CBF afasta arbitragem de Sport x Palmeiras após erro a favor dos paulistas

PUNIÇÃO

Bruno Arleu de Araújo marcou pênalti para o Palmeiras no fim do jogo com o Sport Foto: Cesar Greco/Palmeiras

Equipe comandada por Bruno Arleu de Araújo vai passar por novas instruções

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) informou, na tarde desta segunda-feira (7), o afastamento dos árbitros de campo e do VAR do duelo entre Sport e Palmeiras, realizado no último domingo (6), na Ilha do Retiro. Na ocasião, a equipe comandada por Bruno Arleu de Araújo errou em dar um pênalti que decretou a vitória alviverde, por 2×1. A arbitragem de Internacional x Cruzeiro também foi punida.

De acordo com a entidade, a Comissão de Arbitragem tomou como base o “parecer do Comitê Consultivo de Especialistas Internacionais (CCEI), que constatou equívocos cometidos pelos profissionais”.

Na partida entre Sport e Palmeiras, além de Bruno Arleu de Araújo, trabalharam os assistentes Rodrigo Figueiredo e Thiago Henrique Neto (ambos do RJ). O responsável pelo VAR foi Rodrigo Nunes de Sá (RJ), auxiliado por Diogo Carvalho Silva (RJ).

A partir de agora, segundo a Comissão de Arbitragem, os árbitros vão passar por novas instruções, com o objetivo de que, quando escalados novamente, não voltem a cometer equívocos.

“Infelizmente, existem momentos de instruir, coibir e também de afastar. Neste momento, a Comissão de Arbitragem afasta para instrução as equipes das partidas em que, na visão do CCEI, houve equívocos. O afastamento não é simplesmente uma punição vazia, é para que possamos cuidar dos árbitros, instruí-los e que, na sequência, não haja mais equívocos nesse sentido, colocando o VAR e o árbitro de campo em sintonia”, afirmou Rodrigo Cintra, presidente da Comissão, ao site oficial da CBF.

Através de comunicado, o Sport chegou a informar que iria pedir “providências imediatas” à CBF. O clube pernambucano resumiu a atuação da arbitragem comandada por Bruno Arleu de Araújo como “desastrosa”. Ainda segundo o Leão, era necessário que os envolvidos fossem punidos, “a fim de evitar que episódios como este voltem a se repetir”.

O que aconteceu? 

Aos 45 minutos do segundo tempo, o árbitro Bruno Arleu de Araújo deu pênalti de Matheus Alexandre sobre Raphael Veiga, após o palmeirense se jogar na área. Mesmo com a presença do VAR, no entanto, o árbitro optou por não rever o lance. Com a possível infração confirmada, Piquerez converteu a cobrança e garantiu o triunfo alviverde, por 2×1. Com o resultado, o Sport ocupa a 18ª posição da tabela, com um ponto.

Por Yuri Teixeira

SDS determina punições a policiais civis em Pernambuco

PUNIÇÃO

DJAIR PEDRO/SDS/ARQUIVO
Investigações foram conduzidas pela Corregedoria da SDS – Foto/Divulgação

Investigações sobre as condutas dos policiais foram conduzidas pela Corregedoria da Secretaria de Defesa Social.

A Secretaria de Defesa Social (SDS) publicou portarias, nesse fim de semana, determinando punições para policiais civis que estavam sendo investigados por irregularidades nas condutas adotadas durante o exercício de suas atividades.

As investigações, após denúncias recebidas, foram conduzidas pela Corregedoria da SDS. As punições foram determinadas pela secretária de Defesa Social, Carla Patrícia Cunha.

A primeira punição foi dada ao escrivão da Polícia Civil Afrânio dos Santos. Ele foi denunciado por falta de urbanidade e, segundo colegas, por falta de higiene pessoal, coletiva e de segurança na Delegacia de Tacaratu, no interior do Estado.

“Restou demonstrado que o sindicado, por mais de uma vez, deixou a porta da delegacia aberta durante a noite, negligenciando na segurança da unidade policial”, cita a portaria que determinou a punição.

“O sindicado utilizou o micro-ondas de uso comum da delegacia, e por duas vezes deixou de adotar as cautelas necessárias de segurança e higiene do aparelho”, diz outro trecho.

“O sindicado apresentava problemas de convívio social com os colegas da unidade policial, revelando, no mínimo, o desprezo com as mais comezinhas regras de convivência social e urbanidade, assim como àquelas legais e institucionais a que está sujeito”, completa a portaria.

A secretária de Defesa Social determinou que o policial civil seja suspenso por quatro dias.

“POSTURA AGRESSIVA, DESRESPEITOSA”

A segunda portaria puniu o comissário da Polícia Civil José Roberto Vieira de Barros.

O texto, assinado pela secretária estadual, cita que o policial agiu com “total desrespeito”, “falta de urbanidade e no uso de postura agressiva, desrespeitosa e sem educação” na tentativa de frustrar uma fiscalização promovida pela Corregedoria Geral da SDS, cuja inspeção foi realizada no Departamento de Repressão ao Narcotráfico (Denarc), em 23 de novembro de 2021.

O policial ainda teria chamado o chefe da equipe de fiscalização de “covarde”.

Diante das provas coletadas, a secretária estadual decidiu pela suspensão do policial por dois dias.