Eleições municipais: gestores devem manter-se atentos a regras e proibições

POLÍTICA

Arte/TCU

Com as eleições municipais se aproximando, os gestores públicos devem estar atentos às regras e proibições do último ano de mandato. A partir deste mês, ou seja, 90 dias antes das eleições, os gestores não podem contratar shows para inaugurações e eventos, pagos com dinheiro público. Também está proibido contratar ou demitir funcionários sem justa causa, e fazer pronunciamento em rádio e TV fora do horário eleitoral.

Essas e outras regras estão no Manual de Encerramento e Transição de Mandato Municipal, elaborado pelo TCE-PE.

O presidente do Tribunal, conselheiro Valdecir Pascoal, destacou que o objetivo é assegurar o equilíbrio das contas públicas e impedir o uso indevido da máquina pública em favor de algum candidato.

“O cumprimento das regras é fiscalizado pelo TCE-PE e pode gerar processos e responsabilizações. Por isso, no curso, fazemos o nosso papel orientador e educativo apresentando todas as vedações e proibições durante o período de eleição”.

Além do manual, a Escola de Contas lançou uma série de vídeos no YouTube, abordando questões como aumento de despesa com pessoal, endividamento sem recursos em caixa, restrição de gastos com publicidade, doação de bens públicos, concessão de reajustes salariais e admissão de servidores.

Os vídeos estão disponíveis no YouTube, no canal da Escola de Contas, pelo link.

Fonte: TCU

Bruno Dantas é reeleito presidente do Tribunal de Contas da União para 2024

TCU

Cotado para vaga no STF neste ano, Dantas tem 44 anos; Vital do Rêgo permanece como vice-presidente da corte

Dantas ficará mais um ano como presidente do TCU
Dantas ficará mais um ano como presidente do TCU/Divulgação

O ministro Bruno Dantas foi reeleito nesta quarta-feira (13) presidente do Tribunal de Contas da União (TCU). Ele está no cargo desde julho de 2022, quando assumiu interinamente o posto, depois da aposentadoria de Ana Arraes. Vital do Rêgo foi escolhido novamente vice-presidente da corte. Os mandatos vão de 1º de janeiro a 31 de dezembro de 2024.

Em novembro, Dantas foi eleito para compor o Conselho de Auditores da Organização das Nações Unidas (ONU) entre 2024 e 2030. É a primeira vez que um representante da corte de contas brasileira assume a função. Atualmente, a vaga é ocupada pelo Chile, que tem mandato até junho de 2024.

O colegiado, responsável por auditar as contas da própria ONU, é composto de três auditores-gerais de instituições de controle de países-membros. Para ocupar o cargo, Dantas não deixará a presidência do TCU.

Quem é Bruno Dantas

Aos 44 anos, Dantas é um dos ministros mais jovens a ocupar uma cadeira na corte de contas. Natural de Salvador, Bahia, ele chegou a Brasília aos 19 anos. Foi na capital federal que concluiu a graduação em direito e iniciou a carreira na área pública, como servidor concursado do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT). Ele foi também consultor legislativo do Senado por 11 anos.

Desde 2014, integra o quadro de ministros do TCU. Ele atuou em assuntos como as recentes auditorias no processo eleitoral brasileiro. O trabalho do ministro foi fundamental para tranquilizar os eleitores e frear a disseminação de fake news sobre o pleito e as urnas eletrônicas.

Em 2023, chegou a ser cotado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).

*Do Portal R7

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Ministros do TCU querem aumentaço dos próprios salários

TCU

Pagamentos de mais de um terço dos já altos salários ainda não têm data

A interrupção do pagamento pode perdurar até que o plenário avalie a legalidade da resolução. (Foto: Leopoldo Silva/Agência Senado).

O Tribunal de Contas da União (TCU) concedeu aos ministros da Corte um privilégio que possibilita o incremento de aproximadamente um terço do salário mensal.

Embora a Constituição estabeleça que o TCU tenha salário equiparado ao do Supremo Tribunal de Justiça (STJ), a remuneração foi interrompida temporariamente após solicitação do Ministério Público.

Segundo reportagem do jornal Folha de São Paulo, o STJ autorizou, em 8 de novembro, a criação desse benefício com base em uma resolução aprovada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em 17 de outubro, durante a primeira sessão presidida pelo ministro Luís Roberto Barroso. Essa resolução gerou um efeito cascata, beneficiando juízes federais, militares e do trabalho.

Depois do requerimento do Ministério Público, o próprio TCU optou por interromper o pagamento do privilégio. O subprocurador-geral do Ministério Público junto ao TCU, Lucas Rocha Furtado, questionou a legalidade do pagamento semelhante de compensação por sobrecarga de trabalho a juízes federais e trabalhistas.

A interrupção do pagamento pode perdurar até que o plenário avalie a legalidade da resolução.

Na medida aprovada pelo STJ, o privilégio é concedido para magistrados que acumulem funções administrativas e atividades adicionais. Neste caso, os valores são pagos por meio de compensação, sem incidência no Imposto de Renda.

As funções incluem a presidência, a vice-presidência, a Corregedoria Nacional de Justiça, a diretoria-geral da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados e quem atua como magistrado instrutor ou juiz auxiliar.

*Fonte: Diário do Poder

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