Papa Francisco é internado em Roma para tratar problema de saúde

INTERNACIONAL 

Papa Francisco está com 88 anos de idade Foto: Andreas Solaro/AFP

Por AFP

Pontífice argentino de 88 anos apresentou dificuldades para respirar nos últimos dias 

O papa Francisco foi internado em um hospital de Roma nesta sexta-feira (14) devido a uma bronquite, que provocou dificuldades respiratórias nos últimos dias, anunciou a Santa Sé.

O pontífice argentino de 88 anos apresentou dificuldades para respirar nos últimos dias e delegou a seus assistentes a leitura de alguns discursos.

Em um comunicado curto, o Vaticano explica que Francisco seguiu para a Policlínica Agostino Gemelli após suas audiências matinais, quando recebeu, entre outros, o primeiro-ministro eslovaco, Robert Fico.

O objetivo, explicou a Santa Sé, é que ele possa “prosseguir em um hospital com os tratamentos em curso para a bronquite”.

Para receber o chefe da Igreja Católica, o hospital romano dispõe de um andar organizado de maneira específica e que possui uma capela.

O pontífice sofre de bronquite desde a semana passada e, na quarta-feira, precisou interromper a leitura de um discurso durante sua audiência geral semanal devido às dificuldades para respirar.

“Deixem-me pedir ao padre que continue lendo porque ainda não consigo com a minha bronquite. Espero que na próxima vez eu possa”, disse o pontífice na ocasião.

O pontífice também precisou celebrar várias audiências em sua residência.

Agendado movimentada 

Francisco, que em sua juventude foi submetido a uma ablação parcial de um pulmão, se desloca desde 2022 com uma cadeira de rodas, ou com uma bengala nas poucas vezes que é visto de pé.

Nos últimos anos, ele enfrentou vários problemas de saúde, incluindo dores no joelho e no quadril, uma inflamação do cólon e dificuldades respiratórias.

Em junho de 2023, Jorge Mario Bergoglio foi hospitalizado por 10 dias no hospital Gemelli e passou por uma operação de hérnia abdominal, que exigiu anestesia geral.

Em dezembro do mesmo ano, também devido a uma bronquite, o pontífice desistiu de participar na COP28 de Dubai, a grande reunião de cúpula anual do clima, organizada pelas Nações Unidas.

E no final de março de 2024, o jesuíta argentino, eleito papa em 2013, cancelou na última hora sua participação na Via-Crúcis do Coliseu de Roma. Poucos dias depois, no entanto, conseguiu celebrar a missa da Páscoa.

Apesar dos vários problemas de saúde, Francisco mantém uma agenda repleta de audiências e tarefas, com até 10 compromissos em uma manhã.

Também prosseguiu com as viagens, como em setembro, quando fez o deslocamento mais longo de seu pontificado, uma jornada de 12 dias que o levou a Papua-Nova Guiné, Timor Leste, Indonésia e Singapura.

Papa chama planos de Trump para deportação em massa de ‘desgraça’ e diz esperar por sociedade ‘sem lugar para o ódio’

MUNDO

Papa Francisco Alberto PIZZOLI / AFP

Por O Globo e agências internacionais — Cidade do Vaticano

Francisco, que nasceu na Argentina em uma família de imigrantes italianos, há muito prioriza a situação dos imigrantes e pede que os governos os acolham 

Quase uma década após declarar que Donald Trump não era cristão por querer construir um muro ao longo da fronteira entre os Estados Unidos e o México, o Papa Francisco afirmou no domingo que, se confirmados, os planos do presidente eleito de realizar deportações em massa de imigrantes em situação irregular seriam “uma desgraça”. O Pontífice fez os comentários um dia antes de enviar felicitações ao republicano por sua posse. No texto, o jesuíta argentino disse rezar para que os EUA vivessem de acordo com seus ideais de ser uma “ terra de oportunidades para todos”.

Inspirado pelos ideais da nação, terra de oportunidades e de acolhimento para todos, minha esperança é de que, sob sua liderança, o povo americano prospere e sempre se esforce para construir uma sociedade mais justa, na qual não haja espaço para o ódio, a discriminação ou a exclusão”, escreveu em mensagem divulgada pelo Vaticano. “Ao mesmo tempo, enquanto nossa família humana enfrenta inúmeros desafios, sem mencionar o flagelo da guerra, peço a Deus que guie seus esforços na promoção da paz e da reconciliação entre os povos.”

O primeiro Papa latino-americano da História foi questionado no domingo sobre as promessas de deportação em massa feitas por Trump, que tornou a questão central durante sua campanha. O republicano já afirmou que emitiria uma série de ordens executivas sobre o assunto ainda no seu primeiro dia no cargo para reformular a política de imigração americana. Em resposta, Francisco disse que, caso confirmada, a medida fará com que “os pobres que não têm nada paguem a conta” pelo problema, acrescentando que “isso não vai funcionar”.

