixo e descarta possibilidade de tarifa ficar ainda mais cara
O ministro Alexandre Silveira, de Minas e Energia, afirmou que a bandeira vermelha nível 2 na conta de luz pode ser revista. O motivo seriam inconsistências nos cálculos feitos para geração de energia térmica para setembro encontrados pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).
“Isso pode acontecer rever a bandeira. São programas técnicos, objetivos”, disse o ministro em entrevista a jornalistas depois de participar da formatura de uma turma de mulheres eletricistas da Neoenergia Brasília.
A CCEE notificou sobre uma inconsistência no cálculo do custo de uma usina térmica que pode ter provocado o acionamento da bandeira vermelha nível 2. Os cálculos dos custos de operação estão sendo refeitos pelo ONS e pela CCEE. A expectativa é de queda do patamar com a possível revisão.
O dinheiro extra arrecadado com as bandeiras vai para uma conta específica do setor elétrico, chamada de Conta Bandeiras. Ela é usada para pagar os custos adicionais nos períodos em que o custo de operação do sistema aumenta, com o acionamento de térmicas. Tem sido assim atualmente, com o agravamento da seca.
Silveira afirmou que a Conta Bandeira está superavitária. Logo, há espaço para a bandeira ser verde ou amarela. No entanto, é preciso um equilíbrio para manter a conta abastecida caso a necessidade de uso de térmicas se prolongue.
“Se a gente quiser usar o recurso da Conta Bandeira podemos adiantar e manter a bandeira verde ou amarela por algum tempo. Mas esse equilíbrio é fundamental porque ninguém tem segurança de por quanto tempo ainda precisaremos despachar as nossas térmicas. Então é importante termos um equilíbrio entre o saldo da Conta Bandeira e entre a recepção e despacho das nossas térmicas”, afirmou.
O ministro negou que o preço da energia subirá mais. “Temos a Conta Bandeira superavitária. Temos recursos abundantes que podem ser utilizados caso a escassez hídrica se agrave. Então, para tranquilizar a sociedade brasileira, apesar da mudança climática, apesar da gravidade do baixo índice pluviométrico e do atraso das chuvas do Brasil, nós estamos vivendo um momento, graças ao planejamento, extremamente seguro”.
Bandeira vermelha
Por enquanto, segue valendo a bandeira vermelha nível 2, anunciada em 30 de agosto pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) por causa do agravamento da seca combinado com a previsão de alta demanda. É a primeira vez em 3 anos que esse patamar será utilizado no país.
Com a bandeira vermelha 2, há uma cobrança adicional na conta de luz de R$ 7,87 a cada 100 KWh (quilowatt-hora) consumidos. É um extra significativo que pesará no bolso do consumidor em um mês de calor intenso.
A última vez que a conta de luz tinha tido bandeira vermelha foi em agosto de 2021, quando vigorou o nível 2. De setembro de 2021 a abril de 2022 existiu temporariamente uma bandeira de nível ainda mais elevado, a de escassez hídrica (também chamada de bandeira preta), que foi extinta. Por Geraldo Campos Jr./Poder 360.
Decreto endurece regras para concessões de distribuidoras de energia – Foto/Marcelo Camargo/Agência Brasil
Aneel diz que apesar das enchentes que assolaram o Rio Grande do Sul, no país como um todo, as chuvas poderão ficar 50% abaixo da média histórica.
No país que se orgulha de somente em 2023 ter aumentado a oferta de mais de 33,2 bilhões de kWh não deixa de ser surpreendente que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) tenha determinado, na última sexta-feira, a volta da sobretaxa da bandeira amarela.
Para quem não sabe mais o que é isso basta dizer que a última vez em que houve cobrança extra na conta de luz foi em abril de 2022, Portanto, foram 26 meses de bandeira verde, sem valores extras. Em abril de 2022, os técnicos do setor elétrico estavam acusando o governo Jair Bolsonaro de não ter gerenciado a crise hídrica de 2021 que fez explodir as tarifas.
Vai chover menos
O mais curioso é que a nota da Aneel tem uma explicação dizendo que a “previsão de chuvas abaixo da média até o final do ano” para justificar a adoção da bandeira amarela. Segundo a agência reguladora, “apesar das enchentes que assolaram o Rio Grande do Sul, no país como um todo, as chuvas poderão ficar 50% abaixo da média histórica”.
