Augusto Heleno deixa cela no Comando Militar para cumprir prisão domiciliar

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Augusto Heleno cumpre pena por tentativa de golpe de Estado (Gustavo Moreno/STF)

Por Agência Brasil

General é um dos presos pela tentativa de golpe de Estado julgada no STF

O general Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, deixou o regime fechado de prisão na noite desta segunda-feira (22).

Heleno recebeu autorização do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e passou a cumprir prisão domiciliar humanitária.

O ministro atendeu ao pedido de prisão domiciliar feito pela defesa do general. Segundo os advogados, Heleno tem 78 anos e graves problemas de saúde, como Alzheimer.

Condenado a 21 anos de prisão pela participação na tentativa de golpe de Estado que buscava reverter o resultado das eleições de 2022, Heleno estava preso desde 25 de novembro, quando iniciou o cumprimento da pena em regime fechado.

Seu cumprimento de pena se dava em uma sala do Comando Militar do Planalto (CMP), em Brasília.

O general deverá usar tornozeleira eletrônica e entregar os passaportes. Além isso, o militar está proibido de usar telefone celular e acessar as redes sociais.

Michelle fala em “humilhações” após Moraes mandar PF monitorar Bolsonaro 24 horas por dia

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Michelle Bolsonaro/Divulgação/PL
Michelle Bolsonaro (Divulgação/PL)

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro criticou o reforço no monitoramento do condomínio onde o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) cumpre prisão domiciliar, em Brasília. Nesta terça-feira (26), o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou vigilância do local em tempo integral pela Polícia Penal do Distrito Federal.

Michelle afirmou que o “desafio” de lidar com as medidas cautelares tem sido cada vez maior. “A cada dia que passa, o desafio tem sido enorme: resistir à perseguição, lidar com as incertezas e suportar as humilhações. Mas não tem nada, não. Nós vamos vencer”, escreveu Michelle no Instagram, com um fundo que remete às cores da bandeira do Brasil.

O monitoramento 24 horas foi determinado pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no STF em que Bolsonaro é réu por tentativa de golpe de Estado.

Moraes diz na decisão que, “considerados os elementos de prova colhidos pela Polícia Federal”, assim como o “renovado risco de fuga”, “revelam-se absolutamente necessárias e adequadas as medidas de monitoramento pleiteadas, sem que haja qualquer agravamento da situação do réu”.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) foi a favor do reforço no policiamento em parecer enviado ao STF pelo procurador-geral, Paulo Gonet. A vigilância passou a ser feita por equipes da Polícia Penal do Distrito Federal.

O julgamento do ex-presidente está marcado para 2 de setembro, na Primeira Turma do STF. Segundo Moraes, a proximidade da data aumenta o risco de descumprimento das medidas cautelares em vigor.

Na terça-feira, filhos de Bolsonaro também se queixaram do monitoramento ao domicílio do pai. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disse no X (antigo Twitter) que “eles não se cansam de criar situações desnecessárias para impor humilhações a Bolsonaro”.

Já o vereador em Balneário Camboriú (SC), Jair Renan Bolsonaro, chamou a situação de absurda. “Um senhor de 70 anos, cheio de problemas de saúde, todo remendado, sendo tratado como se fosse um criminoso de alta periculosidade”, afirmou na rede social.

Por Estadão Conteúdo

Família Bolsonaro vive “momento difícil”, diz Zema após ataques de Carlos Bolsonaro

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O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo). – Foto: Reprodução/X

“Eu me solidarizo com a família e vejo que mais protagonistas na direita só fortalecem a direita”, comentou o governador

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), disse nesta quarta-feira, 20, que a família Bolsonaro vive um “momento difícil”, ao comentar o post em que o vereador Carlos Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, diz que os governadores de direita se comportam como ratos.

Em postagem publicada no domingo, dia seguinte ao lançamento da pré-candidatura de Zema à presidência da República, Carlos criticou líderes da direita que querem apenas “herdar o espólio de Bolsonaro”.

