Pessoas trans podem receber o batismo ”se não houver situações em que haja risco de gerar escândalo público ou desorientação entre os fiéis”
As respostas para os questionamentos do bispo brasileiro foram assinadas pelo cardeal argentino Víctor Manuel Fernández e aprovadas pelo Papa Francisco. -Foto: Fillipo Monteforte/AFP)
Em resposta ao bispo brasileiro José Negri, da Diocese de Santo Amaro (SP), o Vaticano decidiu que a igreja católica deve permitir que pessoas transexuais sejam batizadas e apadrinhem pessoas em batismos na denominação. Em julho, o religioso brasileiro enviou seis perguntas relacionadas às pessoas LGBTQIA+ para o departamento Dicastério da Doutrina da Fé.
As respostas para os questionamentos foram assinadas pelo chefe do departamento, o cardeal argentino Víctor Manuel Fernández, e aprovadas pelo Papa Francisco, em 31 de outubro. Segundo o Vaticano, pessoas trans podem receber o batismo “se não houver situações em que haja risco de gerar escândalo público ou desorientação entre os fiéis”.
Além disso, os filhos de casais homossexuais devem ser batizados desde que haja uma esperança “bem fundamentada” de que eles serão educados na fé católica.
Veja as perguntas do bispo brasileiro e as respostas do Vaticano
Uma pessoa transexual pode ser batizada?
Um transexual – que também passou por tratamento hormonal e cirurgia de redesignação sexual – pode receber o batismo, nas mesmas condições dos demais fiéis, se não houver situações em que haja risco de gerar escândalo público ou desorientação entre os fiéis. No caso de crianças ou adolescentes, se bem preparados e dispostos, podem receber o batismo.
Uma pessoa transgênero pode ser padrinho ou madrinha no batismo?
Sob certas condições, pode-se ser admitido no papel de padrinho ou madrinha a pessoa transexual adulta que também passou por tratamento hormonal e cirurgia de redesignação sexual. Contudo, como esta tarefa não constitui um direito, a prudência pastoral exige que não seja permitido se houver risco de escândalo, de legitimação indevida ou desorientação no campo educativo da comunidade eclesial.
Uma pessoa transgênero pode ser testemunha de um casamento?
Não há nada na atual legislação canônica universal que proíba alguém pessoa transexual para testemunhar um casamento.
Casal homossexual que adotou criança ou teve filho por meio de “barriga solidária” pode batizar a criança na igreja católica?
Para que a criança seja batizada deve haver uma esperança bem fundamentada de que ela será educada na religião católica.
Uma pessoa homoafetiva que mora junto pode ser padrinho de uma pessoa batizada?
Para ser padrinho, a pessoa deve levar uma vida em conformidade com a fé. Em qualquer caso, a devida prudência pastoral exige que cada situação seja tratada com sabedoria cuidadosamente, para salvaguardar o sacramento do batismo e sobretudo a sua recepção, que é bem precioso a ser protegido.
Uma pessoa homossexual que mora junto pode ser testemunha de um casamento?
Não há nada na atual legislação canônica universal que proíba alguém que aceita ser testemunha de um casamento.
Nomeado pelo Papa Francisco, nesta quarta-feira (25), para ser o quinto bispo da Diocese de Afogados da Ingazeira (PE), dom Limacêdo Antonio da Silva, divulgou mensagem ao clero, os consagrados e consagradas da vida religiosa e aos leigos e leigas. Recordando dom Egídio Bisol e os outros antecessores, o novo pastor reafirmou sua disposição em colaborar com a caminhada da Igreja no Sertão do Pajeú.
Dom Limacêdo, que atualmente é o bispo auxiliar da Arquidiocese de Olinda e Recife (PE), assume o governo da Diocese de Afogados da Ingazeira no dia 2 de dezembro. A solenidade de Posse Canônica será, às 16h, em local a ser definido em breve.
“Não posso negar-vos que o temor e o tremor invadem meu coração em assumir tão grande missão, pois sou consciente das minhas fraquezas e debilidades. É nas mãos de Deus que coloco o ministério que ele me confiou com a intercessão de nossa padroeira Santa Maria Madalena e da Virgem Maria, Mãe de Deus e nossa”, afirmou dom Limacêdo.
O novo bispo de Afogados da Ingazeira também expressou seu desejo de trabalhar com a colaboração de todas as forças vivas continuando, portanto, a missão do anúncio e do testemunho do Evangelho nos 19 municípios que formam o território da diocese.
“Conto com a colaboração dos senhores sacerdotes e diáconos, das religiosas, dos consagrados e consagradas, dos seminaristas e de todos os fiéis leigos e leigas no processo de evangelização nessa Igreja em estado permanente de missão, sendo samaritana, ecumênica, defensora da natureza. Enfim, numa Igreja em saída tão estimulada por dom Egídio Bisol na orientação teológico-pastoral do querido Papa Francisco”, disse dom Limacêdo. *Fonte CNBB NE2.
A primeira sessão da Assembleia Sinodal do Sínodo da Sinodalidade está entrando em sua última semana, na qual a redação da Mensagem ao Povo de Deus e, sobretudo, do Documento de Síntese serão o foco dos trabalhos, que começaram com uma Eucaristia na Basílica de São Pedro e um momento de reflexão na Sala Paulo VI.
A missa desta manhã de segunda-feira, 23 de outubro, foi presidida pelo cardeal Charles Bo, arcebispo de Rangoon, Mianmar, e presidente da Federação das Conferências Episcopais da Ásia (FABC). Em sua homilia, ele começou refletindo sobre a busca espiritual da humanidade desde que Adão e Eva escolheram “um caminho envolto em trevas”, insistindo que “Deus nunca abandona seu povo”.
Na vida, “somos chamados a nos aventurar no desconhecido, guiados por nossa fé inabalável”, disse o Cardeal Bo, que vê Deus como “nosso guia, nosso roteiro e nosso companheiro”, e a Igreja, seguindo o exemplo de Abraão, como aquela que “é chamada a ser justa, a encarnar uma jornada sinodal de fé com a convicção de que Deus nunca erra”, pedindo inspiração em Moisés e para entender que “mesmo que não cheguemos ao destino pretendido, participar da jornada já é uma bênção”. Isso porque “essa jornada sinodal é intergeracional” e, pessoalmente e como Igreja, somos desafiados a nos alinhar com a vontade de Deus.
