MPCO responsabiliza Márcia e Lisbeth por desfalque de mais de R$ 8 milhões no Instituto de Previdência

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O Ministério Público de Contas de Pernambuco (MPCO) emitiu parecer contundente responsabilizando a prefeita de Serra Talhada, Márcia Conrado (PT), e a secretária de Educação, Lisbeth Rosa, por graves irregularidades na gestão do Instituto de Previdência Própria dos Servidores Municipais (RPPS). O documento, assinado pelo procurador Cristiano da Paixão Pimentel em 2 de setembro de 2025, integra o Processo TC nº 23100388-2, uma auditoria especial que avaliou o cumprimento das obrigações previdenciárias do município.

De acordo com o MPCO, os atrasos nos repasses e contribuições previdenciárias atingiram níveis milionários: R$ 3.047.893,25 não recolhidos em 2022 e R$ 5.128.456,72 em 2023, além de um débito consolidado de R$ 834.217,50 reconhecido pelo próprio Instituto.

“Foram muito elevados os não recolhimentos nos exercícios de 2022 e 2023, atingindo valores milionários”, destacou o procurador Cristiano Pimentel, ao afirmar que as defesas apresentadas pela prefeita e pela secretária foram “meramente genéricas” e não comprovaram a alegada crise financeira do município.

O parecer aponta que Márcia Conrado e Lisbeth Rosa de Souza Lima deixaram de adotar providências legais para garantir o custeio administrativo do RPPS, violando a legislação municipal e fragilizando a sustentabilidade do regime previdenciário.

O Ministério Público de Contas sugeriu a aplicação das seguintes penalidades:

  • Márcia Conrado: multa de 20% do limite máximo, pelas irregularidades mais graves;

  • Lisbeth Rosa : multa de 10%;

O relatório também aponta o uso indevido de R$ 24.234.567,89 de recursos do plano previdenciário segregado para pagar inativos e pensionistas, operação já considerada irregular em decisão anterior do TCE (Acórdão nº 1874/2023).

“Cabe responsabilizar a prefeita, a Sra. Márcia Conrado, quanto aos valores pendentes de pagamentos dos termos de parcelamento e em relação ao valor pendente de reconhecimento em razão do uso indevido de recursos do plano previdenciário segregado”, reforça o parecer.

O MPCO ainda cita que a Prefeitura de Serra Talhada manteve o CRP (Certificado de Regularidade Previdenciária) por força de decisão judicial, e que o Instituto apresenta falhas de transparência, ausência de plano de custeio atualizado e problemas na composição e funcionamento dos conselhos administrativos e fiscais.

Mesmo reconhecendo avanços pontuais, o Ministério Público de Contas foi categórico ao afirmar que a prefeita se omitiu diante de suas obrigações legais, o que contribuiu para o desequilíbrio atuarial e financeiro do RPPS. Com informações de Júnior. Campos

Nova auditoria dos combustíveis 2023/2024 revela irregularidades milionárias em Serra Talhada

EXCLUSIVO

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Uma nova Auditoria Especial do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE), referente aos exercícios de 2023 e 2024, revelou irregularidades graves na gestão de combustíveis e locação de veículos pela Prefeitura Municipal de Serra Talhada.

O relatório, obtido com exclusividade pelo Blog Júnior Campos, aponta que a prefeita Márcia Conrado e a secretária de Saúde, Lisbeth Rosa, são responsáveis por autorizar pagamentos sem comprovação da prestação de serviços, configurando desperdício de recursos públicos e desrespeito a princípios como economicidade e indisponibilidade do interesse público.

Abastecimento irregular de veículos que não pertenciam à frota própria ou locada, incluindo veículos parados em oficina, pagos pelo Fundo Municipal de Saúde, no valor de R$ 407.865,26. Um exemplo emblemático é o veículo de Tratamento Fora do Domicílio (TFD), que permaneceu inoperante entre agosto e novembro de 2023, mas recebeu abastecimentos pagos. Durante vistoria em maio de 2024, o carro ainda estava na oficina sem a parte superior do cabeçote do motor, comprovando sua inatividade. Pagamentos de combustíveis sem comprovação efetiva, totalizando R$ 1.039.476,70.

A auditoria constatou ausência de diários de bordo, essenciais para registrar data, horários, quilometragem, destino das viagens e condutor responsável. O pagamento irregular envolveu, entre outros, a empresa responsável pelo abastecimento recebeu R$ 1.501.514,64 apenas em 2023. Despesas com locação de veículos sem comprovação da prestação dos serviços, no total de R$ 1.288.832,65, autorizadas pela Secretaria de Saúde sem verificação da efetiva execução do contrato e sem liquidação de fato.

O relatório detalha que a prefeita Márcia Conrado autorizou pagamentos irregulares de combustíveis, enquanto Lisbeth Rosa foi responsável pela liberação de recursos para locação de veículos sem documentação comprobatória. Essas condutas causaram prejuízos significativos aos cofres públicos, que podem ser objeto de imputação de débito, restituição ao erário e aplicação de multa prevista na legislação estadual (Lei nº 12.600/2004).

Segundo a auditoria, os controles internos da Prefeitura estão precários, dificultando o acompanhamento da utilização de recursos públicos e violando os artigos 62 e 63 da Lei 4.320/64, que regulam a liquidação e pagamento de despesas públicas. A falta de registros adequados e de comprovação da prestação de serviços compromete a transparência e a fiscalização das contas públicas.

O Blog Júnior Campos obteve com exclusividade detalhes do relatório, que incluem a relação de veículos pagos indevidamente, planilhas de abastecimentos e documentos que comprovam as irregularidades apontadas pelo TCE-PE.

Valores envolvidos nas irregularidades:

Abastecimentos irregulares de veículos: R$ 407.865,26 Pagamento de combustíveis sem comprovação: R$ 1.039.476,70 Locação de veículos sem comprovação: R$ 1.288.832,65.

As informações são do Junior Campos