“Estão vivendo, a família Bolsonaro, um momento difícil, e acho que nós temos que ver todo esse tipo de declaração com um devido desconto. Eu me solidarizo com a família e vejo que mais protagonistas na direita só fortalecem a direita”, comentou Zema em entrevista dada a jornalistas após participação na conferência anual do Santander.

Zema disse ter ouvido do próprio ex-presidente Jair Bolsonaro a avaliação de que quanto mais protagonistas tiver, mais forte a direita vai ficar.

Zema disse ter ouvido do próprio ex-presidente Jair Bolsonaro a avaliação de que quanto mais protagonistas tiver, mais forte a direita vai ficar.

“Escutei isso do próprio presidente Bolsonaro, com quem eu estive há cerca de 30 dias para comunicá-lo em primeira mão do lançamento da minha pré-candidatura. Ele mesmo falou: Quanto mais candidatos a direita tiver, melhor, mais forte ela vai ficar”, declarou Zema.

Segundo ele, o jantar organizado na terça-feira pelo presidente do União Brasil, Antonio Rueda, e que reuniu governadores e lideranças da centro-direita, sem representantes da família Bolsonaro, mostrou que a direita tem condição de caminhar unida.

Ao relatar as discussões que aconteceram no jantar, o governador aproveitou para reiterar críticas à política fiscal e ao excesso de gastos do governo federal.

“O que nós queremos é reduzir os danos que o Brasil tem sofrido. Então, eu mesmo propus lá, ontem, que o Congresso tenha uma ação proativa no sentido de reduzir essa gastança para que um novo presidente que venha a assumir em 2027 não tenha tanta dificuldade em fazer a sua gestão”, contou Zema, acrescentando que a dívida pública se tornou incontrolável.

“Nós precisamos é ter um plano consistente de atacar essa gastança, que é o grande mal do Brasil, que faz a inflação ficar acima do que deveria e, principalmente, faz com que a taxa de juros vá lá para as alturas, freando com freio de mão o investimento”, concluiu o governador.

Por Estadão Conteúdo

Justiça concede prisão domiciliar ao Padre Airton Freire da Fundação Terra de Arcoverde

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Padre Airton Freire. — Foto: Reprodução/TV Globo
Padre Airton Freire. — Foto: Reprodução/TV Globo

Criador da Fundação é réu em dois inquéritos por estupro e outros crimes sexuais e atualmente encontra-se internado em um hospital no Recife.

O Tribunal de Justiça de Pernambuco concedeu na manhã desta quinta-feira (24) à prisão domiciliar ao Padre Airton Freire, da Fundação Terra, em Arcoverde, no Sertão de Pernambuco. O religioso virou réu em dois inquéritos por estupro e outros crimes sexuais e atualmente encontra-se internado em um hospital no Recife.

No julgamento de habeas corpus, realizado pelos 3 desembargadores da Câmara de Caruaru , do TJPE, o advogado Marcelo Leal, que representa a defesa do padre, reiterou que o sacerdote é inocente, sofre severos problemas de saúde e é alvo de falsas acusações. A decisão se deu por dois votos favoráveis e um contrário.

“Na sustentação, deixamos claro que o padre corre, conforme os laudos médicos, risco altíssimo de morrer na prisão, onde não poderia ter atendimento médico adequado e rápido”, disse o advogado.

Estado de saúde do Padre Airton Freire

Aos 67 anos, o padre Airton Freire está internado desde 24 de julho no Real Hospital Português, após ter sofrido um pico de hipertensão arterial dentro do presídio para onde foi enviado após a Justiça decretar sua prisão preventiva.

De 24 de julho até está quinta-feira (24), o padre passou por duas cirurgias. Uma, no dia 14 de agosto, para trocar a válvula aórtica. E a última, na quarta-feira (23), para a implantação de um marca-passo. *Por g1 Caruaru.