Relembrando o chamado do Papa Francisco à reconciliação com Deus (Evangelii Gaudium), com a natureza (Laudato Si’) e uns com os outros (Fratelli Tutti), ele afirmou que “nosso caminho sinodal é sobre curar e reconciliar o mundo em justiça e paz”, definindo a sinodalidade global como a única maneira de salvar a humanidade e criar um mundo de esperança, paz e justiça. De acordo com o cardeal, “neste Sínodo, uma de nossas grandes preocupações é o legado que deixaremos para a próxima geração”, refletindo sobre a realidade da Ásia e suas consequências para o futuro.
Preparando-se para o momento mais fértil do Sínodo
O padre Timothy Radcliffe descreveu os onze meses entre as duas sessões do Sínodo como o período mais fértil do Sínodo, o período de germinação. Na primeira sessão, as palavras proferidas são vistas pelo dominicano como “as sementes que são semeadas no solo da Igreja, que “quando chegar a hora, darão frutos”, afirmando que “se nossas palavras forem amorosas, elas brotarão na vida de pessoas que não conhecemos”.
Onze meses que ele comparou a uma gravidez, “um tempo de espera ativa”, conclamando, com as palavras de Simone Weil, a não buscar os dons mais preciosos, mas a esperar por eles, algo que ele definiu como profundamente contracultural, em uma cultura “muitas vezes polarizada, agressiva e desdenhosa das opiniões dos outros”, de onde ele fez um apelo para não pensar de forma partidária, o que “não é o caminho sinodal”.
Para que a semente germine, ele considera necessário que “mantenhamos nossas mentes e corações abertos para as pessoas que encontramos aqui, vulneráveis às suas esperanças e medos”, o que produzirá “uma colheita abundante, uma verdade mais plena. Então a Igreja será renovada. Para isso, será necessário falar, nesses onze meses, palavras que sejam férteis e cheias de esperança, e não palavras que sejam destrutivas e cínicas, palavras que sejam nutritivas e não venenosas.
O pequeno como marca do estilo de Jesus
Por sua vez, irmã Maria Grazia Angelini refletiu sobre a necessidade de “narrar parábolas em vez de lançar proclamações”. Para isso, fez uma pergunta: “Como podemos falar hoje do Mistério do Reino, do crescimento surpreendente e dramático, narrando estes dias do caminho sinodal, com palavras de carne? Na semente lançada, que podemos dizer que o Sínodo lançará com o Documento Síntese, a monja beneditina vê “um mistério de geração, de aliança gratuita”, uma oportunidade para discernir os sinais do Reino a exemplo de Jesus.
Para captar e dar espaço ao dinamismo da Palavra em si mesmo e na Igreja, a religiosa vê a necessidade do silêncio e da verdadeira humildade, insistindo que “o surpreendente sentido do pequeno como portador do futuro marca o estilo de Jesus”. A primeira sessão da Assembleia Sinodal, que ela definiu como um mês de semeadura, é vista por ela como “um ato profundamente subversivo e revolucionário”, a fim de “abrir um caminho para a reforma – uma nova forma – que a vida exige”, e para isso, como algo do Espírito, “captar e narrar semelhanças sem precedentes entre o Reino de Deus e as realidades mais simples, mínimas, frágeis e vitais da terra, semelhanças que abrem o futuro”.
A religiosa fez um chamado a ver Deus “no que há de mais baixo” e, assim, “criar e alimentar narrativas concretas disso”. É um trabalho que “deve amadurecer a partir da formação da consciência”, exigindo “um distanciamento decisivo do cuidado pastoral de qualquer perspectiva estatística, eficiente, processual e sistêmica”. Por fim, disse que rezava “para que este Sínodo receba a arte de novas narrativas, a humildade radical de quem aprende a reconhecer a semelhança do Reino nos dinamismos mais verdadeiros e vitais do humano, dos vínculos primários, da vida que bate misteriosamente em todos os mundos e esferas da existência humana, em uma admirável harmonia oculta. Com tanta paciência. A capacidade de olhar para a noite”. Isso para relatar “novas parábolas, que dão alimento para o pensamento, para o crescimento, para a esperança, para caminhar – juntos”.
Discernimento entre oportunidades e armadilhas
Refletindo sobre a tradição, Ormond Rush, professor Associado de Religião e Teologia do Instituto de Religião e Investigação Crítica da Universidade Católica Australiana, disse que o Concílio Vaticano II pode “conter algumas lições para este sínodo, já que agora eles realizam a síntese de seu discernimento sobre o futuro da igreja”.
Para iluminar as discussões presentes no Concílio, ele se baseou nas palavras do perito do Concílio, Joseph Ratzinger, que observou que a fonte de tensão eram duas abordagens à tradição: uma compreensão “estática” da tradição, legalista, proposicional e a-histórica, relevante para todos os tempos e lugares, tendendo a se concentrar no passado, e uma compreensão “dinâmica”, personalista, sacramental e enraizada na história, realizada no presente, mas aberta a um futuro ainda a ser revelado.
Segundo o professor australiano, “a tradição não deve ser vista apenas de forma afirmativa, mas também de forma crítica”, vendo a revelação não apenas como “uma comunicação de verdades sobre Deus e a vida humana, articuladas nas Escrituras e em declarações doutrinárias”, mas como “uma comunicação do amor de Deus, um encontro com Deus Pai em Cristo por meio do Espírito Santo”.
Uma revelação que na Dei Verbum, que é importante para entender a sinodalidade e o próprio propósito deste Sínodo, é apresentada “como um encontro contínuo no presente, e não apenas como algo que aconteceu no passado”, como um diálogo. Daí o desafio a todo o povo de Deus de “discernir a diferença entre oportunidades e armadilhas”. * Com informações do padre Luis Miguel Modino / Vatican News
Dom Limacêdo antonio da Silva, novo Bispo de Afogados da Ingazeira _ Foto/CNBB
O Papa Francisco acolheu na manhã desta quarta-feira, 25 de outubro, o pedido de renúncia do ofício apresentado por dom Egídio Bizol, em razão de ter completado 75 anos, conforme previsto no Cân. 401-§ 1, do direito Canônico. Dom Egídio completou 75 anos em 23 de dezembro de 2022.
No mesmo ato, o Santo Padre nomeou o bispo auxiliar da arquidiocese de Olinda e Recife, dom Limacêdo Antonio da Silva, como o quinto bispo para a diocese de Afogados de Ingazeira (PE).
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) enviou saudação a dom Limacêdo e agradecimento a dom Egídio Bisol pelos 47 anos dedicados à Igreja no Brasil, especialmente os quais esteve conduzindo pastoralmente a diocese pernambucana de Afogados de Ingazeira.