É uma situação bem estranha. O relatório anual da Empresa de Pesquisa Energética – EPE (que fez os cenários de 10 anos no setor) afirma que a participação de renováveis na matriz elétrica ficou em 89,2% em 2023. Apenas a geração solar fotovoltaica atingiu 50,6 bilhões de kWh (somando geração centralizada e das residências e empresas em telhados) crescendo 68,1%. Sua capacidade instalada alcançou 37.843 MW, numa expansão de 54,8% em relação a 2022.
Geração no telhado
Tem mais: Segundo a EPE, o consumo final de eletricidade no país em 2023 cresceu 5,2%. E os setores que mais contribuíram para este avanço em valores absolutos foram o residencial que cresceu 14,1 bilhões de kWh (+9,1%). O setor residencial foi também o que mais cresceu na geração própria de energia, instalando novos 29,34 MW em seus telhados.
O que a Aneel não explica convincentemente é como um país que registrou nos primeiros dias de março a marca de 190 gigawatts (GW) de capacidade instalada e não venha consumindo 47,03 GWh em maio de 2024 precisa cobrar mais caro.
Talvez porque precisasse mostrar que o que encarece a energia hoje não é apenas o preço da geração, porém os penduricalhos que o Governo foi agregando às contas dos consumidores além dos subsídios.
Comprar mais caro
Isso o está pressionando porque no fundo o governo está obrigado a comprar energia mais cara mesmo que tenha sobra na capacidade de gerar energia. Ou seja: pelo que embutiu nas contas sob a forma de incentivos para a geração de energia. Inclusive energia limpa.
E aí surgem coisas curiosas. No mês de junho, a Aneel anunciou que 1.983 usinas manifestaram interesse em aderir à medida provisória 1.212/2024, editada pelo governo federal em abril, que prorroga o prazo para descontos no uso das redes de transmissão e distribuição de energia. Se elas forem construídas vão gerar mais 34 GW o que está gerando críticas de especialistas e grandes consumidores.
Com mais subsídios
As críticas vão na direção da prorrogação dos subsídios para a transmissão da energia que deveriam acabar em 2022 e que o governo Lula prorrogou com argumento de que as empresas precisam desse benefício porque os projetos de construção de linhas d e transmissão atrasaram.
Além disso, tem a questão da briga de projeto de eólica e solar. Em 2023, a geração de energia solar foi de 38 GW com 26 GW deles em geração distribuída, além dos 11 GW de geração centralizada em grandes parques, parte deles debaixo dos terrenos locados para as torres de eólicas. Mas segundo a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABsolar) estão outorgados mais de 144 GW de projetos de geração de energia.
Placa solar
Isso se deve a acentuada queda nos preços dos paineis solares no mercado internacional há dois anos e por isso o segmento de energia eólica viu minguar a quantidade de novos projetos de geração e, consequentemente, o volume de pedidos de equipamentos, como turbinas, pás e outros componentes.
Ou seja, o Brasil tem energia sobrando, uma explosão de produção de energia solar, uma crise na futura geração de energia eólica, enquanto o consumidor além dos subsídios já embutidos na tarifa pagará mais caro pela energia que consome porque o ONS vai precisar comprar energia mais cara para sustentar o tranco na hora de pico. Por JC.
Agência Nacional de Energia Elétrica acionou a bandeira amarela alegando cenário de escassez de chuva e inverno com temperaturas altas
A partir desta segunda-feira (01/07) a conta de energia vai ficar mais cara em R$ 1,885 a cada 100 kW/h consumidos. O valor corresponde a bandeira tarifária amarela que, segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), será acionada em razão de “condições menos favoráveis para geração de energia”.
De acordo com a reguladora, a previsão de chuvas abaixo da média até o final do ano (em cerca de 50%) e a expectativa de crescimento da carga e do consumo energia no mesmo período pressionam as usinas termelétricas.
“Esse cenário de escassez de chuvas, somado ao inverno com temperaturas superiores à média histórica do período, faz com que as termelétricas, com energia mais cara que hidrelétricas, passem a operar mais. Portanto, os fatores que acionaram a bandeira amarela foram o GSF (risco hidrológico) e o aumento do Preço de Liquidação de Diferenças (PLD), visto que atualmente não há despacho fora da ordem do mérito (GFOM) decidido pelo Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE)”, escreve a Aneel em nota.