Durante a primeira campanha de Trump à Presidência, em 2016, o Papa foi questionado sobre os planos do republicano de construir um muro na fronteira entre os EUA e o México. Na ocasião, Francisco disse que qualquer um que construa um muro para manter migrantes do lado de fora “não é cristão”. A visão é compartilhada por muitos bispos americanos que também se opuseram ao plano de deportação de Trump. O arcebispo de Washington, cardeal Robert McElroy, disse que tais políticas eram “incompatíveis com a doutrina católica”.

Outro cardeal próximo a Francisco, o arcebispo de Chicago, Blasé Cupich, disse que os relatos de deportações em massa visando à área da cidade “não são apenas profundamente perturbadores, mas também nos ferem profundamente”. Em declaração feita no domingo na Basílica de Nossa Senhora de Guadalupe, na Cidade do México, Cupich disse que os governos têm a responsabilidade de proteger fronteiras e comunidades, publicou a agência americana Associated Press.

Francisco, que cresceu na Argentina em uma família de imigrantes italianos, há muito prioriza a situação dos migrantes e pede que os governos os acolham, protejam e integrem, dentro de suas possibilidades. Ele tem dito que a dignidade e os direitos dos migrantes superam qualquer preocupação de segurança nacional. (Com AFP)

CNM reforça necessidade de atuar pela manutenção da redução da alíquota do INSS; veja vídeo

INSTITUCIONAL

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Preocupados com a Medida Provisória 1.202/2023, que revoga a Lei 14.784/2023, os Municípios lutam para que a legislação, que, entre outros pontos, reduz para 8% a alíquota de contribuição dos Municípios ao Regime Geral de Previdência Social (RGPS), seja mantida. A Confederação Nacional de Municípios (CNM) reforça que a Lei foi uma importante conquista para os Municípios e representará uma economia de R$ 11 bilhões ao ano se passar a valer de forma integral.

Caso a MP seja aprovada pelos deputados e senadores, a Lei perderá a vigência em 1º de abril. A CNM tem atuado em prol dos Entes locais para que o benefício aos Municípios garantido pela Lei, aprovada pelo Congresso Nacional, não sofra mudanças. A entidade foi chamada pelo Executivo em 16 de janeiro para negociação e reforçou a posição.

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Em vídeo enviado aos gestores municipais, o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, convocou todos a se mobilizarem. “O que eu peço a todos é: vamos trabalhar para revogação desta Medida provisória, pois ela deixando de existir fica permanente essa nossa conquista de reduzir de 22% para 8% a contribuição do INSS”, destacou o líder do movimento municipalista.

Ziulkoski também destacou o trabalho que vem sendo realizado pela entidade junto ao Executivo e ao Legislativo e pediu a mobilização dos prefeitos. “Aqui na entidade estamos em luta e vamos continuar trabalhando e agora é contato permanente com seu deputado e seu senador para que possamos manter esta conquista. Conto com o apoio de todos”, finaliza o presidente.

Histórico
Com dificuldades para fechar as contas e diante das sucessivas reduções no Fundo de Participação dos Municípios(FPM) em 2023, gestões acionaram a CNM em busca de soluções. Em agosto, a entidade passou a reunir milhares de gestores em Brasília para discutir o tema junto às esferas nacionais. Entre as pautas, estava a redução de alíquota no RGPS – medida que já tramitava no Congresso e que foi incluída por emenda no Projeto de Lei (PL) 334/2023, como uma das medidas para o enfrentamento do cenário de dívida crescente dos Municípios com o RGPS, que chega a R$ 190 bilhões. Após aprovação, a CNM reforçou ao presidente da República, por ofício, a importância da sanção da medida. No fim de novembro, no entanto, a União vetou integralmente o projeto. A Confederação atuou pela derrubada do veto, conquistada em 14 de dezembro. Como o Planalto não sancionou no prazo, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, promulgou, em 28 de dezembro, a Lei 14.784/2023.

Confira a estimativa de ganho para seu Municípios caso a Lei não perca a vigência

Confira o vídeo do presidente da CNM

Da Agência CNM de Notícias

FPM 2024: repasse do segundo decêndio de janeiro será 5,9% menor do que o valor de 2023

INSTITUCIONAL

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O repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) referente ao segundo decêndio de janeiro de 2024 chegará às contas das prefeituras brasileiras na próxima sexta-feira, 19. O montante é de R$ 1.966.179.527,05, já descontada a retenção do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). Em valores brutos, incluindo o Fundeb, a soma é de R$ 2.457.724.408,81.

Na comparação com o mesmo repasse de 2023, esse decêndio terá queda real de 5,95%. O cálculo considera o impacto da inflação no período. No acumulado de janeiro, no entanto, até o momento o desempenho do FPM é de crescimento de 4,89%. Isso ocorre devido ao aumento no primeiro repasse do ano, de 9,69%.