Saudação a Dom Limacêdo Antonio da Silva
Estimado irmão,
Recebemos com alegria a notícia de sua nomeação como quinto bispo para a diocese de Afogados da Ingazeira, no sertão Pernambuco. Partilhamos do júbilo do Povo de Deus que vive no território daquela Igreja Particular e também no regional Nordeste 2 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) em contar com o seu pastoreio.
Aproveitamos também a ocasião para expressar nossa gratidão pelo tempo em que exerceu o seu ministério como bispo auxiliar da arquidiocese de Olinda e Recife (PE) e também por sua colaboração como membro da Comissão para Ação Sociotransformadora da CNBB.
Ao saudá-lo, recordamos a vida do primeiro santo brasileiro elevado aos altares, Santo Antônio Sant’ana Galvão, mais conhecido como Frei Galvão, um santo que é lembrado na liturgia da Igreja no dia de hoje. Frei Galvão é um daqueles discípulos fiéis devotos que nos ajudam a recordar, em tempos de superficialidade da vivência da fé, o que significa ser verdadeiramente um consagrado à Igreja e à Maria Imaculada.
Rogamos a Deus que o ilumine no seu ministério episcopal e seja sempre mais fortalecido na missão de levar adiante o perfume e alegria do Evangelho e de ser um instrumento de edificação de uma Igreja cada vez mais sinodal.
Santo Antônio Sant’ana Galvão o acompanhe nessa nova etapa.
Em Cristo,
Currículo e trajetória eclesial de dom Limacêdo Antônio
Dom Limacêdo Antônio da Silva nasceu no dia 20 de setembro de 1960, em Nazaré da Mata, zona da mata pernambucana. Estudou Filosofia no Instituto Filosófico Estrela Missionária, em Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro, e Teologia na Escola Teológica São Bento de Olinda, em Olinda. Foi ordenado presbítero no dia 12 de dezembro de 1986, em Limoeiro (PE) e exerceu seu ministério sacerdotal na diocese de Nazaré da Mata.
Possui mestrado em Dogmática na Universidade Pontifícia Gregoriana em Roma, na Itália (2001-2003), e doutorado em Dogmática pela Universidade Pontifícia Gregoriana em Roma (2004-2007). Sua tese de dissertação foi: “Inculturação e Missão da Igreja no Brasil: Teologia e práxis a partir das Diretrizes Gerais da CNBB”.
Enquanto sacerdote, dom Limacêdo exerceu atividades na paróquia de Nossa Senhora da Apresentação em Limoeiro (PE). Como vigário paroquial, foi assessor da Juventude do Meio Popular, assessor da Infância Missionária e das Comunidades Eclesiais de Base (CEB’S). Foi pároco da paróquia de São Sebastião, em Machados (PE), coordenador diocesano de Pastoral, assessor do COMIRE NE-II e membro do Conselho Pastoral.
Em 2008, o então sacerdote auxiliou a paróquia do Divino Espírito Santo, na cidade de Paudalho e foi nomeado Assessor Pastoral dos Catadores de material reciclável. Dom Limacêdo foi professor de Eclesiologia no Seminário de Olinda e no ITEC, onde lecionou também sobre Missiologia, Penitência e Unção dos Enfermos. Recentemente, foi pároco da paróquia de Nossa Senhora do Rosário, em Goiana, e pároco da paróquia de Nossa Senhora das Dores, em Aliança.
Em 4 de abril de 2018, foi nomeado pelo Papa Francisco como auxiliar da Arquidiocese de Olinda e Recife, tendo sido ordenado bispo em 10 de junho do mesmo ano, em Nazaré da Mata (PE). Seu lema episcopal é: “Verbum carum factum est”, (O verbo de Deus se fez carne).
Atualmente, é membro da Comissão Episcopal para Ação Sociotransformadora da CNBB.
Dom Egídio Bisol _ Foto/Reprodução/CNBB
Agradecimento a Dom Egídio Bisol
Estimado irmão, Dom Egígio Bisol,
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) manifesta gratidão pelo seu ministério episcopal e, sobretudo, pelos 47 anos de sua vida dedicados como missionário na região nordeste do país.
Que nesta nova fase de seu ministério, o irmão que cumpriu o mandato do Senhor de “Ide, pois, fazei discípulos de todas as nações, batizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, ensinando-as a cumprir tudo quanto vos prescrevi” (Mt. 28, 19-20), possa ser plenamente feliz na certeza de que serviu como instrumento para que a missão da Igreja se tornasse atual e plenamente presente a todos para os conduzir à fé, liberdade e paz de Cristo, não só pelo exemplo de sua vida, mas também pelos sacramentos.
Que o irmão continue servindo com sabedoria e plena consciência de que a emeritude é um momento novo e rico para sua missão não Igreja. Rogamos a Santo Antônio Sant’ana Galvão que interceda a Deus por sua vida. *Fonte CNBB.
Neste domingo, 15 de outubro de 2023, a pequena e acolhedora cidade de Solidão, localizada no Sertão de Pernambuco, despediu-se com gratidão e devoção da 53ª Festa dos Romeiros de Nossa Senhora de Lourdes. A celebração religiosa atraiu uma multidão de fiéis e devotos, que se reuniram para participar da missa de encerramento, marcando o final de uma festa emocionante e significativa. Confira todas as fotos na página, clique aqui.
As atividades do dia começaram às 6 horas, com os romeiros recebendo um carinhoso café da manhã no portal da cidade. Em seguida, aconteceu a procissão, que percorreu as principais ruas de Solidão, culminando no Santuário de Nossa Senhora de Lourdes, onde foi realizada a tradicional missa, às 8h30. Caravanas de diversas cidades e estados brasileiros lotaram as ruas da cidade, demonstrando a importância e o impacto dessa festividade religiosa.
Durante a missa, o prefeito Djalma Alves, acompanhado da primeira-dama Irene Espinhara, participou ativamente do evento. Ao final da celebração, o prefeito transmitiu o estandarte da festa para os padrinhos da 54ª edição, que está agendada para o ano de 2024. *S1 Notícias.
O Fundo Nacional de Solidariedade (FNS) deste ano financiará ao todo 22 projetos no território da CNBB Nordeste 2. As iniciativas, contempladas com recursos da Coleta da Solidariedade feita por fiéis de todo o Brasil no Domingo de Ramos, receberão um aporte total de quase R$ 610 mil.
Na terça-feira (19), em reunião extraordinária, o Conselho Gestor do FNS aprovou os quatro últimos projetos que serão desenvolvidos no Regional. Duas das propostas contempladas são do estado de Pernambuco: a “Escola da Cidadania e Políticas Públicas: formação para a vida”, em Afogados da Ingazeira, que receberá R$ 22.320; e o projeto “CEBS: Cristãos Leigos Comprometidos com Enfrentamento às Causas da Fome”, que terá um investimento de R$ 17.800.