Essa é a primeira vez que a bandeira tarifária é alterada desde abril de 2022, após 26 meses de bandeira verde. Apesar do aumento na conta de luz, essa também é a primeira vez que os novos valores tarifários serão aplicados desde que a Diretoria Colegiada da Aneel aprovou uma redução no preço das bandeiras, em março deste ano.
Quando as condições de geração de energia são favoráveis, a bandeira verde não cobra custo extra. Agora, a bandeira amarela, por exemplo, teve uma redução de 37% em relação ao valor anterior, enquanto a vermelha 2 teve uma redução de 20%.
Novos valores
Bandeira verde – sem custo extra
Bandeira amarela (-37%) – De R$ 2,98 kWh para R$ 1,88 kWh
Bandeira vermelha 1 (-31%) – De R$ 6,5 kWh para R$ 4,4 kWh
Bandeira vermelha 2 (-20%) – De R$ 9,79 kWh para R$ 7,87 kWh
Nesta segunda-feira, a Prefeitura de Solidão emitiu um comunicado a toda a população com informações da Neoenergia Pernambuco, que está prevista a suspensão no fornecimento de energia elétrica na cidade, no horário de 08 às 15 h, nesta terça-feira, 30 de abril.
Em virtude dessa interrupção, a sede da Prefeitura estará fechada durante esse período, não havendo atendimento ao público. A medida visa garantir a segurança dos funcionários e dos cidadãos durante o período de falta de energia.
Além disso, é importante ressaltar que na quarta-feira, dia 1º de Maio, é celebrado o feriado nacional do Dia do Trabalhador. Portanto, os serviços administrativos da Prefeitura permanecerão suspensos nesse dia, retomando suas atividades normais na quinta-feira, dia 02 de maio.
Caixa Econômica
Já a agência da Caixa Econômica de Afogados da Ingazeira emitiu também um comunicado à imprensa informando sobre um desligamento programado de energia elétrica. Segundo a nota, a medida foi tomada após o recebimento de uma notificação da Neoenergia, concessionária responsável pelo fornecimento de energia elétrica em Pernambuco.
De acordo com o comunicado, a interrupção no fornecimento de energia está prevista para ocorrer nesta terça-feira (30), das 8h às 14h. No entanto, a Neoenergia ressaltou que existe a possibilidade de que o fornecimento seja restabelecido antes do horário previsto. Fonte PE Notícias.
Conta de luz fica mais barata com redução de tarifas de energia elétrica; veja reajustes aprovados pela Aneel
A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) anunciou, nesta terça-feira (23), a redução das contas de energia em Pernambuco. O índice médio do reajuste foi de -2,69%. Já para os clientes residenciais, a diminuição será de -2,63%. As novas tarifas entram em vigor a partir da próxima segunda-feira (29).
Confira, a seguir, os reajustes tarifários anunciados pela Aneel:
Recebimento de energia em baixa tensão, que inclui a maior parte dos clientes residenciais:–2,63%;
Clientes atendidos em alta tensão, como indústrias e comércio de médio e grande porte:–2,85%;
Índice médio com efeito para os consumidores:–2,69%.
Segundo a Neoenergia Pernambuco, apesar da inflação ocorrida no período, os custos referentes aos serviços de distribuição de energia contribuíram para que o reajuste fosse menor, pois eles tiveram uma diminuição de 4,40%, contribuindo para uma redução do índice final em –1,39%.
“Os demais itens não gerenciáveis pela distribuidora (compra de energia, transmissão, encargos setoriais e itens financeiros), contribuíram em –1,30% no índice total”, afirmou a Neoenergia Pernambuco, em nota. *Por g1-PE
A conta alta de luz nos horários de pico, entre 17h30 e 20h30, conforme contrato assinado entre o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) e a Neoenergia, é uma das 14 razões pelas quais o TJPE vai alterar os horários de atendimento ao público.
Resolução do TJPE publicada no Diário de Justiça na sexta-feira passada determina, a partir de dois de maio, entre 8h e 14h, o horário de atendimento ao público na primeira instância (comarcas, varas, cartórios, nos quais se inicia a maior parte das contendas judiciais). É de 13h às 17h o horário atual. A resolução fixa de 8h às 17h o atendimento na segunda instância (na qual está o próprio TJPE, que julga recursos a decisões judiciais na primeira instância).