Devido à criação do período de transição para perdas de coeficiente do FPM, neste ano começou a ser aplicado no Fundo o redutor financeiro para Municípios que perderam população de acordo com o Censo e cairiam de coeficiente – os chamados Municípios diretamente afetados. Isso significa que ao invés de uma redução total de uma vez, os Entes afetados terão uma redução gradual em 10 anos.

Com o redutor financeiro, haverá um desconto de 10% ao ano sobre a diferença entre o coeficiente anterior do Municípios e o que deveria ser adotado se ocorresse a queda total de coeficiente. Um exemplo é a cidade de Araçagi (PB), que possuía coeficiente atual de 1,2 e, após o último Censo, teria o seu índice reduzido para 1,0. De imediato, foi evitada uma perda de 0,2 e o desconto em 2023 será de de 0,02, resultando em um coeficiente do FPM de 1,18.

Há ainda os Municípios indiretamente afetados. A quantia retirada dos 745 Municípios com redução gradativa de coeficiente será proporcionalmente repartida entre os Municípios de interior que não tiveram queda de coeficiente de 2023 para 2024.
Nesse caso, Catolé do Rocha (PB), por exemplo, que manteve seu coeficiente de 1,6, somará 0,3,. Com isso, o coeficiente do Município o será 1,6027.

Histórico
Os coeficientes em vigor neste ano foram publicados pelo Tribunal de Contas da União (TCU) na Decisão Normativa 207/2023. A transição de 10 anos consta na Lei Complementar (LC) 198/2023, uma importante conquista da Confederação Nacional de Municípios (CNM) para mitigar as perdas financeiras dos Entes municipais.

Da Agência CNM de Notícias 

FPM abre 2024 com aumento de 10%, novos coeficientes e regra para mitigar perdas

INSTITUCIONAL

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O primeiro repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) de 2024 será pago nesta quarta-feira (10), com aumento de 10% em relação ao primeiro decêndio de janeiro de 2023.

Os coeficientes em vigor neste ano foram publicados pelo Tribunal de Contas da União (TCU) na Decisão Normativa 207/2023. Com a Lei Complementar (LC) 198/2023, uma importante conquista da Confederação Nacional de Municípios (CNM) para mitigar, em dez anos, perdas financeiras dos Municípios que tiveram redução populacional no Censo Demográfico 2022 e teriam queda de coeficiente, começa a ser aplicado, em 2024, o redutor financeiro para os chamados Municípios de interior.

O pleito da CNM conseguiu manter os coeficientes de 744 Municípios diretamente afetados, ou seja, que já perderiam coeficiente neste ano. Nesses casos, com a regra de transição de 10 anos, em 2023, esses Entes terão uma redução de apenas 10% sobre a diferença entre os coeficientes.

A CNM informa que, dada a complexidade das novas mudanças, disponibilizará as tabelas por coeficientes a partir do próximo decêndio.

*Da Agência CNM de Notícias 

Último repasse do FPM de julho cresce, mas mês fecha em queda de 11,43%

INSTITUCIONAL

As prefeituras receberão o último repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) de julho na sexta-feira, 28 de julho. A quantia a ser partilhada soma R$ 3.614.100.453,76, já descontada a retenção do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).

Em comparação à mesma transferência de 2022, o repasse teve crescimento de 15,96%, descontado os efeitos da inflação. No entanto, o mês encerra com queda de 11,43%. Como a Confederação Nacional de Municípios (CNM) já explicou, o impacto é resultado do alto número de restituições de Imposto de Renda (IR), que é receita do Fundo, e da acentuada redução do IRPJ, de R$ 7,8 bilhões.

No acumulado do ano, o FPM acumula, até o momento, crescimento deflacionado de 1,41% em relação ao  mesmo  período de 2022. Foram R$ 108,6 bilhões repassados de janeiro a julho passado e R$ 110,1 bilhões nos mesmos meses de 2023 – os valores incluem o repasse adicional de 1% de julho.

Novos coeficientes

Os repasses do FPM, conforme divulgado pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN), devem considerar os novos coeficientes de distribuição do Fundo a partir de julho. Os novos índices foram divulgados pelo Tribunal de Contas da União (TCU) na Decisão Normativa 205/2023, conforme determina o art. 2º da Lei Complementar 198/2023.

Além disso, no mês, teve de ser depositado valores de compensação financeira prevista na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 1043, conforme determinação do Supremo Tribunal Federal (STF). Para esses ajustes, a CNM divulgou orientações aos gestores sobre a contabilização.

Acesse aqui os valores do 3º decêndio de julho do FPM por coeficiente. As informações são da Agência CNM de Notícias.