De acordo com o Portal da Transparência do FNS, os outros aprovados são do Rio Grande do Norte: o projeto “Plantando Receitas e Semeando Sabores”, da cidade de Natal, que receberá R$ 18 mil; e o “Alimentação Saudável”, do município de Extremoz, que conseguiu o aporte de R$ 20 mil. *Afogados Online.
A comitiva da Diocese de Afogados da Ingazeira embarcou, na noite deste domingo, 30 de julho, rumo à Jornada Mundial da Juventude, em Lisboa/Portugal.
Ao todo são cerca de 30 integrantes da delegação da Diocese do Pajeú, incluindo o bispo diocesano, padres, seminaristas e jovens de algumas paróquias.
De Pernambuco, mais de 3 mil peregrinos estão sendo esperados no evento.
Confira a relação da Diocese de Afogados da Ingazeira:
Dom Egídio Bisol, Pe. Josenildo Nunes, Pe. Erinaldo Sultério, Pe. Juacir Delmiro, Pe. Vinícius Véras, Pe. Renato Pereira, Pe. Claudivan Siqueira, Pe. Ailton Costa, Carlos Antônio, Lucas Emmanuel, Washington Luiz, Claudivânia Siqueira Paróquia, Maria Cândida (Mariquinha), Wallace Oliveira, Paulo Roberto, Pedro Henrique, Alanny Véras, Alane Farias, José Gonçalves, Thuanny Thamires, Johnatan Henrique, Karen Emilly, João Evayr, Maria das Virgens, Jayane Lima, Lourdes Menezes e Daniel Ferreira.
O JMJ acontecerá de 1 a 6 de agosto e contará com a participação do Papa Francisco em toda a programação.
Sobre a Jornada Mundial da Juventude – A JMJ é um encontro dos jovens de todo o mundo com o Papa. É, simultaneamente, uma peregrinação, uma festa da juventude, uma expressão da Igreja universal e um momento forte de evangelização do mundo juvenil. Apresenta-se como um convite a uma geração determinada a construir um mundo mais justo e solidário. Com uma identidade claramente católica, é aberta a todos, quer estejam mais próximos ou mais distantes da Igreja.
Para cada Jornada, o Papa sugere um tema, retirado de um versículo bíblico. Este ano a edição de Lisboa tem como mote “Maria levantou-se e partiu apressadamente”. Assim, cada Jornada possui também um hino baseado no tema, patronos, intercessores e um logotipo. Durante a JMJ, acontecem também eventos como catequeses, adorações, missas, vigílias, momentos de oração, palestras, partilhas e shows em diversas línguas.
Na noite do último sábado (22), o bispo da diocese de Afogados da Ingazeira, dom Egidio Bisol, encerrou as festividades de Santa Maria Madalena, Padroeira Diocesana. A festa deste ano foi realizada com um novenário, onde cada noite uma paróquia era responsável pela noite.
Por volta das 17h, aconteceu a procissão pelo centro da cidade, em seguida, a Santa Missa no patamar da Catedral do Senhor Bom Jesus dos Remédios.
Durante a missa, os candidatos ao diaconato permanente fizeram a profissão de fé e juramento de fidelidade.
Também, foi apresentado um pequeno grupo que irá participar da Jornada Mundial da Juventude deste ano na cidade de Lisboa, Portugal. Eles receberam um lenço das mãos do bispo diocesano. Por Afogados Online.
Nesta quinta (13), mais um sacerdote será ordenado para compor o clero da diocese de Afogados da Ingazeira. Trata-se do jovem Vinicius Veras Cavalcanti Ribeiro.
A missa com o rito de ordenação acontecerá a partir das 18h, na igreja matriz de Nossa Senhora dos Remédios, em Tabira.
Na última quinta-feira (6), foi a ordenação de Gutembergue Lacerda que aconteceu na Paróquia de São Francisco de Assis, em Afogados da Ingazeira.
Fechando esse ciclo de ordenações sacerdotais, no próximo dia 28, será a vez do diácono Osmar Soares ser ordenado sacerdote pela imposição das mãos do bispo diocesano, dom Egidio Bisol.
Santo Antônio: conheça a história, milagres e a crença católica -Foto/Divulgação
O folclore garantiu ao santo lugar de honra, seja na hora de pendurar sua imagem de cabeça para baixo até que um namorado dos sonhos apareça, seja em formatos de orações características.
Para muitos, é santo casamenteiro — folclore e tradições populares são pródigos em reservar a ele toda sorte de simpatias para trazer, para sempre enquanto dure, aquele amor perfeito. Para os devotos católicos, é um santo milagroso, daqueles mais eficientes na intercessão junto a Deus. Para a Igreja, é a figura que detém o recorde da canonização mais rápida da história. Para a historiografia, foi um homem notável do seu tempo: intelectual, o frade circulou por parte considerável da Europa do século 13 e ajudou a consolidar o papel dos franciscanos, cuja ordem havia acabado de ser fundada.
Este personagem é Santo Antônio de Pádua — assim chamado por aqueles que preferem enfatizar o auge de sua vida. Ou Santo Antônio de Lisboa — como preferem sobretudo os portugueses, enaltecendo suas raízes.
Se muito de sua vida, oito séculos mais tarde, se mistura com lendas, relatos extraordinários e fé religiosa, fato certo e comprovado é que o frade franciscano morreu em uma sexta-feira, no dia 13 de junho de 1231.
“Ele era um homem bastante erudito mas, mesmo assim, mesmo muito ortodoxo em sua postura de combate às heresias, ele foi acometido dessa aura de um taumaturgo, alguém que tinha habilidade de manipular os poderes da natureza”, contextualiza à BBC News Brasil o historiador, filósofo e teólogo Gerson Leite de Moraes, professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie. “Com o passar do tempo, várias camadas narrativas foram sendo colocadas neste homem. A história dos santos é muito recheada dessas narrativas que vão sendo acrescentadas, somadas, transformando aquilo num ícone.”
Em terras brasileiras, a devoção antoniana ganhou seu próprio sotaque. O sincretismo fez dele uma figura simpática a outras religiões fora do catolicismo. E o folclore garantiu ao santo lugar de honra, seja na hora de pendurar sua imagem de cabeça para baixo até que um namorado dos sonhos apareça, seja em formatos de orações características, como a trezena — treze dias de rezas dedicadas a ele ou no considerado infalível “responso”, cujo texto original é atribuído a um frade italiano chamado Giuliano da Spira, que viveu no século 13 e teria escrito a oração dois anos após a morte do santo.