Além da conta de luz “muito mais alta” nos horários de pico acertada com a Neoenergia, conforme detalha a resolução, entre as 14 justificativas para alterar os horários de atendimento ao público estão mencionadas a redução do teto de funcionários no Judiciário de Pernambuco e a carga horária máxima de 30 horas semanais dos funcionários do Judiciário.
Com 10 artigos, a resolução cita também normas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) recomendando a adoção de uma política de sustentabilidade ambiental no Judiciário.
A resolução do TJPE ressalta, contudo, que as mudanças nos horários de atendimento ao público não afetam os procedimentos judiciais. “Não se olvide, entretanto, que a fixação de expediente para o atendimento ao público nos horários propostos dar-se-á sem prejuízo de prática de atos, inclusive audiências (de custódia, de conciliação, de instrução, etc), sessões dos tribunais de júri, sessões de julgamento, atividade de gabinete e cumprimento de mandatos”, enfatiza uma das justificativas.
O TJPE enviará à aprovação da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) projeto de lei complementar estabelecendo os horários de atendimento ao público. *Da redação/Ricardo Antunes.
As empresas que venceram o último leilão das linhas de transmissão vão investir um total de R$ 18,2 bilhões – Foto: Ulgo Oliveira/Seinfra
A expansão das linhas de transmissão é necessária para escoar a energia a ser produzida pelos empreendimentos de geração renovável no Nordeste
O Nordeste vai receber um investimento de R$ 15,8 bilhões nos próximos seis anos para a implantação de 10 lotes dos 15 que venceram o leilão das linhas de transmissão realizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) na quinta-feira (28). As linhas vão passar por oito estados: Pernambuco, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Alagoas, Bahia e Maranhão. Elas vão escoar a produção de futuros empreendimentos de energia renovável da região.
Segundo a chefe nas áreas de Redes da renomada consultoria PSR, Amanda Fernandes, nos últimos anos, a expansão da geração de energia no Brasil está concentrada na região Nordeste, diferentemente do que ocorria no passado, quando o eixo da expansão da geração era o Sudeste e o Sul. “Com essa mudança de eixo, a expansão da transmissão na região Nordeste tornou-se necessária para que o sistema elétrico possa escoar o excesso de geração da região Nordeste para os grandes centros de carga que estão localizados no Sudeste e Sul”, conta a especialista.
As empresas que venceram o leilão vão assinar os contratos até o dia 28 de junho deste ano. Depois disso, as linhas de transmissão terão que entrar em operação num período que varia de três anos a seis anos. No passado, muitas linhas de transmissão atrasaram e trouxeram prejuízos principalmente às eólicas que, na época, eram recém instaladas no Nordeste.
De acordo com Amanda, este cenário não deve se repetir nos próximos anos. “A Aneel empregou um esforço regulatório nos últimos anos no setor de transmissão para garantir a eficiência da construção dos ativos”, comenta. Ela cita que houve “a revisão das regras de penalidades, melhorias nos processos de fiscalização e obrigação de aporte de garantias de fiel cumprimento associado a marcos do cronograma de obras” e que essas medidas resultaram “numa redução do número de obras atrasadas que pode ser consultada no relatório de fiscalização publicados pela agência de forma trimestral”.
Há uma tendência de queda nos atrasos das linhas de transmissão da Aneel desde 2019, segundo o último relatório bimestral que a agência publicou sobre isso em dezembro último. Os 15 lotes das linhas de transmissão vão gerar um investimento de R$ 18,2 bilhões em 10 Estados. No Nordeste, o único Estado que não terá estas novas linhas de transmissão será Sergipe. A implantação das linhas é importante porque inclui também as subestações, equipamentos importantes no escoamento da energia.
Detalhes das linhas de transmissão
A implantação dos 15 lotes de linhas de transmissão vai gerar cerca de 35 mil empregos, segundo informações da Aneel. Dos 10 lotes de linhas a serem construídas no Nordeste, cinco são investimentos superiores a R$ 1 bilhão. O maior deles será o lote 6 que prevê a implantação de 1001 km de linhas de transmissão que vão empregar R$ 3,4 bilhões entre os Estados da Bahia e Minas Gerais numa obra a ser realizada pela FIP Development Fund Warehouse.
