Segunda superlua do ano poderá ser vista no Brasil por 3 dias – Foto: Marcello Casal Jr./ Agência Brasil
A segunda superlua de 2025 será nesta quarta-feira (5) e poderá ser vista em todo o Brasil e no exterior. O fenômeno ocorre quando a lua cheia está a menos de 360 mil quilômetros da terra, parecendo maior e mais brilhante do que o normal. A superlua do Castor, a maior e mais brilhante deste ano, permanecerá visível por três dias consecutivos.
O fenômeno poderá ser observado a olho nu em todo o Brasil, desde que as condições meteorológicas sejam favoráveis. Ele poderá ser observado sem a necessidade de telescópios ou equipamentos especiais.
O fenômeno acontece quando a lua cheia coincide com o perigeu, ponto de sua órbita em que está mais próxima da terra. O resultado é um satélite cerca de 14% maior e até 30% mais brilhante do que o normal.
Embora o termo superlua não seja usado oficialmente por astrônomos, ele se popularizou por traduzir de forma simples esse efeito visual que chama a atenção a cada ocorrência.
Horários
A melhor hora para apreciar o espetáculo será logo após o pôr do sol. Em São Paulo, o nascer da lua deve ocorrer por volta das 18h45; em Belém, às 18h14; e no Recife, às 17h28 — horários aproximados, que variam conforme a região e o fuso local.
Para aproveitar o momento, basta procurar um local com boa visibilidade do horizonte e torcer por um céu limpo. Nessa condição, será possível observar a lua a olho nu, mais próxima, brilhante e detalhada.
De acordo com a astrônoma do Observatório Nacional, Josina Nascimento, o termo superlua é reconhecido “apenas quando ocorre durante a fase cheia, mas sempre que a lua percorre sua órbita em torno da terra, completando seu ciclo de fases, em algum momento ela estará no perigeu”.
Um mês depois, no dia 4 de dezembro, aparecerá a terceira e última superlua de 2025.
Eclipse solar acontece neste sábado (14, quem quiser observar o eclipse não devem olhar diretamente para o sol sem uso de filtros adequados
Eclipse solar anular Reprodução
Quando um eclipse solar anular ocorre, algo semelhante a um anel de fogo surge no céu. Por isso, o evento previsto para este sábado, 14 de outubro, é tão aguardado. Além disso, apenas algumas regiões do planeta conseguem acompanhar o fenômeno em sua plenitude. Entre elas, estão algumas partes do Brasil. No entanto, quem quiser observar o eclipse não devem olhar diretamente para o sol sem uso de filtros adequados.
Ao portal do Observatório Nacional, a astrônoma Josina Nascimento explica que usar um telescópio, por exemplo, pode trazer danos imediatos e irreversíveis.
— Nunca use um telescópio, pois o dano será imediato e também irreversível. Somente se pode usar telescópio apropriado, com filtro apropriado e sob supervisão de profissionais. Uma outra forma é a projeção, ou seja observação indireta. É bem fácil construir um aparato. Pode-se simplesmente usar um pedaço de papelão, como por exemplo uma tampa de caixa de pizza, e fazer um furo no meio. Coloca-se um papel branco no chão e direciona-se o furo para a direção do sol. O eclipse é visto tranquilamente no papel no chão. Há uma série de construções interessantes para a observação indireta — orienta.
Por que não é seguro olhar para o eclipse solar?
O astrônomo Marcelo Zurita, diretor técnico da Rede Brasileira de Observação de Meteoros, explicou a O GLOBO que o perigo da observação a olho nu não está no eclipse, mas sim no Sol. Isso porque a estrela emite tanta luz e radiação que pode queimar a retina.
Na prática, o que acontece é que a nossa córnea funciona como uma lente, que vai concentrar a luz solar lá no fundo da nossa retina. Assim como acontece se a gente pegar uma lente ou lupa para aquecer um ponto, queimar uma folha de papel, é a mesma coisa que acontece com a nossa retina: ela vai ser queimada pela luz, pela radiação concentrada do Sol — disse Zurita.
Segundo Zurita, a exposição contínua à luz solar provoca feridas na retina — e, dependendo do caso, elas podem infeccionar e levar à cegueira. Por isso, o astrônomo recomenda não olhar diretamente para o Sol de maneira geral, e não apenas quando houver eclipses. Outro especialista consultado pelo O GLOBO, o físico Anisio Lasievicz concorda:
— Jamais [devemos] olhar para o Sol, independente de ser em eclipse ou não. A quantidade de luz que o Sol emite é prejudicial aos nossos olhos se a gente olhar diretamente para ele, independente da situação — completa.