No Dicionário do Folclore Brasileiro, o sociólogo, antropólogo e historiador Luís da Câmara Cascudo (1898-1986) registrou uma das tantas versões da oração, originalmente em latim, no português coloquial. “Quem milhares quer achar/ Contra os males e o demônio/ Busque logo a Santo Antônio/ Que só o há de encontrar”, dizem os primeiros versos.
“Seu nome batiza igrejas, ruas e continua sendo um dos mais escolhidos para menino, em Portugal e Brasil”, aponta Cascudo. “Rara será a cidade, vila ou povoado sem uma rua de Santo Antônio ou uma igreja de Santo Antônio, em todas as terras do idioma português.”
Em 2019, um sacerdote italiano que atuava na cidade de Pádua comentou informalmente com este repórter que a fama de Antônio junto aos fiéis, em especial os brasileiros, advém desta maneira simples e brejeira como se desenvolveu a relação de fé com ele — entre simpatias que mais parecem travessuras. “Essas coisas, para quem vê de fora, podem parecer heresia ou falta de respeito. Mas, na verdade, aproximam o santo do povo. É como se ele não estivesse no altar, inacessível e distante, mas preferisse se sentar no banco da igreja, ao lado do fiel, como um amigo, um companheiro, alguém de confiança”, filosofou o religioso.
“No Brasil, a religião nunca foi austera, sempre foi uma religiosidade com características populares”, completa Moraes. “A religião no Brasil se desenvolveu muito nessa coisa da proximidade, da relação quase desrespeitosa com o sagrado, mas ao mesmo tempo muito íntima.”
Autor do livro Santo Antônio: Por Onde Passa, Entusiasma, o vaticanista italiano Domenico Agasso Jr. concorda que chama a atenção o fato de a figura de Santo Antônio, ainda no século 21, conservar grande relevância. “A primeira razão reside sobretudo no fato de ele não ter sido um menino ‘santo’, mas sim ter passado por uma transformação interior e exterior na juventude — e isso o coloca como uma mostra de que Deus é acessível a todos os homens e mulheres de todos os tempos e lugares”, comenta ele, à BBC News Brasil.
“São muitos os que contam que, graças a Antônio, compreenderam uma coisa fundamental: só por meio da caridade podemos viver verdadeiramente na alegria”, prossegue ele. “É por isso que Antonio ainda é muito amado. É uma presença que continua a gerar alegria. As pessoas sentem que ele é um pai, uma referência acolhedora e encorajadora, uma fonte inesgotável de esperança contra a resignação, o desespero, os medos.”
A seguir, cinco curiosidades sobre este religioso cuja fama transcende o catolicismo.
De acordo com relatos de seus contemporâneos, Antônio sofria de um quadro de hidropisia, ou seja, acúmulo de fluidos corporais. Na antiguidade, costumavam serem diagnosticados assim muitos distúrbios de circulação sanguínea — e o quadro, sabe-se hoje, é causa de edemas generalizados e pode acarretar insuficiência cardíaca congestiva.
Antônio era um homem na faixa dos 40 anos — há dúvidas sobre sua data de nascimento —, mas a condição de saúde associada à rotina de peregrinações, jejuns e penitência faziam-no parecer mais velho. Cansado depois de uma intensa quaresma naquele ano, ele havia solicitado, em maio, um período de descanso a seus superiores.
Em 19 de maio de 1231, recolheu-se então na propriedade de um nobre da região, conde Tiso VI (?-1234), em Camposampiero, a 20 quilômetros de Pádua, no norte da Itália, onde vivia.
Conforme conta a primeira crônica biográfica sobre o santo, publicada pela Ordem dos Frades Menores em 1232, Beati Antonii Vita Prima, ele parecia muito fraco naquela manhã de 13 de junho e desmaiou. Foi acomodado em uma cama rudimentar, de palha. Quando recobrou a consciência, pediu que o levassem de volta a Pádua, onde teria a assistência de irmãos religiosos.
Foi colocado então sobre um carro de boi. No caminho, contudo, com o frade visivelmente agonizando, os que o acompanhavam no traslado decidiram parar em um convento localizado em um pequeno burgo, na época chamado de Capo di Ponte — hoje, bairro de Arcella, no subúrbio de Pádua.
E foi ali, numa cela da pequena casa religiosa, que o santo morreu. Só depois foi levado para a Pádua que se tornaria famosa por conta dele.
Depois de atuar em diversas cidades — há registros comprovados de sua passagem por 37 localidades, hoje pertencentes a nações como Portugal, Espanha, Marrocos, Itália e França, mas é altamente provável que suas andanças como pregador tenham chegado a locais nas atuais Alemanha, Suíça, Eslovênia e Áustria —, foi no ano anterior à sua morte que Antônio decidiu resignar ao posto de provincial dos franciscanos em Milão e escolheu Pádua para viver.
Mesmo a cidade italiana, hoje com 211 mil habitantes, tendo sido endereço em algum momento inúmeros personalidades de vulto, como Nicolau Copérnico (1473-1543), Cristóvão Colombo (1451-1506) e Galileu Galilei (1564-1506), é inegável que a maior parte dos turistas que a visitam atualmente estão em busca de Santo Antônio — ou, como se diz por lá, simplesmente Il Santo, “O Santo”. * (Correio Brasiliense).
O bispo da diocese de Afogados da Ingazeira, dom Egidio Bisol, presidiu nesta quinta (8), a Santa Missa de Corpus Christi na Catedral do Senhor Bom Jesus dos Remédios.
A Catedral ficou lotada de fieis que acompanharam a celebração e que também participaram da procissão com o Santíssimo pelo centro da cidade.
Dom Egidio falou sobre essa data tão importante para os cristãos católicos. “É a segunda vez no Ano Litúrgico que nós celebramos a Eucaristia, o Mistério da Eucaristia. A primeira celebração foi na Quinta-Feira Santa, na Missa da Ceia do Senhor. Cada uma dessas celebrações tem o seu valor, a sua riqueza, o seu dom. Hoje nós iremos meditar sobre a Eucaristia andando, levando a presença eucarística de Jesus pelas ruas da cidade, reconhecendo que ele é o nosso Senhor a quem nós queremos seguir”, disse o bispo durante a homilia. Inf. (Tito Barbosa)
Foi realizada neste domingo (28), a Romaria Diocesana de Pentecostes na diocese de Afogados da Ingazeira.