O segundo maior investimento será o lote 5 com 1096 kms de linhas de transmissão, que vão passar por cidades no Ceará, Pernambuco, Paraíba, Alagoas, Bahia e Piauí e serão implantadas pela Eletronorte. O terceiro é o lote 14 que ficará na Bahia com três trechos, cada um de 318 km, segundo o site da Aneel, no qual devem ser empregados R$ 2,1 bilhões pela FIP Development Fund Warehouse.
O quarto maior em investimento é o lote 1 com R$ 1,7 bilhão que será implantada em cidades do Piauí e Ceará com 532 kms de extensão e pelo menos duas subestações pela Eletronorte. E o quinto é uma linha no Piauí que está no lote 2 e vai demandar R$ 1,5 bilhão.
Ainda no Nordeste, os demais investimentos previstos no último leilão serão os seguintes: o lote 4 que vai passar pelo Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas com R$ 990 milhões de investimento pela FIP Development Fund Warehouse; o lote 3 no Ceará que vai empregar R$ 983 milhões pela Eletronorte; o lote 13 que prevê um gasto de R$ 982 milhões com linhas que vão passar por Tocantins, Piauí e Maranhão; o lote 12 com R$ 932 milhões interligando cidades do Maranhão e Piauí a ser implantado pela Energisa Transmissão de Energia; e o lote 7 com R$ 528 milhões que será empregado pela EDP Trading nos Estados da Bahia, Tocantins e Piauí. *Por Angela Belfort/Folha de Pernambuco.
A empresa será chamada pela Comissão de Desenvolvimento Econômico para explicar falhas no serviço. Foto: Amaro Lima
Os parlamentares da Comissão de Desenvolvimento Econômico da Alepe aprovaram, na reunião desta terça (12), a realização de uma audiência pública com a empresa Neoenergia, concessionária de fornecimento de energia elétrica no Estado.
Para a deputada Débora Almeida (PSDB), autora da solicitação, o encontro é necessário para que sejam discutidas as frequentes quedas no fornecimento do serviço, sobretudo nos municípios da zona rural. Ela citou problemas como a demora para o restabelecimento da luz e a dificuldade dos clientes em falar com a empresa e obter retorno.
Uma ocorrência de falta de energia na região do Agreste que gerou prejuízo para as atividades produtivas nesta semana foi relatada pela parlamentar.
Segundo Débora Almeida, a falha ocorreu quando os trabalhadores rurais do local estavam com a produção de leite estocada nos refrigeradores. Além disso, a queda de energia também paralisou granjas que tinham rebanhos de frango prontos para o abate e atividades de beneficiamento dos ovos pendentes.
Descumprimento de contrato
O deputado Rodrigo Farias (PSB) concordou com a solicitação da audiência e disse que casos de queda de energia também estão sendo frequentes na zona rural de Toritama, onde as famílias dependem do funcionamento das máquinas de costura para o sustento.
O parlamentar lembrou que as pessoas que prestam serviço para as indústrias do polo têxtil do Agreste ganham pelo número de peças produzidas. Por conta disso, nos dias em que falta luz há queda de produção e, consequentemente, diminuição da renda para a subsistência.
Farias disse também que há duas cláusulas no contrato de fornecimento de energia que a concessionária não está cumprindo a contento.
A primeira é sobre o tempo para o pronto-atendimento aos consumidores e a segunda se refere a instalação das redes trifásicas. Esta última seria imprescindível para a produção têxtil porque as máquinas de costura consomem muito e sobrecarregam a rede existente.
Já o deputado Abimael Santos (PL) disse que ele próprio teve prejuízos e aborrecimentos com a Neoenergia no final do ano passado e, mesmo sendo um representante do povo pernambucano, não foi bem atendido, nem recebeu informações por parte da concessionária.
Ainda será marcada a data para realização da audiência pública. A Comissão de Desenvolvimento Econômico aprovou ainda dez proposições na reunião desta terça.
AFOGADOS DA INGAZEIRA
A falta de energia também vem acontecendo de forma constante na zona rural do município. Há relatos de moradores de várias comunidades rurais que a falta de energia está cada vez mais frequente e que ficam até oito dias sem o seu restabelecimento.