O que é o ‘eclipse solar anular’?
Um eclipse anular do sol acontece quando o sol, a lua e a Terra estão em alinhamento. Assim, a maior parte do disco solar fica coberta, e apenas uma borda com aspecto ígneo aparece. Segundo o site Climatempo, apenas algumas regiões do Norte e Nordeste do Brasil poderão enxergar o fenômeno.
Qual é a diferença entre eclipse anular e o eclipse total?
A diferença entre o eclipse anular e o eclipse total é que, no primeiro caso, a lua fica mais distante da Terra, segundo a astrônoma Josina Nascimento. O diâmetro aparente dela, portanto, aparece diferente do diâmetro aparente do sol.
— Tanto no eclipse total quanto no anular a lua está alinhada entre a Terra e o sol, bloqueando toda ou a maior parte da luz do sol em uma parte da superfície da Terra. A sombra mais escura, onde toda a luz solar é bloqueada, é chamada umbra. Em torno da umbra se define a sombra mais clara, a penumbra, onde a luz solar é parcialmente bloqueada e o eclipse é visto como parcial — diz Josina ao Observatório. *Da Agencia O Globo.
Eclipse anular deixa o Sol com formato de ‘anel de fogo’. Foto: Pixabay
O eclipse solar que vai transformar o céu do país neste sábado vem gerando ansiedade entre os entusiastas da astronomia e preocupação entre os oftalmologistas. O fenômeno raro cria uma espécie de anel de fogo no céu. Os médicos alertam para a necessidade de utilizar óculos específico para acompanhar o eclipse, evitando danos que podem ser irreversíveis à visão.
Brasileiros de várias cidades, principalmente do Norte e Nordeste, estão se preparando para um raro eclipse solar neste sábado. O fenômeno, que cria uma espécie de anel de fogo no céu, tem gerado expectativa entre os entusiastas da astronomia, mas também preocupações entre os oftalmologistas.
O astrônomo Marcelo Zurita explicou que o eclipse é o maior dos últimos anos, mas que não vai transformar o dia em noite.
‘O eclipse desse final de semana é um eclipse anular. A lua está próxima do seu apogeu, que é o ponto mais afastado da Terra, e por isso, o tamanho aparente dela não cobre totalmente o disco solar. Então, no ápice do eclipse, forma-se um anel de fogo em torno da lua. Não chega a transformar o dia em noite, o dia ainda fica bem claro, os galos não vão voltar para o poleiro e as aves não vão sair em revoadas, pensando que o dia acabou’.
Marcelo Cavalcante Costa, oftalmologista e especialista em retina, explicou que olhar para o eclipse sem proteção adequada pode causar cegueira.
‘Pode causar queimaduras da retina, levando à perda de visão central, danos irreversíveis à visão. Os óculos de observação solar certificados são essenciais. Se você não tiver a proteção ideal, uma maneira segura de observar o eclipse solar é projetar sua imagem em um pedaço de papel branco ou cartolina usando um telescópio ou um binóculos. Olhe para a projeção do papel’.
O eclipse vai atingir seu ponto máximo às 16h46, no horário de Brasília, em estados como Amazonas, Pará, Tocantins, Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco. A anularidade completa vai durar de 2 a 4 minutos, com Natal e João Pessoa sendo as únicas capitais diretamente no caminho do fenômeno. Nas demais regiões, não vai ser possível ver lua e sol totalmente alinhados.
Marcelo Zurita, que também é presidente da Associação Paraibana de Astronomia, explicou que diversas ações em cidades da Paraíba, como a distribuição de óculos próprios para a visualização do fenômeno, já estão na fase final.
‘A gente vem se planejando para esse eclipse há pelo menos seis anos. Várias cidades vão ter pontos de observação, vão ter telescópios fazendo observação do Sol no momento do eclipse. Tem cidades que vão ter distribuição de óculos especiais para a observação do Sol, porque não se pode olhar para o Sol diretamente. A gente espera que dê tudo certo, que o tempo colabore e que a gente tenha ótimas imagens desse eclipse anular do Sol do dia 14 de outubro’.
De acordo com a Climatempo, a previsão para o sábado, dia do eclipse, é de tempo bom, sem possibilidade de chuva e com poucas nuvens nas regiões com visão total do fenômeno, o que não deve atrapalhar o espetáculo. Com informações da CBN.