O evento teve início na Paróquia de São Francisco onde foram acolhidas as caravanas das diversas paróquias da diocese. Houve um momento de oração e reflexão e, em seguida, saíram em caminhada até a Catedral do Senhor Bom Jesus dos Remédios onde aconteceu a concelebração eucarística presidida pelo bispo diocesano, dom Egidio Bisol.
Para a romaria, o bispo diocesano convocou todos os crismandos e crismados que receberam ou irão receber a confirmação neste ano, totalizando cerca de 4.500, entre jovens e adultos.
“Tem muitos jovens aqui graças a Deus, e eu queria que vocês guardassem o Espírito Santo que recebi ou vão receber na confirmação: vai fazer de mim um discípulo apaixonado de Jesus. E vocês sabem qual a diferença entre um discípulo apulso e um discípulo apaixonado. Discípulos já somos, mas as vezes como em Jerusalém trancados dentro de uma sala com medo”, disse dom Egidio na homilia.
“Vocês jovens da catequese e da crisma e importante que vocês se sintam missionários de Jesus no mundo inteiro e no meio de outros jovens. Precisam sair, se jogar no meio dos outros jovens para testemunharem o Evangelho para mostrar com a sua própria vida que Jesus só não tira nada de sua vida, de sua felicidade, pelo contrário, traz mais felicidade verdadeira”, concluiu. As informações são do Afogados Online.
A “Mensagem da CNBB ao povo brasileiro” elaborada e aprovada pela quase totalidade dos 326 bispos ativos e parte dos 157 bispos eméritos brasileiros presentes na 60ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) foi apresentada pelo arcebispo de São Paulo, cardeal Odilo Pedro Scherer, durante a Coletiva de Imprensa desta quinta-feira, 27 de abril, no Centro de Eventos Pe. Vítor Coelho de Almeida.
“Esses dias na casa da Mãe Aparecida foram uma oportunidade para experimentarmos a comunhão a partir da riqueza de nossas diversidades. Quem nos une é Cristo e, por ele, esperançosos e comprometidos, renovamos nossa opção radical e incondicional com a defesa integral da vida que se manifesta em cada ser humano e em toda a criação”, diz trecho da mensagem.
Circunscrição da Igreja compreende os estados de Alagoas, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte (Foto: Divulgação)
Circunscrição da Igreja compreende os estados de Alagoas, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte
Os bispos da CNBB Nordeste 2 – que abrange os estados de Alagoas, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte, e tem sede no Recife – elegeram a nova presidência para o quadriênio 2023-2027.
O bispo de Cajazeiras (PB), dom Francisco de Sales Alencar Batista, que na gestão anterior exercia a função de secretário, assumirá o cargo de presidente. O bispo de Caicó (RN), dom Antônio Carlos Cruz Santos, foi reconduzido para a vice-presidência; e o bispo de Pesqueira (PE), dom José Luiz Ferreira Salles, será o novo secretário.
A eleição foi realizada nesta quarta-feira (26), durante a 60ª Assembleia Geral da CNBB, em Aparecida (SP). Os eleitos terão a missão de conduzir a Igreja composta por quatro arquidioceses e 17 dioceses.
Dom Francisco de Sales Alencar Batista, O. Carm
Dom Francisco de Sales Alencar Batista, Nasceu no dia 17 de abril de 1968, em Araripina, Diocese de Salgueiro, em Pernambuco. Ele fez a profissão religiosa na Ordem dos Freis Carmelitas em 24 de janeiro de 1988 e foi ordenado sacerdote em 29 de Novembro de 1995. O religioso completou seus estudos de Filosofia no Instituto Salesiano de Filosofia (Insaf), em Olinda (PE), e de teologia e filosofia na Milltown, Dublin, capital da Irlanda. Em seguida, obteve licenciatura em teologia espiritual no Pontifício Instituto de Espiritualidade Teresianum de Roma.
Durante o seu ministério sacerdotal exerceu os seguintes cargos: Formador dos estudantes de filosofia; Reitor da Basílica do Carmo, no Recife (PE); pastor, Conselheiro e Prior Provincial da Província Carmelitana de Pernambuco. Em 2011, Frei Francisco assumiu, em Roma, o ofício de vice-prior do Centro Internacional Santo Alberto. Em 2014, tornou-se secretário-geral da Ordem do Carmo e presidente da Comissão Internacional para a Liturgia e Oração, além de membro da Comissão Internacional de Evangelização e Missão.
Foi nomeado pelo Papa Francisco para ser bispo da Diocese de Cajazeiras (PB), no dia 8 de junho de 2016, e tomou posse em 4 de setembro do mesmo ano.
Dom Antônio Carlos Cruz Santos, MSC
Dom Antônio Carlos Cruz Santos nasceu no dia 25 de novembro de 1961, na cidade do Rio de Janeiro (RJ). Aos 22 anos, ingressou no Seminário Menor Nossa Senhora do Sagrado Coração (MSC), em Juiz de Fora (MG). Cursou filosofia no Seminário Diocesano Paulo VI, em Nova Iguaçu (RJ). Em 1987, fez a experiência do noviciado, com profissão religiosa em 2 de janeiro de 1988. Concluiu os estudos de Teologia no Instituto Santo Inácio, em Belo Horizonte (MG). Recebeu a ordenação presbiteral em 12 de dezembro de 1992. Entre 1995 e 1997, atuou como formador dos juniores. Também ocupou a função de promotor vocacional e formador dos postulantes, de 1998 a 2001.
A trajetória presbiteral de dom Antônio Carlos é voltada aos trabalhos de formação de seminaristas. Foi mestre de noviços de 2003 a 2011. Assumiu o cargo de provincial dos Missionários do Sagrado Coração de Jesus da Província do Rio de Janeiro, em 2012, e posteriormente em Juiz de Fora, no qual permaneceu até a data de sua nomeação como bispo. Foi vigário nas paróquias Pai Eterno e São José, na Cidade de Deus (RJ), Nossa Senhora do Sagrado Coração, em Contagem (MG), São Judas Tadeu, em Belford (RJ), Senhor Bom Jesus, em Pirassununga (SP) e Nossa Senhora da Soledade, em Itajubá (MG).
Foi nomeado pelo Papa Francisco para assumir a Diocese de Caicó (RN) no dia 12 de fevereiro de 2014, sendo empossado no dia 24 daquele ano.
Dom José Luiz Ferreira Salles C.Ss.R.
Dom José Luiz Ferreira Salles nasceu em 23 de janeiro de 1957, em Itirapina (SP). Sua ordenação presbiteral foi em sua terra natal, em 1985, e a ordenação episcopal foi em 2006, em Fortaleza (CE). Dom José Luiz já trabalhou nas Missões Populares, foi coordenador da equipe missionária em Garanhuns (PE), administrador paroquial na Paróquia São Pedro, em Caraúbas, da Diocese de Campina Grande (PB) e foi reitor da Casa de Teologia Inter-Provincial dos Missionários Redentoristas em Fortaleza (2005-2006).
Dom José Luiz foi nomeado bispo auxiliar da Arquidiocese de Fortaleza (CE), em 1º de fevereiro de 2006, pelo Papa Bento XVI, tomando posse no mês seguinte. Para a Diocese de Pesqueira (PE), o Pontífice nomeou o religioso no dia 15 de fevereiro de 2012, sendo empossado em 14 de abril do mesmo ano.
Dom José Luiz foi também um dos bispos referência das pastorais sociais como membro da Comissão Episcopal Pastoral Caridade Justiça e Paz, acompanhou o Setor Mobilidade Humana da CNBB, é presidente do Serviço pastoral do Migrante (SPM). Acompanha também a Pastoral do Povo da Rua Nacional.
Em Pernambuco, quem vive no Sertão sofre com a falta de ações estruturadoras na área de recursos hídricos, ao mesmo tempo em que assiste a Caatinga perecer com a implantação de megaprojetos, sobretudo das ditas “energias limpas”. No Agreste, o drama está na dificuldade de ter água na torneira, no acesso à saúde e no pouco ou nenhum incentivo à agricultura familiar. Mais próximo do litoral, já na Zona da Mata e na Região Metropolitana do Recife, chama a atenção o déficit habitacional, a superlotação dos presídios, o aumento da violência na cidade e no campo, e a falta de incentivo ao turismo religioso.
Esse são alguns dos desafios que os pastores da Província Eclesiástica de Olinda e Recife descrevem na “Carta dos bispos de Pernambuco para a governadora Raquel Lyra” divulgada nesta segunda-feira (17). O documento foi apresentado e discutido em uma reunião entre os religiosos e a gestora. O encontro aconteceu na sede da CNBB Nordeste 2, área central da capital.
“No exercício de sua missão evangelizadora, a Igreja sempre se coloca na defesa dos pequeninos, da justiça e da paz. Através desta Carta, registramos nossas preocupações pastorais e, em vista da formulação de Políticas Públicas, que julgamos pertinentes, apresentamos sugestões ao Governo de Pernambuco, em espírito de colaboração”, diz um trecho do documento.
“Igreja em Saída”
A Província Eclesiástica de Olinda e Recife é formada por dez dioceses distribuídas nas macrorregiões de Pernambuco: Sertão (Petrolina, Salgueiro, Afogados da Ingazeira e Floresta); Agreste (Pesqueira, Garanhuns e Caruaru); Zona da Mata (Nazaré da Mata e Palmares); e Região
Metropolitana (Arquidiocese de Olinda e Recife).
“Comprometidos com a Doutrina Social da Igreja e a opção preferencial pelos pobres, para que os mesmos vivam com dignidade, destacam-se as ações desenvolvidas pelas pastorais sociais, movimentos e organismos da Igreja Católica em todas as Regiões do nosso Estado. Mediante ações e testemunhos de amor, cuidado e compaixão, atenta ao chamado do Papa Francisco para ser uma ‘Igreja em saída’, cada diocese procura estar presente na vida do nosso povo”, afirmam os bispos na carta.
A insegurança alimentar, tema da Campanha da Fraternidade deste ano (Fraternidade e Fome), é apontado pelos bispos com o assunto ainda mais urgente a ser encarado pelo Poder Executivo. Citando o relatório da Rede Penssan, os epíscopos relembram que Pernambuco tem a segunda maior população passando fome no Norte/Nordeste, sendo 2,1 milhões de pessoas sem ter o que comer.
Sugestões
Com espírito de colaboração, os religiosos também destacam, na “Carta dos bispos de Pernambuco para a governadora Raquel Lyra”, 29 sugestões para ações e formulação de políticas públicas de curto, médio e longo prazo.
Entre as propostas estão: Criação de Programa Estadual de Combate à fome e superação da miséria; Instituir programas estaduais para zerar contas de água e luz e vale gás para as famílias em situação de vulnerabilidade; Criação de uma Secretaria Executiva de Economia Solidária; e Implementar a Política Estadual de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca; entre outras. Inf. (CNBB NE2).
Durante a missa de 1 ano do falecimento do Monsenhor Joao Carlos Acioly Paz na noite deste sábado (15), em Tuparetama, o bispo da diocese de Afogados da Ingazeira, dom Egidio Bisol, anunciou o padre Mairton Marques como o novo pároco da Paróquia do Sagrado Coração de Jesus no município.
Padre Mairton esteve fora da diocese de Afogados por alguns anos onde estava servindo à diocese de Vitória da Conquista-BA.
A Paróquia do Sagrado Coração de Jesus estava sem pároco desde a saída do Monsenhor Joao Carlos que precisou se afastar para tratamento de saúde.
A posse foi marcada para o próximo dia 29 de abril. A informação é do Afogados On-Line.
Além de condenar a nova espiral de violência no Oriente Médio, Francisco também fez um novo apelo pela paz na Ucrânia, pedindo “luz” sobre o povo russo e rogando à comunidade internacional que trabalhe “pelo fim do conflito”.
O papa Francisco condenou neste domingo, 9, os muitos “obstáculos” para a paz mundial e pediu que a comunidade internacional trabalhe “pelo fim do conflito” durante sua mensagem de Páscoa. Segundo o Vaticano, cerca de 100 mil pessoas se reuniram nas proximidades da Praça de São Pedro para receber a bênção Urbi et Orbi do pontífice após a missa.
“Neste dia, confiamos a ti, Senhor, a cidade de Jerusalém, primeira testemunha da tua ressurreição. Expresso a minha profunda preocupação pelos ataques dos últimos dias, que ameaçam o desejado clima de confiança e respeito recíproco, necessário para retomar o diálogo entre israelenses e palestinos, para que a paz reine na Cidade Santa e em toda a região”, disse Francisco.
Além de condenar a nova espiral de violência no Oriente Médio, Francisco também fez um novo apelo pela paz na Ucrânia, pedindo “luz” sobre o povo russo e rogando à comunidade internacional que trabalhe “pelo fim do conflito”. “Ajude o amado povo ucraniano no caminho até a paz e infunda a luz da Páscoa sobre o povo russo. Conforte os feridos e aqueles que perderam seus entes queridos na guerra e permita que os prisioneiros possam voltar sãos e salvos para suas famílias”, disse.
“Abra os corações de toda a comunidade internacional para trabalhar pelo fim desta guerra e de todos os conflitos que mancham o mundo de sangue“, declarou Francisco. As declarações do Papa foram pronunciadas após a violenta intervenção da polícia israelense na mesquita de Al-Aqsa, em Jerusalém, na última quarta-feira, 5.
O pontífice pediu à comunidade internacional para “acabar com esta guerra e todos os conflitos que ensanguentam o mundo”. Francisco citou quase 20 países, incluindo Síria e Turquia, que em fevereiro sofreram terremotos devastadores que mataram mais de 56.000 pessoas.
O papa também mencionou o Haiti, que “está sofrendo há vários anos uma grave crise sociopolítica e humanitária” e reconheceu os esforços da comunidade internacional para buscar uma solução aos “problemas que afligem esta população”. Além disso, ele citou a Nicarágua no momento em que enviou uma mensagem às “comunidades cristãs” que celebram a Páscoa “em circunstâncias particulares” e recordou “aqueles que estão impedidos de professar livre e publicamente sua fé”.
Saúde
Utilizando uma cadeira de rodas para seus deslocamentos devido às dores em um joelho, Francisco percorreu a Praça de São Pedro no papamóvel durante esta manhã. Na noite anterior, ele comandou durante duas horas e meia a missa da Vigília Pascal na Basílica de São Pedro, na presença de quase 8 mil pessoas.
Aos 86 anos, o papa foi internado no Hospital Agostino Gemelli, em Roma, no dia 29 de março, com quadro de infecção respiratória e recebeu tratamento antibiótico para bronquite infecciosa. Recebeu alta três dias depois, a tempo de, no dia 2, celebrar a missa de Domingo de Ramo, na Praça São Pedro, dando início às celebrações da Semana Santa.
Pela primeira vez, no entanto, o pontífice faltou à tradicional procissão da Sexta-Feira Santa no Coliseu de Roma, devido às baixas temperaturas fora de época registradas na capital italiana. (COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS) Inf. (Correio Brasiliense).
Relatos de testemunhas indicam que um dia antes a Santa chorou em uma casa com mães que perderam os filhos de forma trágica.
Moradores da cidade de Cruzeiro da Fortaleza, em Minas Gerais, filmaram um imagem de Nossa Senhora das Dores chorando, durante uma celebração religiosa nesta quarta-feira (5/4). Segundo testemunhas, o momento ocorreu em uma casa com mães que perderam filhos de maneira trágica e depois ocorreu de novo na igreja da cidade.
O caso ocorreu durante a celebração da separação dos santos, onde mulheres levam uma imagem de uma Nossa Senhora das Dores para uma casa e os homens levam uma imagem de Nosso Senhor dos Passos para outra. No dia seguinte, as imagens são levadas para a Igreja onde é feito um encontro.
Na terça-feira (4), a Santa foi levada para a casa de uma mãe que recentemente perdeu o filho de forma trágica. As testemunhas relatam que quando a imagem chegou, a dona da casa chorou bastante.
O Correio conversou com Adriana Pereira, uma das testemunhas do caso e a responsável pelo o áudio que viralizou na cidade. Ela conta que ficou do lado de fora da casa esperando que o local esvaziasse um pouco, quando viu uma segunda mãe, que perdeu dois filhos em um acidente de carro, e a questionou se ela estava “agoniada”.
A mulher relatou então que viu a Santa chorando e que chegou a passar a mão no rosto da imagem para comprovar que ela estava chorando mesmo. “Escorreu no nariz, escorreu na boca”, relata.
Ela confirmou que viu a santa chorar. “Todo mundo chorou vendo a cena. A dona da casa gritava ‘Nossa Senhora conhece a minha dor’, ‘quero enxugar as lágrimas de Nossa Senhora'”, disse Adriana.
No dia seguinte, a imagem de Nossa Senhora das Dores foi levada de volta para a Igreja da cidade, que estava lotada por fiéis. E mais uma vez a Santa chorou antes e depois da missa.
“Ela (a Santa) chegou na Igreja e na hora que colocaram ela (no altar), eles viram que ela estava chorando e o povo se juntou para ver”, relata outra testemunha.
Os relatos terminam dizendo que o ocorrido foi um milagre não só para a dona da casa onde a Santa chorou, mas “para todas as mães da comunidade”. No entanto, alguns moradores da cidade temem que o ocorrido seja um presságio de algo ruim que pode acontecer.
Hospital Agostino Gemelli, em Roma, na Itália, para onde papa Francisco foi levado com infecção respiratória, em 29 de março de 2023. — Foto: Andrew Medichini/ AP/ Do (g1)
Comunicado afirma que pontífice está se recuperando gradualmente. Francisco, de 86 anos, foi internado na quarta (29) com infecção respiratória após se queixar de falta de ar.
A condição de saúde do papa Francisco, internado na quarta-feira (29) com uma infecção respiratória, está melhorando gradativamente, informou o Vaticano em um comunicado na manhã desta quinta-feira (30).
O pontífice, diz a nota, já voltou a trabalhar do hospital e também rezou no quarto.
“Sua Santidade o papa Francisco descansou bem durante a noite. Seu quadro clínico está gradualmente melhorando, e ele continua seu tratamento programado”, diz a nota do Vaticano. “Nesta manhã (de quinta-feira), após o café da manhã, ele leu alguns jornais e voltou a trabalhar”.
Mais cedo, fontes do Vaticano disseram à agência de notícias Reuters que ele havia passado bem a noite e estava estável.
Francisco foi levado ao hospital Agostino Gemelli de Roma, na Itália, no fim da manhã de quartaapós se queixar de falta de ar, segundo o porta-voz do Vaticano, Matteo Bruni.
Segundo Bruni, ele ainda deverá permanecer no hospital pelos próximos dias, mas fontes do hospital ouvidas pela agência de notícias Ansa afirmam que os médicos estão “muito otimistas”.
A agenda do pontífice para esta quinta-feira foi totalmente cancelada. Os compromissos do papa para os próximos dias incluem a celebração da missa pelo Domingo de Ramos, em 2 de abril.
Na quarta-feira (29), o Vaticano divulgou que Francisco havia sido levado ao hospital para exames programados. Mas uma reportagem do jornal italiano “Corriere della Sera” afirmou que o papa chegou ao hospital em uma ambulância depois de passar mal com problemas no coração e dores pulmonares. O jornal atribui as informações a fontes do hospital Agostino Gemelli.
Horas depois, o Vaticano confirmou que a internação foi por uma infecção respiratória. Ainda segundo o Vaticano, o pontífice fez exame para a Covid-19, e o resultado foi negativo.